Pesquisa Datafolha: população apoia a Copa

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Do Jornal Nacional (Rede Globo)

Uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha em outubro de 2013 mostra o que o brasileiro espera da Copa do Mundo do ano que vem. O levantamento foi encomendado pelo Ministério do Esporte depois dos protestos contra os gastos com as obras para o mundial. Os preparativos para a maior disputa do futebol mundial seguem nas 12 cidades-sede. Ao todo, 63% dos entrevistados disseram que apoiam totalmente ou em parte a realização da Copa no Brasil. “É fundamental, a gente precisa, a gente é campeão mundial várias vezes, acho que vale”, comenta um jovem.

Para 19%, a Copa vai ser ótima. Para 38%, boa. E para 25%, regular. Outros 17% acham que o evento vai ser ruim ou péssimo. Os entrevistados disseram também que o mundial vai favorecer a formação de novos atletas (78%), reforçar o orgulho de ser brasileiro (75%), que vai ser o torneio mais alegre da história (69%) e também o mais desorganizado (68%).

A maioria (64%) está otimista com as obras que estão sendo realizadas por conta da Copa. “Novas pistas, melhoria na rodovia, o transporte público”, relaciona um homem. “As reformas, mobilidade, o estádio Arena Fonte Nova”, comenta outro. “A gente espera que isso tudo fique e que realmente tenha muito valor para a população brasileira”, completa outro jovem.

Mas o que vai ficar depois da Copa, o chamado legado da competição, também preocupa os brasileiros. Entre os pontos negativos levantados pelos entrevistados em 17 capitais, estão os custos das obras, a falta de investimento em alguns setores e o superfaturamento. “Vai gastar mais dinheiro do que deve”, acredita um senhor.

“O dinheiro que poderia estar sendo investido em saúde e educação está indo para a construção de estádios que depois muitos nem vão ser utilizados”, diz uma jovem. O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, diz que as obras são fiscalizadas desde o início. “Trabalhando preventivamente, nós evitamos que aconteçam desvios, fraudes. Com isso, nós fizemos uma economia próxima de R$ 700 milhões nas obras da Copa”, afirma.

A pesquisa também quis saber quem vai ganhar a Copa. Para 74%, a vitória é do Brasil. “Tem que ser. A gente é brasileiro, tem que torcer para o Brasil”, conclui uma torcedora.

A incrível primeira Libertadores do Botafogo

Por Thales Machado, para a ESPN

O voo 0920, que partiu nesta terça pela manhã do Aeroporto do Galeão levando o elenco do Botafogo até Lima, e de lá até o Equador para o jogo contra o Deportivo Quito, é simbólico. Depois de 18 anos, o time volta a fazer uma viagem para um jogo da Libertadores da América, na quarta participação do clube. Há 51 anos, em uma viagem coincidentemente para Lima, o alvinegro fazia sua primeira excursão visando a um jogo pelo maior torneio de clubes da América. Com o objetivo de enfrentar o Allianza Lima na capital peruana e o Millonarios da Colômbia, em Bogotá, o Botafogo partiu para uma aventura lotada de histórias, curiosidades e coincidências impressionantes.

A história fala muito sobre os vencedores, mas é quando se fuça a trajetória dos perdedores que saem os casos mais interessantes. Sabe-se muito sobre a Libertadores de 1963, na qual Pelé deu socos no ar e foi o herói do título santista. Pouco se sabe, no entanto, sobre a participação de craques históricos como Garrincha, Nilton Santos, Amarildo e Zagallo no hoje tão valorizado torneio da Conmebol.

Com quatro bicampeões da Copa do Mundo no elenco, o Botafogo entrou na Libertadores do ano seguinte por ter sido vice da Taça Brasil. O time perdeu a final justamente para o Santos e herdou a vaga, já que o time da Vila Belmiro era o atual campeão da América.

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O Botafogo caiu no grupo 1 da competição, ao lado de Alianza Lima e Millonarios. Jogando em turno e returno, apenas um time se classificaria para a semifinal.

Acidente, chuva, terremoto e contusão: apesar das vitórias, uma viagem considerada azarada
Duas vitórias em dois jogos e a liderança do grupo. Assim o Botafogo terminou a primeira viagem e seus primeiros dois embates na história do clube na Libertadores. Apesar dos êxitos, a empreitada teve seus revezes.

A começar pelo caminho ao aeroporto. O atacante Amarildo, além de craque da bola, era conhecido por ser um exímio motorista, tanto que tinha o apelido de “rei das curvas”. Só que naquele 27 de junho de 1963, data do embarque, o jogador vinha com seu Gordini a caminho do Aeroporto do Galeão quando se chocou com a grade de uma ponte, capotando o carro que trazia também o zagueiro Joel.

