
Quando o patrão acha que opinião dele vale mais que a do funcionário



Saiu nesta terça-feira a lista com os indicados para o prêmio de melhor treinador da temporada 2017/18. E a Copa do Mundo, como esperado, teve grande peso para a seleção dos candidatos: cinco comandantes que se destacaram no torneio na Rússia apareceram entre os 11 treinadores selecionados pela entidade máxima do futebol mundial. Tite, entretanto, não aparece na lista, que conta ainda com Zidane, Klopp e Guardiola.
A relação – que teve um nome a mais do que o esperado – deu espaço às seleções que tiveram melhores campanhas no Mundial. Didier Deschamps, campeão com a França, e Zlatko Dalic, vice com a Croácia, foram indicados, assim como Roberto Martínez, da terceira colocada Bélgica, e Gareth Southgate, da quarta colocada Inglaterra. Stanislav Cherchesov, que chegou às quartas de final com a Rússia de forma inesperada, é o nome mais surpreendente entre os 11.
Apesar do peso da Copa na lista, os clubes tiveram maior espaço, com seis treinadores apontados como candidatos ao prêmio. Zinedine Zidane – que foi tricampeão europeu com o Real Madrid e é o atual detentor do troféu – disputará contra Jürgen Klopp, vice-campeão da Champions com o Liverpool; Diego Simeone, vencedor da Liga Europa com Atlético de Madrid; Pep Guardiola, campeão inglês com o Manchester City; Ernesto Valverde, vencedor do Espanhol com o Barcelona; e Massimiliano Allegri, que ganhou o Campeonato Italiano com a Juventus.

A temporada interrompida por uma lesão e marcada pelo desempenho sem brilho na Copa do Mundo tirou Neymar do rol de melhores jogadores do mundo, ao menos temporariamente. A Fifa divulgou nesta terça-feira os 10 indicados ao prêmio Fifa The Best e deixou de fora o brasileiro – que chegou a ser terceiro colocado em 2015 e 2017. Atual detentor do título, Cristiano Ronaldo está entre os candidatos e terá como rivais Messi, Modric, Mbappé, Griezmann, Varane, Salah, De Bruyne, Hazard e Kane.
Campeã do mundo, a seleção francesa tem três nomes entre os candidatos a levar o prêmio de melhor do mundo: Griezmann, Mbappé e Varane. A Bélgica, terceira colocada, conta com dois jogadores – De Bruyne e Hazard -, um a mais que a vice-campeã Croácia, que só conta com Modric como representante. Kane foi o indicado da quarta colocada Inglaterra.
Dos 10 candidatos, apenas Cristiano Ronaldo, Messi e Salah não chegaram às semifinais do Mundial. Tricampeão europeu com o Real Madrid, artilheiro da Champions e autor de quatro gols na Copa, Cristiano Ronaldo é considerado um dos favoritos à premiação, enquanto o argentino chega menos cotado do que em outras oportunidades. Salah, visto como forte candidato por conduzir o Liverpool à final da Liga dos Campeões, perdeu força com a queda do Egito na fase de grupos na Rússia.

Esta é a quarta vez que não há nenhum brasileiro entre os 10 primeiros colocados da premiação oficial de melhor jogador do mundo, concedida pela Fifa – que foi criada em 1991. As anteriores foram em 1991, 1992, 2010 e 2012.
Os 10 nomes foram indicados por um painel composto por ex-jogadores, considerados “Lendas da Fifa”. Para os prêmios de melhor técnico e jogador no futebol masculino, os responsáveis foram Kaká, Ronaldo, Carlos Alberto Parreira (Brasil), Lothar Matthäus (Alemanha), Alessandro Nesta, Fabio Capello (Itália), Didier Drogba (Costa do Marfim), Frank Lampard (Inglaterra), Sami Al Jaber (Arábia Saudita), Emmanuel Amunike (Nigéria), Cha Bum-Kun (Coreia do Sul), Andy Roxburgh (Escócia) e Wynton Rufer (Nova Zelândia).
Agora, a decisão final virá atráves dos votos dos capitães e técnicos das seleções nacionais e dos jornalistas de cada um dos mais de 200 países filiados à Fifa. Estas indicações serão somadas à decisão do voto popular – através de eleição no site da Fifa -, que, na soma final, terá peso igual. Cada eleitor indicará três jogadores, em primeiro, segundo ou terceiro lugar – atribuindo, três e um ponto a cada um deles, respectivamente. Quem tiver maior soma ao fim será o vencedor, a ser anunciado na festa de gala do dia 24 de setembro, em Londres.
Além dos finalistas na disputa de melhor jogador do mundo, foram anunciadas as concorrentes entre as mulheres e treinadores, nas categorias masculina e feminina.

