Especialista aposta em Série A com 20 clubes

O Campeonato Brasileiro de 2013 segue com os clubes que serão rebaixados indefinidos, já que torcedores de Flamengo, Fluminense, Portuguesa e Vasco entraram na Justiça Comum tentando manter seus times na primeira divisão. Entretanto, na visão do especialista em direito desportivo Heraldo Panhoca, o imbróglio não vai durar muito tempo, com a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva sendo respeitada, o que decretaria as quedas de Portuguesa e Vasco.

dsc02415– Tem que prevalecer a justiça desportiva. O código é constitucional, não depende de nada. A justiça desportiva tem código individual. A Dilma regulamentou pela Lei Pelé e lá é claríssimo o que rege o código desportivo. Ela não inclui o Estatuto do Torcedor. Será que eles iriam errar de forma tão grotesca? Não – afirmou.

Heraldo Panhoca ainda garantiu que não vê possibilidade de o Campeonato Brasileiro ter sua fórmula alterada com a presença de mais de 20 clubes na primeira divisão. “Tenho a absoluta certeza que teremos um campeonato com 20 times e que o poder judiciário vai manter a decisão do STJD, que é corretíssima” – disse.

 

Apesar da certeza de que o Campeonato Brasileiro não sofrerá modificações para 2014, Heraldo explicou que as brechas encontradas por torcedores para tentar beneficiar seus clubes fazem parte dos direitos de qualquer cidadão, entretanto, ele acredita que isso não vai demorar a ser resolvido.

– O cidadão se sentiu maculado com a situação do seu time ser prejudicado já que não teria agido de má fé. Ele admite que o clube foi negligente e irresponsável. O inquérito, provavelmente, vai apurar as responsabilidades dos dirigentes. Mas entendo que o STJD cumpriu (seu papel). O indivíduo tem o direito de peticionar todas as vezes que se sentir lesado. O poder judiciário pode acolher seu pleito e verificar no mérito o que você trouxe, para ele poder te atender. Como tenho absoluta certeza de que não vão conseguir levar mérito a favor do Flamengo ou da Portuguesa, no julgamento isso cai, em primeira instância, muito rápido e vai prevalecer a Justiça Desportiva, senão vamos chegar ao caos. O Estatuto do Torcedor é para a relação do torcedor. Quem redige o Estatuto do Torcedor no Brasil é tão incompetente que não consegue colocar o torcedor sentado no assento que comprou. (Do Arena Sportv) 

El Tanque é reforço para ataque do Fogão

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O Botafogo apresentou, na tarde desta sexta-feira, na sala de imprensa do Engenhão, o atacante Juan Carlos “El Tanque” Ferreyra, de 30 anos. E o argentino chegou consciente da missão de se tornar a referência no setor ofensivo. Para ele, vir para o Glorioso é um grande passo na carreira. “Gostei muito quando surgiu a possibilidade de vir para cá. É uma equipe grande e que pensa em vencer todos os torneios. Para mim isso é muito importante. Estou muito feliz e com uma alegria imensa. É um passo muito grande na minha carreira poder jogar aqui no Botafogo”, declarou Ferreyra, que assinou contrato até o fim do ano.

Vice-campeão da Libertadores em 2013 com a camisa do Olimpia (PAR), o atacante sabe os caminhos da principal competição de clubes da América. Depois de marcar quatro gols na edição passado do torneio, Ferreyra explicou as dificuldades que o Alvinegro terá. “Temos que disputar a competição da melhor maneira possível e fazer uma boa campanha na Libertadores. Disputar a Libertadores novamente é bom para mim. É um campeonato duro e com grandes equipes. Vamos competir da melhor maneira e buscar conseguir bons resultados”.

Ferreyra também foi questionado sobre o alto número de jogadores argentinos e sul-americanos, em geral, no futebol brasileiro:

– Realmente muitos jogadores argentinos estão vindo para o Brasil. É uma liga que está crescendo muito. É um passo importante para a nossa carreira vir jogar aqui.

Sem predileção de número na camisa, Ferreyra é o terceiro estrangeiro no elenco alvinegro, ao lado do uruguaio Lodeiro e do também argentino Bolatti. Com mais duas vagas para estrangeiros em aberto, o Botafogo negocia as contratações do paraguaio Pablo Zeballos e do uruguaio Diego Forlán. (Do Lance!)

