Chega de hipocrisia

“Vamos lá, pode abrir seu coração… Seja honesto e confesse de uma vez. Você não é contra a Copa, nem mesmo contra os malfeitos da FIFA, tanto que aplaude quando o Joseph Blatter ou o Jérôme Valcke detonam a organização do evento no Brasil. Você é contra a reeleição da Dilma”.

De Mário César Fonseca (via Facebook)

Pikachu recua, mas técnico descarta escalação

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Depois de se despedir dos companheiros e do técnico Mazola na manhã de sexta-feira, o lateral-direito Pikachu faltou à movimentação marcada para a manhã deste sábado na Curuzu, confirmando seu desligamento do elenco do Paissandu. Ocorre que no começo da tarde surgiu a informação de que teria procurado o treinador dizendo que havia mudado de ideia e pedindo para jogar contra o Remo. Segundo fontes da comissão técnica, Mazola teria considerado a atitude “uma palhaçada” e decidiu manter o jogador fora do time. Diante do ocorrido, persistem algumas dúvidas na equipe para o clássico é: Mateus; Djalma (Héliton), João Paulo, Charles e Aírton; Vânderson, Capanema, Zé Antonio e Héverton (Djalma); Lima e Héliton (Héverton). Depois de tantas indefinições e boatos nos últimos dois dias, há ainda a possibilidade de reviravolta no caso. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Lampions League e o amor

Por Xico Sá

Amigo torcedor, amigo secador, nessa macambúzia e sorumbática retomada do futebol brasileiro, só a Lampions League, também conhecida como Copa do Nordeste, emociona. Com público infinitamente superior a todos os estaduais, a Lampions é digna de Virgulino Ferreira e o seu banditismo por questão de classe, como firmaram o historiador Eric Hobsbawn e o malungo Chico Science.

Só a Lampions é futebol ao melhor estilo “onde os fracos não têm vez”. Só a Lampions tem no Visca, técnico do Náutico, o cavaleiro da maluquíssima figura. Bateu o Sport, depois de um tabu de uma década, em plena Ilha de Lost. Fez a festa com seu habitual gesto de dublê de louco do hospício da Tamarineira. Folclórico uma ova, gênio na linhagem de Oswald de Andrade: a alegria é a prova dos nove.

Alguns rubro-negros amigos ficaram “chatiados”(sic) com o comportamento do comandante dos timbus. Bobagem. Chega dessa correçãozinha. Como se a gente do Sport primasse pela elegância permanente em matéria de sarro e comemorações. Por mais Viscas e menos coxinhas no futiba, por mais delírio e menos estrategistas de araque.

Mais amor, por favor. Aí já me pego comovido como o diabo por um gesto bonito lá em Ribeirão Preto. O Caxassa (sic, ic, ic, ic), amigo entre muitos presentes que herdei do doutor Sócrates, chora até agora –pense num cineasta emotivo! Trato, evidentemente, da declaração de amor do zagueiro Edimar, do Comercial, o Bafo.

Depois da derrota para o Palmeiras, na quinta, o último romântico caipira não se escondeu nas frias explicações fajutas e técnicas dos boleiros. Foi tudo culpa do amor, disse o rapaz do interior.

“Sabrina, eu te amo, volta para mim. Que o tempo que você pediu possa acabar, que a gente se dê bem, e daqui para frente, quero te dar alegria e felicidade. Estou aí para conquistá-la de novo”, afirmou.

Que coisa linda, linda, linda. Mesmo zagueiro, ele havia ensaiado, até em sonho, um gol para a mina, musa, mulher. Não deu. Valeu a declaração pública na TV. Volta para o Edimar, minha querida, está cada vez mais raro homem de pronunciamento. Só tem cara frouxo. Ninguém sequer pede mais em namoro. Volta pra zaga, Sabrina, recompõe este sistema defensivo do Bafo.

Amor e futebol, a tabelinha perfeita. Pena que tantos escondem, mas quantas desilusões definem o que acontece no campo de jogo. Quantas traições mudaram resultados. Imagina um camisa 1 que desconfia que a sua mulher está com outro no exato momento em que defende a meta do seu time? O escritor Flávio Moreira da Costa tem um belo conto sobre o tema: “A Solidão do Goleiro”, no livro “22 Contistas em Campo” (Ediouro). Recomendo.

Imagina um chifre em um jogo da Copa? Novo MarLacanazzo na certa. Só o amor e as empreiteiras das arenas superfaturadas constroem. Até a próxima.