A Fifa divulgou também as 10 finalistas ao prêmio de melhor jogadora do mundo. Entre as selecionadas está a brasileira Marta, vencedora do troféu por cinco vezes e indicada em 14 oportunidades. Lieke Martens, que ganhou em 2017, não aparece entre as definidas. Lucy Bronze (Lyon e seleção inglesa), Pernille Harder (Wolfsburg e seleção dinamarquesa), Ada Hegerberg (Lyon e seleção norueguesa), Amandine Henry (Lyon e seleção francesa), Sam Kerr (seleção australiana e Sky Blue), Saki Kumagai (Lyon e seleção japonesa), Dzsenifer Marozsan (seleção alemã e Lyon), Marta (Brasil e Orlando Pride), Megan Rapinoe (Estados Unidos e Seattle Reign) e Wendie Renard (seleção francesa e Lyon) são as escolhidas. Destaque para seis atletas do Lyon, que em maio garantiu seu quinto título da Champions League.
Presente na relação, Marozsan vem enfrentando um problema de saúde delicado. Vencedora da última edição da Champions com o Lyon, a jogadora da seleção alemã tem uma embolia pulmonar e está temporariamente fora dos gramados ainda sem previsão de retorno. Em declaração nas redes sociais, ela comentou sua situação. (Do Globo Esporte)

Propaganda dos cigarros Philip Morris, em 1952, estrelado por Lucille Ball e Desi Arnaz Jr.

O Remo venceu e convenceu jogando diante do Confiança-SE na noite do domingo, no Batistão. A vitória por 2 a 0 fora de casa serviu para interromper a série de dois jogos sem triunfos e deu um novo ânimo para o Leão na briga para sair da incomoda situação na tabela da Série C do Campeonato Brasileiro. O técnico azulino, João Neto, analisou o confronto.
“A gente conseguiu compactar as duas linhas, fazer bem a dinâmica, fazer a transição rápida e ter as bolas do jogo para fazer os gols. Tivemos algumas dificuldades, mas a gente conseguiu buscar a vitória. Agora focamos no jogo dentro de casa”, avaliou o treinador.
Após a vitória, o treinador azulino já foca no duelo em casa diante do ABC. “A concentração é em cada jogo. Penso no meu treinamento, isso é importante. É focar em cada partida e esquecer o que vem pela frente. Quero pensar só na vitória, é nisso que tenho me preocupado. Vamos procurar aplicar tudo o que a gente tem de bom, porque agora a final é contra o ABC e vamos continuar nessa pegada”, ressaltou.
Para o confronto dentro do Mangueirão e querendo mais uma vitória na competição, o comandante azulino mandou um recado para os fanáticos pelo Leão: “Que a nossa torcida acredite e vá ao Mangueirão no próximo jogo, contribuindo de uma forma positiva para empurrar a equipe para frente. Que nos ajude a construir um resultado que vai ser muito importante para a reta final da Série C”, finalizou.



O Paissandu contratou um novo reforço para a lateral-esquerdo: é Guilherme Santos, que chega para reforçar a equipe na sequência da Série B. O jogador realizou exames durante esta segunda-feira, no Estádio da Curuzu, em Belém.
Guilherme, 30 anos, passou pelo clube em 2017, deixando uma boa impressão com três assistências nos 12 jogos disputados na Segundona. Teve o contrato renovado com o Papão para 2018, mas recebeu proposta do Jubilo Iwata, do Japão, e optou pela transferência.
Lá, Guilherme realizou 12 partidas e deixou a equipe japonesa depois de se envolver numa briga durante jogo pelo campeonato nacional. Expulso, ele chutou um outro atleta e, em seguida, acertou uma cotovelada no rosto do intérprete do Yokohama, adversário do Iwata.
Caso se confirme a contratação, Guilherme Santos chega para um dos setores mais instáveis do PSC na temporada. Três laterais-esquerdo passaram pela equipe e nenhum deles conseguiu manter uma regularidade e cair nas graças da torcida: Victor Lindenberg – já devolvido ao Botafogo -, Mateus Miller e Carlinhos, que está em recuperação de lesão.
Guilherme está há quase quatro meses sem jogar, o que significa que irá ter um período de condicionamento, não podendo reforçar o Papão nesses jogos finais do turno. É uma boa contratação, mas há sempre o risco de deixar o clube antes do final do campeonato.

