Dois veteranos seguram o Papão

PSCXCAMETA 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (5)

Por Gerson Nogueira

Desde o jogo com o Remo chama atenção o bom rendimento dos veteranos Vélber e Landu, defensores do Cametá. Ontem, na Curuzu, apesar de alguns quilos acima do peso, o meia-atacante teve liberdade para jogar e criou várias situações perigosas. O atacante também fez das suas, mesmo que não conte mais com a mesma força de arranque e fôlego para superar os marcadores. Apesar disso, explorando a habilidade para o drible, Landu voltou a incomodar e perdeu um gol por pura infelicidade no segundo tempo.

PSCXCAMETA 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (14)

gerson_21-03-2013A atuação de ambos foi importante para o empate obtido pelo Cametá, mas não explica por completo a incapacidade do Paissandu em se impor e envolver o visitante apenas três dias depois da impecável exibição diante do Remo. Sem se retrancar, o Cametá conseguiu dificultar as ações do meio-campo, setor mais azeitado da equipe alviceleste. Dedicou atenção a Eduardo Ramos, que não desfrutou da mesma liberdade que teve no clássico, merecendo vigilância especial do bom Adelson.
Ainda assim, caso aproveitasse bem as oportunidades surgidas, o Paissandu teria vencido sem maiores dificuldades. Anotei pelo menos cinco grandes chances (Eduardo Ramos, Pikachu, João Neto, Vânderson e Rafael) que, por pecados de finalização ou perícia do surpreendente goleiro Mumu, deixaram de entrar. Do lado cametaense, Landu e Vélber também podiam ter marcado. Quando partia com a bola para cima da defesa cametaense, o Paissandu tinha imensas dificuldades, principalmente porque Iarley e Eduardo Ramos faziam essa função. Djalma, novamente discreto em campo, pouco contribuiu para essas ações ofensivas.

O primeiro tempo não teve grandes emoções porque o Paissandu criava pouco e não tinha força de chegada no ataque, mas boa parte desse marasmo deve ser creditado à boa produção do setor de marcação do Cametá, que fechava bem a entrada da área e não dava espaço para as triangulações que o Paissandu costuma fazer na intermediária adversária.
No segundo tempo, com Rafael no comando do ataque do Papão, o jogo ficou mais aberto e menos enfadonho. Mas, se ganhou presença ofensiva e uma saída mais rápida, o Paissandu também passou a se expor mais. Esdras substituiu Capanema e Lineker entrou no lugar de Brian, sem que as mudanças acrescentassem alguma coisa. O Cametá continuava com alas bem agressivos, Américo e Souza, e dois homens na frente, Landu e Kênia, abertos. Era o suficiente para levar desassossego à linha de zaga bicolor, culminando com o lance da bola na trave em jogada de Landu.
Aos 22, com a jogadinha tradicional de Pikachu cruzando para Rafael, a bola finalmente entrou. A tranquilidade aparente que resultou do gol foi quebrada apenas três minutos depois pelo belíssimo tiro de Tetê, que venceu Paulo Wanzeller. O Paissandu tinha mais volume, mas se atrapalhava no último arremate. O jogo ficou nisso, premiando a aplicação cametaense para conter o segundo melhor ataque do país. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
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Noite de decisão para o Leão
Os demais resultados da rodada iniciada ontem acrescentam boa dose de pressão sobre o Remo, que enfrenta o PFC hoje, em Paragominas. Tuna e Santa Cruz, que passaram pelo São Francisco e Águia, respectivamente, alcançaram 9 pontos, igualando-se aos azulinos. Com a pouca animadora opção por Nata na cabeça-de-área, o técnico Flávio Araújo retorna ao seu esquema favorito: o 3-5-2 de corte defensivo. Para justificar a volta ao antigo sistema, Araújo diz que o time ficou muito vulnerável no 4-4-2, como se o Remo não levasse sufoco ao usar três zagueiros.
Será, provavelmente, um jogo como tantos outros do Remo no campeonato. Ligações diretas para os atacantes, bolas rebatidas pela defesa e pouquíssima produção no meio-de-campo, setor completamente esquecido pelo treinador. Como a parada é decisiva, o Remo mais do que nunca dependerá de ações individuais. Zé Antonio, Clébson, Fábio Paulista ou Val Barreto. Sem perder de vista um dos artilheiros da competição, o sempre perigoso Aleílson, principal jogador do PFC. Jogo duríssimo.
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Perguntas obrigatórias
Até quando a Comissão de Arbitragem vai esperar para publicar a tão esperada súmula do jogo entre Santa Cruz e PFC, realizado no sábado passado? Será que as cornetas do patrono do Santa Cruz, que “apitou” a partida, se estendem até a sede da FPF? Mais ainda: será que as ameaças de devassa feitas pelo mesmo personagem, no Senado, intimidaram o coronel?
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 21)

