Resposta à coluna “Sobre chuteiras e máscaras”

Por Heraldo Mello (melloheraldo@yahoo.com.br)
Acompanho a sua coluna já há bastante tempo, tenho enorme admiração pela eloquência e destreza com que você rabisca seus comentários quase sempre coberto pela razão e pela experiência que os anos de comentários e observações lhe trouxeram, dando-nos a segurança e a certeza da imparcialidade e visão absolutamente correta dos fatos e adjacências quase sempre relacionadas ao nosso esporte maior, o futebol, todavia é imperativo ressaltar que a despeito do seu comentário na edição de número 10.789 datada de hoje, 28 de janeiro de 2014, faz-se absolutamente necessário apresentar a visão do povo brasileiro em relação ao que se fala e sobretudo ao que o povo tem feito em relação à essa copa do mundo de 2014 no Brasil, a saber:
É justa e correta a manifestação do povo relacionados sim aos gastos estratosféricos apresentados até aqui, relacionados à organização, construção e reforma de estádios de futebol, veja em 2007 quando o Brasil foi o “escolhido”para sediar a copa de 2014, as estimativas iniciais de gastos com os estádios estavam orçados em 2,5 bilhões de reais. Hoje ouvimos o ministro dos esportes alardear que vamos atingir a cifra de 7 bilhões de reais para a conclusão de tudo. Isso posto, vale ressaltar que também foi alardeado que a iniciativa privada seria a responsável pela injeção do capital para a modernização e construção de novas praças esportivas para o grandioso evento. Pura balela, os gastos estão sendo bancados integralmente por este governo com o nosso dinheiro.
A despeito da saúde, educação, segurança pública, transporte público, saneamento básico e etc…Estarem cada vez mais em evidência pela pouca ou total ausência de investimentos, embora no seu comentário você afirme que está assegurado em orçamentos, não é o que nós, o povo, vê no decurso do dia-a-dia.
Então para resumir, cabe perguntar, é justo fazer uma copa do mundo voltada para as atenções do mundo exterior, quando o nosso povo necessita urgentemente de absolutamente tudo para poder ter uma vida digna? Só quem precisa acordar cedo, ou as vezes sequer dormir, sabe o que é ter que ir ao falido SUS em busca de socorro médico; só quem necessita acordar de madrugada para pegar um transporte horrível, correndo inclusive risco de vida, sabe o que é sofrer; e a educação? O que vemos? Esse quadro deplorável de dependência cada vez maior do poder público; Falar de segurança pública em nosso país e principalmente em nosso estado, é aterrador…E a total ausência de saneamento básico?? E as creches para as nossas crianças? E outras e outras necessidades que se relacionadas aqui, certamente encheriam várias laudas deste informativo…
Para concluir, o que o povo reivindica justamente, diga-se de passagem é tratamento digno de “copa do mundo” onde todos os “interessados” arregaçaram as mangas e literalmente correram atrás das verbas e liberações das mesmas para fazer a “melhor copa de todas”.
Não me atrevo a falar sobre o sério risco que estamos correndo pela morosidade com que a porta de entrada do país, os aeroportos, estão sendo conduzidas neste momento, pois estamos à beira de sermos ridicularizados planeta afora por termos que apresentar ao mundo o meu, o seu e o nosso “puxadinho” pra compensar os atrasos monumentais com que foi conduzido esta importantíssimo fator, sem falar nas tais obras de mobilidade…Essa eu deixo pros especialistas da área.
Gerson, caro escriba, analise e veja se o povo tem ou não razão de reclamar???
Abraços,
Do seu fiel leitor,
Heraldo Mello

Sobre chuteiras e máscaras

Por Gerson Nogueira

Em meio à insanidade que permeia esse período pré-Copa no Brasil, entre colchões incendiários e uivos oportunistas, o amigo Palmério Dória, jornalista dos bons, cravou a frase definitiva no Twitter: “A Copa de 2014 é do Mundo. Não é do Brasil. É no Brasil”. Um golpe no fígado dos falsos moralistas que insistem em não ver a importância do evento para o país do futebol.

unnamed (42)Não há choro, nem vela. A Copa vai acontecer, torcida brasileira. E será uma das melhores – se não for a melhor – de todos os tempos. Repleta de craques, vai concentrar as atenções do planeta, como sempre. Os novos estádios, alvos preferenciais da ira dos rebeldes sem causa da avenida Paulista, já estão prontos (ou quase). Por isso, soa absurda a grita contra os gastos do torneio. Só agora, depois de tudo pronto, vem o queixume?

