Remo precisa ajudar a sorte

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POR GERSON NOGUEIRA

Em situação crítica na Série C, o Remo tem 12 pontos e precisa ganhar pelo menos oito para escapar ao rebaixamento. Restam quatro rodadas, com dois jogos fora e outros dois em casa. A essa altura, o que mais preocupa o torcedor nem é a eventual força dos adversários, mas a inconstância e falta de confiança que o próprio Remo mostra na competição.

Nos últimos jogos, o time até desenvolveu bem a distribuição de jogadas e mostrou-se organizado até mesmo na derrota para o Santa Cruz no Recife, quando merecia melhor sorte e sofreu também com erros da arbitragem.

Diante do Botafogo-PB, porém, pesou mesmo a falta de pontaria e a ausência de jogadas em profundidade, que permitissem maiores oportunidades de finalização. Ainda assim, cabe reconhecer que o futebol mostrado pela equipe não é inferior ao dos concorrentes diretos.

Sob o comando de João Neto, o Remo mudou de esquema, voltando ao 4-4-2, mas preservou o capricho na troca de passes e vem melhorando no aspecto defensivo, mas o ataque tem se mostrado inoperante. A perda de Everton, principal organizador no meio, travou a criação.

O Remo terá Salgueiro, Juazeirense e possivelmente o Globo como rivais  na luta contra o rebaixamento. Por isso, além de vencer em casa e buscar dois empates fora, terá que torcer muito contra esses adversários.

Depois do empate entre Salgueiro e Náutico, ontem, o Remo ficou a 4 pontos de Juazeirense (16) e do próprio Carcará (16). Na 15ª rodada, a Juazeirense enfrenta o Náutico no Recife e o Salgueiro visita o ABC. Caso empate com o Confiança, o Remo poderá reduzir a diferença.

Na 16ª rodada, Juazeirense e Salgueiro jogam e o empate é o resultado ideal para o Remo, que recebe o ABC no Mangueirão e não pode tropeçar. Caso esses resultados ocorram, Juazeirense e Salgueiro teriam 17 pontos e o Remo, 16, ao fim da rodada, sendo que todos com quatro vitórias.

O Salgueiro recebe o Remo e a Juazeirense pega o Santa na 17ª rodada. Para os azulinos, empates seriam bem-vindos, pois definem a sorte em casa diante do Náutico, provavelmente já classificado. O Salgueiro joga com o Santa no Recife e a Juazeirense visita o Botafogo-PB, que briga pelo G4.

São projeções que dependerão da determinação e força mental que o Remo irá mostrar dentro e fora de Belém nesses quatro compromissos.

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Técnico começa mostrando coerência

O discurso de Guilherme Alves surpreendeu positivamente, talvez por escapar àquele tom professoral e tedioso de Dado Cavalcanti. Parece mais próximo da franqueza boleira de um Renato Gaúcho, dizendo abertamente o que pensa e evitando aqueles rapapés que tanto irritam torcedor.

Não falou nenhuma novidade, mas enfatizou a questão disciplinar e a valorização da base. Joga quem estiver bem, garantiu. Nos primeiros treinos, já mostrou coerência, recolocando o volante William no time titular, com chances de jogar contra o Oeste, em S. Paulo.

As indicações de Guilherme também foram rápidas e certeiras, para resolver a falta de centroavante no elenco: Lúcio Flávio, centroavante, ex- São Bento e Fortaleza, e Victor Rangel, ex-Bahia e América-MG. Terão que entrar logo em ação, pois o time despenca na tabela (caiu para o 14º lugar) e está a apenas um ponto do Z4.

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Goleiro se valoriza apesar da Copa sem brilho

Taffarel foi grande goleiro, defendeu o Brasil em Copas, mas como preparador de novos arqueiros não tem sido lá muito feliz. Ignorou o gremista Marcelo Grohe, em grande fase, para apostar todas as fichas em Alisson, dizendo ser um dos melhores do mundo e o goleiro mostrou o que todos (até os leigos na matéria) já sabiam.