O veículo caiu de uma altura de 5m, mas os jogadores não sofreram nenhuma lesão. Muito perto do aeroporto, e faltando meia hora para o embarque, os jogadores foram a pé até o saguão, onde, de tão nervosos, tiveram que tomar injeções de tranquilizantes para viajar.

“No dia do acidente, o susto que eu e o Joel tomamos foi tão grande que passamos quase toda a viagem nos apalpando para termos certeza de que não tínhamos quebrado nenhum osso”, contou Amarildo.

Na conexão, o bordão “tem coisas que só acontecem com o Botafogo” continuou. O avião parou em Buenos Aires para, de lá, seguir viagem até Lima. O frio era tanto no inverno argentino que Óton, jovem titular do time, foi acometido por uma dor ciática e ficou com a perna dura até a volta para o Rio de Janeiro.

Mesmo assim, Óton jogou o primeiro jogo da história do Botafogo na Libertadores, contra o Alianza Lima. A sorte parecia ter voltado. Garrincha, que era dúvida, também jogou. E foi com gol único de Élton que o time alvinegro venceu fora de casa o rival peruano. Um a zero em um jogo não muito empolgante.

Para ajudar a pagar a viagem, o Botafogo decidiu fazer um amistoso em Lima, aproveitando que tinha os famosos campeões do mundo de 1962 no elenco. E foi aí que o azar voltou. A capital peruana tem um clima onde chuva é coisa muito rara. Em média, 7 milímetros por ano, fazendo de lá a área metropolitana onde menos se chove em todo o planeta.

Pois justo no dia do amistoso, uma chuva torrencial caiu sobre a cidade pela primeira vez em 40 anos. Desacostumada, a população ficou em casa, e a renda do amistoso contra o Sporting Cristal escorreu junto com a água. O saldo final da viagem: prejuízo de 16 milhões de cruzeiros. Se não bastasse, na véspera, os jogadores relataram um pequeno tremor de terra na cidade e pânico total no hotel dos brasileiros, não acostumados com isso.

A ida para Bogotá e a vitória sobre o Millonarios trouxeram mais dois pontos ao Botafogo, mas, pouco antes do jogo, uma notícia muito ruim chegou para os alvinegros. Garrincha sentira o joelho e começara a decadência de sua carreira. O camisa 7 só voltaria a jogar um mês depois, justamente na eliminação do time na Libertadores, na derrota por 4 a 0 para o Santos de Pelé na semifinal no Maracanã.

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Jaime de Almeida contra o Botafogo na Libertadores… de 1963

Se o Botafogo avançar na primeira fase e na fase de grupos da Libertadores, pode, nas fases finais, enfrentar o grande rival Flamengo. No banco adversário, terá Jayme de Almeida. Pois em 1963, na primeira viagem, na primeira vez que o clube entrou em campo pela competição, o treinador adversário era… Jaime de Almeida.

Explica-se: o pai do atual treinador do Flamengo, também chamado Jaime de Almeida (o filho só tem o Y de diferente no nome), foi jogador e treinador do clube da Gávea por muito tempo. Quando saiu do clube, foi até o Peru treinar o Alianza Lima. Sagrou-se campeão nacional em 1962 e recebeu o antigo rival Botafogo na estreia do time na Libertadores no ano seguinte, sendo derrotado por 1 a 0. Um adversário hereditário que pode se repetir mais de 50 anos depois.

Seedorf e Didi: coincidências que impressionam 
Seedorf e Didi, de épocas diferentes, são atletas símbolos de um futebol elegante e talentoso. Além da cor da pele e do fato de terem jogado pelo Botafogo, mais uma coincidência passa pelo caminho dos dois craques. Este ano, Seedorf decidiu, no meio de um contrato com o clube e prestes a jogar uma Libertadores, encerrar a carreira para virar treinador. Didi, também.

O jogador, que fora campeão carioca pelo Botafogo em 1962 e ainda em contrato com o clube, de repente, decidiu parar de jogar. Dias depois, a explicação: recebera uma bela proposta para virar treinador do Sporting Cristal, do Peru. Assim como o holandês, sem pestanejar, Didi foi, abandonando carreira e o clube do qual era ídolo.

A história fica ainda melhor. Quarentinha, maior artilheiro da história do Botafogo, recebeu um telegrama do amigo Didi, perto da viagem do clube ao Peru para a Libertadores. Didi dizia querer voltar a jogar futebol, que estava com saudades e pediu ao amigo que encomendasse um par de chuteiras para ele com seu sapateiro favorito, seu Aristides, no Rio. Era uma dica do que estava por vir: o “Folha Seca” queria voltar a jogar futebol, no Rio, e pelo Botafogo. Começava então uma negociação com interesses duplos.

