Site americano cita lições que o Brasil dá ao mundo

Salvador - Venues for FIFA Confederations Cup Brazil 2013

Uma coluna do site The Huffington Post desta semana dedicou algumas honras ao Brasil. No artigo, o veículo lista as maiores lições que o Brasil pode ensinar ao mundo sobre qualidade de vida: para viver bem, feliz e de maneira saudável. Alguns leitores criticaram o otimismo do artigo, enquanto outros disseram que “é reconfortante ter notícias positivas sobre o Brasil no Huffington Post”, já que foram publicadas diversas notícias negativas sobre o país no veículo.

Confira a seguir a lista elaborada pelo site:

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Felicidade é uma prioridade 

Em janeiro, a Fundação Getúlio Vargas anunciou a criação de um indicador do bem-estar brasileiro. Num estudo conduzido pela mesma instituição, as mulheres brasileiras foram eleitas as mais felizes do mundo. E o Brasil foi considerado o país mais feliz do mundo entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – ou seja, os mais felizes entre os países com grandes desigualdades.

Comemoração é um modo de vida

O artigo lembra que os brasileiros são famosos pelo Carnaval, que seria a maior festa do país. Porém, ressalta que transformam qualquer ocasião em festa e demonstração de alegria. E dá os exemplos da Festa de São João e das comemorações de Réveillon.

Brasileiros se exercitam

O País tem a segunda maior indústria fitness do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo o site. Também os esportes ao ar livre, como futebol, vôlei, capoeira e polo colocam o brasileiro para “suar”. O resultado? Os brasileiros que têm em torno de 30 anos pesam, em média, menos que os americanos.

“Jeitinho” brasileiro

O site diz que o “jeitinho brasileiro” é um atalho para se conseguir o que precisa e que o pensamento é frequente em nossa rotina. Ainda, o jeitinho seria uma maneira de lidar com a burocracia ineficiente e muitas vezes corrupta do País, de acordo com a publicação.

Casas de sucos

Esses bares vendem lanches, frituras e alguns doces, mas os sucos nutritivos, smoothies e saladas de frutas são as principais atrações, diz o site. O número de nutrientes das frutas da cultura indígena não tem paralelo no mundo, segundo a publicação.

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Beleza da arquitetura

As belezas naturais como o Corcovado e as Cataratas do Iguaçu não impediram o país de criar uma rica tradição arquitetônica. Tradição esta popularizada com seu maior expoente, o arquiteto Oscar Niemeyer, que desenhou inclusive a capital do país, Brasília.

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Diversidade 

O Brasil é a segunda nação negra do mundo, segundo o crítico americano Henry Louis Gates Jr. Só fica atrás da Nigéria, “mas ninguém sabe disso”, diz o estudioso.

Cafezinho todo dia

No Brasil, o tempo pode ser medido em uma pequena xícara de espresso, diz o artigo. Cada brasileiro consome, em média, 5,8 kg de café por ano, o que pode trazer benefícios ao coração, pressão, evitar diabetes e até alguns tipos de câncer, segundo pesquisas recentes.

Desigualdade está diminuindo

A desigualdade social tem caído 2,2 % ao ano, segundo estudo da Universidade de São Paulo. Também o índice de pobreza da população diminui 7,9% em cada ano, superando metas mundiais.

Música

Samba, pagode, axé, forró, rap, funk, choro e bossa nova: o site elogia a diversidade de estilos musicais do País.

Acesso à praia é um direito civil

As praias no Brasil são democráticas, um espaço público, diz The Huffinton Post. O País tem a maior costa da América do Sul e uma das 16 maiores do mundo. Pesquisas relacionam viver no litoral a níveis mais elevados de saúde.

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Famílias brasileiras ficam unidas

Por fim, o artigo diz que a união familiar continua forte entre os brasileiros, mesmo com as famílias cada vez menores.

