Árbitro “esquece” abusos do senador Tapioca

Do RD (no DIÁRIO de hoje)

A novela protagonizada pelo senador Mário Couto (PSDB) sábado em Cuiarana durante jogo entre Santa Cruz e Paragominas teve final feliz para todo o elenco escalado para os capítulos. Ontem, três dias depois, a súmula apareceu, enfim, no site da FPF. Talvez por amnésia, o juiz Benedito Silva esqueceu tudo o que o presidente da Comissão Paraense de Arbitragem, José Guilhermino, denunciara segunda-feira: que o senador pressionou, de megafone na beira do campo. Silva escreveu que foi “um torcedor não identificado”.

Depois de tudo isso, será que os árbitros paraenses ainda terão a pachorra de reclamar de discriminação? Falta, acima de tudo, dignidade a essa gente.

Os negócios confusos de Marin na CBF

Do Blog do Juca

É estarrecedor. Mais uma gravação de José Maria Marin dizendo a um interlocutor que nāo aparece ( ou seria um monólogo?) o que ele dirá aos irmãos Balsimelli, donos da BWA, que exploram a maioria dos estádios brasileiros. O que fica claro, e é gravíssimo, é que Marin sabe de coisas que usa para ameaçar seus pares. O que não fica claro é quem gravou, embora a informação inicial é a de  que tenha sido o próprio Marin e a esquecido em algum lugar, algo, no mínimo, bizarro.

Nota do blog: o texto que introduz o áudio é de responsabilidade de quem o publicou no Youtube.

E a petição “Fora Marin!” segue AQUI, já com mais de 48 mil assinaturas.

Resta uma  constatação: que o governo não intervenha na CBF é compreensível e prudente. Mas que não convença a Fifa de que é necessário intervir no COL é  indesculpável. Porque alguém com estes modos, além do passado indecoroso, não pode representar o país numa Copa do Mundo. 

Paissandu luta para não perder dinheiro

O Paissandu trava três importantes batalhas no front financeiro nesta semana. A primeira diz respeito ao contrato em vigor com a empresa de logística BWA, cuja multa rescisória é de R$ 1,6 milhão. Outros seis clubes brasileiros rescindiram acordo com a firma, mas o Paissandu ainda não descobriu um jeito de pôr fim a uma parceria que na prática não existe mais. A segunda bronca tem a ver com o lateral-direito Pikachu, cuja transferência para investidores permanece um grande mistério. Um dos empresários desembarcou nesta semana em Belém alegando que pagou um adiantamento ao ex-presidente Luiz Omar Pinheiro. A diretoria não levou em conta os argumentos e defende-se dizendo que não há nenhum documento assinado comprovando o negócio. Por fim, uma causa trabalhista de grande monta surge no horizonte alviceleste. Envolve o ex-jogador Sandro, que cobra na Justiça dívidas no valor de R$ 750 mil e ação indenizatória, por calúnia e difamação, no mesmo valor, contra o ex-presidente LOP. Quem acompanha de perto detalhes das reivindicações dá como praticamente certa a vitória do antigo ídolo da Fiel nos tribunais.

Vivendo e não aprendendo

A situação envolvendo o jogador Ramon começa a gerar sérias preocupações no Remo. Além de pouco produzir quando foi escalado, o meia está vinculado ao clube por contrato de dois anos, negociado com um empresário que usou indevidamente a marca de uma conhecida empresa. Na conversa com os dirigentes, o cidadão não explicou a atual condição do jogador e nem o clube procurou saber os motivos que levavam um atleta internacional a querer se estabelecer no futebol paraense. Pelo acordo, Ramon recebe salários em torno de R$ 24 mil, o mais alto do atual elenco. A quantia é justificada porque ele seria a principal aposta para o campeonato, a contratação top. Mesmo depois que ficou evidente que o jogador não é reforço, alguns dirigentes ainda insistem em justificar a barbeiragem, que pode vir a custar muito caro ao clube mais adiante – algo mais ou menos do porte que a dívida com Arinélson significou para o Paissandu.

O passado é uma parada…

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Avenida Almirante Barroso nos idos de 1995 quando ainda havia a divisão das vias e o canteiro central tinha árvores (benjaminzeiros) floridas. Hoje, o monstrengo chamado BRT – uma máquina de torrar dinheiro – assombra a mais importante avenida de Belém.

Público decepcionante na Curuzu

Depois da empolgante e convincente vitória no clássico do último domingo, esperava-se um público expressivo no estádio da Curuzu para ver o Paissandu jogar contra o Cametá, na noite desta quarta-feira. Apesar da noite sem chuva, a partida só atraiu 2.694 pagantes, que proporcionaram renda de R$ 48.970,00. Com 1.073 não pagantes, o público total foi de 3.767.   