Didi recebeu, junto com Jaime de Almeida, a delegação do Botafogo no aeroporto de Lima. Daí tudo se esclareceu: como Seedorf, ele só pôde romper o contrato porque não seria mais jogador de futebol. Agora arrependido, o craque queria jogar e, ao mesmo tempo, ser técnico de futebol pelo Sporting Cristal. Só que o passe de Didi como jogador ainda estava atrelado ao time carioca. Foi então que o técnico que queria ser jogador propôs atuar um turno do Carioca, por quatro meses, para depois ter seu passe livre para jogar e treinar o Sporting Cristal. O Botafogo recusou. Queria o craque de volta por mais tempo.

Assim, o diretor de futebol do alvinegro, Renato Estelita, viajou até o Peru para convencer Didi a ficar o ano todo. Levou uma lata de goiabada cascão, 2 kg de carne e 3 kg de café para fazer o jogador e sua esposa, dona Guiomar, sentirem saudades do Brasil. Deu certo. O Jornal do Brasil anunciava: Didi voltará com o Botafogo e jogará o Carioca, a Taça Brasil, a Libertadores, o Rio-São Paulo e excursionaria com o elenco. Em troca, ganharia uma quantia em dinheiro e o passe livre após dez meses.

Tudo ficou bem entre jogador e diretor. Tanto que, antes do amistoso contra o time de Didi, o Sporting, o próprio jogador dirigiu o então rival Botafogo em um treinamento, já que o técnico Danilo Alvim sofrera um acidente no hotel e havia luxado o braço, em mais um episódio do azar alvinegro durante a viagem.

Só que, no Rio, a história da volta de Didi não caiu nada bem entre torcida e dirigentes alvinegros. O jogador ficara com a imagem manchada pela saída do Botafogo. Muitos o achavam velho (35 anos), e a idade atrapalharia o processo de renovação do elenco. Assim, o craque, para deixar que os ânimos se acalmassem, decidiu ficar em Lima mais um pouco. Deixara, sem querer, o ex-clube dividido.

Se a história começou com um telegrama, também terminou assim. Dias depois, influenciados pela repercussão negativa da volta ao Brasil e encantados com a vida que estavam tendo em Lima, Didi e dona Guiomar mandaram um telegrama, curto e objetivo, recebido com surpresa pela direção alvinegra.

“Lima, 7 de Julio de 1963.
De: Sr. Valdir Pereira e Sra. Guiomar Pereira
Não sairemos daqui.”

Fim do sonho da América
Didi só voltou ao Botafogo no ano seguinte, perdendo a oportunidade de ser o quinto campeão do mundo daquele time da primeira Libertadores, que ainda ficou desfalcado de Amarildo, vendido ao Milan no meio da competição. O Botafogo se classificou no grupo, fazendo a semifinal contra o Santos, quando foi eliminado.

Grupos que patrocinam a campanha antiCopa

Por Antonio Lassance (*)

Existe uma campanha orquestrada contra a Copa do Mundo no Brasil. A torcida para que as coisas deem errado é pequena, mas é barulhenta e até agora tem sido muito bem sucedida em queimar o filme do evento. Tiveram, para isso, uma mãozinha de alguns governos, como o do estado do Paraná e da prefeitura de Curitiba, que deram o pior de todos exemplos ao abandonarem seus compromissos com as obras da Arena da Baixada, praticamente comprometida como sede.
A arrogância e o elitismo dos cartolas da Fifa também ajudaram. Aliás, a velha palavra “cartola” permanece a mais perfeita designação da arrogância e do elitismo de muitos dirigentes de futebol do mundo inteiro.
Mas a campanha anticopa não seria nada sem o bombardeio de informação podre patrocinado pelos profetas do pânico.
O objetivo desses falsos profetas não é prever nada, mas incendiar a opinião pública contra tudo e contra todos, inclusive contra o bom senso.
Afinal, nada melhor do que o pânico para se assassinar o bom senso.

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Como conseguiram azedar o clima da Copa do Mundo no Brasil
O grande problema é quando os profetas do pânico levam consigo muita gente que não é nem virulenta, nem violenta, mas que acaba entrando no clima de replicar desinformações, disseminar raiva e ódio e incutir, em si mesmas, a descrença sobre a capacidade do Brasil dar conta do recado.
Isso azedou o clima. Pela primeira vez em todas as copas, a principal preocupação do brasileiro não é se a nossa seleção irá ganhar ou perder a competição.
A campanha antiCopa foi tão forte e, reconheçamos, tão eficiente que provocou algo estranho. Um clima esquisito se alastrou e, justo quando a Copa é no Brasil, até agora não apareceu aquela sensação que, por aqui, sempre foi equivalente à do Carnaval. Se depender desses Panicopas (os profetas do pânico na Copa), essa será a mais triste de todas as copas.

