Paissandu x Santa Cruz (comentários on-line)

Campeonato Paraense – 2ª rodada.
Estádio Leônidas de Castro (Curuzu), às 20h30.
Ingressos: R$ 30,00 (arquibancada), R$ 60,00 (cadeira).
Arbitro: Marco Antonio Mendonça. 
PAISSANDU – Mateus; Pikachu, João Paulo, Charles e Aírton; Capanema, Vânderson, Djalma e Lineker; Lima e Héliton. Técnico: Mazola Júnior.
SANTA CRUZ – Ângelo; Carlão, Alex, Romário e Bruno; Mael, Junior Paulada, Junior Maranhão e Thiago Floriano; Wescley (Andrey) e Rafael Paty. Técnico: Sinomar Naves.
Rádio Clube _ IBOPE _  Sábado e Domingo _ Tablóide
Na Rádio Clube, Guilherme Guerreiro narra; Carlos Castilho comenta. Reportagem – Dinho Menezes. 

Justiça do Rio confirma rebaixamento da Lusa

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu no início da tarde desta quarta-feira uma liminar determinando que a CBF cumpra a decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que no final do ano rebaixou a Portuguesa para a Série B. No dia 27, o time do Canindé foi punido no “tapetão” pela escalação do meia-atacante Héverton no jogo contra o Grêmio, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro. No julgamento, a Lusa perdeu quatro pontos e ocupou o lugar do Fluminense na zona de rebaixamento.

Dois dias antes da partida, o jogador havia sido suspenso por dois jogos pela Justiça Desportiva por conta de uma expulsão ele só havia cumprido um jogo de gancho. O clube paulista alega, no entanto, que só tomou ciência da punição no dia seguinte ao jogo, com a publicação da decisão no site da CBF.

Além da Portuguesa, o Flamengo também perdeu quatro pontos por escalar de maneira irregular o lateral André Santos contra o Cruzeiro, em jogo válido pela última rodada do campeonato. A liminar concedida no Rio atrapalha ainda mais a definição dos participantes do Campeonato Brasileiro deste ano. Na semana passada, a Justiça de São Paulo havia determinado a devolução dos quatro pontos ao Flamengo e à Portuguesa. (Da Folha de SP) 

Leão treina para encarar o Galo

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Os jogadores Leandrão, Zé Soares e Tiago Potiguar já estão regularizados junto à CBF e podem ser escalados para o jogo de amanhã contra o Independente, no estádio Jornalista Edgar Proença, às 20h30. Ambos têm treinado muito bem, devendo ganhar a titularidade. Zé Soares teve a regularização confirmada na tarde desta quarta-feira. O técnico Charles Guerreiro praticamente definiu o time, com as entradas de Leandrão e Potiguar no ataque, substituindo a Leandro Cearense e Val Barreto. O volante Dadá, apresentado oficialmente como novo reforço do time, deve ter condições de jogo para a quarta rodada, diante do São Francisco, em Santarém. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Manuais dizem pouco

Por Tostão

Na festa da Fifa, Amarildo, espontaneamente, quebrou o protocolo, ao fazer um longo discurso, com críticas à violência nos estádios brasileiros.

A maioria dos presentes riu e viu no campeão mundial de 1962 somente um idoso engraçado. Melhor ainda seria se Amarildo chutasse o balde, exercesse o direito da idade, o de não ter medo de parecer ridículo para alguns, e criticasse o excessivo poder da Fifa sobre os países anfitriões da Copa, os enormes gastos de dinheiro público com o Mundial e a construção de alguns elefantes brancos.

Como era esperado, Cristiano Ronaldo ganhou o prêmio de melhor de 2013. Messi continua o melhor do mundo. O fato aumenta as chances de Messi brilhar na Copa. A força dos grandes talentos, dos grandes profissionais, vem de suas derrotas.

O grande talento de Cristiano Ronaldo parece um manual sobre como ser um craque. Tudo ele faz muito bem. Já o talento de Messi não pode ser tão bem mensurado e entendido. Temos de vê-lo com os olhos e com a imaginação.

No sábado, mesmo de férias em uma bela praia brasileira, não resisti e vi, pela TV, o empate em 0 a 0 entre Atlético de Madri e Barcelona. A partida parecia também um manual sobre detalhes táticos e sobre como marcar bem o time catalão.

O Atlético de Madri alternou a marcação por pressão, o que dificultou muito a troca de passes do Barcelona, da defesa para o ataque, com a marcação mais recuada, com todos os jogadores em seu campo, formando três rígidas linhas, com pouco espaço entre elas. Havia uma linha de dois atacantes, outra de quatro armadores e mais uma de quatro defensores, muito próximos à grande área.

Como o Barcelona finalizou pouco de longa distância, raramente cruzou a bola para a área e não encontrou espaços nas costas dos defensores, para alguém se infiltrar e receber a bola dentro da área, como geralmente faz, criou poucas chances de gol. A ausência de boas jogadas pelo alto é uma deficiência do Barcelona, em relação a grandes equipes da Europa, como Bayern e Real Madrid.