A continuidade de Tite à frente da Seleção Brasileira não deverá ser problema para a CBF. Outras questões envolvendo a comissão técnica, no entanto, serão debatidas pela confederação. Se antes o grupo de trabalho de Tite tinha “carta branca” para definições, o mesmo não ocorrerá no próximo ciclo de trabalho – até a Copa de 2022, no Catar. Internamente, há quem defenda uma cobrança maior e menos autonomia à comissão técnica. O principal alvo é o coordenador de Seleções, Edu Gaspar.
Livre para comandar o trabalho na diretoria de seleções até a Copa de 2018, o profissional será fiscalizado de perto pela cúpula da entidade. O resultado aquém do esperado no Mundial da Rússia motivou tais decisões. A confederação aguarda Tite nesta semana para bater o martelo sobre a renovação e colocar os pontos na mesa.
O contrato atual vai até 31 de julho – uma definição sobre a continuidade do treinador no cargo ocorrerá antes disso. Questionada, a comissão técnica será alvo de outros debates entre Tite e CBF. Com exceção dos auxiliares Cleber Xavier e Matheus Bacchi, além do preparador de goleiros Taffarel, todos os outros profissionais terão sua permanência avaliada.
A ala médica está no centro do debate nos próximos dias. Fisioterapia, preparação física e departamento médico não falaram a mesma língua durante a preparação para a Copa do Mundo. E tal ponto incomoda a CBF, que não descarta mudanças no setor. A confederação não gostou de saber que os profissionais dos três departamentos tiveram relacionamento delicado durante a Copa.
O excesso de lesões e as discordâncias no discurso de recuperação e prazo de retorno dos jogadores criaram uma situação desconfortável entre o preparador físico Fábio Mahseredjian, o fisioterapeuta Bruno Mazziotti e o médico Rodrigo Lasmar. É possível que algum dos três perca a vaga na próxima formação da comissão técnica.
As discussões internas na comissão técnica reforçaram o debate na cúpula da CBF relativo aos valores pagos aos profissionais da comissão técnica. Membros influentes da confederação não defendem um aumento na remuneração dos profissionais. Fato é que a eliminação de um grupo “baleado” deixará marcas na questionada ala médica da Seleção.
Contando com o clamor popular no início do trabalho, Tite terá que encarar rejeições externas e internas no início do próximo ciclo. A falta de um resultado expressivo na Copa do Mundo potencializou as cobranças nos corredores da confederação. Após período de descanso, a Seleção Brasileira voltará a campo no início de setembro – amistosos nos dia 7 e 11, nos Estados Unidos.
E as mudanças de Tite na lista de 23 convocados não serão os únicos assuntos a movimentar os bastidores da lista de convocados. Os debates sobre as discussões nos corredores do resort de Sochi – concentração da Seleção não Rússia – começam a pipocar.

