Remo anuncia dois reforços para o returno

PSC Potiguar-Mario Quadros

O desgaste pela perda do primeiro turno do Parazão fez com que a diretoria do Remo e a comissão técnica analisassem a necessidade de reforçar o time para o returno. Como é consenso que o setor mais vulnerável do time é o meio-de-campo, duas contratações foram confirmadas na tarde desta segunda-feira pelo vice-presidente, Zeca Pirão. O primeiro é o meia-armador Peter, também conhecido como Diego Capela, de 26 anos, cujo último clube foi o Parnaíba, do Piauí.

20130304_203411destaqueO segundo nome, guardado em segredo pelo dirigente, é o de um meia-atacante – que, segundo fontes ligadas ao clube, seria o ex-bicolor Tiago Potiguar (foto acima). O anúncio deve ser feito até amanhã, data final de registro de jogadores para a disputa da segunda metade do campeonato. Diego Capela (foto ao lado) já defendeu Sergipe , Juazeirense, Capelense e Nacional de Patos (PB) e chegará na terça-feira à noite para se integrar ao elenco. O outro reforço deve chegar no mesmo voo. Quanto às especulações sobre dispensas, Pirão foi enfático: “Vamos manter o mesmo elenco que disputou o primeiro turno. O Remo vai contratar, mas não vai liberar ninguém”, explica. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola) 

IFFHS: Corinthians é o 4º melhor time do mundo

O atual campeão mundial superou uma das maiores potências do futebol dos últimos anos, pela lista divulgada nesta segunda-feira pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). O ranking, que leva em conta o desempenho dos times em competições internacionais, colocou o Corinthians na quarta colocação, uma a frente do Barcelona. Os títulos mundial e da Libertadores fizeram o time do técnico Tite subir duas posições no ranking, com 287 pontos. O Barça, que não conseguiu ter tanto sucesso em 2012, perdeu a liderança a caiu para o quinto lugar, com 283 pontos. O primeiro lugar é do Chelsea, que perdeu a final do Mundial para o Corinthians, mas conseguiu a taça na Copa dos Campeões do ano passado.

Outros times brasileiros conseguiram melhorar suas posições. O São Paulo, campeão da Copa Sul-Americana, está em 10º, três posições acima do ano passado. Já o Fluminense passou de 17º para 12º.

VEJA O RANKING
1º – Chelsea – 307 pontos
2º – Atlético de Madrid – 304
3º – Bayern de Munique – 292
4º – Corinthians – 287
5º – Barcelona – 283
6º – Boca Juniors – 281
7º – Real Madrid – 277
8º – Juventus – 241
9º – Internazionale – 234
10º – São Paulo – 230
12º – Fluminense – 222
23º – Grêmio – 202
24º – Santos – 201
51º – Vasco -168
80º – Palmeiras -136
84º – Atlético-MG – 134

Tribuna do torcedor

Por João Lopes Jr.

Lecheva foi o melhor técnico desse RE-PA. Ele olhou o primeiro tempo e viu o Pikachu sumir diante do Berg, os zagueiros remistas marcarem por zona, sem qualquer marcação individual sobre os meias do Paysandu, e desafogando a defesa com chutões. Um Galhardo que não passava, um Leandro Cearense motivado, mas isolado, e um Paulista que não era ele mesmo. Mas a pergunta que me faço é para quê manter dois cabeças-de-área como Gerônimo e Jhonnatan se a zaga não passava, só dava chutão? E a qualidade do passe no ataque? E a saída rápida para o contra-ataque? Não seria mais conveniente voltar a dupla inicial de volantes, Nata e Tony? Se era para ficar na retranca… Eu sou azulino, mas o Lecheva esteve iluminado essa tarde, pensou: “em vez de abandonar o Pikachu na direita, vou acrescentar nas costas do Berg o Heliton, e o Gaibu na meia já que Jhonnatan e Gerônimo estão por lá sem fazer nada, só correndo e cansando!” O resultado é que o Paysandu permaneceu no ataque e o Remo, acuado, cedeu o tento ao Paysandu em lance de bola parada, o mais novo cadafalso azulino. O Remo mereceu perder. Jogou pelo empate. Se jogasse pela vitória, talvez perdesse até, mas talvez  ganhasse ou empatasse, que fosse, seria campeão. E o Paysandu mereceu ganhar, sem muito esforço, o adversário colaborou, facilitou. Zagueiro que só dá chutão é dessas coisas que ficou para trás na história. Futebol é essencialmente técnica, essencialmente coragem. Foi o próprio técnico quem disse, “é esporte de macho”. Mas, no meio disso tudo… Bem, no meio disso tudo teve a interferência da diretoria que levou o time para Castanhal. Fazendo isso, tirou dos jogadores aquilo que os fez se motivarem: o clima da decisão, a atmosfera do RE-PA, o apoio, e também a cobrança, da torcida. Sem isso, a decisão virou um jogo qualquer. Não vi a mesma disposição e entrega dos jogos anteriores. O que vi foi um time desligado, pego de surpresa. Acho que a intromissão da diretoria azulina cobrou seu preço. O Paysandu mereceu ganhar essa. 

Recorde de arrecadação e despesas

O Re-Pa deste domingo bateu o recorde de arrecadação do clássico, atingindo a quantia de R$ 1.172.030,00, com um público pagante de 38.193 pessoas. Com 2.690 credenciados, o total presente foi de 40.883 espectadores. As despesas chegaram ao inédito valor de R$ 366.097,21! Alguns dos itens que contribuíram para essa facada: cota da FPF, R$ 117 mil; arbitragem, R$ 20.155,01; ingressos, R$ 85.306,00; segurança, 25.885,00. Para cada clube, coube o valor líquido de R$ 402.966,40.  

