Santa Cruz derruba S. Francisco no Barbalhão

Com um gol do zagueiro Léo Fortunato aos 41 minutos do segundo tempo, o Santa Cruz derrotou o São Francisco na tarde deste domingo no estádio Barbalhão, em Santarém. O resultado confirma o inferno astral do Leão mocorongo, que decepcionou nas semifinais do turno e desde então não se encontrou mais, amargando agora a lanterna do returno.

Capela é o convidado do Bola na Torre

20130310_151922bolanatorre_2 (1)Os melhores lances da segunda rodada do returno do Campeonato Paraense serão exibidos e analisados no Bola na Torre, apresentado por Guilherme Guerreiro, que vai ao ar às 23h50 na RBATV, logo depois do programa Pânico na Band. O convidado será o meia-armador Diego Capela, do Remo. Participações de Giuseppe Tommaso e Gerson Nogueira. O telespectador pode participar através do Twitter: @bolanatorre, concorrendo a prêmios e fazendo perguntas aos participantes. O programa é retransmitido pela Rádio Clube do Pará (690 AM), parabólica satélite b4, SKY (canal 402), ClaroTV (canal 195) e também em sistema áudio e vídeo em tempo real pelos sites radioclubedopara.com.br e bolanatorre.com.br.

Em clássico morno, Remo derrota a Tuna

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Com um gol de Tiago Galhardo aos 33 minutos do primeiro tempo, o Remo derrotou a Tuna por 1 a 0, na tarde deste domingo, no estádio Evandro Almeida, pela segunda rodada do Campeonato Paraense. Com o esquema 3-5-2 de sempre, o time azulino foi superior durante a maior do jogo, aproveitando-se da fragilidade ofensiva da Tuna. Apesar disso, ainda no primeiro tempo, a torcida se manifestou reclamando da pouca criatividade da equipe. Galhardo caía pelo meio, mas não encontrava alternativas para a troca de passes, fazendo com que a dupla de ataque Leandro Cearense-Val Barreto não fosse acionada em condições de arremate. Ainda assim, pertenceram ao Remo as melhores chances de gol durante a primeira etapa. Na Tuna, apenas Fabrício se sobressaía, tentando organizar o jogo na meia-cancha.

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No segundo tempo, Flávio Araújo botou o estreante Clébson em campo, substituindo a Gerônimo. Com isso, Jonathan foi deslocado para ocupar a ala direita, enquanto Alex Ruan continuava na ala esquerda. E foi justamente o jovem ala que levantou a torcida com um chute forte cruzado que bateu no travessão de Dida, na primeira chance remista na etapa final. Val Barreto, que se deslocava e criava dificuldades para a zaga cruzmaltina, não conseguiu marcar. Clébson entrou para fazer a aproximação com Galhardo, ficando um pouco mais recuado enquanto o camisa 10 avançava para ajudar o ataque.

Aos 24 minutos, a partida ficou ainda mais favorável ao Remo, depois que Fabrício foi expulso após dar uma cotovelada em Galhardo. Logo a seguir, Cearense e o próprio Galhardo tiveram oportunidades, mas erraram as finalizações. Aos 30 minutos, um susto na torcida azulina: a zaga comete pênalti e Mossoró bate, mas Fabiano faz a defesa.

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O último lance de perigo teve Branco como protagonista, aos 43 minutos. Avançou pelo lado da área e bateu forte. A bola resvalou na zaga obrigando o goleiro Dida a uma grande intervenção. No fim das contas, resultado justo pelo esforço do Remo em busca da vitória e a melhor arrumação em campo, mas o jogo foi tecnicamente fraco, sem grandes emoções.

Arbitragem de Dewson Freitas, que acertou no penal em favor da Tuna, mas não assinalou a falta máxima cometida em Fábio Paulista. A renda foi de R$ 93.572,00, com 5.391 pagantes. Com os credenciados (1.105), o público total no Baenão chegou a 6.496. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Sete homens e um destino

Por Gerson Nogueira

bol_dom_100313_15.psA seca de gols que campeia em alguns campeonatos regionais contrasta com a fartura do atual Parazão. Total de 113 gols marcados em 36 jogos disputados. Média superior a três gols por partida. Números à altura dos certames europeus mais badalados.