Goleiro de Seleção tem que ser competente em todos os aspectos, com um quê de milagreiro, como foi o próprio Taffarel. Logo na estreia, o goleiro de uniforme cor de alface nem saiu da linha do gol no lance que gerou o gol suíço. Bola, em cruzamento fechado, era dele.

Por trás de uma zaga firme, que falhou pouquíssimas vezes, Alisson não exibiu segurança. Diante da Bélgica, nem esboçou reação após a bola desviada em Fernandinho na cobrança de escanteio. Depois, pulou com muito atraso no disparo de De Bruyne.

Apesar disso, jogar na Seleção rendeu o interesse de grandes clubes. O Real Madri chegou a ser especulado e agora surge o Liverpool disposto a pagar 70 milhões de euros (R$ 315 milhões) para o brasileiro substituir Karius, o mão-de-alface que desgraçou os Reds na última Champions.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 18)

Papão anuncia reforços para o ataque

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A diretoria do Paissandu agiu rápido, aproveitando a abertura da janela de transferências internacionais na segunda-feira, para ir em busca de reforços para o ataque. O primeiro alvo é atacante Victor Rangel (foto), que defendeu Ceará, Bahia, América-MG e Grêmio, e recentemente voltou ao Brasil após ser campeão da segunda divisão do México pelo Cafelateros, de Tapachula. Ele subiu com o Bahia para a Série A em 2016. Rangel tem 27 anos e nasceu em Serra, no Espírito Santo.

O jogador deve chegar nesta quarta-feira para fazer exames médicos no Papão e, em seguida, assinar contrato. O próprio atacante já havia adiantado, em rede social, que estava prestes a se apresentar ao novo clube, sem adiantar qual.

Outro reforço anunciado é Lúcio Flávio, centroavante que defendeu São Bento e Fortaleza e que já trabalhou com o técnico Guilherme Alves. As duas contratações visam suprir a falta de força ofensiva demonstrada pelo Paissandu nos últimos jogos, desde que o artilheiro Cassiano se transferiu para a China.

Três alemães na seleção dos piores da Copa

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O jornal francês “L’Equipe” divulgou nesta terça-feira suas seleções dos melhores e dos piores jogadores da Copa do Mundo de 2018. A lista de jogadores que decepcionaram conta com três alemães. Com campanha decepcionante, a Alemanha perdeu para México e Coreia do Sul e não passou da primeira fase da Copa. Assim, Khedira, Ozil e Muller (foto) aparecem na seleção de piores do L’Equipe.

Completam a seleção Caballero (Argentina); Piszczek (Polônia), Alvarez (México), Duarte (Costa Rica) e Rybus (Polônia); Goralski (Polônia); Pisto (Dinamarca) e Ihenacho (Nigéria).

A seleção dos melhores, por sua vez, tem um brasileiro. Trata-se do zagueiro Thiago Silva, que joga no Paris Saint-Germain e teve média de 6,6 durante a Copa segundo o jornal francês. Completam o time Courtois (Bélgica); Trippier (Inglaterra), Varane (França) e Hernandez (França); Modric (Croácia), Pogba (França) e De Bruyne (Bélgica); Mbappé (França), Hazard (Bélgica) e Cavani (Uruguai).

Sem medo do perigo, Liverpool quer substituir Karius por Alisson

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Um dos principais focos do Liverpool no atual mercado de transferências é na posição de goleiro. Após falhas do Karius na final da Champions League da temporada passada, o principal nome especulado é o de Alisson. Segundo The Guardian, o clube inglês fez uma proposta de 70 milhões de euros (cerca de 316 milhões de reais) pelo jogador, a Roma, porém, quer mais.

O clube italiano aceita negociar o goleiro por 75 milhões de euros (cerca de 338 milhões de reais). O goleiro da Seleção Brasileira também estava sendo cogitado no Chelsea, que, provavelmente, deve negociar seu atual goleiro, o belga Courtois, que já expressou desejo de deixar o clube. Os ingleses, porém, ainda não fizeram uma oferta oficial por Alisson.