Internet apavora TV aberta. Nos EUA

Por Altamiro Borges

O jornalista João da Paz, do sítio “Notícias da TV”, publicou nesta semana uma informação que deve causar pânico nos donos das emissoras de televisão no Brasil. Segundo revela, a Suprema Corte dos EUA julgará em abril um processo aberto pelas quatro maiores tevês do país (ABC, NBC, Fox e CBS) contra a Aereo, uma pequena empresa que criou uma nova maneira de assistir televisão. “O que a Aereo faz é pegar os sinais abertos dessas quatro emissoras com uma pequena antena moderna e retransmiti-los pela internet, dando ao telespectador a oportunidade de assistir a esses canais no computador, em tablets e em smartphones, com a opção de gravar e pausar programas. Tudo em alta definição”.
O novo serviço tende a promover uma hecatombe na forma de assistir tevê. O internauta faz a assinatura mensal no valor de US$ 8 (R$ 19,20) e tem a possibilidade de gravar um programa por vez, até o limite de 20 horas de armazenamento. Até o momento, os serviços da Aereo já estão disponíveis em 26 cidades do país, incluindo Nova York, Boston, Washington, Filadélfia e Dallas. Em outubro, o Wall Street Journal informou que somente em Nova Iorque já seriam de 90 mil a 135 mil assinantes. Diante do risco da acentuada queda de audiência e de recursos publicitários, as poderosas corporações alegam que a Aereo rouba o sinal e infringe direitos autorais.
Na titânica batalha jurídica em curso, a inovadora empresa até agora tem levado a melhor. Segundo informa João da Paz, “a Suprema Corte vai dar continuidade ao caso julgado na Segunda Corte de Apelação de Nova York, em abril de 2013, cujo resultado foi favorável à Aereo. Os juízes de Nova York entenderam que o serviço prestado pela empresa é legal. O criador e diretor-executivo da Aereo, Chet Kanojia, de 43 anos, disse em comunicado após essa decisão que ‘esperamos apresentar nosso argumento na Suprema Corte, certos de que o mérito do caso irá prevalecer’”.
A empresa conta com um trunfo nesta batalha. O magnata da comunicação Barry Diller, ex-diretor da Paramount e da Fox, decidiu apostar no negócio inovador. Ele hoje comanda a empresa de internet InterActive Corporation e tem uma fortuna calculada em US$ 2,8 bilhões. “Diller é um dos principais investidores da Aereo.
Neste mês, mesmo em meio a esse tumulto, ele conseguiu atrair US$ 34 milhões para financiar a expansão da empresa. ‘Passamos por três julgamentos em 2013 e em todos eles as Cortes Distritais decidiram que o nosso negócio é perfeitamente legal’… Ele calcula que o Aereo poderia ter entre 10 milhões e 20 milhões de assinantes se pudesse operar amplamente, sem restrições”.
A batalha, porém, será prolongada e sangrenta. “As quatro emissoras agem agressivamente contra Aereo. A CBS é bem enfática sobre o assunto e se posicionou de forma direta em comunicado. ‘Nós acreditamos que o modelo de negócios da Aereo é alicerçado em roubo de conteúdo’, diz a emissora de maior audiência dos EUA. A Fox se mostrou mais radical, ameaçando ir para a TV por assinatura se a Aereo vencer na Suprema Corte. Quem também comprou a briga das emissoras, e adotou um tom tão agressivo quanto, foram as ligas esportivas NFL (futebol americano) e MLB (beisebol). Ambas têm acordos bilionários com os canais abertos e divulgaram nota afirmando que vitória da Aereo vai prejudicar os negócios”.
As quatro redes inclusive já trabalham com um plano B para a hipótese da Aereo vencer a batalha jurídica. Elas planejam mudar a forma como emitem seus sinais, com o objetivo de impedir que as antenas da Aereo os captem. “Outro problema para os canais abertos, se derrotados na Suprema Corte, será lidar com as operadoras de TV por assinatura, que pagam preços altos para ter NBC, ABC, Fox e CBS em seus pacotes. A decisão judicial a favor da Aereo pode mudar esse tipo de negócio”. O clima é de guerra nas tevês abertas dos EUA.
A inovação da Aereo, mais um fruto da revolução informacional promovida pela internet, coloca em perigo o modelo de negócios das poderosas redes que exploram as concessões públicas de televisão. Caso vingue nos EUA, a experiência rapidamente deverá se espalhar pelo mundo – atingindo, também, o Brasil. Desta forma, mais uma vez a internet ameaçará o império da TV Globo e outras emissoras da tevê aberta!

Mais de 3,5 milhões de ingressos solicitados

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Um total de 3.505.656 pedidos de ingressos foi realizado por meio milhão de fãs de 199 países na segunda fase de vendas para a Copa do Mundo 2014. Quase 80% das pessoas que pediram bilhetes são brasileiros. Foram 2,6 milhões solicitações de bilhetes para 62 das 64 partidas (bilhetes para o jogo de abertura e a final estão temporariamente indisponíveis). A alta demanda global para a Copa do Mundo 2014 é uma evidência convincente de crescente interesse no torneio.

Fãs das 32 equipes participantes ainda têm até 7 de fevereiro de 2014 para solicitar bilhetes através da seção especial do site FIFA.com. Para cada jogo, 16% dos ingressos são reservados para os fãs de ambas as equipes (8% por equipe por jogo). O sorteio eletrônico será realizado em fevereiro, na presença de representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério do Esporte, bem como um notário público. O procedimento geral do sorteio tem-se estruturado de forma tal que os bilhetes devolvidos por outras partes interessadas serão incluídos no sorteio.

