Sobre chuteiras e máscaras

Por Gerson Nogueira

Em meio à insanidade que permeia esse período pré-Copa no Brasil, entre colchões incendiários e uivos oportunistas, o amigo Palmério Dória, jornalista dos bons, cravou a frase definitiva no Twitter: “A Copa de 2014 é do Mundo. Não é do Brasil. É no Brasil”. Um golpe no fígado dos falsos moralistas que insistem em não ver a importância do evento para o país do futebol.

unnamed (42)Não há choro, nem vela. A Copa vai acontecer, torcida brasileira. E será uma das melhores – se não for a melhor – de todos os tempos. Repleta de craques, vai concentrar as atenções do planeta, como sempre. Os novos estádios, alvos preferenciais da ira dos rebeldes sem causa da avenida Paulista, já estão prontos (ou quase). Por isso, soa absurda a grita contra os gastos do torneio. Só agora, depois de tudo pronto, vem o queixume?

É difícil crer em desinformação. Há uma distorção consciente dos fatos, com fins claramente políticos. Ao erguer a voz para comparar gastos da Copa com a situação dos hospitais, das estradas ou da segurança pública, os filhos do ócio parecem esquecer (de propósito) que verbas públicas são orçadas a cada ano pelo Congresso Nacional.

Não há desvio de finalidades. As verbas para saúde, educação ou infraestrutura estão asseguradas. Despesas com a Copa, pelo menos na parte que coube ao governo, são cobertas por recursos alocados especificamente para o torneio. Em contrapartida, já foram gerados mais de 600 mil empregos nas sedes do torneio e há a expectativa de um superávit histórico na indústria do turismo.

Questionar se isso é válido ou não já é outra prosa, mas o momento de chiar já passou. Era para contestar bem antes, lá em 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar o mundial. A ausência de substância nos protestos faz com que as mobilizações sejam ralas, circunscritas a grupelhos partidários. Sem força de convencimento, apelam para o vandalismo, como no caso do Fusca incendiado no centro da capital paulista.

Por nascer sem legitimidade, a nova onda de manifestações parece apenas mais um traço esdrúxulo desse paiol de exotismos que é o Brasil. Para os gringos que acompanham as imagens da bagunça deve ser duro entender como a pátria-mãe de Pelé, Garrincha e Ronaldo gerou filhos capazes de rejeitar o maior evento futebolístico do planeta.

Não há registro recente de país que, depois de lutar para promover o torneio, tenha se tornado hostil à sua realização. Só mesmo a falta de algo útil para fazer explica o engajamento em torno de tamanho despautério. A não ser que o movimento “Não vai ter Copa” seja, como se suspeita, mero disfarce a esconder o objetivo real: melar o processo eleitoral.

Como isto é Brasil, melhor não duvidar.

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Rescaldos do choque-rei

Charles Guerreiro está na marca do pênalti. Grande parte da torcida azulina atribui a ele e ao zagueiro Rogélio a culpa pela derrota para o maior rival. Para piorar, dirigentes também fritam o técnico, defendendo sua substituição imediata. Fala-se em Vagner Benazzi, que passou há pouco tempo por aqui, caindo com o Paissandu para a Série C. PC Gusmão é outro nome bafejado, bem como Flávio Lopes, que esteve no Remo há três anos, sem deixar maiores saudades.

Nas internas, tentando não se abalar com a pressão, Charles planeja fazer a primeira mexida no quadrado de meio-de-campo, ponto nevrálgico do time. Para o jogo contra o Gavião, amanhã, Athos deve ser substituído por Dadá, volante de estilo ofensivo, que servirá de escolta para Eduardo Ramos.

O novo desenho da meia-cancha já era defendido no clube desde o começo do campeonato. Os embaraços observados nas partidas contra Santa Cruz e São Francisco sinalizavam para a necessidade de alterar a composição. Os dois meias, Ramos e Athos, têm características parecidas e terminam por ocupar a mesma faixa de campo.

Contra o Paissandu, o problema se revelou por inteiro, pois o Remo simplesmente não teve criação no meio e só ganhou velocidade e consistência ofensiva quando Charles trocou Athos por Zé Soares.

