Parazão 2013 – Classificação do returno

Times PG J V E D GP GC SD
Paragominas 15 7 5 0 2 15 11 4 71.4
Paissandu 15 7 4 3 0 16 7 9 71.4
Remo 12 7 4 0 3 10 10 0 57.1
Tuna 10 7 3 1 3 13 10 3 47.6
Santa Cruz 10 7 3 1 3 9 12 -3 47.6
Cametá 7 7 1 4 2 10 13 -3 33.3
Águia 5 7 1 2 4 10 15 -5 23.8
São Francisco 4 7 1 1 5 9 14 -5 19.0

Parazão 2013 – Classificação geral

Times PG J V E D GP GC SD
Paissandu 41 18 12 5 1 46 20 26 75.9
Remo 36 18 11 3 4 31 23 8 66.7
Paragominas 27 16 8 3 5 28 25 3 56.3
Santa Cruz 17 14 5 2 7 15 21 -6 40.5
São Francisco 15 16 4 3 9 24 34 -10 31.3
Cametá 14 14 3 5 6 16 20 -4 33.3
Tuna 11 14 3 2 9 14 21 -7 26.2
Águia 11 14 2 5 7 17 27 -10 26.2

Vote no mico da semana…

Escolha seu king-kong preferido e use argumentos para defendê-lo…

1) FPF desmembra sétima rodada, contrariando tabela inicial, alegando que estádio de Cametá está interditado para o jogo Santa Cruz x PSC e a PM não pode garantir segurança para partidas de Remo e Paissandu em Belém no mesmo dia. Pela demora na tomada de decisão e os vários interesses em jogo, a entidade reafirmou a imagem de lambanceira e pouco transparente. De quebra, ainda deixou o campeonato sob risco de paralisação.

2) Santa Cruz, dizendo-se prejudicado pela mudança na tabela, entra com mandado de segurança junto ao TJD e não obtém sucesso. Seu patrono decide, então, não comparecer ao jogo marcado contra o Paissandu no Mangueirão, quarta-feira à noite. O Papão é declarado vencedor por W.O., situação que há muitos anos não se verificava no futebol paraense. O Santa Cruz está agora sob ameaça de rebaixamento, de acordo com o regulamento da competição.

3) Por fissuras na estrutura metálica superior, estádio Engenhão no Rio é interditado. Quem vê há anos as imensas rachaduras na estrutura de concreto do Mangueirão ficou sem entender como o estádio paraense permanece em pleno funcionamento. 

Faltou jeito, mas sobrou raça

Por Gerson Nogueira

gerson_29-03-2013Há quem argumente que o Remo podia ter optado pelo empate que evitaria o confronto direto com o Paissandu nas semifinais, mas penso que os defensores desse tipo de expediente estão em desacordo com a verdade do futebol. Por mais que se diga que o pragmatismo domina o esporte, clubes de massa não costumam hesitar entre a vitória e um resultado de conveniência. Quando Val Barreto se encaminhou para a marca da cal tendo Adriano a guarnecer a meta do Águia ficou no ar uma réstia de suspense. Iria ou não acertar o chute, decretando o cruzamento com o maior rival ou com o PFC. Bem, provavelmente só os idiotas da objetividade tiveram essa dúvida, pois quem acompanha futebol no Pará sabe que Remo e Paissandu jogam para vencer sempre, seja em que circunstância for.

