Tribuna do torcedor

Por Antonio Pantoja (pantojamaral@hotmail.com)

Até quando este sr. comandará da FPF ? , tudo o que está acontecendo no campeonato paraense é fruto de sua falta de seriedade e compromisso co  nosso futebol , não da para culpar presidentes de clubes por esta ou aquela atitude , se houvesse seriedade coerência  e acima de tudo compromisso do presidente da federação essas ações  de “autoritarismo” dos presidentes de clubes seriam inócuas , este sr. vem se perpetuando no poder , sem no entanto mostrar interesse em elevar o nível de nosso futebol, é certo que isto depende muito dos clubes e suas administração mas nem a organização de um campeonato  serio e sem absurdos como estes que vem ocorrendo , como pode um estadio que serviu de palco para o campeonato todo de uma hora para outra ser interditado ?  ou ele ja havia sido interditado e a federação omitido ou alguém dormiu e so foi despertado por algum “interesse escusos”  , não sei como funciona as eleição para presidente da FPF, qual o peso de cada clube , mas que é estranho que alguém tão danoso ao futebol se manter por tanto tempo como presidente ah isto é , não entendo como alguém tão inexpressivo para o futebol ainda representar o Brasil em algumas delegações em competições internacionais, isto é incrível.

Menosprezo pelo cliente maior

Por Gerson Nogueira

O torcedor, este velho herói dos estádios paraenses, está novamente no mato sem cachorro. A rodada decisiva para indicar os semifinalistas do returno está marcada para hoje e amanhã, mas, a rigor, ninguém sabe se irá mesmo se realizar. São tantos desmentidos, silêncios, bravatas e manobras de bastidores que é arriscado afirmar que os jogos serão disputados, conforme estabeleceu a Federação Paraense de Futebol depois de reunião na última segunda-feira com representantes dos três clubes da capital. Declarações de dirigentes do Santa Cruz, cujo jogo com o Paissandu foi transferido de Cametá para Belém, indicam que a via judicial não está descartada como meio de resguardar os direitos do clube.

gerson_27-03-2013A incerteza nasce, acima de tudo, da falta de credibilidade dos personagens envolvidos. O torcedor aprendeu ao longo dos últimos anos que aquilo que a FPF diz normalmente não se escreve. Há também a convicção de que a entidade não intercedeu pela mudança na ordem natural da tabela, que indicava a realização dos quatro jogos no mesmo dia (hoje) e horário (20h30), pelas razões alegadas. Por onde se passa, a opinião do torcedor soa como sentença: há a quase certeza de uma armação para contemplar interesses dos times de Belém.
Contribui bastante para esse clima geral de suspeita e indignação o recente e mal explicado episódio da cessão de vaga para a Série D 2012 pelo Cametá ao Remo. O clube interiorano desistiu oficialmente da disputa, alegando falta de condições financeiras. Prevaleceu, porém, a lembrança de declarações alopradas de dirigentes remistas, cobrando o cumprimento de um “acordo” com o Cametá.
Como o Remo volta a se sentir ameaçado de perda de vaga na competição nacional, surge de imediato a dúvida quanto aos argumentos técnicos usados pela FPF para o desmembramento da tabela, algo que não é proibido pelo regulamento do campeonato, mas que agride frontalmente o bom senso. Afinal, todas as competições do mundo têm como norma emparelhar os jogos de suas rodadas decisivas, justamente para não prejudicar nenhum dos clubes envolvidos.
Do jeito como ficou a rodada, o Remo enfrentará o Águia amanhã sabendo o que precisa fazer para se garantir nas semifinais, pois Santa Cruz e Paissandu jogam 24 horas antes e o resultado interessa diretamente aos azulinos. Da mesma forma, o jogo entre São Francisco e Cametá pode eliminar (em caso de empate) o Águia, que entra em campo só amanhã. É evidente, portanto, que os quatro times que jogam primeiro ficam em flagrante desvantagem em relação aos quatro de amanhã.
O motivo alegado para a interdição do Parque do Bacurau foi um laudo do Corpo de Bombeiros, mas no domingo o estádio foi usado para que Santa Cruz e Cametá jogassem. Estranhamente, um dia depois, o local não podia mais ser utilizado. A situação poderia ter sido evitada pela própria FPF se antes da oficialização da rodada na semana passada o pedido de transferência de local, feito pelo clube de Cuiarana, tivesse sido vetado. Poderia até mesmo ter usado o tal laudo para impedir que o Santa Cruz mandasse seu jogo em Cametá.
Como permitiu que o jogo, anteriormente previsto para Belém, fosse realizado em Cametá, a entidade contribuiu diretamente para a lambança que agora tenta contornar, sem sucesso. O quadro soa ainda mais estranho quando se sabe que há uma rusga entre o presidente da FPF e o patrono do Santa Cruz, que prometeu fazer uma devassa nas contas da entidade, embora tenha ficado apenas na bravata.
Em meio a isso, cresce a descrença em relação à seriedade da competição. Uma das torcidas mais apaixonadas do país, com números invejáveis para começo de temporada, é tratada com profundo desrespeito pelos dirigentes. Isto inclui a cúpula dos clubes, que deveria conter os arroubos autoritários da FPF, que nos últimos dias autorizou dois jogos (em Paragominas e Marabá) em gramados inundados, comprovando seu total desprezo pelo futebol como espetáculo. Até quando?
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Estatuto atirado na cesta de lixo
A direção do Santa Cruz, considerando-se vítima de uma manobra, anunciou ontem que não irá se apresentar para o jogo contra o Paissandu. Diante disso, o impasse está criado. Terá a FPF coragem de punir com a desfiliação um time que se recusa a entrar em campo? Ou buscará o caminho do conchavo, aceitando a imposição para transferir o jogo para o fim de semana? Ante tantas dúvidas, só há uma certeza: poucas vezes o Estatuto do Torcedor foi tão achincalhado quanto neste campeonato estadual.
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Apito a serviço da arrogância 
A arbitragem mundial ganhou, no último fim de semana, uma revelação de artista: o assoprador de apito do jogo entre Botafogo e Madureira, responsável pela surrealista expulsão de Seedorf por descumprimento de uma ordem imbecil. Excluir de campo um astro como o holandês do Botafogo deve contar pontos na escala de vaidades dos árbitros cariocas. O futebol, mais uma vez, saiu derrotado de campo por ação direta de um mentecapto.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 27)