Cabe ao técnico preservar (como não fez ao substituí-lo no clássico) o jogador, que é um dos grandes reforços para a temporada. Desde que recupere sua melhor forma, Athos será muito útil ao Remo, tanto no Parazão quanto na Copa Verde e na Copa do Brasil.

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A volta do renegado

Pikachu procurou os dirigentes e foi perdoado. Depois da saída à francesa, antes do Re-Pa, reapareceu para treinar com os companheiros e foi reincorporado ao elenco. A dúvida é: voltou para ficar ou apenas para arrumar as malas? 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 28)

25 comentários em “Sobre chuteiras e máscaras

  1. Esse negócio de “Não a Copa” é de uma baboseira… Gente que quer aparecer mesmo… Te dizer..

    – Quanto ao Athos, algumas coisas, saídas da reunião de ontem a tarde:

    1ª- Athos, pediu pra falar, e disse: Não fiquei chateado, por ter sido substituído, mas o tempo do jogo em que fui substituído: 45 min do 1º tempo;

    2- Após sua 1ª manifestação, Charles, veio com a seguinte desculpa a ele: “Tirei você, porque pensava que faltavam 15 minutos pra acabar”( Me tire o tubo)

    3- Athos decidiu(e não o técnico) que não joga mais fora de sua real posição, obrigando o técnico a colocar outro em seu lugar…

    4- Charles, após a reunião, e obrigado a ter que mexer no time, escalou Dadá, para o lugar do Athos( Será que ele anda lendo o blog?) Sei não… Técnico escalou na reunião, o substituto do Athos, mesmo em todos os jogos, substituindo Athos por Zé Soares… É muita incoerência …

    Charles, tá perdido, amigos..

    Um Jornalista, falou ontem: V= de Vergonha… Nildo a toda hora cochichando no ouvido do Charles… Olha que ele nem falou do celular… Te dizer

    Quanto ao Yago, é melhor aguardar cenas do próximo capítulo..

    É a minha opinião.

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  2. Sobre a Copa só faltou no texto a coisa mais importante: quando foi anunciado o evento, a promessa era a de que ele não seria financiado com dinheiro público. Quer dizer, houve uma séria e grave mentira do governo.

    E só quem não acompanha os fatos, pra dizer o mínimo, não sabe ou não lembra, ou pensa que as demais pessoas não sabem ou não lembram, das promessas e do descalabro dos financiamentos que representam o descumprimento das promessas.

    Com efeito, se milhões em recursos públicos, que poderiam ser aplicados nos tão precários serviços públicos, foram desviados para a Copa, não é exato dizer que agora não é o momento de reclamar, de protestar, de se manifestar.

    Se tudo fosse feito como prometido originariamente, certamente não haveria clima, nem justificativa para qualquer protesto, pelo menos não sob este slogan dos reclamos para que no Brasil determinados serviços funcionem segundo o “padrão FIFA”.

    Na verdade, qualquer tempo, é tempo legítimo e constitucional de se protestar contra o governo, máxime quando o governo é um governo que mente e se dedica ao populismos eleitoreiro. Aliás, a Copa é um momento impar de se fazer isso, protestar legitimamente, dado a visibilidade que garante ao protesto, à manifestação.

    O que é preciso é estar atento para impedir que o governo infiltre entre os manifestantes pessoas capazes de cometer insanidades, violências, depredações, para servir aos seus objetivos eleitoreiros, máxime em São Paulo. Que prendam-se os Black Blocks, que retirem-se as suas márcaras. Quando isso ocorrer não será nenhuma surpresa, se dentre muitos deles, senão todos, se encontre lullopetistas.

    E a vai haver a Copa, sim. Afinal, o governo (e seus integrantes) que já investiu tanto nela, a fifa que já lucrou tanto com ela, não vão perder a chance de lucrar mais ainda, o que, afinal, é só que lhes interessa, pouco se lhes importando, se ao redor da ilha de excelência que será a área padrão fifa, impere o mar de gravíssimos problemas brasileiros muito bem representado pelo padrão lullopetista de (des) governo que é a verdadeira continuação aperfeiçoada dos (des) governos que lhe antecedeu.