Descobridor dos Stones virou produtor de rock latino

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Por Jamari França (*)

Andrew Loog Oldham foi o empresário que descobriu os Rolling Stones e trancou Mick Jagger e Keith Richardsnuma cozinha até que compusessem canções originais. Ele está vivo e bem, mora na Colômbia desde 1983, ama Buenos Aires e produz bandas sul americanas, como os argentinos Ratones Paranoicos. No começo, ele foi office boy da Mary Quant, a lançadora da minissaia, depois chegou a trabalhar como assessor de imprensa dos Beatles sob o empresário Brian Epstein, até que, com muita relutância, foi a Richmond, na grande Londres, ver os Rolling Stones por insistência de amigos. Não deu outra: assumiu a banda. Gravadora foi mole. A Decca, ainda em estado de choque por ter recusado os Beatles, já com alguns sucessos, contratou na hora os Stones.

Daí foi só traçar a estratégia. Já que os Beatles tinham imagem de bonzinhos, ele decidiu que os Stones seriam os bad boys e inventou uma frase primorosa de marketing, dirigida aos pais: “Você deixaria sua filha casar com um Rolling Stone?” A resposta, claro, era um estrondoso “Não”, mas as meninas começaram a se jogar em cima dos cinco Stones, como outras já faziam com os Beatles. Ele ficou com os Stones de 1963 a 1967, os anos que consagraram a banda e vendeu a banda para o empresário picareta Allen Klein.

Suas aventuras estão em três livros, todos inéditos aqui: Stoned (1998), 2Stoned (2001) e Rolling Stoned (2011). Numa entrevista recente ao jornalista argentino Marcelo Sonaglioni, Oldham deu uma versão alternativa para a contratação dos Beatles pela gravadora EMI através do selo Parlophone. A oficial diz que o produtor George Martin ouviu um acetato e achou que valia a pena fazer um teste com os meninos. Como trabalhou com Brian Epstein, sua versão merece crédito: “Uma das razões da contratação é que a loja de discos da família Epstein vendia muito toda semana (e distribuía para o Norte da Inglaterra). Mas ainda o insultaram mandando para a Parlophone, o selo do produtor George Martin que gravava comédias. Foi por acidente que Martin se tornou a pessoa perfeita para eles. No entanto, nem foi nas duas primeiras sessões de gravação. Seu assistente, Ron Richards, gravou Love Me Do e Please Please Me e só nesta última Martin veio, porque Richards o chamou”.

Epstein tem fama de ter deixado de ganhar muito dinheiro por sua ingenuidade nos negócios, especialmente no merchandising da banda, que deu milhões para empresários espertos e ele pediu direitos ridículos, quando podia pedir o que quisesse. Mas Oldham o defende. “Se Brian Epstein não tivesse insistido até conseguir um contrato para seus garotos não estaríamos aqui agora. Ele abriu as portas. E ouviu muitos insultos também. Duas coisas contavam contra ele na Inglaterra da época. Era judeu e gay. Era quase como um fora da lei. E Paul McCartney contou numa entrevista que seu pai o aconselhara a assinar com ele, porque judeus eram bons de negócio”.

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Oldham critica o pop rock atual, diz que ninguém compõe, por isso os dinossauros que construíram uma obra própria ainda tem público, muitas vezes jovem: “Encontrei David Crosby (ex-Byrds, ex-Crosby, Stills Nash Young) na rua por acaso em Vancouver e ele me disse que um artista com mais de 50 anos tem muito trabalho desde que consiga ficar de pé e lembre das letras.” Apesar de reprovar o pop rock atual, Oldham não é menos crítico sobre os músicos de sua geração. “Os últimos discos que escutei, de Paul McCartney, dois de Elton John e o de David Bowie não pretendo escutar nunca mais. O de Bowie parecia uma vitrine atraente, mas quando se entra de verdade na loja, ela está vazia. Paul McCartney no palco é o maior entertainer, imbatível. Nos dois últimos anos, e de maneira muito educada, ele finalmente matou John Lennon. E morto não pode competir com a força vital de Paul McCartney. Seu novo disco,New, foi muito elogiado pela crítica. Quando li achei que eles estavam de sacanagem. Quando eles tinham 25 anos havia uma paixão no que faziam, hoje eles tem 70 e viraram uma doença. O que eles fazem é irremediavelmente velho, não quero ouvir. Entendo a necessidade deles de fazer discos, mas soa antigo”.

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Essa crítica ácida toda também o atinge de certa maneira. Renegar a própria geração não deixa de ser uma forma de renegar a si mesmo. Sai dessa Andrew.

* Jamari França é jornalista, escreve sobre pop rock desde 1982. Cobriu exclusivamente o Rock Brasil para o Jornal do Brasil nos anos 80, quando se dividia entre o Caderno B e a Editoria Internacional. Trabalhou no Globo Online de 2001 a 2009. É  autor da biografia dos Paralamas, Vamo Batê Lata, e tradutor de livros sobre música e política.

