Quando o patrão acha que opinião dele vale mais que a do funcionário

Por Luis Nassif, no GGN
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Bastou uma homenagem à Dilma Rousseff viralizar nas redes sociais que o dono do restaurante onde ocorreu a manifestação em favor da ex-presidente fez questão de se posicionar, como se a opinião dele fosse, de alguma maneira, mais valiosa que a de outrem. Mais: como se ele tivesse poder de “desautorizar” o funcionário a ter sua própria opinião e a manifestá-la de alguma maneira.
A Folha de S. Paulo, por sua vez, deu espaço ao dono contrariado com a mensagem de apoio à Dilma, mas não ouviu o funcionário autor da homenagem – não se sabe se ele não quis falar ou se a reportagem sequer tentou.
O que se sabe é que o dono do restaurante. Fernando Areco Motta, disse, expressamente, que a homenagem à Dilma “não reflete meu pensamento e nem o do restaurante” e que o gesto foi “impensado e não autorizado”.
Motta disse que não estava no restaurante no momento em que ocorreu a passagem de Dilma. Se estivesse, impediria qualquer homenagem?
Folha acrescentou apenas que “o funcionário responsável pela sobremesa continua trabalhando no local e não será demitido, segundo informou outro funcionário do restaurante.”
Dilma foi ao restaurante A Favorita e divulgou, no último final de semana, a imagem do carinho que recebeu do funcionário: um prato com a mensagem “sempre nossa presidenta”. “Uma delicada gentileza que me encheu o coração de alegria”, disse ela.

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