    Sim, a Copa não corre perigo de não acontecer.

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  3. Claro que é a sua opinião, mas muitos certamente assinam embaixo dela, ou de parte dela. De minha parte, estranho que o técnico de um time que coloca nos estádios um público médio acima dos dez mil torcedores não consiga distinguir quando faltam quinze ou um minuto pro jogo acabar. Se lhe falta esse discernimento, que esperar na hora de escalar ou mexer no time durante o jogo.
    Quanto à Copa, Palmério acertou na mosca. Não dá mais pra recuar a essa altura dos acontecimentos apenas porque uma parcela da extrema-esquerda aliou-se a outra da extrema-direita e resolveram interromper o jogo já em andamento. Acreditaram na revista Veja, do Carlinhos Cachoeira, de que os estádios só ficariam prontos em 2033, depois, quando viram que não era bem assim, jogam para provocar o desgaste que não veio naturalmente como imaginavam. Não dá. Imagino que esses celerados devam ser tratados como certas gangues que travestem-se de torcidas organizadas: punição severa e distância dos estádios, afinal, o Brasil pactuou com uma organização internacional garantir a segurança de quem vem acompanhar esse evento.

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  4. Dadas as proporções, o Pikachu tá lembrando o caso do promissor atacante Moisés. Por falar nisso, cadê o Moisés…?

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  5. Amigo Cláudio, não acho tanta incoerência. O que acontece é que ele colocava o Athos improvisado como volante, assim como improvisa também o Fernandes. Aliás, não sei por que diabos ele improvisa se tem jogador específico de cada setor para formar até dois times.
    Enfim, agora como o Athos disse que NÃO vai jogar de volante, botou de fato um volante no lugar. O que pode acontecer é que ele possa tirar o Dadá e botar o Zé Soares no decorrer da partida.

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  6. Quer dizer será “uma das melhores senão a melhor…”, tá de brincadeira, né Gerson? Vem dar uma passadinha aqui por Fortaleza, pra ver o caos que está a cidade com as obras atrasadíssimas. Do que adianta o estádio pronto, se não há transporte público que preste? E o “puxadinho” que vão fazer no aeroporto? E a segurança que não existe? Esse seu petismo exacerbado que é cega você, e não deixa ver o quanto mal isso tudo vai fazer ao país. Quem viver verá…

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  7. Sim, Bira, o Leão está copiando, por que foi o Papão que criou o sistema com 3 volantes né… Senta lá Cláudia…

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  8. É um pouco diferente, amigo Bira. Dadá e Jonathan são volantes que sabem sair para o jogo, têm bom passe. No Guarani e no Náutico, Dadá atuava quase como meia-armador.

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  9. É bom dizer que Zé Soares entrava, independente do resultado da partida, na hora da substituição..

    O maior erro, é não saber treinar… Athos, teria sim condições de jogar com o E.Ramos, mas pra isso, teria que ser bem treinado, pra que um não ocupasse o lugar do outro… É simples… Traz um bom técnico pra ver…

    Lembro no brasileiro de 2006, quando o técnico era Samuel Cândido, como se fosse hoje. Vejam o que diziam, à época, com o Remo, na lanterna, e estando a 14 ptos do 1º fora da zona de rebaixamento:

    1- Esse Zé Soares tá com verme… Manda essa P… embora. O técnico não tem culpa;
    2- Essa é a pior zaga do Remo, dos últimos tempos;
    3- A diretoria do Remo tem é que mandar todos esses jogadores embora e colocar o sub-20 pra jogar… Já caímos mesmo… Vamos economizar pelo menos;
    4, 5, 6,….. Isso, era dito por torcedores e grande parte a mídia…

    O que fez o Remo? Trouxe um bom técnico, Giba, que trouxe um único jogador e fez a estreia de outro, jogou com a mesma zaga, e Zé Soares foi, e é até hoje, um dos principais jogadores do Remo..