“Hello!”: já fizemos uma copa antes
Até hoje, os países que recebem uma Copa tornam-se, por um ano, os maiores entusiastas do evento. Foi assim, inclusive, no Brasil, em 1950. Sediamos o mundial com muito menos condições do que temos agora.
Aquela Copa nos deixou três grandes legados. O primeiro foi o Maracanã, o maior estádio do mundo – que só ficou pronto faltando poucos dias para o início dos jogos.
O segundo, graças à derrota para o Uruguai (“El Maracanazo”), foi o eterno medo que muitos brasileiros têm de que as coisas saiam errado no final e de o Brasil dar vexame diante do mundo – o que Nélson Rodrigues apelidou de “complexo de vira-latas”,  a ideia de que o brasileiro nasceu para perder, para errar, para sofrer.
O terceiro legado, inestimável, foi a associação cada vez mais profunda entre o futebol e a imagem do país. O futebol continua sendo o principal cartão de visitas do Brasil – imbatível nesse aspecto.
O cartunista Henfil, quando foi à China, em 1977, foi recebido com sorrisos no rosto e com a única palavra que os chineses sabiam do Português: “Pelé” (está no livro “Henfil na China”, de 1978).
O valor dessa imagem para o Brasil, se for calculada em campanhas publicitárias para se gerar o mesmo efeito, vale uma centena de Maracanãs.

Desinformação #1: o dinheiro da Copa vai ser gasto em estádios e em jogos de futebol, e isso não é importante
O pior sobre a Copa é a desinformação. É da desinformação que se alimenta o festival de besteiras que são ditas contra a Copa. Não conheço uma única pessoa que fale dos gastos da Copa e saiba dizer quanto isso custará para o Brasil. Ou, pelo menos, quanto custarão só os estádios. Ou que tenha visto uma planilha de gastos da copa. A “Copa” vai consumir quase 26 bilhões de reais.
A construção de estádios (8 bi) é cerca de 30% desse valor. Cerca de 70% dos gastos da Copa não são em estádios, mas em infraestrutura, serviços e formação de mão de obra. Os gastos com mobilidade urbana praticamente empatam com o dos estádios.
O gastos em aeroportos (6,7 bi), somados ao que será investido pela iniciativa privada (2,8 bi até 2014) é maior que o gasto com estádios.
O ministério que teve o maior crescimento do volume de recursos, de 2012 para 2013, não foi o dos Esportes (que cuida da Copa), mas sim a Secretaria da Aviação Civil (que cuida de aeroportos).
Quase 2 bi serão gastos em segurança pública, formação de mão de obra e outros serviços.
Ou seja, o maior gasto da Copa não é em estádios. Quem acha o contrário está desinformado e, provavelmente, desinformando outras pessoas.

Desinformação #2: se deu mais atenção à Copa do que a questões mais importantes
Os atrasos nas obras pelo menos serviram para mostrar que a organização do evento não está isenta de problemas que afetam também outras áreas. De todo modo, não dá para se dizer que a organização da Copa teve mais colher de chá que outras áreas. Certamente, os recursos a serem gastos em estádios seriam úteis a outras áreas. Mas se os problemas do Brasil pudessem ser resolvidos com 8 bilhões, já teriam sido.
Em 2013, os recursos destinados à educação e à saúde cresceram. Em 2014, vão crescer de novo.
Portanto, o Brasil não irá gastar menos com saúde e educação por causa da Copa. Ao contrário, vai gastar mais. Não por causa da Copa, mas independentemente dela.
No que se refere à segurança pública, também haverá mais recursos para a área. Aqui, uma das razões é, sim, a Copa.
Dados como esses estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso (nas referências ao final está indicado onde encontrar mais detalhes).
Se alguém quiser ajudar de verdade a melhorar a saúde e a educação do país, ao invés de protestar contra a Copa, o alvo certo é lutar pela aprovação do Plano Nacional de Educação, pelo cumprimento do piso salarial nacional dos professores, pela fixação de percentuais mais elevados e progressivos de financiamento público para a saúde e pela regulação mais firme sobre os planos de saúde.
Se quiserem lutar contra a corrupção, sugiro protestos em frente às instâncias do Poder Judiciário, que andam deixando prescrever crimes sem o devido julgamento, e rolezinhos diante das sedes do Ministério Público em alguns estados, que andam com as gavetas cheias de processos, sem dar a eles qualquer andamento.
Marchar em frente aos estádios, quebrar orelhões públicos e pichar veículos em concessionárias não tem nada a ver com lutar pela saúde e pela educação. Os estádios, que foram malhados como Judas e tratados como ícones do desperdício, geraram, até a Copa das Confederações, 24,5 mil empregos diretos. Alto lá quando alguém falar que isso não é importante.
Será que o raciocínio contra os estádios vale também para a Praça da Apoteose e para todos os monumentos de Niemeyer? Vale para a estátua do Cristo Redentor? Vale para as igrejas de Ouro Preto e Mariana?
Havia coisas mais importantes a serem feitas no Brasil, antes desses monumentos extraordinários. Mas o que não foi feito de importante deixou de ser feito porque construíram o bondinho do Pão-de-Açúcar?
Até mesmo para o futebol, o jogo e o estádio são, para dizer a verdade, um detalhe menos importante. No fundo, estádios e jogos são apenas formas para se juntar as pessoas. Isso sim é muito importante. Mais do que alguns imaginam.