17 comentários em “Dois veteranos seguram o Papão

  1. Os entusiastas do “maestro” devem ter ficado de cabelo em pé vendo como ele foi facilmente anulado pela marcação do Cametá. O mapará mostrou para os outros times como se marca um atleta, lá fora time apenas como regular, mas aqui visto como “diferenciado”, e até como ET, como querem alguns. Foi talvez a única partida em que ele tenha sofrido marcação mais severa. Via de regra joga inteiramente livre, o marcador mais próximo acompanhando apenas com os olhos. Desta vez, com um pouquinho mais de vigilância, nem chegou a ser marcação homem a homem, o “maestro” já não conseguiu render. Não é muito diferente do que acontece a outro pretenso craque, Picachu, que, quando marcado, igualmente some do jogo…

  2. É verdade, Gerson e amigos, fiquei impressionado com a performance do Landú.. Penso que ele, com um bom preparador físico, poderia, ainda, ajudar e muito o Remo, na série D..

    Papão não jogou um bom futebol, por isso não deu, dessa vez, para mascarar as mexidas erradas de seu técnico, por isso, hoje, talvez o torcedor enxergue com um pouco mais de clareza, o que venho falando(será que se ontem fosse 4×1 para o Papão, o torcedor estaria dizendo que o Lecheva mexeu mal?…) Venho percebendo a alguns jogos que o Lecheva tem muito receio do Alex Gaibú entrar no lugar do Djalma(seu protegido) e o Gaibú entrar e arrebentar e depois ele não ter como tirar o meia do time… É inadmissível, pelo jogo que fez o Gaibú, contra o Águia, e sem o Eduardo Ramos ao seu lado hein, ele em 2 jogos seguidos, sequer ter entrado no 2º tempo, com condições para isso… Ora, o jogo ontem, era contra o Cametá e, se o Bryan pediu pra sair, o ideal era improvisar alguém por lá e colocar o Gaibú, que você ganharia uma substituição…

    É a minha opinião…

  3. Acredito que no 3-5-2, o Remo fez grandes partidas, devido ao bom conjunto do time e conseguiu chegar à final do 1º turno, com a melhor pontuação e líder … Clebson, se jogar tudo que sabe, é mais jogador que o Thiago Galhardo e com ele, o time poderá crescer muito mais, nesse esquema… Acredito na vitória do Remo, lá em Paragominas..

    É a minha opinião.

  4. Tropeço inesperado que não tira a condição do Paysandú de favorito ao título.

    Quanto ao público, nenhuma novidade.

    O Remo precisa de 3 vitórias e 2 empates nestes próximos 5 jogos para garantir a série D deste ano.

  5. Alguém já disse aqui que o rival joga e deixa jogar. E é verdade. O que ocorreu ontem é que as bolas não entraram, e o goleiro, que cumprindo o seu papel fez importantes aparadas, acabou aceitando uma bola defensável. Além do que, obviamente, havia um adversário do outro lado dando tudo de si para evitar o rebaixamento.

    Em suma, foi um resultado negativo que não pode ser atribuído ao técnico. Afinal, responsabilizá-lo pelos dois pontos perdidos, mais do que fazer injustiça com o trabalho exitoso que ele vem desenvolvendo, seria brigar com os fatos que retratam, sob o trabalho do treinador, a transformação de um time abatido e quase rebaixado para a série d do ano passado, num time autoconfiante capaz de obter o acesso à série b em condições as mais desfavoráveis, e de, em 2013, fazer 40 gols que já lhe garantiram o primeiro turno do paraense e lhe credenciam como o potencial vencedor do segundo e do próprio campeonato.

    Quanto ao meu Clube do Remo, recordo que dias atrás eu disse que o técnico poderia fazer o favor de não atrapalhar, o que significava não escalar o Ramón nem no banco de reservas. Hoje, sustento que é triste e desagradável se referir assim a pessoas, ao trabalho de profissionais, mesmo que os fatos, os tristes fatos , que têm sido as péssimas atuações do Remo na maioria dos jogos que fez, respaldem a exasperação da referência.