Com um quê de boa vontade pode-se dizer que o campeonato tem equipes formatadas para jogar no ataque, resultando nessa avalanche de gols, mas na realidade parte da exuberância ofensiva do certame tem a ver com a fragilidade das defesas. A vulnerabilidade é um mal que afeta, democraticamente, os oito times. Excelente notícia para quem vive de fazer gols.

É preciso levar em conta ainda o abismo entre os quatro times que lideram a pontuação geral e os quatro que brigam contra o rebaixamento. Paissandu (32), Remo (24), PFC (15) e São Francisco (15) respondem por cerca de 80% da artilharia, contabilizando 86 gols contra 27 dos quatro que ocupam a parte inferior da tabela.

A contribuir para essa supremacia há o fato de que se concentram nos principais times da disputa os melhores atacantes da competição. Aleilson, do PFC, puxa a fila dos goleadores, com 10 tentos. Rafael Oliveira e João Neto, do Paissandu, vêm logo atrás, com 9. Os remistas Val Barreto e Fábio Paulista têm 7 e 6 gols, respectivamente. Caçula, do São Francisco, marcou 5 vezes.

Leandro Cearense, que busca afirmação no concorrido ataque remista, já balançou as redes em quatro ocasiões, juntamente com o lateral Pikachu, do Paissandu. Além dos principais anotadores, há o veterano Iarley, que desembarcou em Belém com o campeonato em andamento e ainda não conquistou a posição de titular no Paissandu. Apesar disso, tem currículo e talento para se posicionar entre os líderes da artilharia.

A não ser que surja uma surpresa entre os emergentes – Lucas, da Tuna? –, é certo que as glórias e honras se dividirão entre os dianteiros citados. Curiosamente, somente Aleílson, João Neto, Paulista e Caçula são titulares incontestáveis em seus times. Val Barreto, Rafael, Cearense e Iarley nem sempre têm lugar certo nas escalações, o que só aumenta o mérito de suas performances. Rafael, vice-líder, vive uma situação esdrúxula. Patrulhado por não ter feito gol contra o Remo, foi sacado do time e não disputou a final do primeiro turno.

Do outro lado, Val Barreto especializou-se em entrar apenas no segundo tempo dos jogos do Remo. O perfil de jogador raçudo e rápido contribui para essa opção tática do técnico Flávio Araújo.

O torcedor é, por essência, imediatista e pragmático. Gosta de zagas fortes, mas naturalmente prefere glorificar os que fazem gols. Pelo desenho atual da competição, o destino do Parazão está com os sete atacantes mencionados – além de Caçula e Pikachu, que correm por fora.

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Remo, Paissandu e FPF lideram faturamento

O relatório da receita gerada pelo campeonato na Taça Cidade de Belém descortina alguns pontos interessantes. O Paissandu encabeça o faturamento, com R$ 1.389.299,62. O Remo, que teve mais público, faturou um pouco menos, R$ 1.327.123,58.

A supremacia dos titãs é tão absoluta que faz com que a média de público do campeonato (mais de 7 mil pagantes por jogo) seja a melhor do país hoje, embora os demais jogos do torneio sejam vistos quase sempre por testemunhas.

Como não tem despesas maiores, a Federação Paraense de Futebol foi quem, proporcionalmente, mais lucrou até agora, embolsando R$ 493.259,45. O São Francisco faturou R$ 197.344,95 e é uma espécie de avis rara entre os clubes interioranos, quase todos pagando para jogar. A Tuna ficou com R$ 98.183,98 e o PFC com R$ 93.547,29.