    Vamos atentar pra isso, amigos: Um bom técnico, é tudo.. Com tempo, ou pelo menos com pouco tempo, mas com um bom elenco, coisa que o Remo tem hoje… O tempo, ele saberá ganhar, fazendo mais treinos táticos, e usando sua sabedoria

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  10. Amigo Oliveira, admitindo que tenha sido uma falsa promessa do governo, diga-me que governante se furtaria a injetar recursos para evento tão importante, ao qual a imagem do país está diretamente vinculada e cujo fiasco teria consequências desastrosas? Não creio que um governo abrisse mão de suas responsabilidades diante do encolhimento e da timidez da iniciativa privada brasileira, sobejamente conhecida pelas sovinice e falta de visão história.

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  11. Caríssimo Gerson Nogueira, estamos em um país democrático, o povo tem direito a protestar, e independente do ócio, alias a palavra ócio tem origem justamente em ciência, pensar, a insatisfação leva as multidões nas ruas em um pais que valoriza muito mais o pão e o circo do futebol do que o bem estar do seu povo.
    Não é estranho ler em sua coluna essa defesa cega a copa, sem levar em consideração as mortes de pedreiros, pois você só falou dos inúmeros empregos, os salários atrasados, a exploração, você vive de futebol.
    Defender o pão e circo lhe convém, afinal de contas você vive disso.
    Costumo ler suas colunas, você já foi muito mais feliz ao escrever sobre futebol.
    Defender a copa do mundo no Brasil em detrimento a penúria do seu povo é muito egoísmo.

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  12. Sobre a copa, e se Belém tivesse sido escolhida como sede, teria algum paraense reclamando? Acho pouco provável.
    Sobre o Remo, acho que o Charles está com medo de perder o posto para o Cláudio e resolveu fazer tudo que ele comenta aqui no blog (Rsrssrsrs).

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  13. só tem uma coisa: os estádios tão prontos mas não estão pagos pois os empréstimos montruosos contratados, especialmente via BNDES, tem prazo de carência e só começaram a ser pagos em 2017, quando então será apresentada a todos nós a conta desse evento.

    lembrem-se que as dívidas também são legados dos eventos.

    e nem falo do superfaturamento das obras que está fazendo com que a copa do brasil já esteja custando mais do que as três ultimas copas do mundo somadas.

    e ainda estamos gastando mais.

    resta saber quem tá realmente lucrando com isso: rede globo, empreiteiras, governadores e etc…

    parte da população vai ser, e já está sendo beneficiada com empregos que depois das obras e da copa desaparecerâo em sua maioria.

    dentro de campo vai ser realmente lindo, grandes jogadores, grandes seleções, grandes jogos… o problema é o que se passa forma dele.

    acho normal que cidadãos estejam indo as ruas protestar. mas sei tambem que tem todo o tipo de movimento infiltrado ali.

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  14. Protestos são legítimos, amigo Daniel, desde que traduzam a vontade real das pessoas. Não é o caso desta vez. Menos de 300 pessoas foram às ruas em S. Paulo, a maioria portando máscaras, dedicando-se a quebrar caixas eletrÔnicos e incendiando o fusca do serralheiro com a família dentro! Questiono é esse desvio de rota, essa hipocrisia que tenta demonizar um evento que talvez seja o mais grandioso do planeta, hoje. Não defendo o pão e o circo, nem a alienação das massas, apenas reflito sobre uma questão real: a Copa é um grande evento esportivo e um tremendo negócio para todos os envolvidos – Fifa, país promotor e profissionais do futebol. Não há ingênuos no processo, amigo. Todos ganham. E, apesar da grita da minoria envolvida partidariamente no processo, a Copa brasileira vai dar lucro, não se engane. Vi isso na África do Sul, em cidades muito mais precárias que as nossas, e os resultados finais compensaram plenamente os investimentos – também majoritariamente de origem estatal, como aqui.