Dois veteranos seguram o Papão

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Por Gerson Nogueira

Desde o jogo com o Remo chama atenção o bom rendimento dos veteranos Vélber e Landu, defensores do Cametá. Ontem, na Curuzu, apesar de alguns quilos acima do peso, o meia-atacante teve liberdade para jogar e criou várias situações perigosas. O atacante também fez das suas, mesmo que não conte mais com a mesma força de arranque e fôlego para superar os marcadores. Apesar disso, explorando a habilidade para o drible, Landu voltou a incomodar e perdeu um gol por pura infelicidade no segundo tempo.

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gerson_21-03-2013A atuação de ambos foi importante para o empate obtido pelo Cametá, mas não explica por completo a incapacidade do Paissandu em se impor e envolver o visitante apenas três dias depois da impecável exibição diante do Remo. Sem se retrancar, o Cametá conseguiu dificultar as ações do meio-campo, setor mais azeitado da equipe alviceleste. Dedicou atenção a Eduardo Ramos, que não desfrutou da mesma liberdade que teve no clássico, merecendo vigilância especial do bom Adelson.
Ainda assim, caso aproveitasse bem as oportunidades surgidas, o Paissandu teria vencido sem maiores dificuldades. Anotei pelo menos cinco grandes chances (Eduardo Ramos, Pikachu, João Neto, Vânderson e Rafael) que, por pecados de finalização ou perícia do surpreendente goleiro Mumu, deixaram de entrar. Do lado cametaense, Landu e Vélber também podiam ter marcado. Quando partia com a bola para cima da defesa cametaense, o Paissandu tinha imensas dificuldades, principalmente porque Iarley e Eduardo Ramos faziam essa função. Djalma, novamente discreto em campo, pouco contribuiu para essas ações ofensivas.

O primeiro tempo não teve grandes emoções porque o Paissandu criava pouco e não tinha força de chegada no ataque, mas boa parte desse marasmo deve ser creditado à boa produção do setor de marcação do Cametá, que fechava bem a entrada da área e não dava espaço para as triangulações que o Paissandu costuma fazer na intermediária adversária.
No segundo tempo, com Rafael no comando do ataque do Papão, o jogo ficou mais aberto e menos enfadonho. Mas, se ganhou presença ofensiva e uma saída mais rápida, o Paissandu também passou a se expor mais. Esdras substituiu Capanema e Lineker entrou no lugar de Brian, sem que as mudanças acrescentassem alguma coisa. O Cametá continuava com alas bem agressivos, Américo e Souza, e dois homens na frente, Landu e Kênia, abertos. Era o suficiente para levar desassossego à linha de zaga bicolor, culminando com o lance da bola na trave em jogada de Landu.
Aos 22, com a jogadinha tradicional de Pikachu cruzando para Rafael, a bola finalmente entrou. A tranquilidade aparente que resultou do gol foi quebrada apenas três minutos depois pelo belíssimo tiro de Tetê, que venceu Paulo Wanzeller. O Paissandu tinha mais volume, mas se atrapalhava no último arremate. O jogo ficou nisso, premiando a aplicação cametaense para conter o segundo melhor ataque do país. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
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Noite de decisão para o Leão
Os demais resultados da rodada iniciada ontem acrescentam boa dose de pressão sobre o Remo, que enfrenta o PFC hoje, em Paragominas. Tuna e Santa Cruz, que passaram pelo São Francisco e Águia, respectivamente, alcançaram 9 pontos, igualando-se aos azulinos. Com a pouca animadora opção por Nata na cabeça-de-área, o técnico Flávio Araújo retorna ao seu esquema favorito: o 3-5-2 de corte defensivo. Para justificar a volta ao antigo sistema, Araújo diz que o time ficou muito vulnerável no 4-4-2, como se o Remo não levasse sufoco ao usar três zagueiros.
Será, provavelmente, um jogo como tantos outros do Remo no campeonato. Ligações diretas para os atacantes, bolas rebatidas pela defesa e pouquíssima produção no meio-de-campo, setor completamente esquecido pelo treinador. Como a parada é decisiva, o Remo mais do que nunca dependerá de ações individuais. Zé Antonio, Clébson, Fábio Paulista ou Val Barreto. Sem perder de vista um dos artilheiros da competição, o sempre perigoso Aleílson, principal jogador do PFC. Jogo duríssimo.
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Perguntas obrigatórias
Até quando a Comissão de Arbitragem vai esperar para publicar a tão esperada súmula do jogo entre Santa Cruz e PFC, realizado no sábado passado? Será que as cornetas do patrono do Santa Cruz, que “apitou” a partida, se estendem até a sede da FPF? Mais ainda: será que as ameaças de devassa feitas pelo mesmo personagem, no Senado, intimidaram o coronel?
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 21)