Público de apenas 1.102 pagantes na Curuzu

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Um público pagante de 1.102 espectadores proporcionou renda de R$ 31.605,00 na noite desta quarta-feira, no estádio da Curuzu, para o jogo Paissandu x Cametá. Com os não pagantes (951), o público total foi de 2.053. Ao Paissandu, como mandante, coube o valor líquido de R$ 11.071,99. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Remo estreia na Copa BR no dia 12 de março

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A CBF liberou no final da manhã as datas dos jogos da Copa do Brasil. O Remo estreia contra o Inter-RS no dia 12 de março, às 22h, no estádio Mangueirão, e faz o jogo de volta no dia 16 de abril, no mesmo horário, com TV. O PFC enfrenta o ASA no dia 2 de abril, em Paragominas, e enfrenta o ASA fora de casa no dia 9 de abril, às 20h30. Já o Paissandu enfrenta o Maranhão no dia 2 de abril, em São Luís, recebendo o time timbira no dia 9 de abril, na Curuzu, às 20h30. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Marin ouve pedidos, mas não se compromete

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Em visita de cortesia a Belém nesta terça-feira, o presidente da CBF, José Maria Marin, cumprimentou a cartolagem e foi recebido pelo secretário especial do governo, Alex Fiúza de Melo. Confirmou o pedido do presidente da FPF, coronel Antonio Carlos Nunes, para que seja programado um jogo da Seleção Brasileira para Belém antes da Copa do Mundo, mas não confirmou nada. Visitou o estádio Jornalista Edgard Proença, almoçou no Mangal das Garças, passou pela FPF e depois viajou para o Rio. Quando esteve no Mangueirão, o presidente da CBF deu uma declaração contraditória. Exaltou a criação da Copa Verde, mas não garantiu vaga na Copa Sul-Americana 2015 ao campeão. “Nós estamos trabalhando para isso, porque vai valorizar ainda mais a Copa Verde. Mas é preciso ter cuidado para que qualquer projeto seja bom efetivamente. Não se permite mais, no Brasil, fazer laboratório, sobretudo em ano de Copa do Mundo”, disse.

Marin ainda afirmou que lamentava a ausência de Belém como sede da Copa. “Quem vê a pujança do estado, os espetáculos memoráveis que esse estádio já ofereceu, sabe que Belém poderia ser sede”, comentou. Depois, fez um mimo ao coronel Nunes, entregando-lhe um distintivo de ouro. Confirmou, ainda que a CBF vai lutar para manter a Série A com 20 clubes em 2014, apesar dos problemas envolvendo a Portuguesa e a entidade.

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O presidente do Remo, Zeca Pirão, cumprimentou Marin e entregou a camisa comemorativa do Remo na cor amarela, em homenagem à Copa de 1994. Aproveitou para pedir a criação de uma competição em Belém, antes da Copa do Mundo, reunindo a dupla Re-Pa e seis dos melhores times brasileiros. “Eu disse para ele que aqui no Pará não tivemos a felicidade de sermos contemplados com a Copa. Então, nós gostaríamos que ele, na condição de presidente da CBF, criasse um torneio com os seis melhores clubes do Brasil, mais Remo e Paissandu, no período de um mês, de 15 de maio a 14 de junho”, disse. Marin ouviu, mas não deu maiores esperanças. Pirão teria encaminhado também um pedido de empréstimo (de R$ 1 milhão) à CBF, mas não confirmou a informação. (Com informações do DIÁRIO) 

Mazola e a marcação

Por Gerson Nogueira

unnamedEm meio ao treino do Paissandu, o técnico Mazola Junior resolveu ontem mostrar como os jogadores deveriam fazer desarmes e se posicionar em campo. Gosto quando um treinador se mostra didático o suficiente para dedicar atenção a pormenores do jogo. Num tempo em que a maioria segue a filosofia de Vanderlei Luxemburgo, que delega a auxiliares as tarefas de campo, é saudável observar que ainda há profissional preocupado com os detalhes que quase sempre decidem as coisas.

