Macca e Beyoncé na abertura da Copa

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Paul McCartney e Beyoncé são as atrações do mega show de pré-abertura da Copa do Mundo de 2014, organizado pela Fifa. Segundo a coluna deAncelmo Góis, os dois artistas cantarão na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O show especial está marcado para o dia 11 de junho, um dia antes da abertura oficial do campeonato, no dia 12, em São Paulo. Ambos passaram por aqui em 2013. Beyoncé se apresentou no Rock in Rio e ainda trouxe a sua turnê “Mrs. Carter World Tour” para mais quatro cidades em setembro. McCartney começou sua última turnê mundial “Out There”aqui pelo Brasil, em maio. A música tema da Copa do Mundo, desta vez será cantada por Ricky Martin, mas a Fifa não divulgou ainda o título da canção, que sairá de um concurso mundial de compositores. Em 2010, Shakira interpretou “Waka Waka” para o torneio na África do Sul.

Prefeito usou dinheiro próprio para administrar NY

Do The N. Y. Times

Michael Bloomberg adora peixes tropicais. Assim, quando foi eleito prefeito, instalou dois aquários gigantes na sede da prefeitura. O custo da limpeza semanal dos tanques nos últimos 12 anos: US$ 62 mil. O prefeito também adora lanchinhos. Por isso, pagou para oferecer a sua equipe um leve café da manhã (rosquinhas, iogurte, café) e um modesto almoço (salada de atum, sanduíche de geleia e manteiga de amendoim, frutas cortadas). O custo ao longo dos anos em que foi prefeito: e US$ 890 mil.

michael-bloomberg1Bloomberg gosta de viajar. Sempre que levava seus assessores a algum lugar, ele o fazia com seu avião particular. O custo de todas essas viagens: US$ 6 milhões. Quando ele deixar o cargo, hoje, deixará como legado recordes como redução do crime, segurança nas calçadas e construções que transformam a paisagem de arranha-céus. Mas o número que mais impressiona é o que ele tirou do próprio bolso, que raramente chegou ao conhecimento do público.

Uma análise feita pelo New York Times mostra que Bloomberg gastou ao menos US$ 650 milhões em benefícios e mordomias, campanhas políticas e em defesa de causas, caridade e bandeiras sociais, além de viagens e hospedagem, despesas ligadas ao tempo em que ele exerceu o cargo de prefeito. No processo, ele subverteu a dinâmica financeira envolvendo o cargo mais alto de Nova York.

No passado, a cidade pagava ao prefeito. Bloomberg pagou para ser prefeito. Em jogadas que deixariam planejadores financeiros atordoados, ele rejeitou o salário de US$ 2,7 milhões ao qual teria direito (aceitando apenas US$ 1 por ano) e, a partir de 2001, abriu uma torneira de dinheiro que nunca parou de jorrar. Ele investiu US$ 268 milhões de sua fortuna pessoal nas três campanhas pela prefeitura.

Seja pessoalmente ou por meio de sua empresa, a Bloomberg LP, ele doou outros US$ 263 milhões a grupos de arte, saúde, direitos cívicos e cultura de Nova York. Doações de campanha? Ele distribuiu cerca de US$ 23 milhões.

Bloomberg chegou até a contribuir com US$ 5 milhões para reformar a residência oficial do prefeito na qual nunca morou. Mark Green, adversário de Bloomberg em 2001, o descreveu como “um Medici moderno”, buscando um precedente no século 15.

Dependendo do ponto de vista, o desejo de Bloomberg de arcar com todas as despesas da prefeitura pode ser considerado animador (para os assessores), irritante (para os rivais), uma oportunidade para empregar melhor o dinheiro público (para o eleitorado) ou gesto de altruísmo (para os beneficiados pela generosidade dele).

Mas, para os que interagiram com o bilionário, sua passagem pelo governo foi incrível de se observar. Aos olhos de Chris McNickle, historiador da cidade, a fortuna de Bloomberg fez dele o mais poderoso prefeito desde o nascimento da Nova York moderna, no final do século 19. “Por estar livre das exigências de doadores de campanha, grupos de interesses especiais e partidos políticos, o poder dele foi intensificado e expandido”, disse McNickle.