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  15. Ainda sobre a copa, um fato que me chamou bastante atenção neste final de semana, foi a repercussão negativa que a imprensa esportiva sulista deu à inauguração do estádio em Natal. Puseram a Arenas das Dunas no mesmo saco de elefantes brancos, juntamente com os estádios de Manaus, Brasília e Cuiabá, que ao contrário destes, terá dois times tradicionais como anfitriões, apesar de ser bem menor. Achei um tremendo desrespeito com os times potiguares ABC e América, que se não fazem parte da elite nacional, pelo menos estão na Série B, ao contrário das outras capitais supracitadas. Os jornalistas desinformados do sul maravilha esqueceram que no lugar da nova arena havia o antigo Machadão, com praticamente a mesma capacidade (por volta de 30 mil) e que tanta falta fez ao América, obrigado a mandar seus jogos no interior. Esqueceram também que há poucos dias, o jogo ABC x Palmeiras foi notícia nacional por causa da superlotação, ocorrida exatamente pela ausência de um estádio maior na cidade.

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  16. Em 2007, ano em que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do País, gravou uma edição especial do programa Café com o Presidente na cidade de Zurique, Suíça, para celebrar. “Estou convencido de que nós vamos realizar uma grande Copa do Mundo. Faremos um chamamento à nação para que a gente dê um exemplo de como se faz uma Copa”, disse Lula. Seis anos depois, milhares de pessoas que participaram da onda de protestos que tomou as ruas do Brasil, se mostraram bastante insatisfeitas com os gastos nos estádios. Grupos de manifestantes até tentaram invadir o perímetro protegido das arenas, durante à Copa das Confederações. A população pedia a queda do preço do transporte público, dizendo que o governo deveria usar o dinheiro investido nos estádios para subsidiar as tarifas. A indignação com os gastos é justificável, o orçamento dos 12 estádios já ultrapassou em 43% a estimativa inicial, passando de R$ 5,1 bilhões para R$ 8,5 bilhões. Seis deles ainda estão em construção.Além do gastos, o descontentamento vem da impressão de que a Fifa se sente “melhor do que o País sede dos jogos”. Na segunda semana de julho de 2013, a Procuradoria Geral da União entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão de três artigos da Lei Geral da Copa, que garante o cumprimento das exigências da Fifa no Brasil. Entre os acertos contestados estão a isenção da Fifa de pagar custas de processos e despesas judiciais e a obrigação da União de assumir a responsabilidade por danos ocorridos no evento. Ou seja, se algo der errado as regras citadas poderiam determinar que o País assumisse a conta dos prejuízos.
    Outro dado que pesa na insatisfação popular são os resultados obtidos na Copa das Confederações, que não atraiu um número grande de turistas estrangeiros e teve ingressos com preços inacessíveis. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgou um balanço mostrando que o evento teste da Fifa não foi capaz de movimentar o turismo interno, assim como também não atraiu o turista estrangeiro. A análise concluiu que 85% das pessoas que foram aos estádios moravam no mesmo estado onde aconteceram os jogos. De acordo com dados da Fifa, apenas 3% dos ingressos foram comprados por torcedores estrangeiros.A avaliação do evento da Copa da Confederações, feita por 635 torcedores que acompanharam os jogos nos estádios, mostra que 70% dos entrevistados considerou que os recursos públicos aportados na Copa não foram bem investidos ou fiscalizados.
    Sobre o legado das competições da Fifa, que segundo o governo federal beneficiarão a população por causa das obras de infraestrutura, os torcedores mantiveram uma avaliação predominantemente negativa. O levantamento apontou que as opiniões do tipo péssimo ou ruim chegaram a 40% nos itens de mobilidade urbana, 46% estacionamento, 48% transporte público e 29% aeroportos.
    O governo agora se articula para remediar a imagem da Copa do Mundo, destacando os benefícios que a competição trará ao País. Um esforço para que a imagem de Lula comemorando a nomeação em 2007 não se transforme num mico.

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  17. Caro Gerson e colegas do blog,

    Concordo que diante de um país repleto de empresários suvinas e, por conseguinte, pseudoemprendedores, cabe ao governo brasileiro arcar com os gastos da copa.