Não que o Remo tivesse tido moleza para escolher entre vencer ou não. Muito pelo contrário. O Águia cumpriu uma de suas melhores jornadas no campeonato, anulando os laterais Válber e Berg no primeiro tempo e impondo tremendas dificuldades para Tiago Galhardo e Diogo Capela com uma marcação firme comandada pelo veterano Analdo. A primeira metade do jogo foi rica em embates de meio-campo, mas fraquíssima em lances de emoção. Somente Leandro Cearense e Galhardo tiveram chances de finalização, mas erraram no toque final.
Aliás, o Remo se esmerava em errar os passes mais simples e parecia temer arriscar chutes de fora da área. Por essa razão, o time afunilava as jogadas, tentando levar de vencida os beques Bernardo e Vítor, sem sucesso. Como a bola não chegava pelas laterais, o jogo ficou restrito ao espaço central, tornando-se chato para o torcedor.
No segundo tempo, Capela e Galhardo apareceram mais adiantados, aproximando-se de Cearense e Fábio Paulista, mas as laterais continuavam improdutivas. Válber, marcado pela torcida, não conseguia erguer bolas na área. Berg, confuso, quase sempre se embolava com a marcação de Renatinho. Enquanto o Remo não fazia progressos ofensivos, o Águia aos poucos ia ganhando confiança para explorar os contra-ataques. Aos 22 e aos 34 minutos, Alan Taxista e Danilo Galvão estiveram muito próximos de fazer calar a massa azulina. No primeiro ataque, a bola foi desviada por Mauro antes de chegar ao centroavante marabaense. No segundo lance, Taxista desviou cruzamento no primeiro pau e a bola ia entrando quando Berg surgiu para afastar o perigo.
A partir daí, já com Clebson no meio e Val Barreto no ataque, o Remo ganhou em objetividade. Os passes continuavam horrorosos e a organização precária, mas as manobras ofensivas eram mais agudas. Pelo próprio estilo, Barreto imprimiu velocidade e força nas disputas com os zagueiros e forçou o Águia a se fechar mais em seu próprio campo. Ainda assim, cobrança de falta por Balão Marabá quase surpreendeu os azulinos. A bola, que ia em direção à gaveta direita de Fabiano, foi desviada pelo zagueiro Mauro.
Enquanto o Paragominas virava o placar contra a Tuna (3 a 2), Flávio Araújo decidiu renovar as forças de ataque colocando Branco no lugar de Cearense. Brigador, o atacante ajudou Barreto a pressionar ainda mais a zaga do Águia. Até que, aos 44, em bola tocada por Clebson, Capela invadiu a área e foi derrubado por Renatinho. Veio, então, o penal que Barreto transformou em gol.
A torcida aplaudiu, cantou as provocações de praxe ao maior rival e saiu festejando a reabilitação do time, que não vencia há três rodadas. Duvido, porém, que algum torcedor tenha deixado o Mangueirão tranquilo com a produção remista. A equipe teve lampejos, mas, de maneira geral, segue confiando perigosamente nas ligações diretas para tentar vencer.
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Mais dois clássicos de tirar o fôlego
A emoção roubada pelo desmembramento da sétima rodada acabou se esboçando ontem à noite. Até o final do confronto no Mangueirão pairava incerteza sobre o cruzamento das semis. Enquanto a Tuna vencia e o Remo empatava, dava Re-Pa nas semifinais. Quando o PFC virou o marcador, passou a dar Paissandu x Tuna e PFC x Remo. Finalmente, o gol de Val Barreto decretou a realização de mais dois clássicos neste Parazão – o mais generoso em Re-Pa’s dos últimos cinco anos.
Oportunidade para que o Remo tente se reencontrar no campeonato e chance para que o Paissandu confirme a condição de melhor time da competição. Acima de tudo, dois jogos para tentar apagar o desgaste que o W.O. causou ao torneio.
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Na vanguarda do atraso 
Aloprada, para dizer o mínimo, a disposição manifestada pelo diretor técnico da Federação Paraense de Futebol, propondo que se exclua do campeonato estadual a restrição a estádios com menos de 5 mil lugares para jogos de Remo e Paissandu. Ora, apostar nisso é defender o desastre e a bagunça completa. Vai na contramão do esforço para que o Parazão evolua em qualidade técnica e segurança para os torcedores. Na verdade, as autoridades deveriam cuidar para que clubes sem estádio deixassem de ter o direito de escolher onde jogar – fato que está na raiz dos problemas que quase inviabilizaram a competição.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 29)