Caso o negócio se concretize, Alisson vai se tornar o goleiro mais caro da história, superando Gianluigi Buffon em 2001, quando a Juventus pagou 53 milhões de euros (cerca de 239 milhões de reais) e Ederson quando foi para City vindo do Benfica por 40 milhões de euros (cerca de 180 milhões de reais).

Um dos possíveis substitutos de Alisson, na Roma, pode ser o francês Areola, atualmente no PSG. Com a chegada de Buffon, o goleiro perdeu espaço no elenco, tendo em vista que ele ainda concorre com o alemão Trapp pela posição, tendo revesado com o companheiro de equipe nos jogos da temporada anterior. (Do Terra) 

Crise financeira leva três clubes italianos à falência

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Envolvidos em uma grave crise financeira, três clubes do futebol italiano tiveram suas falências decretadas pela Justiça do país e terão que fechar suas portas. Assim como o Parma em 2015 e a Fiorentina em 2002, agora Reggiana, Bari e Cesena vão ter que recomeçar suas respectivas histórias na divisão amadora Série D com outro nome e escudo.

 Associazione Calcio Reggiana, que disputou a Série C (Lega Pro) na temporada passada, chegou até a apresentar toda a documentação para se inscrever no campeonato, no entanto, a participação do clube foi bloqueada pela organização da liga por causa das altas dívidas bancárias que a entidade acumulou.

Fundado em 1919 e presidiado pelo ex-jogador de beisebol Mike Piazza, o clube chegou a disputar sete edições da Série A. O ex-time de grandes ex-atletas como Claudio Taffarel e Fabrizio Ravanelli irá enfrentar a sua segunda falência na história.

Depois de disputar a Série B na temporada passada e ter brigado para não cair, o Associazione Calcio Cesena, por sua vez, teve seu pedido de falência decretado pela Procuradoria de Forlì. O clube “bianconero” precisava de seis milhões de euros para conseguir se inscrever na competição, mas não conseguiu arrecadar a quantia. Um banco britânico até tentou salvar a equipe, porém desistiu no meio das negociações.

Ao contrário do Reggiana, essa é a primeira vez em que o Cesena entra em falência. O clube disputou 13 edições da elite do futebol italiano, sendo a última na temporada 2014/15. Por fim, o Bari colocou um ponto final em sua história após 110 anos. Como o Cesena, o clube biancorosso não cumpriu os requisitos financeiros para se inscrever para a próxima temporada da Série B.

Três vezes semifinalista da Copa da Itália, o Bari possui 32 participações na Série A, sendo seu melhor resultado um sétimo lugar. De acordo com a imprensa italiana, o Avellino e o Pro Vercelli, que é detentor de sete Campeonatos Italianos, estão na mira da Justiça e também correm sérios riscos de falirem.

Em decorrência de uma grave crise financeira, mais de 20 clubes italianos faliram nos últimos cinco anos. Entre eles estão Siena, Modena, Como e Messina. (Do Estadão)

Zidane poderá juntar-se a Cristiano Ronaldo na Juventus

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Portal espanhol cita fontes próximas da família Agnelli para garantir que o ex-treinador do Real Madrid assumirá um lugar na estrutura do clube de Turim. O treinador que dirigiu o Real Madrid em três das quatro conquistas da Liga dos Campeões, que Cristiano Ronaldo somou ao currículo pelo clube merengue, poderá estar a caminho da Juventus, o que, neste caso de Zidane, seria um regresso a uma casa que bem conhece, uma vez que representou o campeão italiano como jogador, entre 1996 e 2001.

A notícia foi avançada pelo portal “Libertad Digital”, que cita fontes próximas à família Agnelli, proprietária da Juventus e da Fiat. De acordo com essa publicação, Zidane assumirá as funções de assessor da direção técnica, ao lado do diretor desportivo Fabio Paratici. Este é, contudo, um cenário que carece de confirmação oficial e, caso se confirme, o regresso de Zidane à Juve só se dará no próximo mês de outubro.