É difícil crer em desinformação. Há uma distorção consciente dos fatos, com fins claramente políticos. Ao erguer a voz para comparar gastos da Copa com a situação dos hospitais, das estradas ou da segurança pública, os filhos do ócio parecem esquecer (de propósito) que verbas públicas são orçadas a cada ano pelo Congresso Nacional.

Não há desvio de finalidades. As verbas para saúde, educação ou infraestrutura estão asseguradas. Despesas com a Copa, pelo menos na parte que coube ao governo, são cobertas por recursos alocados especificamente para o torneio. Em contrapartida, já foram gerados mais de 600 mil empregos nas sedes do torneio e há a expectativa de um superávit histórico na indústria do turismo.

Questionar se isso é válido ou não já é outra prosa, mas o momento de chiar já passou. Era para contestar bem antes, lá em 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar o mundial. A ausência de substância nos protestos faz com que as mobilizações sejam ralas, circunscritas a grupelhos partidários. Sem força de convencimento, apelam para o vandalismo, como no caso do Fusca incendiado no centro da capital paulista.

Por nascer sem legitimidade, a nova onda de manifestações parece apenas mais um traço esdrúxulo desse paiol de exotismos que é o Brasil. Para os gringos que acompanham as imagens da bagunça deve ser duro entender como a pátria-mãe de Pelé, Garrincha e Ronaldo gerou filhos capazes de rejeitar o maior evento futebolístico do planeta.

Não há registro recente de país que, depois de lutar para promover o torneio, tenha se tornado hostil à sua realização. Só mesmo a falta de algo útil para fazer explica o engajamento em torno de tamanho despautério. A não ser que o movimento “Não vai ter Copa” seja, como se suspeita, mero disfarce a esconder o objetivo real: melar o processo eleitoral.

Como isto é Brasil, melhor não duvidar.

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Rescaldos do choque-rei

Charles Guerreiro está na marca do pênalti. Grande parte da torcida azulina atribui a ele e ao zagueiro Rogélio a culpa pela derrota para o maior rival. Para piorar, dirigentes também fritam o técnico, defendendo sua substituição imediata. Fala-se em Vagner Benazzi, que passou há pouco tempo por aqui, caindo com o Paissandu para a Série C. PC Gusmão é outro nome bafejado, bem como Flávio Lopes, que esteve no Remo há três anos, sem deixar maiores saudades.

Nas internas, tentando não se abalar com a pressão, Charles planeja fazer a primeira mexida no quadrado de meio-de-campo, ponto nevrálgico do time. Para o jogo contra o Gavião, amanhã, Athos deve ser substituído por Dadá, volante de estilo ofensivo, que servirá de escolta para Eduardo Ramos.

O novo desenho da meia-cancha já era defendido no clube desde o começo do campeonato. Os embaraços observados nas partidas contra Santa Cruz e São Francisco sinalizavam para a necessidade de alterar a composição. Os dois meias, Ramos e Athos, têm características parecidas e terminam por ocupar a mesma faixa de campo.

Contra o Paissandu, o problema se revelou por inteiro, pois o Remo simplesmente não teve criação no meio e só ganhou velocidade e consistência ofensiva quando Charles trocou Athos por Zé Soares.

Cabe ao técnico preservar (como não fez ao substituí-lo no clássico) o jogador, que é um dos grandes reforços para a temporada. Desde que recupere sua melhor forma, Athos será muito útil ao Remo, tanto no Parazão quanto na Copa Verde e na Copa do Brasil.