    Mas, quando se olha a escalação do time e se vê que nela consta o nome do Nata entre os volantes e que o único armador é o Clebson, fica muito difícil não exasperar a manifestação. É que o volante, que deve ser um grande jogador, atualmente não vem passando por uma boa fase, eis que não têm conseguido reter a bola com o mínimo de eficiência, tem apresentado deficiência nos passes, além do que não tem conseguido fazer bem o trabalho de marcação, tendo apelado excessivamente para as faltas. O mesmo se diga do armador. Ele, após uma estreia promissora, se revelou um atleta com muita dificuldade de fazer o trabalho de municiamento do ataque, além de se portar de uma maneira um tanto ausente do jogo, não prestando nenhuma ajuda ao trabalho de contenção das investidas do adversário, dando impressão, inclusive, de que se ressente da falta de um melhor condicionamento físico tanto para o desempenho da tarefa em que é especialista, a armação, quanto para cumprir a tarefa acessória, a contenção.

    Com efeito, só me resta torcer: que eu esteja redondamente enganado; que os dois atletas desempenhem com excelência suas respectivas funções; que, então, o técnico tenha feitos as melhores escolhas; enfim, que o Clube do Remo vença e reassuma a liderança do campeonato.

    Sobre os abusos contra a arbitragem, é de perguntar: será que não há mesmo por lá, pela federação, ninguém que tenha coragem de colocar o guiso?

  6. Com o Nata e 03 zagueiros, o time do Remo o que me parece terá mais liberdade com o Jonhatan e Clebson ir mais a frente abastecer o ataque com Branco e Val Barreto.

    Podemos criticar, mais é mais ou menos o que o Felipão vai fazer hj com o Brasil.

  7. Acredito que o Remo vença hoje e também acredito que um 3-5-2 pode ser ofensivo, basta querer. Com Nata em campo é que é o problema. Por que não apostar em Tony, que é um pouco melhor? A saída do Gerônimo não é esquisita, ele e o Jhonnantan saem muito pro jogo e deixam a zaga desprotegida, mas a melhor partida do Remo no campeonato até aqui foi exatamente a vitória por 2×0 sobre o mesmo PFC no Mangueirão, nas semi do primeiro turno, com os dois em campo. Acho que seria o caso de repetir a dose.

  8. Rodrigo, no papel, é um esquema que tem potencial para dar algum fruto. Todavia, na prática, já vimos que não funciona assim tão bem.

    De todo o modo, não questionando a opção pelo 3-5-2, como base no que assisti do Remo jogar em todas as partidas anteriores, pergunto ao FA:

    Se é pra dar liberdade para o Jonhatan, por que não escala o Capela que é especialista?

    Se prefere o Jonhatan (o que é compreensível), por ter uma boa saída e ser mais afeito à contenção, e geralmente vir jogando bem, porque então não escala o Capela e não saca o Clebson, que não se mostrou bem nem na armação, nem na contenção?

    Será que o Capela não tem futebol suficiente pra compor o time, mas, se é por isso, por que o treinador o indicou para contratação como reforço?

    Por que até agora não foi dada nenhuma chance mais efetiva ao Capela, que nos poucos minutos que jogou, ao menos se mostrou mais participativo do jogo que o Clebson?

    Ah, e não tem ninguém melhor que o Nata para fazer este papel de contenção? E o Endy que até sair do time vinha jogando melhor do que o Nata?

    A propósito, eu até sou tentado a acreditar no bom desempenho do Clebson, hoje. Afinal, diante das partidas apagadas até aqui, o treinador deve acreditar muito nele para continuar insistindo, mesmo diante do risco de sair até do G4. Então, ele deve ter cabedal para desencadear tanta confiança e quem sabe hoje não despache de vez a inhaca, a zica, o marasmo.

    Mas, quando lembro da insistência do mesmo treinador com o Nata, que até hoje, nunca conseguiu desenvolver o futebol que o credenciou a ser indicado pelo treinador e contratado pelo Remo, aí voltam todas as desconfianças.