Desinformação #3: O Brasil não está preparado para sediar o mundial e vai passar vexame
Se o Brasil deu conta da Copa do Mundo em 1950, por que não daria conta agora? Se realizou a Copa das Confederações no ano passado, por que não daria conta da Copa do Mundo? Se recebeu muito mais gente na Jornada Mundial da Juventude, em uma só cidade, porque teria dificuldades para receber um evento com menos turistas, e espalhados em mais de uma cidade?
O Brasil não vai dar vexame, quando o assunto for segurança, nem diante da Alemanha, que se viu rendida quando dos atentados terroristas em Munique, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972; nem diante dos Estados Unidos, que sofreram atentados na Maratona Internacional de Boston, no ano passado.
O Brasil não vai dar vexame diante da Itália, quando o assunto for a maneira como tratamos estrangeiros, sejam eles europeus, americanos ou africanos.
O Brasil não vai dar vexame diante da Inglaterra e da França, quando o assunto for racismo no futebol. Ninguém vai jogar bananas para nenhum jogador, a não ser que haja um Panicopa no meio da torcida. O Brasil não vai dar vexame diante da Rússia, quando o assunto for respeito à diversidade e combate à homofobia. O Brasil não vai dar vexame diante de ninguém quando o assunto for manifestações populares, desde que os governadores de cada estado convençam seus comandantes da PM a usarem a inteligência antes do spray de pimenta e a evitar a farra das balas de borracha.
Podem ocorrer problemas? Podem. Certamente ocorrerão. Eles ocorrem todos os dias. Por que na Copa seria diferente? A grande questão não é se haverá problemas. É de que forma nós, brasileiros, iremos lidar com tais problemas.

Desinformação #4: os turistas estrangeiros estão com medo de vir ao Brasil 
De tanto medo do Brasil, o turismo para o Brasil cresceu 5,6% em 2013, acima da média mundial. Foi um recorde histórico (a última maior marca havia sido em 2005). Recebemos mais de 6 milhões de estrangeiros. Em 2014, só a Copa deve trazer meio milhão de pessoas.
De quebra, o Brasil ainda foi colocado em primeiro lugar entre os melhores países para se visitar em 2014, conforme o prestigiado guia turístico Lonely Planet (“Best in Travel 2014”, citado nas referências ao final).
Adivinhe qual uma das principais razões para a sugestão? Pois é, a Copa.

Desinformação #5: a Copa é uma forma de enganar o povo e desviá-lo de seus reais problemas
O Brasil tem problemas que não foram causados e nem serão resolvidos pela Copa. O Brasil tem futebol sem precisar, para isso, fazer uma Copa do Mundo. E a maioria assiste aos jogos da seleção sem ir a estádios. Quem quiser torcer contra o Brasil que torça. Há quem não goste de futebol, é um direito a ser respeitado. Mas daí querer dar ares de “visão crítica” é piada.

Desinformação #6: muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, o que é um grave problema
É verdade, muitas coisas não ficarão prontas antes da Copa, mas isso não é um grave problema. Tem até um nome: chama-se “legado”.
Mas, além do legado em infraestrutura para o país, a Copa provocou um outro, imaterial, mas que pode fazer uma boa diferença.
Trata-se da medida provisória enviada por Dilma e aprovada pelo Congresso (entrará em vigor em abril deste ano), que limita o tempo de mandato de dirigentes esportivos.
A lei ainda obrigará as entidades (não apenas de futebol) a fazer o que nunca fizeram: prestar contas, em meios eletrônicos, sobre dados econômicos e financeiros, contratos, patrocínios, direitos de imagem e outros aspectos de gestão. Os atletas também terão direito a voto e participação na direção. Seria bom se o aclamado Barcelona, de Neymar, fizesse o mesmo.

