Santa Cruz 2 x 3 Remo (comentários on-line)

Campeonato Paraense 2013 – primeira rodada do returno.

Santa Cruz x Clube do Remo – estádio Edgar Proença, às 20h30 desta quinta-feira, 07.

Na Rádio Clube, Jones Tavares narra; Gerson Nogueira comenta. Reportagens: Paulo Caxiado, Hailton Silva e Valdo Souza.

TV Cultura transmite ao vivo.

Umbro lança linha exclusiva para torcedores do Leão

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A Umbro está lançando uma linha casual destinada à grande torcida azulina. Com a preocupação de agregar estilo às peças sem abrir mão do conforto, a Umbro adaptou a coleção do Remo ao clima de Belém. A coleção traz duas camisetas masculinas, duas pólos masculinas (sendo uma retrô), duas regatas masculinas, uma t-shirt e uma regata para as torcedoras. Com a proposta de remeter às origens do clube, os modelos de camisa masculina pólo são confeccionados em algodão e têm inspiração na tradição do Remo, com opções em branco e azul-marinho.

As torcedoras agora também poderão contar com peças do Remo especialmente para elas. Inspirada na camisa oficial do clube, a t-shirt feminina é fabricada em poliéster e tem ar retrô, incrementado pelos botões frontais. Já a regata com decote nadador tem recorte nas costas e traz o tom contemporâneo ao catálogo de opções para as remistas torcerem com estilo. As peças poderão ser encontradas nas lojas por preços que variam de R$ 49,90 a R$ 119,90.

Vicente Salles: Pará perde mais um filho ilustre

“Todos somos finitos, não se pode pensar a curto prazo. Acho que as gerações futuras poderão usufruir daquilo que eu usufruí, e esse é o destino que eu dou. Me sinto muito gratificado quando leio os trabalhos acadêmicos que têm ‘Acervo Vicente Salles’ no local de pesquisa. Você não sabe como isso me gratifica, porque acho que estou sendo útil, né?”. A declaração foi feita pelo professor Vicente Salles em sua última entrevista, concedida ao caderno Você do DIÁRIO, no último dia 5 de fevereiro. Salles morreu na madrugada desta quinta-feira. Era doutor “Honoris Causa” da Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 2011.

198626_430898936993609_1067865225_nPesquisador, historiador, folclorista e musicólogo, Salles é um dos mais importantes intelectuais do Século XX, da Amazônia e do Brasil. Com mais de 80 anos, ele continuava produzindo e colaborando com diversas áreas. Entre seu trabalhos mais significativos estão os livros “História do Teatro do Pará”, “Vida do maestro Gama Malcher”, “Negro do Pará – sob o regime da escravidão” e “Santarém: uma oferenda musical”.

Segundo nota expedida pela UFPA, “além de receber o título de doutor honoris causa, que é o mais alto dos graus universitários, normalmente concedido a personalidades que tenham se destacado pelo saber ou pela atuação em prol das Artes, das Ciências, da Filosofia, das Letras ou do melhor entendimento entre os povos; Vicente Salles também doou a parte de sua coleção pessoal e material utilizado em pesquisas sobre negros, cultura, artes e folclore da Amazônia ao Museu da UFPA”. O Acervo Vicente Salles reúne mais de quatro mil documentos e 70 mil recortes de jornais sobre temas como música, folclore, negro, artes cênicas e literatura, além de uma coleção de cartuns, fotografias de época, cordéis, peças de teatro do repertório regional e nacional, teses, folhetos e cartazes. (Ilustração de Biratan Porto) 

Contra o samba de uma nota só

Por Gerson Nogueira

bol_qui_070313_15.psO fracasso no primeiro turno, quando chegou às finais com a vantagem do empate e terminou sobrepujado pelo Paissandu, coloca o Remo na incômoda contingência de encarar uma decisão a cada jogo no segundo turno. Ao time de Flávio Araújo não é mais permitido errar.

Contra o Santa Cruz, além de precisar lutar contra a própria frustração causada pela derrota no domingo, o Remo enfrentará um adversário de perfil ainda não bem definido, mas que sofreu várias mudanças ao longo da competição, a começar pelo técnico Sinomar Naves. O veterano Fumagalli, ex-Guarani, contratado a peso de ouro, estreia e é uma das ameaças no caminho do Leão.