Quando o elenco de atletas é heterogêneo, recheado de jovens oriundos da base e boleiros experientes, essa necessidade se torna ainda mais gritante. Não apenas em relação aos novatos, mas também quanto a vícios acumulados ao longo da carreira pelos jogadores mais rodados. São célebres as histórias sobre atletas consagrados que não aprenderam a cabecear corretamente ou ignoram a maneira certa de dominar a bola.

Mestre Telê gastou um tempo precioso no São Paulo ensinando Cafu a fazer cruzamentos. Este defeito de origem o lateral-direito trouxe da base e evidenciou nas primeiras convocações para a Seleção Brasileira, ainda sob o comando de Paulo Roberto Falcão. Ourives da bola, Telê transmitiu dicas com tanta sabedoria e esmero que Cafu se transformou num lateral moderno e vibrante, embora tecnicamente fosse apenas um jogador mediano.

No elenco em formação que o Paissandu apresenta, Mazola terá que exercitar sempre essa prática se quiser colher bons resultados a curto prazo. Para o confronto desta noite com o Cametá, viu-se obrigado a usar três volantes – Capena, Vânderson e Zé Antonio. A razão é óbvia. Nas duas últimas partidas, contra Santa Cruz e Paragominas, o time se mostrou perigosamente frágil no setor de marcação.

Em Paragominas, domingo, a defesa claudicou em momentos decisivos da partida. Desatenta, levou um gol aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o Paissandu vencia com tranquilidade. Antes de disparar o chute, o meia Lourinho teve tempo para se aproximar da área e ajeitar a bola sem receber combate direto.

Nem bem o jogo reiniciou, o time cedeu o empate, em jogada que lembrou bastante a desarrumação da defesa no primeiro gol. Aleílson recebeu a bola pelo lado direito do ataque, girou sobre dois marcadores, entrou na área e arrematou, novamente sem sofrer qualquer tentativa de bloqueio.

Como o Cametá mostrou-se até aqui o time interiorano mais ajustado, as preocupações de Mazola são inteiramente procedentes. Resta saber apenas se seus cuidados defensivos não irão afetar a mobilidade do ataque.

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Sobre as incoerências de Charles

O amigo Sérgio Cordovil faz algumas considerações sobre o Remo atual. Lamenta que, apesar das boas contratações feitas pela diretoria, o técnico Charles Guerreiro prefira improvisar o lateral-esquerdo Rodrigo Fernandes no meio-de-campo sempre que um titular precisa ser substituído? “Chega a ser uma falta de bom senso, já que ele tem tantas opções em mãos. E se ele não confia em quem é da posição que peça o desligamento para não encarecer a folha. Sem falar que ele treinou muito tempo um time e está jogando com outro totalmente diferente”, questiona Sérgio.

Um exemplo dessa incoerência, acrescenta, é o meia-armador Athos, “que apesar de ser bom jogador está visivelmente fora de forma e não acompanha o ritmo dos demais”. Sérgio também tem restrições ao posicionamento da defesa. A marcação é deficiente porque os zagueiros jogam em linha, tanto os cabeças-de-área quanto os zagueiros. “E depois, se o treinador for demitido, ainda vai sair falando que foi injustiçado, mesmo com o bom time que deram pra ele treinar”, conclui.

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Gareth Bale é o mais caro

O leitor Tomaz Brandão aponta uma incorreção contida na coluna de ontem: “Você disse que o Neymar seria o jogador mais caro da história do futebol, quando na verdade o jogador mais caro é o Gareth Bale, transferido do Tottenham para o Real Madrid no valor de 100 milhões de euros. Caso a denúncia do jornal El Mundo se confirme, o Neymar será o segundo jogador mais caro da história do futebol, no valor de 95 milhões de euros”. Perfeita observação. A transação envolvendo Bale é, de fato, a mais cara de todos os tempos.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 22)