Superioridade e desperdício

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Por Gerson Nogueira 

O domínio foi líquido e claro, total e inquestionável, mas o Remo voltou a pecar por desperdício. Como já havia ocorrido contra o Cametá, o time criou várias oportunidades, mas pecou nas finalizações. Ora por preciosismo, ora por afobação. De qualquer maneira, a vitória veio naturalmente, até por resultar de um jogo que teve um time só martelando ao longo dos 90 minutos.

Com o gol logo aos 6 minutos, em penalidade cobrada por Eduardo Ramos, a situação se descortinou inteiramente favorável ao Remo. A falta máxima, sofrida pelo estreante Leandrão, se originou de bela jogada envolvendo Tiago Potiguar, Diogo Silva e Athos. Manobras parecidas se repetiram seguidamente no primeiro tempo.

Ramos comandava a criação, aproximando-se de Leandrão pelo meio e confundindo a marcação do Independente, que não tinha como vigiar os outros jogadores remistas. Potiguar pela esquerda, Diogo Silva pela direita e Jonathan, que aparecia para fazer tabelinhas na intermediária.

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Confiante, Ramos limpou jogada aos 23 minutos e bateu forte, pelo alto, no ângulo esquerdo do goleiro Alan. A bola foi na trave, assustando a já confusa linha defensiva do Galo. Instantes depois, o que já era cômodo ficou ainda mais tranquilo para o Remo. O zagueiro Alisson interrompeu com um carrinho a arrancada de Tiago Potiguar e foi expulso.

unnamed (41)Antes de terminar a primeira metade da partida, o Remo ainda teve chances de ampliar com Leandrão e Rogélio. Nem bem o jogo reiniciou no segundo tempo e Zé Soares (que substituiu Athos) perdeu um gol de cara com Alan. Em seguida, Diogo Silva tabelou com Ramos, driblou dois marcadores e chutou sem ângulo para fazer 2 a 0. Foi o gol mais bonito da noite.

Com tudo a favor, Charles aumentou a ofensividade do time, deixando três atacantes fixos – Soares, Leandrão e Potiguar. O Independente tinha imensas dificuldades para jogar. Defendia-se mal e saía atropeladamente. Numa tentativa de transição, Potiguar roubou a bola no meio e tabelou com Ramos, que invadiu a área e bateu à meia altura. Alan, novamente, evitou o gol.

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Dois minutos depois, Leandrão tentou aplicar chapéu no goleiro e desperdiçou outra oportunidade. Cansado, o centroavante saiu e Val Barreto entrou, para também perder gol. Não foi o único. Potiguar e Zé Soares também estiveram a pique de marcar.

A rigor, era ataque contra defesa, com o Independente completamente atabalhoado, principalmente depois que o meia-atacante Daniel Piauí foi substituído por Wegno. O Remo recuperava a bola no meio-campo e partia, sem resistências, até a área adversária. Só não goleou porque esbarrou no fundamento básico: chutar certeiramente.

Pela facilidade na troca de passes de primeira e o bom posicionamento de jogadores habilidosos, como Ramos, Athos e Potiguar, a tendência evolutiva é que o time ganhe musculatura e confiabilidade. Joga bonito, sabe envolver o adversário, mas precisa ser mais ágil e objetiva.

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Camisa 33 lidera e se destaca

Eduardo Ramos foi, de novo, o grande nome da noite. Passou, driblou, fez lançamentos e disparou um tiro de fora da área que explodiu na trave de Alan. Outros destaques remistas: Diogo Silva, Max e Jonathan. Dos estreantes, Potiguar foi o mais participativo, movimentando-se do princípio ao fim.

Leandrão saiu na metade do tempo final, mas teve boa presença de área, sofrendo o pênalti que resultou no primeiro gol. Desperdiçou algumas oportunidades, mas deu muito trabalho. Faz o tipo tanque, prende e incomoda a zaga o tempo todo.

Zé Soares entrou nos 20 minutos finais e teve altos e baixos. Criou situações pela ponta-direita, mas falhou em duas finalizações.

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Arbitragem sem contestações

Atuação quase impecável de Dewson Freitas. Fez um primeiro tempo perfeito, incluindo a marcação da penalidade sobre Leandrão e a expulsão de Alisson por entrada duríssima em Tiago Potiguar. No segundo tempo, porém, o árbitro deixou de punir com mais rigor duas faltas violentas, sobre Eduardo Ramos e Potiguar, e deixou de aplicar cartão (que seria o vermelho) em Rogélio. Pecados que não tiveram influência no resultado.

Mesmo assim, Dewson teve a atuação mais destacada da arbitragem neste Parazão. Depois de problemas registrados nos jogos entre Remo x Cametá e Paissandu x Santa Cruz, o jogo terminou de forma serena, sem queixas quanto ao trabalho do apitador. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 17)