Todos os candidatos serão informados por e-mail ou de texto a respeito de sua solicitação até 11 de março de 2014. A próxima fase de vendas será iniciada em 12 de março de 2014. “Com um pouco mais de 3 milhões de ingressos disponíveis para os 12 estádios, as solicitações são pelo menos dez vezes mais do total disponível. Naturalmente, esse nível de demanda pode causar algum desapontamento, insatisfação e mal-entendidos entre os fãs de futebol. Este é o maior problema com a venda de bilhetes para a Copa do Mundo. Infelizmente é impossível atender todo mundo, mas a procura é um grande sinal da enorme expectativa para o evento “, explicou Thierry Weil, diretor de Marketing Fifa.

Os interessados em adquirir ingressos para os jogos podem obter mais detalhes aqui.

Botafogo em Quito: o frágil embrião

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Do blog Fogo Eterno

Na minha cabeça e no meu coração, quando o Botafogo entrou em campo no estádio encravado no centro de Quito, parecia estar pronto para começar a acertar as contas com um passado inglório – e vexatório –  quando o assunto é Libertadores. O Botafogo da minha cabeça sufocaria o adversário bem diante da torcida local, impondo autoridade já nos primeiros minutos para começar a resgatar para as Américas o peso da camisa alvinegra e ostentar o brilho da estrela.

O meu choque com o real começou quando vi o Botafogo entrar com a camisa branca. Bonita, linda na verdade; mas uma camisa…branca. E a realidade, logo nos primeiros minutos, foi dissipando o Botafogo da minha cabeça e atormentando o meu coração. Em vez de se impor, o time entrou recuado, nervosíssimo e cometendo erros primários de posicionamento. Tomou um gol por falha do Dória (e omissão do Julio Cesar) e só não foi mais vazado porque o Deportivo Quito passou a nos respeitar, pouco ameaçando o gol de Jefferson.

O meu coração começou a palpitar de preocupação: tomar um segundo gol tornaria a Missão Maracanã  muito mais complicada, quase impossível. E a minha cabeça não parava de balançar para os lados, insatisfeita com o que estava diante dos meus olhos: Dória muito nervoso, Edilson e Julio Cesar improdutivos, Ferreyra brigando com a bola (e pela bola). A decepção maior, contudo, foi constatar o desperdício de um dos nossos maiores talentos. Gabriel parecia estar o tempo inteiro perdido em seu posicionamento mais avançado; pouco combatia, quase nada atacava, raramente engrenava, parecia um recém-contratado que conheceu seus companheiros no vestiário.

Foi ali que a cabeça e o coração tiveram que se render aos fatos: dentro de campo, o Botafogo do início de 2014 é um time bem menos articulado do que o Botafogo 2013 – e, além da óbvia ausência de talentos individuais, fez falta a capacidade de Seedorf de “ler” o jogo e organizar o posicionamento de seus colegas. Desentrosado e tímido, o Botafogo de Húngaro ainda não é um time – e está muito longe de sê-lo. Precisa de tempo e de talento, ambos ausentes em General Severiano nesse início de Libertadores.

Sem maiores emoções, o jogo acabou com o mesmo placar do primeiro tempo: menos mal.

Agora é olhar para a frente. Penso que a classificação para a fase de grupos se tornará bem mais fácil se milhares de gargantas alvinegras estiverem reunidas na próxima quarta-feira no Maracanã. Pois o time equatoriano me pareceu limitadíssimo do ponto de vista técnico; se pressionado, pode cometer erros individuais que facilitarão a descoberta do caminho do gol. E os nossos jogadores, empurrados, têm condições de corresponder – até El Tanque, caneleiro mas raçudo, pode pegar no tranco.

Então, já que ainda não há time, mas um desajeitado e claudicante embrião, e já que ainda não há técnico, mas um funcionário dedicado, que a classificação venha com o que existe desde sempre: a força que se ergue e se agiganta quando a torcida olha para o campo e, ao ver a camisa alvinegra, sabe o que fazer para vê-la brilhar.

Porque a torcida terá de agir para evitar a morte prematura desse frágil embrião. Teremos que participar ativamente para vê-lo ganhar forma, corpo e alma.

Afinal, a gente merece ver, já na outra quarta-feira, o confronto dos nossos santos gloriosos contra o San Lorenzo do Papa Francisco.

A gente vai ter que gritar muito, muito mesmo para que isso aconteça. Até para ajudar o Eduardo Húngaro a virar técnico. Até para que chegue o  dia em que o Botafogo da nossa cabeça – e de nossos corações – possa novamente ser o mesmo que entra em campo.