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A volta do renegado

Pikachu procurou os dirigentes e foi perdoado. Depois da saída à francesa, antes do Re-Pa, reapareceu para treinar com os companheiros e foi reincorporado ao elenco. A dúvida é: voltou para ficar ou apenas para arrumar as malas? 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 28)

Rio verá o U2 na véspera da abertura da Copa

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Confirmado: a banda irlandesa U2 será a responsável por animar a noite de abertura da Copa do Mundo 2014, dia 11 de junho, no Rio de Janeiro. No dia seguinte acontece o primeiro jogo da Copa 2014, no Itaquerão, em São Paulo. Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, já recebeu da Fifa um orçamento de R$ 20 milhões para realizar a festa de abertura do evento. Desse valor, apenas 20% será bancado pela Cidade Maravilhosa, enquanto 80% das verbas são oriundas de patrocinadores. Está vai ser a quarta vez que o Brasil recebe o U2. A banda irlandesa já fez shows no país em 1998, 2006 e 2011. Para o show de abertura da Copa do Mundo, o palco deve ser montado na Praia de Copacabana. (Do Guia da Semana) 

Remo já tem novo vice-presidente

Marco Antonio Pina foi eleito, na noite desta segunda-feira, vice-presidente do Remo, substituindo a Maurício Bororó, que renunciou ao cargo para assumir a vice-presidência da Federação Paraense de Futebol. A escolha ocorreu em reunião do Conselho Deliberativo. Altemar Paes foi eleito benemérito do clube.

O passado é uma parada…

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Albert Einstein, autor da teoria da relatividade e um dos gênios do século XX, passeou pelo Brasil no final dos anos 50, deliciando-se com a passagem e o sol tropical. 

Índice de pobreza cai 40% em oito anos

Do Estadão

A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O dado consta da pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3, pelo professor do Centro de Politica Social da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Marcelo Neri. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151. A desigualdade dos brasileiros, segundo ele, atingiu o “piso histórico” desde que começou a ser calculada na década de 60.

Segundo o estudo, a queda da pobreza nos mandatos de Lula superou a registrada durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, incluindo o período de implementação do Plano Real. Nesse período, a pobreza caiu 31,9%. “Acho que essa década (anos 2000) pode ser chamada de década da redução da desigualdade; assim como os anos 90 foram chamados de década da estabilização”, afirmou Neri. O estudo toma como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela pesquisa, a renda dos 50% mais pobres cresceu 67,93% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010. No mesmo período, a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.

Desigualdade. A desigualdade de renda dos brasileiros caiu nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, mas ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60. Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80. O índice Gini brasileiro está em 0,5304, acima do taxa de 0,42 dos Estados Unidos. Quanto mais próximo do número 1, maior a desigualdade. “Acredito que ainda vai demorar mais uns 30 anos para que possamos chegar aos níveis dos EUA”, estimou Neri.

Para o professor da FGV, o aumento da escolaridade e o crescimento dos programas sociais do governo foram os principais responsáveis pela queda da diferença de renda dos brasileiros mais ricos e mais pobres entre 2001 e 2009. “Isso mostra que a China não é aqui”, afirmou. E completou: “O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue”, mostrando que há um longo caminho a ser percorrido. Entre os 20% mais pobres, a escolaridade avançou 55,6%, enquanto entre os 20% mais ricos, aumentou 8,12%. Outro fato que, para Neri, ajuda a entender a redução da desigualdade é o fato de pessoas de cor preta terem ganho aumentos de 43% no período, enquanto os brancos tiveram 21%.

Cabra bom…

Tribuna do torcedor

Por Maurício Remista Lima (via Facebook)

Ponderações acerca de Remo 1×2 Paissandu 1 – A vitória foi justa, porque os gols foram legais e futebol é bola na rede 2 – O Remo continua tendo o melhor elenco individualmente, mas como não tem técnico, ainda é apenas um amontoado de bons jogadores (bons, não craques) 3 – O Paissandu teve mais raça, organização e objetividade que nós, e por isso venceu 4 – O Paissandu reconheceu que o Remo era individualmente mais talentoso, e primeiro anulou o Remo e depois tentou os contra ataques contra nossa defesa bizarra 5 – Sem querer desmerecer a vitoria do adversário, más perdemos com um gol contra desnecessário (a bola tava nos braços do Fabiano) e um “bumba meu boi” que pegou a zaga como sempre mal posicionada 6 – Zé Soares e Ratinho não podem ser reservas, Rogélio não pode ser titular e Charles não é técnico 7 – Com um técnico de verdade ainda somos favoritos, mas uma galera tem que baixar a bola e respeitar mais os adversários e parar de escalar o time pelo salário. Parabéns, Paissandu, pela vitória, mas a guerra ta só começando.