    Não realizá-la seria assumir que somos um país que não cumpre acordos (ou simplesmente um país de promesseiros), o que poderia afetar gravemente a economia nacional, ja que o mundo veria o Brasil como os olhos da desconfiança.

    Sobre os protestos, entendo que democracia é ter o direito de exigir explicações (ir as ruas é apenas uma delas) pouco interessando o ano que se deva exigir. Temos esse direito. Vale lembrar que ele foi conquistado com muito sangue por parte do nosso povo.

    Apesar de reconhecer o direito, devo destacar que, para mim, o caso da família do fusca é um ato de agressão ao direito do outro cidadão, com tentativa de homicídio. Ação de ditadores. Não podemos aceitar ações como essas em pleno exercício de democracia.

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  18. Acontece, amigo Gerson, que desde o inicio, quando se falou em trazer uma copa do mundo novamente para o Brasil, muitas coisa ficaram escusas, no meio do caminho.
    Ficou claríssimo que a FIFA lucraria com nossa desgraça ao recusar o mangueirão e o morumbi por exemplo.
    Amigo, protestar e um direito, quanto aos “desvios de rota” isso é reflexo da violência do Estado sobre o cidadão.
    ou não é violento um Estado que prioriza estádio em detrimento a hospitais, escolas, segurança, saneamento.
    63% dos belemenses vivem com menos de um salário mínimo, isso é deplorável, 1,9% dos paraenses, segundo o site do Tribunal de Justiça Eleitoral, tem nível superior de ensino, o nosso Estado é o Estado com maior número de trabalhadores escravos, cf, site do Ministério do Trabalho, 1% dos moradores do bairro do guamá em belém conseguem entrar na Universidade Federal do Pará, e observemos que a Universidade é neste bairro, ora, investir em estádios quando nós tínhamos estádios prontos me parece muito estranho.
    E quanto ao consumo de bebida alcoólica nos estádios? no Brasil é proibido, mas quando isso atrapalha ao lucro de alguns, abre-se um estado de exceção, e a gratuidade de idosos? na copa do mundo idosos pagarão meia, não se pode atrapalhar o interesses de alguns.
    Quanto as minorias nos protestos, isso é reflexo de uma mídia manipuladora, mesquinha, que se utiliza de seu espaço de poder ideológico para assim defender os seus interesses.
    A mídia precisa ser mais responsável consigo mesmo e com os seus ouvintes e leitores.

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  19. “esso, amigo. Todos ganham. E, apesar da grita da minoria envolvida partidariamente no processo, a Copa brasileira vai dar lucro, não se engane. Vi isso na África do Sul, em cidades muito mais precárias que as nossas, e os resultados finais compensaram plenamente os investimentos – também majoritariamente de origem estatal, como aqui.”
    Quais foram os resultados finais que compensaram os investimentos na Africa? Que eu saiba, estao querendo demolir varios estadios por la, porque os gastos com a manutencao dos estadios sao muito altos.

    Quanto ao Athos e ER jogarem juntos, faz-me lembrar do Sao Paulo, Ganso e Jadson, dois excelentes jogadores, que tecnico nenhum conseguiu fazer os dois jogarem juntos, portanto, nao adianta trazer o Muricy Ramalho, o Paulo Autuori, o Ney Franco etc, que não vai fazer o Athos e o ER jogarem juntos. Para mim, o CG deveria tirar o ER e colocar o Athos no meio, com Leandrao fazendo o pivo e o Potyguar caindo pela esquerda, e o Ze Soares caindo pela direita.

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  20. Com apoio ou não de parte do povo brasileiro a copa irá acontecer, o investimento por parte do governo federal é dar o apoio financeiro, correto ou não, mas dar este suporte para que o evento tenho o sucesso esperado.
    Quanto as demais verbas estas são previstas e aprovadas anualmente. Se realmente fosse interessante a cobrança por mais verbas para a educação, saúde ou segurança, que estes protestos ocorressem na época de tais votações orçamentárias, coisa que ninguém tem coragem nem interesse, apenas eleitoreiro!
    É o que eu penso!

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