Uma das grandes qualidades do Barcelona, principalmente na época de Guardiola, era a recuperação da bola perto do outro gol. Hoje, com o técnico argentino Tata Martino, isso acontece muito menos. Por outro lado, como o Barcelona não adianta tanto a marcação, como fazia, deixa menos espaço na defesa para o outro time contra-atacar.

Os bons técnicos conhecem todas as informações essenciais e todas as estratégias de jogo. Aprendem nos manuais, nos cursos para treinadores, na internet e na prática. Já a capacidade de observar e de conhecer os pequenos detalhes, subjetivos e objetivos, de escolher o tipo de estratégia para o momento e de comandar a execução do que foi planejado não se aprende nos manuais. Estes dizem pouco. Não contam o mais importante.

Obrigado, Maestro!

Por Gerson Nogueira

unnamed (99)Foram quase dois anos de dedicação, profissionalismo e bons exemplos. Chegou num momento de incertezas e dificuldades no Botafogo, o que não é propriamente novidade na história alvinegra. Na verdade, poucos acreditaram quando a notícia de sua contratação começou a circular. Só se teve certeza quando ele desembarcou no Rio, em 2012.

Desde o começo, portou-se como o grande profissional que é, dentro e fora das quatro linhas. Não prometeu milagres, não deu beijinhos fingidos no escudo, nem chorou lágrimas de crocodilo. Foi simplesmente Clarence Seedorf, o boleiro que encantou torcidas mundo afora e especializou-se em levantar a taça da Champions League.

Aceitou o desafio surpreendente de vestir a camisa que foi de Mané Garrincha e Nilton Santos quando buscava um motivo para continuar jogando bola. Meio esquecido no elenco do Milan, podia ter optado por outro grande clube europeu.

Fã do futebol brasileiro desde sempre, identificado com o Rio de Janeiro, aceitou comandar um processo de reconstrução, como admitiu ontem na entrevista de despedida. Juntou sua vontade de deixar o ambiente do Milan com a convicção de que o Botafogo era o clube certo, pela situação que enfrentava e pela tradição de grandes craques.

Mais do que benefícios para sua carreira, a escolha de Seedorf foi extremamente revigorante para a Estrela Solitária. Ajudou a conquistar novos torcedores, atraiu patrocínios, transformou o time em atração nacional, recolocou a marca no exterior e – mais importante – tornou o Botafogo mais competitivo.

Com Seedorf, o time voltou a ser olhado com o respeito que sempre deveria merecer. No Campeonato Brasileiro do ano passado, tendo o craque holandês como maestro, o Botafogo conseguiu ir muito além de suas possibilidades, impulsionado pela liderança e talento do camisa 10.

É de conhecimento até da estátua do Manequinho que com Seedorf o Botafogo voltou a desfrutar, de fato, da condição de gigante do futebol brasileiro. Um clube que fez história pelo generoso panteão de craques que reuniu só poderia mesmo se reerguer a partir da presença de um jogador vitorioso e de talento inquestionável.

Foi pelos pés e liderança de Seedorf que o time conquistou o certame carioca e voltou a se inscrever entre os melhores do continente, classificando-se para a Taça Libertadores depois de 17 anos.

Muito mais poderia ser dito sobre essa curta e profícua permanência de Seedorf no Botafogo, mas, acima de tudo, no momento da despedida, cabe ressaltar o sentimento misto de orgulho e carinho por ter escolhido a Estrela Solitária para encerrar sua gloriosa carreira. Que seja feliz e bem sucedido na carreira que está abraçando. Terá sempre a gratidão e o respeito de todos os corações botafoguenses.

Valeu, Maestro!

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Último capítulo da longa novela

Chega ao fim hoje a novela do contrato entre a FPF e o governo do Estado para a cessão dos direitos de transmissão do Parazão. Em troca de exposição nos estádios e nas camisas dos times, o governo vai repassar R$ 2,9 milhões, a serem divididos entre os oito clubes participantes. O martelo demorou a ser batido porque a dupla Re-Pa fez pé firme e rechaçou a oferta inicial para ambos (em torno de R$ 700 mil). Como locomotivas do futebol regional e responsáveis diretos pela presença de público nos estádios, queriam um repasse maior. Como o ano é eleitoral, foram parcialmente atendidos.

Pelo que se noticia sobre os termos do acordo, só não fica clara a fixação dos especialistas do governo em limitar a 11 o quinhão de adolescentes selecionados para formação em cada clube. A óbvia referência ao número de atletas de um time não justifica o desperdício de oportunidade.

Outro equívoco está na faixa etária. Quem acompanha a evolução da modalidade sabe que garotos devem ser orientados para o futebol já a partir dos sete anos.

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Direto do blog

“O Pimentinha é bom rapaz, só falta apreender jogar bola… Sou totalmente a favor das contratações pontuais, porém desaprovo as contratações dos zagueiros João Paulo (fraquíssimo) e do Leandro (verdadeiro rebatedor, você verão no futuro) e do meia Bruninho (será banco do Djalma). Antes contratar o Jaime do que esse Bruninho. É brincadeira botar o Pablo no banco. Pablo reserva do João Paulo? Como diria um amigo de Cametá: ‘mas quando já…’”.

De Inocêncio Mártires Coelho, peremptório quanto aos desacertos da política de contratações do Papão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 15)