Os casos mais aflitivos, embora sem surpresas maiores, são os do atual campeão Cametá (R$ 38.136,43), do Águia (R$ 17.576,75) e do Santa Cruz (R$ 7.945,22).

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Um clássico à moda antiga

Protagonistas de um clássico que perdeu muito do encanto nos últimos tempos, Remo e Tuna encontram-se em pé de igualdade no segundo turno e isto reveste de interesse maior o jogo deste domingo. Apesar de ser apenas a segunda rodada, o confronto é decisivo para os planos dos times no campeonato.

A Lusa, antes dos jogos de ontem, liderava a competição, embora com a mesma pontuação dos azulinos. O técnico Cacaio alterou a forma de jogar da Tuna, fixou Lucas e Mossoró no ataque e a goleada sobre o Águia provou que a mudança foi acertada.

Flávio Araújo levou um susto diante do Santa Cruz e tem novo desafio, mas não vai sair do 3-5-2 que tem causado tanta instabilidade ao time. Nem mesmo a chegada de um novo meia-armador é garantia de novidades no meio-de-campo, pois dificilmente Clébson (como já ocorre com Tiago Galhardo) terá um outro armador como parceiro.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 10)

Apagado da memória

Por Tostão

Apesar de Ronaldinho brilhar no Atlético-MG, como no jogo contra o Strongest, e Kaká ser reserva no Real Madrid, vejo Kaká com mais chances de atuar bem e de ajudar, coletivamente, a seleção. Se fosse escolher pelo que joga no clube, Zé Roberto, do Grêmio, mereceria ser titular do Brasil, mesmo com 38 anos.

A atuação excepcional do meia Modric, também reserva no Real Madrid, ao entrar no segundo tempo, após a absurda expulsão de Nani, do Manchester United, mostra porque Kaká não é titular da equipe espanhola. Os dois seriam destaques em quase todos os outros times do mundo.

Antes das vitórias sobre Barcelona e Manchester United, muitos diziam que a causa da má campanha do Real Madrid no Espanhol eram as brigas entre o técnico Mourinho e os jogadores. Ninguém mais fala nisso. Mourinho sempre adotou a tática do terrorismo, da pressão e do confronto com os atletas. Infelizmente, pelo comportamento infantil, a maioria dos jogadores, mais ainda no Brasil, desde que o técnico seja brilhante, como é Mourinho, gosta de treinadores autoritários, que punem e que, depois, premiam.

Além de Kaká, Felipão convocou dois volantes mais marcadores, Luiz Gustavo e Fernando. Tudo indica que um dos dois vai entrar no lugar de Ramires ou de Paulinho, ou que o time jogará com três volantes. Neste caso, sobrariam três vagas do meio para a frente (Neymar, Kaká e Fred). Oscar e Lucas ficariam na reserva, no momento em que os dois mais precisam jogar para evoluir.

Outra possibilidade é David Luiz jogar como Edmílson na Copa de 2002. Edmílson era um terceiro zagueiro, quando o adversário tinha dois atacantes, e passava a ser um volante quando havia apenas um atacante fixo.

Contra a Inglaterra, o problema não foi ter dois volantes que avançam (Paulinho e Ramires). Foi colocá-los mais atrás, como típicos volantes, sem fazer o que sabem melhor, que é tomar a bola mais à frente e continuar a jogada até o gol. A marcação por pressão, quando bem feita, protege a defesa, pois dificulta para o adversário trocar passes. Mais importante que ter vários volantes é ter um meia de cada lado, que marque e ataque. Oscar e Lucas têm feito isso bem na Europa.

Independentemente da estratégia e do sistema tático, o que mais falta à seleção é um craque no meio-campo, organizador, pensador, que jogue de uma intermediária à outra e que seja o elo, a sinapse, entre os jogadores e os setores.

Paulinho, dos brasileiros, é que mais se aproxima. Se Ganso fosse treinado desde as categorias de base para jogar dessa forma, talvez fosse hoje esse craque.