Estresse de 2013 virou o jogo contra a Copa
Foi o estresse de 2013 que virou o jogo contra a Copa. Principalmente quando aos protestos se misturaram os críticos mascarados e os descarados.
Os mascarados acompanharam os protestos de perto e neles pegaram carona, quebrando e botando fogo. Os descarados ficaram bem de longe, noticiando o que não viam e nem ouviam; dando cartaz ao que não tinha cartaz; fingindo dublar a “voz das ruas”, enquanto as ruas hostilizavam as emissoras, os jornalões, as revistinhas e até as coitadas das bancas.
O fato é que um sentimento estranho tomou conta dos brasileiros. Diferentemente de outras copas, o que mais as pessoas querem hoje saber não é a data dos jogos, nem os grupos, nem a escalação dos times de cada seleção.
A maioria quer saber se o país irá funcionar bem e se terá paz durante a competição. Estranho.
É quase um termômetro, ou um teste do grau de envenenamento a que uma pessoa está acometida. Pergunte a alguém sobre a Copa e ouça se ela fala dos jogos ou de algo que tenha a ver com medo. Assim se descobre se ela está empolgada ou se sentou em uma flecha envenenada deixada por um profeta do apocalipse.
Todo mundo em pânico: esse filme de comédia a gente já viu.
Funciona assim: os profetas do pânico rogam uma praga e marcam a data para a tragédia acontecer. E esperam para ver o que acontece. Se algo “previsto” não acontece, não tem problema. A intenção era só disseminar o pânico e o baixo astral mesmo.
O que diziam os profetas do pânico sobre o Brasil em 2013?  Entre outras coisas:
Que estávamos à beira de um sério apagão elétrico.
Que o Brasil não conseguiria cumprir sua meta de inflação e nem de superávit primário. Que o preço dos alimentos estava fora de controle. Que não se conseguiria aprontar todos os estádios para a Copa das Confederações. O apagão não veio e as termelétricas foram desligadas antes do previsto. A inflação ficou dentro da meta. A inflação de alimentos retrocedeu. Todos os estádios previstos para a Copa das Confederações foram entregues.
Essas foram as profecias de 2013. Todas furadas.
Cada ano tem suas previsões malditas mais badaladas. Em 2007 e 2008, a mesma turma do pânico dizia que o Brasil estava tendo uma grande epidemia de febre amarela. Acabou morrendo mais gente de overdose de vacina do que de febre amarela, graças aos profetas do pânico.
Em 2009 e 2010, os agourentos diziam que o Brasil não estava preparado para enfrentar a gripe aviária e nem a gripe “suína”, o H1N1. Segundo esses especialistas em catástrofes, os brasileiros não tinham competência nem estrutura para lidar com um problema daquele tamanho. Soa parecido com o discurso anticopa, não?
O cataclismo do H1N1 seria gravíssimo. Os videntes falavam aos quatro cantos que não se poderia pegar ônibus, metrô ou trem, tal o contágio. Não se poderia ir à escola, ao trabalho, ao supermercado. Resultado? Não houve epidemia de coisa alguma.
Mas os profetas do pânico não se dão por vencidos. Eles são insistentes (e chatos também). Quando uma de suas profecias furadas não acontece, eles simplesmente adiam a data do juízo final, ou trocam de praga.
Agora, atenção todos, o próximo fim do mundo é a Copa. “Imagina na Copa” é o slogan. E há muita gente boa que não só reproduz tal slogan como perde seu tempo e sua paciência acreditando nisso, pela enésima vez.

Para enfrentar o pessoal que é ruim da cabeça ou doente do pé
O pânico é a bomba criada pelos covardes e pulhas para abater os incautos, os ingênuos e os desinformados.
Só existe um antídoto para se enfrentar os profetas do pânico. É combater a desinformação com dados, argumentos e, sobretudo, bom senso, a principal vítima da campanha contra a Copa.
Informação é para ser usada. É para se fazer o enfrentamento do debate. Na escola, no trabalho, na família, na mesa de bar.
É preciso que cada um seja mais veemente, mais incisivo e mais altivo que os profetas do pânico. Eles gostam de falar grosso? Vamos ver como se comportam se forem jogados contra a parede, desmascarados por uma informação que desmonta sua desinformação.
As pessoas precisam tomar consciência de que deixar uma informação errada e uma opinião maldosa se disseminar é como jogar lixo na rua.
Deixar envenenar o ambiente não é um bom caminho para melhorar o país.
A essa altura do campeonato, faltando poucos meses para a abertura do evento, já não se trata mais de Fifa. É do Brasil que estamos falando.
É claro que as informações deste texto só fazem sentido para quem as palavras “Brasil” e “brasileiros” significam alguma coisa.
Há quem por aqui nasceu, mas não nutre qualquer sentimento nacional, qualquer brasilidade; sequer acreditam que isso existe. Paciência. São os que pensam diferente que têm que mostrar que isso existe sim.
Ter orgulho do país e torcer para que as coisas deem certo não deve ser confundido com compactuar com as mazelas que persistem e precisam ser superadas. É simplesmente tentar colocar cada coisa em seu lugar.
Uma das maneiras de se colocar as coisas no lugar é desmascarar oportunistas que querem usar da pregação anticopa para atingir objetivos que nunca foram o de melhorar o país.
O pior dessa campanha fúnebre não é a tentativa de se desmoralizar governos, mas a tentativa de desmoralizar o Brasil.
É preciso enfrentar, confrontar e vencer esse debate. É preciso mostrar que esse pessoal que é profeta do pânico é ruim da cabeça ou doente do pé.

(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política e torcedor da Seleção Brasileira de Futebol desde sempre.

