Parazão 2013 – Classificação do returno

TIMES PG J V E D GP GC SG AP
Remo 9 3 3 0 0 7 3 4 100.0
Paissandu 7 3 2 1 0 7 3 4 77.8
Tuna 6 3 2 0 1 7 3 4 66.7
Paragominas 6 3 2 0 1 8 6 2 66.7
Santa Cruz 3 3 1 0 2 4 6 -2 33.3
Águia 2 3 0 2 1 5 8 -3 22.2
Cametá 1 3 0 1 2 3 7 -4 11.1
São Francisco 0 3 0 0 3 3 8 -5 0

A justiça, o pirata e o jornalista

Por Lúcio Flávio Pinto (via Yahoo!)
Depositei ontem (terça-feira, 12) em conta do poder judiciário R$ 25.116,75. Esse dinheiro, obtido através de coleta pública nacional pela internet, se destina aos sucessores e herdeiros do empresário Cecílio do Rego Almeida. Corresponde à indenização que a justiça do Pará me obrigou a pagar ao dono de uma das maiores empreiteiras do Brasil, a Construtora C. R. Almeida, com sede no Paraná.
Foi o desfecho de uma ação que ele iniciou em 2000. Alegou ofensa à sua honra pessoal por eu o ter chamado de pirata fundiário, em artigo publicado no meu Jornal Pessoal. Na época, cobrou R$ 4 mil como reparação pela sua honra ofendida. O valor final, de R$ 25 mil, decorreu da correção monetária e dos acréscimos do processo.
Eu podia continuar a recorrer, como fiz ao longo de mais de 10 anos. Mas achei que o cinismo, a injustiça e o propósito deliberado de me atingir exigiam uma resposta mais contundente, à altura do surrealismo da situação. Decidi não recorrer mais. E fiz algo inédito nos anais forenses: compareci espontaneamente ao foro e pedi para pagar a indenização.
O juiz que me condenou, Amílcar Guimarães, atuou como substituto na vara pela qual o processo tramitava, em 2005, por um único dia, enquanto a titular viajava para fazer um curso de três dias no Rio de Janeiro. Sua sentença fraudou a data para poder ser recebida, quando ele já não podia mais atuar no processo. Não consegui anular essa decisão, apesar de todos os recursos que utilizei. Não consegui sequer a punição do juiz fraudador, A sentença foi mantida no tribunal.
A história já é conhecida e a relembro num artigo que escrevi para minha coluna, Cartas da Amazônia, no portal do Yahoo!. Através dela, convoco novamente os amigos e simpatizantes, que aderiram à “vaquinha” para a coleta dos fundos para a indenização, a participarem de uma nova rodada, agora para as manifestações daqueles que também acham que a situação merece uma resposta. Este é meu convite: vamos mostrar à justiça do Pará que se ela reprime a verdade, nós a exaltamos. E estamos dispostos a pagar qualquer preço para fazê-la prevalecer sobre o absurdo do poder absoluto.

PFC derrota S. Francisco por 5 a 3

Em jogo de oito gols, o PFC derrotou o o São Francisco nesta quarta-feira à noite, em Paragominas, em jogo válido pela terceira rodada do Parazão. O grande destaque da noite foi o atacante Jaime, que marcou três gols. Com público de 1.397 torcedores, o PFC abriu o placar logo na saída de bola, através de Jaime. Aos 4 minutos, Ricardinho empatou. Aos 13, o zagueiro Rubran recolocou o PFC em vantagem. Jaime ampliou aos 29 e Rodrigão diminuiu para o São Francisco, aos 32. No segundo tempo, Jaime aumentou para 4 a 2 aos 5 minutos. O São Francisco tentou reagir com Pedro Henrique, aos 7, mas o PFC manteve o ritmo e fechou o placar em 5 a 3 aos 48 minutos. O resultado deixa o PFC em quarto lugar no returno e mantém o São Francisco na última colocação.

Leão supera Cametá e assume liderança

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Confuso no primeiro tempo, o Remo levou um susto, reagiu e terminou vencendo o Cametá por 3 a 1, na noite desta quarta-feira, no estádio Evandro Almeida. O resultado garantiu o Leão no primeiro lugar isolado do returno do Parazão 2013, com 9 pontos. Estreando novo sistema tático, o 4-4-2, o time de Flávio Araújo parecia desacostumado a tocar bola no meio-de-campo e embolava muito as ações no ataque, desperdiçando oportunidades e abrindo espaço para contra-ataques do Cametá. O Remo tinha mais posse de bola, criava chances, mas o Cametá sempre atacava com perigo, principalmente com Emerson Bala e Landu.

Aos 27 minutos, escorando escanteio cobrado da direita, o volante Wilson abriu o marcador. Aos 36 minutos, após cobrança de falta, a bola desviou na mão de um zagueiro cametaense e o auxiliar Diógenes Serrão assinalou a infração. Fábio Paulista cobrou a penalidade (a primeira marcada em favor do Remo na competição) e empatou a partida.

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No segundo tempo, o Remo mostrou-se mais tranquilo na saída de bola e aumentou o cerco sobre a defesa do Cametá. Apesar disso, o desempate só veio aos 23 minutos, depois que Guerra avançou pela direita e cruzou, rasteiro, para a finalização de Tiago Galhardo, sem chances para o goleiro Labilá. Apenas três minutos depois, o Remo ampliou. Em cobrança de falta, o zagueiro Zé Antonio disparou para marcar o terceiro gol azulino.

Depois de boa movimentação inicial, o Cametá começou a dar sinais de cansaço, principalmente por parte dos veteranos Vélber e Landu. O Remo também diminuiu o ritmo, depois de trocar Leandro Cearense por Val Barreto e Clébson por Diogo Capela, poupando-se para o clássico do próximo domingo diante do Paissandu. A renda foi de R$ 55.962,00, com 3.620 pagantes. Com os credenciados (1.105), público total de 4.725.

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ESCALAÇÕES

Remo – Fabiano; Guerra, Mauro, Zé Antônio e Berg; Gerônimo, Jonnathan, Clebson (Diogo Capela) e Thiago Galhardo; Fábio Paulista (Alex Ruan) e Leandro Cearense (Val Barreto). Técnico: Flávio Araújo.
Cametá – Labilá; Américo, Guará, Filho e Souza; Wilson Guerreiro, Adelson (Sandro), Marcelo Pitbull (Tetê) e Vélber; Emerson Bala (Manoel) e Landu. Técnico: Ferreti.

Árbitro: Marco Antônio Mendonça da Silva. Auxiliares: Diógenes Menezes Serrão e Heronildo Sebastião Ferreira da Silva. Cartões amarelos: Leandro Cearense (Remo); Wilson Guerreiro, Guará e Landu (Cametá). (Fotos: TIAGO ARAÚJO/Bola)