POR GERSON NOGUEIRA
Mais do que a vitória com autoridade, dos gols produzidos em lances coletivos, impressionou na atuação do Remo contra o Confiança a capacidade de organização e recomposição no meio-campo, em afinada conexão com a defesa, permitindo pela primeira vez na competição uma atuação encaixada, sem dar chances maiores ao adversário.
E não era um oponente qualquer. O Confiança jogando em casa (estádio Batistão, em Aracaju), ao lado da torcida e com necessidade de impor pressão ofensiva para quebrar o longo jejum de vitórias. A última obtida, por coincidência, em Belém, contra o Remo por 3 a 0.
A velocidade com que o Remo retomava a bola e partia para o ataque surpreendeu o Confiança. A estratégia foi premiada logo de cara com o gol de Gabriel Lima, resultante da perfeita troca de passes entre Nininho, Eliandro e Rodriguinho.
Jogando sem receios, bem organizado e sem afrouxar a marcação, o Remo ainda desfrutou de grande oportunidade aos 26 minutos, com Eliandro limpando lance na área e batendo rasteiro. O goleiro defendeu parcialmente, mas Dedeco não aproveitou o rebote.
Mas, aos 36’, Rodriguinho lançou Fernandes em profundidade e este cruzou na medida para Gabriel, que fechava na pequena área. O atacante desviou a bola tirando do alcance do goleiro Genivaldo, fazendo 2 a 0.
O Confiança se atrapalhava nas subidas, errando muito com Raí, Vila, Léo Ceará e Iago, que esbarravam na firme parede de marcação dos volantes Vacaria e Dudu, ambos com trabalho incansável à frente dos zagueiros.
Na etapa final, o Remo se dedicou a controlar o jogo, sem forçar as saídas. A entrada de Tito deu maior presença ao Confiança na frente, mas a defesa reagiu bem. Eliandro, Gabriel e Leandro Brasília tiveram ainda boas oportunidades para ampliar.
Um resultado importantíssimo, que recoloca o Remo na briga contra o rebaixamento, podendo até sair da zona de degola na próxima rodada, caso vença o ABC e Juazeirense e Salgueiro empatem.
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Papão arranca empate, apesar de repetir velhos erros
A Arena Barueri quase viu no sábado à noite a reedição do jogo do ano passado, quando o Papão arrancou uma bela vitória frente ao Oeste. Tudo novamente parecia se encaminhar bem para os bicolores, que aos 23 minutos do primeiro tempo já venciam por 2 a 0, com direito a um golaço do volante William, batendo forte de fora da área.
O problema, como tem sido rotineiro nas atuações do Papão nesta Série B, é o descontrole na saída de bola e a cobertura deficiente dos lados do campo. O Oeste, mesmo assustado com o placar adverso, conseguiu diminuir ainda no primeiro tempo, explorando o buraco pelo lado direito da zaga paraense. Nasceu dali o cruzamento de Conrado para o cabeceio de Pedrinho entre os zagueiros Edimar e Diego Ivo.
Como esperado, o Oeste veio para o 2º tempo com ímpeto redobrado e conseguiu o empate após chute forte que bateu na trave e nas costas do goleiro Renan Rocha. Carlinhos pegou a sobra e tocou para as redes.
O Papão se recobrou rapidamente do impacto, procurando sair através de Thomaz, que flutuava pelos dois lados do ataque, e explorando deslocamentos de Claudinho, mas o terceiro gol não veio, apesar de duas grandes chegadas, com o próprio Thomaz e em cabeceio de Edimar.
De maneira geral, o PSC mostrou um desprendimento maior do que vinha apresentando sob o comando de Dado, chegando mesmo a ter mais variação de jogadas no ataque.
É verdade que repetiu ainda alguns velhos erros de cobertura e na excessiva troca de passes laterais no ataque, mas já mostrou mais presença de área, com Thomaz aparecendo como um atacante-surpresa.
Guilherme Alves festejou o ponto conquistado e manifestou confiança de que a equipe vai reagir melhor nas próximas rodadas, exibindo mais segurança e objetividade. Terá duas partidas (Guarani e Figueirense) em casa para demonstrar isso.
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Pai abusa da hostilidade com imprensa e prejudica Neymar
A divulgação de um áudio pode tornar ainda mais espinhosa a missão de recuperação da imagem de Neymar, arranhada após a frustrante campanha em gramados da Rússia. A conversa mostra Neymar pai furioso com pergunta sobre uma festa que teria sido realizada no hotel da Seleção em Sochi, após a estreia na Copa. Sem responder diretamente, ele hostiliza a repórter da Folha de S. Paulo com termos agressivos e abaixo da linha da cintura.
Neymar tem se atrapalhado sozinho no esforço para equilibrar as imagens de craque com a de popstar, mas agora, pelo visto, ganha a companhia daquele que deveria ser seu ponto de equilíbrio em momento tão delicado da carreira.
(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 23)
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