Lusa vence Santa Cruz por 3 a 1

A Tuna venceu o Santa Cruz por 3 a 1, na tarde desta quarta-feira, no Souza, melhorando seu posicionamento no returno do Parazão e na classificação geral. Lucas abriu o placar logo aos 13 minutos. Ainda no primeiro tempo, Preto Barcarena ampliou, de cabeça, aos 37. Na segunda etapa, aos 6 minutos, Daniel marcou o terceiro gol. O Santa Cruz diminuiu através de Fumagalli, aos 47 minutos.

Um tropeço previsível

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AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (31)

Por Gerson Nogueira

Cada time venceu por 45 minutos. No cruzamento de contas, o empate de 2 a 2 terminou expressando justiça pela produção das equipes. O Águia foi mais resoluto no primeiro tempo e conseguiu virar um placar adverso à base de jogadas em velocidade e bolas aéreas. O Paissandu reagiu no segundo tempo e chegou ao empate depois que optou por uma formação ofensiva e passou a pressionar com três atacantes.

Pelos desfalques (Eduardo Ramos, Vanderson, Capanema, Djalma, Alvim e Zé Carlos), esperava-se um Paissandu mais enfraquecido. Não foi o que se viu nos primeiros movimentos do jogo. Com saídas rápidas, puxadas por Lineker e Alex Gaibu, o time criava constantes dificuldades para a atrapalhada zaga marabaense. Logo aos 6 minutos veio o gol. Lineker cabeceou para o centro da área, visando Iarley, mas o beque Vítor desviou para as redes.

A partir desse momento, o Paissandu teve condições de ampliar, mas sofreu com a ausência de força na área. Iarley e João Neto saíam para receber a bola e trocar passes, mas não pressionavam os zagueiros. Aos poucos, o Águia foi encorpando seu jogo no meio-campo, por obra do meia-armador Carlinhos, e passou a ameaçar em cruzamentos perigosos.

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Danilo Galvão e Wando revezavam-se nas investidas sobre a igualmente caótica defesa do Paissandu. Tiago Costa, improvisado de volante, tornou-se um zagueiro postado à entrada da área, mas perdido e sem função. Em escanteio, o Águia empatou. Edcléber venceu os zagueiros na disputa pelo alto e cabeceou para as redes.

Nove minutos depois, Danilo Galvão consumou a virada, desviando de cabeça, sem que Raul ou Bispo lhe dessem combate. O Águia ainda teve chance de ampliar, mas o Paissandu também pressionou e Raul escorou um cruzamento por cima do travessão.

Para o segundo tempo, Lecheva olhou pro banco de reservas e lançou mão de Rafael Oliveira e Romário, reforçando o ataque e dando mais consistência ao meio-campo. Improdutivo de início, o 4-3-3 clássico aos poucos foi surtindo efeito: o Paissandu passou a dominar a partida. Saía rápido para o ataque, puxado por Gaibu, e tinha três jogadores bem distribuídos para pressionar a defensiva do Águia. Na lateral esquerda, deslocado, Lineker passou a render mais. AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (19)

O empate esteve a pique de sair depois de cruzamento de Lineker que Raul furou e Bispo mandou rente à trave. O Paissandu tocava melhor a bola e chegava com facilidade à linha de fundo. Melhorou ainda mais o cerco quando Héliton substituiu Iarley, novamente pouco produtivo – e ainda devendo nesse retorno ao Paissandu.

O Águia, que se retraía para explorar o contra-ataque, quase ampliou em três ataques fulminantes. No mais agudo deles, aos 25, Carlinhos mandou na trave e no rebote o atacante Robert chutou duas vezes, mas a zaga rebateu para escanteio.

A essa altura, com o jogo inteiramente aberto, o gol podia sair para qualquer lado. E saiu para quem foi mais ousado: bola erguida na entrada da área do Águia foi desviada por Rafael para Héliton, livre, na área. O goleiro Leandro saiu do gol e atropelou o atacante. Penal claro. Pikachu se apresentou para bater, o goleiro defendeu e João Neto desperdiçou o rebote.

Placar, por vias tortas, justíssimo para o desempenho dos times. Jogo de alternativas, mas com equipes que se equipararam nos muitos erros e nas poucas virtudes. Bom para o Paissandu, que escapou da derrota. Ruim para o Águia, que permanece na zona de rebaixamento. AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (32)

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Novo tumulto no estádio marabaense

AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (27)O tumulto envolvendo o preparador físico Wellington Vero, do Paissandu, acusado de ofensa racista a um socorrista de plantão no estádio Zinho Oliveira, expõe duas situações igualmente tristes.

A primeira, óbvia, é a repetição (por parte do acusado) de uma atitude indigna no convívio social. Há três anos, em Castanhal, Vero também foi denunciado por ter feito xingamentos racistas a um gandula.

A segunda, não menos ruim, é o histórico cada vez mais alentado de tumultos no estádio Zinho Oliveira. Ali já aconteceu invasão de campo, ameaça a árbitros e até agressão, com lesão corporal grave, entre colegas de profissão (entre Alexandre Carioca e o falecido Aldivan).

Nos dois casos, providências enérgicas são necessárias para evitar a repetição. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Contra o Cametá, um novo Remo?

Com o empate do Paissandu, o Remo tem a chance de se aproximar da liderança geral do campeonato caso consiga superar o Cametá, hoje, no Evandro Almeida. O confronto opõe forças desiguais. De um lado, o Remo, ainda invicto no returno e um dos candidatos ao título do Parazão. De outro, o campeão paraense do ano passado caindo pelas tabelas, com um time desafinado e amargando as últimas posições do torneio.

A grande novidade da noite deve ser a anunciada mudança de sistema de jogo do Remo. Depois de passar o campeonato utilizando o 3-5-2 – e pregando sustos no torcedor a cada rodada –, o técnico Flávio Araújo parece ter se decidido a voltar ao 4-4-2 velho de guerra. Mais importante: com a escalação de dois armadores, Tiago Galhardo e Clébson.

Como o time vai se comportar com esta nova configuração é a expectativa geral. Diante da Tuna, domingo, o novo esquema foi parcialmente testado no segundo tempo, mostrando altos e baixos. Tornou o ataque mais efetivo, mas, talvez pela falta de hábito, fragilizou a defesa e a Lusa quase chegou ao empate. O Cametá pode ser a chamada prova dos 9, a quatro dias de novo Re-Pa.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 13)