Esse tipo de armador foi apagado da memória da maioria dos mais antigos e/ou nunca existiu para os mais novos, como se fosse uma fantasia de cronistas e de torcedores saudosistas e românticos.

Cametá e Águia empatam em 2 a 2

Cametá e Águia empataram partida disputada, na noite deste sábado, no estádio Parque do Bacurau, pela segunda rodada do returno do Parazão 2013. O goleiro Labilá, cobrando pênalti, abriu o placar aos 28 minutos. O Águia chegou ao empate aos 35 minutos. Bem nos contra-ataques, o time marabaense virou o marcador aos 21 do segundo tempo, através do volante Danilo Galvão, de cabeça. Mas, um gol de Mocajuba, contra, aos 35 minutos, garantiu o empate cametaense. A renda foi de R$ 4.905,00, com 557 pagantes.

Papão derrota PFC e assume liderança

Com boa atuação no primeiro tempo, o Paissandu passou sem problemas pelo PFC, na noite deste sábado, na Curuzu, marcando 3 a 1. Logo nos primeiros dez minutos, Eduardo Ramos e Djalma desfrutaram de chances preciosas para abrir o marcador, mas erraram nas finalizações. Com marcação eficiente no meio-campo, o Paissandu se mantinha sempre no ataque, pressionando e forçando erros da defesa do Paragominas. Mas foi um erro da arbitragem que acabou permitindo o gol de abertura. Eduardo Ramos, impedido, recebeu bola pela direita e cruzou para João Neto dominar e mandar para as redes, aos 16 minutos.

Logo aos 32 o Papão chegaria ao segundo gol em lance de puro oportunismo de Djalma. O goleiro Michael Douglas rebateu bola para a entrada da área e o meia tocou de cabeça, fazendo 2 a 0. O Paissandu jogava fácil, tocando muito bem a bola na saída para o ataque e conseguia envolver o PFC, mesmo sem contar com boas participações dos laterais Pikachu e Rodrigo Alvim, novamente com atuações discretíssimas. Iarley também se limitava a toques laterais, sem aprofundar jogadas.

O PFC até tentava ensaiar uma reação, mas esbarrava no excesso de passes errados no meio-de-campo, que não permitiam que o time organizasse bons ataques. Apesar disso, aos 38 minuto, o atacante Aleílson foi agarrado dentro da área pelo zagueiro Raul e o árbitro assinalou pênalti. O próprio Aleílson cobrou, mas o chute saiu à direita do gol de Zé Carlos.

Para o segundo tempo, o Paissandu voltou com o goleiro Paulo Wanzeller substituindo a Zé Carlos. O panorama não se alterou, o domínio bicolor era completo e o PFC desperdiçava as poucas chances que surgiram. Aos 10 minutos, Djalma levou o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o meio-de-campo alviceleste desfalcado. Lecheva substituiu Iarley por Héliton e o time se manteve tranquilo, apesar da inferioridade numérica. Aos 16, Jaime acertou um belo disparo da entrada da área, mas a bola bateu na trave e saiu.

Em contra-ataque rápido, aos 26, Eduardo Ramos lançou Héliton, que chutou para marcar o terceiro gol do Paissandu. A bola ainda bateu no travessão antes de ser tocada para as redes. Aos 31 minutos, o PFC descontou com Paulo de Tarso, após falta cobrada por Aleílson. O atacante ainda desperdiçou excelente chance aos 38 minutos, limpando a jogada e batendo à direita de Wanzeller. Mas o gol mais “feito” da noite foi perdido por João Neto, que recebeu passe perfeito de Héliton e, na pequena área, chutou por cima da trave.

Resultado justo, que espelhou a disparidade técnica entre os dois times e a melhor arrumação tática do Paissandu em campo. Em nenhum momento, mesmo quando perdeu um jogador, o Paissandu teve sua vitória ameaçada pelo PFC.

A renda chegou a R$ 56.912,00, com 4.011 pagantes. Com os credenciados (1.007), o público total foi de 5.018 torcedores presentes.