Com a emoção dos velhos tempos

REXPA 1o turno final-Mario Quadros (4)

Por Gerson Nogueira

Que seria um jogo palpitante não havia a menor dúvida. O equilíbrio também era evidente. A difícil vitória do Paissandu, arrancada em circunstâncias dramáticas pelo andamento do jogo, acabou confirmando todas as previsões.

Foi um Re-Pa disputado à moda antiga (no bom sentido), na disputa por cada metro do gramado, na catimba e até no gol matador quase em cima da hora – como era comum nos tempos em que a camisa alviceleste era envergada por Carlos Alberto, Tony e João Tavares.

bol_seg_040313_23.psRaul incorporou esse espírito e matou o jogo para o Paissandu, revestindo a partida de tintas ainda mais interessantes porque é um ex-atleta do maior rival. Além de atuação correta como defensor, foi decidido e sortudo nas duas jogadas que selaram o destino do turno.

No primeiro tempo, o jogo apresentou o Remo mais presente no ataque, tocando com mais desenvoltura e levando muito mais perigo nos primeiros 30 minutos. Só sentiu o baque do gol de Raul em lance que teve escorregões do goleiro Fabiano e do beque Mauro.

Como no primeiro clássico decisivo, a partir do gol o Paissandu se tornou dono das ações e decisões. Eduardo Ramos começou a pontificar como grande figura do meio-campo e até jogadores que se mostravam tímidos, como Pikachu, entraram em cena.

Só não mudou muito o panorama no ataque, onde Iarley e João Neto, apesar do esforço de ambos, pouco produziam de fato, vigiados de perto pelo trio de zagueiros do Remo.

Depois de bambear por quase dez minutos, o Remo voltou à carga e em cobrança de falta chegou ao empate. Zé Antonio bateu firme, o goleiro Zé Carlos rebateu e Leandro Cearense mandou para as redes. Era como se o Paissandu devolvesse o gol que o Remo lhe deu em falha defensiva.

Para o segundo tempo, Lecheva foi tão ousado como naquela partida da Série C em Macaé. Lançou Héliton e Gaibu, tirando Djalma e Vânderson. Deu certo. O Paissandu foi ao ataque para tentar obter o gol que precisava. Dependia do que o Remo iria fazer para neutralizar a estratégia.

REXPA 1o turno final-Mario Quadros (11)

E o Remo, surpreendentemente, não fez nada. Ou melhor: fez o que já havia feito na primeira partida. Recuou excessivamente.

Enquanto os meias do Paissandu trabalhavam a bola e abasteciam o ataque, acionando principalmente Héliton pela direita em parceria com Pikachu, o Remo defendia-se com três zagueiros e dois volantes. É bem verdade que o Paissandu não criava muita coisa, preferindo os cruzamentos para a área, mas o Remo nem isso fazia no ataque.

Leandro Cearense e Val Barreto (que substituiu Fábio Paulista) morriam de tédio lá na frente. A bola chegava sempre rifada, sem condições de ser transformada em jogada perigosa. Sem muito o que fazer no ataque, Barreto teve que recuar para ajudar na marcação.

Depois de 300 bolas cruzadas e defendidas por Carlinhos Rech, a casa finalmente caiu aos 42 minutos. Barreto e Cearense ainda tentaram o empate em lance de puro esforço, mas a justiça do jogo prevaleceu e o Paissandu saiu para comemorar a conquista da primeira metade do campeonato. Não precisou ser brilhante, foi apenas ofensivo e corajoso.

REXPA decisao 1o turno 2013-Mario Quadros (65)

———————————————————– 

A derrota da tática da cautela

Flávio Araújo passou o campeonato jogando com cautela. Ontem, a cautela o traiu. Ao tirar Fábio Paulista e deixar Cearense, acabou com a única possibilidade de escape em velocidade. Como não tinha ninguém confiável no banco para armar, deixou Galhardo, cansado e pouco inspirado, ser dominado pelo meio-campo do Papão. Lecheva foi superior. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

REXPA decisao 1o turno 2013-Mario Quadros (67)

———————————————————-

Seel deixa jornalistas sem cabine

Os jornalistas da imprensa escrita e dos portais de internet ficaram sem abrigo no clássico de ontem. Por ordem da Secretaria de Esporte e Lazer, foram desalojados da cabine que sempre utilizaram. Profissionais merecem respeito e precisam de local adequado para exercer seu trabalho.

O impedimento de uso da cabine deveu-se à necessidade de alojar emissoras de rádio e TV do interior, que só cobrem jogos do porte do Re-Pa no Mangueirão. Se a ideia era arranjar espaço para esses profissionais, que se utilizasse algumas das várias cabines que a Seel tem a seu dispor no estádio para receber convidados especiais.

Os responsáveis pelo estádio precisam entender que destinar área, com conforto e segurança, para os jornalistas não constitui um favor ou uma concessão. É obrigação.

———————————————————-

Duas lendas do Mangueirão

À saída do Re-Pa, dois craques do passado recente eram cumprimentados por todos que passavam, torcedores principalmente. Mesquita e Bira, responsáveis por façanhas no Mangueirão, colhiam ali, diante de todos, o reconhecimento público por tudo que fizeram em campo. Mesquita marcou o primeiro gol oficial no estádio. Mego já havia marcado duas vezes, contra o Operário, mas a inauguração ainda não havia ocorrido. Já o artilheiro Bira foi simplesmente o jogador que marcou mais gols na história do Mangueirão: 32.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 04)