    Mas, tudo isso é só o racionalismo. A emoção que é quase incontrolável, segue ao lado, torcendo para que todas estas minhas análises, durante e após o jogo, se mostrem as mais desastradas e o Remo vença a partida jogando muito bem. Ou, ao menos, vença, mesmo que naquele velho sufoco.

  9. Ok amigo Antonio, mais acredito que o Técnico esteja esperando a explosão de um jogador, seja ele Galhardo, Clebson ou Capela, enquanto não ocorrer isso ele vai fixando as posições.

    Se Clebson arrebentar hoje, Galhardo vai virar banco por um bom tempo.

    Agora essa “queimação de jogadores” que me preocupa, hoje nem o Geronimo foi pro banco, será que só ele foi o fisco do RexPA.

    Concerteza se o Remo perder hoje, demitem o técnico imediatamente,

  10. Amigo Rodrigo, falei após o jogo, que o Flávio iria tirar o Gerônimo da próxima partida… O Remo veio com uma marcação sobre o Eduardo Ramos, por zona… O Gerônimo pegava ele por um lado do campo e o Jhonatan por outro… O E.Ramos começou jogando pelo lado do Jhonatan e não teve êxito, na hora que foi para o lado do Gerônimo, ganhou todas, e ele, que não é bobo nem nada, fugiu do Jhonatan o jogo todo, por isso apareceu demais na partida… Ou seja, ele com a bola no pé, pode até ter ido bem, mas taticamente não funcionou mesmo, e o torcedor e boa parte da mídia, não atentaram pra isso, por isso não sabem o porque dele ter saído… Agora o Flávio não vai falar isso, nunca… Elementar

    Nata pode não ser bom de passe, mas pra isso, o Remo tem muitos jogadores, mas é bom de marcação, melhor que o Gerônimo, disso não podemos duvidar e é justamente isso, que quer o Flávio, daí a opção com ele, no que penso ser corretíssimo..

    Como falei, acima, o Remo vence esse jogo, hoje.. Anote.

    É a minha opinião.

  11. Tanto faz o esquema, só quero saber se vão dar uma paradinha em Castanhal pra comprar um fardo de Pipoca Pantera. Direto na fábrica é mais barato e escolhe da doce ou da salgada. Taí, o lião virou Pantera cor-de-rosa. Pipoca Pantera. Kkk

  12. Lecheva, mais uma vez, mexeu mal na equipe ! Vou te contar…Se marcarem o E. Ramos, vira uma dificuldade para o PSC… Que o Lecheva trate de aprender bem as lições básicas, pois terá que tê-las aprendido para quando chegar a hora da verdade, que é a série-B.

  13. É difícil imaginar que o Remo não vença o segundo turno(suplantando por 1(UM) gol de diferença ou até mesmo empatando) em mais duas milionárias e épicas batalhas frente ao Paysandu.
    A maneira com a qual o Lecheva conduziu o time(ontem 20/03/2013) foi no mínimo curiosa.
    Hoje o RExPA assemelha-se(pra mim) aos longas com o personagem Rock Balboa. Reveses, volta por cima e tudo que um drama precisa para segurar o público até o ultimo momento.
    Bobos somos alguns de nós(muitos de nós) que ainda se alegram ou aborrecem com o desempenho dos nossos times no delinear do Parazão.
    O possível e desenhado triunfo do leião(como diria o nosso Bad Boy), não só traria felicidade aos secadores(quero dizer torcedores) azulinos como também reacenderia a esperança e fé já muito desgastadas e de “quebra” teríamos mais 2(DOIS) e derradeiros abastados confrontos, que certamente seriam de muita utilidade aos cofres dos nossos tão amados e igualmente debilitados clubes.

  14. Aconteceu a mesma situação de domingo (3×1), o Papão teve inúmeras oportunidades e não colocou pra dentro, só que do outro lado tinha o Cametá que, diferente do Remo, estava dando tudo de si (vontade e determinação), pois precisa evitar o rebaixamento.
    Esta arbitragem paraense é estranha, se este fato tivesse ocorrido na Curuzú ou no Baenão, estariam fazendo o maior barulho.
    Quanto ao Remo, penso que o jogo com o PFC será empate, para o desespero do remistas, não creio na dispensa do FA pois domingo terá outro jogo.
    Só um lembrete, Águia e São Fran jogarão contra o Remo como o Cametá jogou ontem, isto é, com vontade e determinação em busca da vitória afim de evitar o rebaixamento.

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