Mais sobre o assunto:
Controladoria Geral da União atualiza a planilha com todos os gastos previstos para a Copa, os já realizados e os por realizar, em seu portal:
Os dados do orçamento da União estão disponíveis na proposta orçamentária enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso.
O “Best in Travel 2014”, da Lonely Planet, pode ser conferido aqui.
Sobre copa e anticopa, vale a pena ler o texto do Flávio Aguiar, “Copa e anti-copa”, aqui na Carta Maior:
Sobre o catastrofismo, também do Flávio Aguiar: “Reveses e contrariedades para a direita”, na Carta Maior.
Sobre os protestos de junho e a estratégia da mídia, leiam o texto do prof. Emir Sader, “Primeiras reflexões“.

Resposta à coluna “Sobre chuteiras e máscaras”

Por Heraldo Mello (melloheraldo@yahoo.com.br)
Acompanho a sua coluna já há bastante tempo, tenho enorme admiração pela eloquência e destreza com que você rabisca seus comentários quase sempre coberto pela razão e pela experiência que os anos de comentários e observações lhe trouxeram, dando-nos a segurança e a certeza da imparcialidade e visão absolutamente correta dos fatos e adjacências quase sempre relacionadas ao nosso esporte maior, o futebol, todavia é imperativo ressaltar que a despeito do seu comentário na edição de número 10.789 datada de hoje, 28 de janeiro de 2014, faz-se absolutamente necessário apresentar a visão do povo brasileiro em relação ao que se fala e sobretudo ao que o povo tem feito em relação à essa copa do mundo de 2014 no Brasil, a saber:
É justa e correta a manifestação do povo relacionados sim aos gastos estratosféricos apresentados até aqui, relacionados à organização, construção e reforma de estádios de futebol, veja em 2007 quando o Brasil foi o “escolhido”para sediar a copa de 2014, as estimativas iniciais de gastos com os estádios estavam orçados em 2,5 bilhões de reais. Hoje ouvimos o ministro dos esportes alardear que vamos atingir a cifra de 7 bilhões de reais para a conclusão de tudo. Isso posto, vale ressaltar que também foi alardeado que a iniciativa privada seria a responsável pela injeção do capital para a modernização e construção de novas praças esportivas para o grandioso evento. Pura balela, os gastos estão sendo bancados integralmente por este governo com o nosso dinheiro.
A despeito da saúde, educação, segurança pública, transporte público, saneamento básico e etc…Estarem cada vez mais em evidência pela pouca ou total ausência de investimentos, embora no seu comentário você afirme que está assegurado em orçamentos, não é o que nós, o povo, vê no decurso do dia-a-dia.
Então para resumir, cabe perguntar, é justo fazer uma copa do mundo voltada para as atenções do mundo exterior, quando o nosso povo necessita urgentemente de absolutamente tudo para poder ter uma vida digna? Só quem precisa acordar cedo, ou as vezes sequer dormir, sabe o que é ter que ir ao falido SUS em busca de socorro médico; só quem necessita acordar de madrugada para pegar um transporte horrível, correndo inclusive risco de vida, sabe o que é sofrer; e a educação? O que vemos? Esse quadro deplorável de dependência cada vez maior do poder público; Falar de segurança pública em nosso país e principalmente em nosso estado, é aterrador…E a total ausência de saneamento básico?? E as creches para as nossas crianças? E outras e outras necessidades que se relacionadas aqui, certamente encheriam várias laudas deste informativo…
Para concluir, o que o povo reivindica justamente, diga-se de passagem é tratamento digno de “copa do mundo” onde todos os “interessados” arregaçaram as mangas e literalmente correram atrás das verbas e liberações das mesmas para fazer a “melhor copa de todas”.
Não me atrevo a falar sobre o sério risco que estamos correndo pela morosidade com que a porta de entrada do país, os aeroportos, estão sendo conduzidas neste momento, pois estamos à beira de sermos ridicularizados planeta afora por termos que apresentar ao mundo o meu, o seu e o nosso “puxadinho” pra compensar os atrasos monumentais com que foi conduzido esta importantíssimo fator, sem falar nas tais obras de mobilidade…Essa eu deixo pros especialistas da área.
Gerson, caro escriba, analise e veja se o povo tem ou não razão de reclamar???
Abraços,
Do seu fiel leitor,
Heraldo Mello

Sobre chuteiras e máscaras

Por Gerson Nogueira

Em meio à insanidade que permeia esse período pré-Copa no Brasil, entre colchões incendiários e uivos oportunistas, o amigo Palmério Dória, jornalista dos bons, cravou a frase definitiva no Twitter: “A Copa de 2014 é do Mundo. Não é do Brasil. É no Brasil”. Um golpe no fígado dos falsos moralistas que insistem em não ver a importância do evento para o país do futebol.

unnamed (42)Não há choro, nem vela. A Copa vai acontecer, torcida brasileira. E será uma das melhores – se não for a melhor – de todos os tempos. Repleta de craques, vai concentrar as atenções do planeta, como sempre. Os novos estádios, alvos preferenciais da ira dos rebeldes sem causa da avenida Paulista, já estão prontos (ou quase). Por isso, soa absurda a grita contra os gastos do torneio. Só agora, depois de tudo pronto, vem o queixume?

É difícil crer em desinformação. Há uma distorção consciente dos fatos, com fins claramente políticos. Ao erguer a voz para comparar gastos da Copa com a situação dos hospitais, das estradas ou da segurança pública, os filhos do ócio parecem esquecer (de propósito) que verbas públicas são orçadas a cada ano pelo Congresso Nacional.

Não há desvio de finalidades. As verbas para saúde, educação ou infraestrutura estão asseguradas. Despesas com a Copa, pelo menos na parte que coube ao governo, são cobertas por recursos alocados especificamente para o torneio. Em contrapartida, já foram gerados mais de 600 mil empregos nas sedes do torneio e há a expectativa de um superávit histórico na indústria do turismo.

Questionar se isso é válido ou não já é outra prosa, mas o momento de chiar já passou. Era para contestar bem antes, lá em 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar o mundial. A ausência de substância nos protestos faz com que as mobilizações sejam ralas, circunscritas a grupelhos partidários. Sem força de convencimento, apelam para o vandalismo, como no caso do Fusca incendiado no centro da capital paulista.

Por nascer sem legitimidade, a nova onda de manifestações parece apenas mais um traço esdrúxulo desse paiol de exotismos que é o Brasil. Para os gringos que acompanham as imagens da bagunça deve ser duro entender como a pátria-mãe de Pelé, Garrincha e Ronaldo gerou filhos capazes de rejeitar o maior evento futebolístico do planeta.

Não há registro recente de país que, depois de lutar para promover o torneio, tenha se tornado hostil à sua realização. Só mesmo a falta de algo útil para fazer explica o engajamento em torno de tamanho despautério. A não ser que o movimento “Não vai ter Copa” seja, como se suspeita, mero disfarce a esconder o objetivo real: melar o processo eleitoral.

Como isto é Brasil, melhor não duvidar.

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Rescaldos do choque-rei

Charles Guerreiro está na marca do pênalti. Grande parte da torcida azulina atribui a ele e ao zagueiro Rogélio a culpa pela derrota para o maior rival. Para piorar, dirigentes também fritam o técnico, defendendo sua substituição imediata. Fala-se em Vagner Benazzi, que passou há pouco tempo por aqui, caindo com o Paissandu para a Série C. PC Gusmão é outro nome bafejado, bem como Flávio Lopes, que esteve no Remo há três anos, sem deixar maiores saudades.

Nas internas, tentando não se abalar com a pressão, Charles planeja fazer a primeira mexida no quadrado de meio-de-campo, ponto nevrálgico do time. Para o jogo contra o Gavião, amanhã, Athos deve ser substituído por Dadá, volante de estilo ofensivo, que servirá de escolta para Eduardo Ramos.

O novo desenho da meia-cancha já era defendido no clube desde o começo do campeonato. Os embaraços observados nas partidas contra Santa Cruz e São Francisco sinalizavam para a necessidade de alterar a composição. Os dois meias, Ramos e Athos, têm características parecidas e terminam por ocupar a mesma faixa de campo.

Contra o Paissandu, o problema se revelou por inteiro, pois o Remo simplesmente não teve criação no meio e só ganhou velocidade e consistência ofensiva quando Charles trocou Athos por Zé Soares.

Cabe ao técnico preservar (como não fez ao substituí-lo no clássico) o jogador, que é um dos grandes reforços para a temporada. Desde que recupere sua melhor forma, Athos será muito útil ao Remo, tanto no Parazão quanto na Copa Verde e na Copa do Brasil.

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A volta do renegado

Pikachu procurou os dirigentes e foi perdoado. Depois da saída à francesa, antes do Re-Pa, reapareceu para treinar com os companheiros e foi reincorporado ao elenco. A dúvida é: voltou para ficar ou apenas para arrumar as malas? 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 28)

Rio verá o U2 na véspera da abertura da Copa

mystique

Confirmado: a banda irlandesa U2 será a responsável por animar a noite de abertura da Copa do Mundo 2014, dia 11 de junho, no Rio de Janeiro. No dia seguinte acontece o primeiro jogo da Copa 2014, no Itaquerão, em São Paulo. Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, já recebeu da Fifa um orçamento de R$ 20 milhões para realizar a festa de abertura do evento. Desse valor, apenas 20% será bancado pela Cidade Maravilhosa, enquanto 80% das verbas são oriundas de patrocinadores. Está vai ser a quarta vez que o Brasil recebe o U2. A banda irlandesa já fez shows no país em 1998, 2006 e 2011. Para o show de abertura da Copa do Mundo, o palco deve ser montado na Praia de Copacabana. (Do Guia da Semana)