Ocorre que, além dos adversários, o Remo terá que lidar com seus próprios demônios internos. Reconstruir a força emocional que o time conquistou durante a campanha do turno é, seguramente, o maior desafio.

A constatação de que a perda da Taça Cidade de Belém se deveu às deficiências técnicas expostas pelo setor de meio-de-campo foi o primeiro grande passo para que o time reencontre o caminho das vitórias. Ao contrário do turno, porém, o torcedor dificilmente aceitará resultados apertados e conquistados por acidente.

Ficou patente, nas partidas finais contra o Paissandu, que o Remo não pode viver apenas de ligações diretas e do samba de uma nota só do contra-ataque. É imperioso que jogue mais bola, envolvendo os adversários, principalmente aqueles tecnicamente mais modestos.

As novas contratações, Capela e Clébson, não poderão estrear e o trabalho de ligação continuará exclusivamente com Tiago Galhardo, cujo isolamento contribuiu para a baixa produção do time na reta final do turno. O problema é que, contra times montados no 4-4-2, o Remo sofre para se impor e termina recorrendo à verticalização de jogadas, nem sempre com sucesso.

Galhardo, por mais que se esforce, não consegue sozinho resolver esse drama. Acaba cansando e se perdendo na marcação. Os volantes Jonathan e Gerônimo, que costumam avançar, também são tolhidos pelo 3-5-2, pois se preocupam em cobrir os alas. Para agravar a situação, o lado direito será entregue a um improvisado Tragodara, volante que frequentou listas de dispensas e foi resgatado de repente para guarnecer o setor.

Desconfio que, a não ser que a maneira de jogar do Remo seja alterada a partir do posicionamento de algumas peças, o time seguirá dependendo de lampejos de seus atacantes, principalmente Fábio Paulista. O torcedor mais exigente terá que esperar, talvez sentado, por atuações mais convincentes e menos medrosas. A conferir.

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Sao FranciscoXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (7)

Mesmo de ressaca, Papão triunfa

O jogo foi ruim durante quase o tempo inteiro. A maioria dos lances agudos coube ao São Francisco, que entrou mais plugado e tentando apagar a má impressão deixada nas semifinais do primeiro turno. O adversário era o algoz Paissandu e isso evidentemente motivou o time santareno. O problema é que motivação não é suficiente para vencer. Precisa vir junto com talento, organização e inspiração, itens pouco vistos em campo.

No primeiro tempo, o excesso de passes errados e chutes tortos tornou a partida difícil de ver. Havia um equilíbrio entre a sonolência do Paissandu e a inconsistência ofensiva do São Francisco. Prevaleceu uma espécie de pacto de não agressão, só quebrado em raras pontadas de Levy pelo lado direito do ataque santareno e esporádicas aparições de Eduardo Ramos, que era a própria imagem da ressaca bicolor pela conquista do turno.

Em seu melhor momento, por volta dos 40 minutos, Ramos deixou Iarley de cara para o gol, mas o veterano perdeu a chance. Iarley, por sinal, fez com que o Paissandu se perdesse em jogadas improdutivas pelo lado direito. O São Francisco se ressentia da ausência de peças importantes, como Caçula e Boquinha. Sobrava vontade, mas faltava jeito.

Sao FranciscoXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros

No começo do tempo final, o São Francisco partiu decidido para cima e quase chegou ao gol em duas oportunidades, com Rodrigão e Levy. Avançava sem maior organização e acuava o Paissandu em seu próprio campo. Iarley voltou a ter excelente oportunidade, mas desperdiçou.

Quando Lecheva resolveu lançar Héliton, substituindo a Iarley, o Paissandu finalmente entrou no jogo. Aos 25 minutos do segundo tempo. Até então, a partida pendia mais para o São Francisco.

Héliton, que já havia entrado muito bem no Re-Pa, voltou a injetar ânimo e velocidade no ataque e foi fundamental para que o Paissandu alcançasse uma vitória que, pelo conjunto da obra, não mereceu. O próprio Héliton, aos 40 minutos, e João Neto, aos 47, anotaram os gols do Paissandu. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Sucessão na FPF agita bastidores

Artur Tourinho, que comandou o Paissandu nos cinco anos mais vitoriosos de sua história (de 2001 a 2005), ensaia interromper as férias sabáticas que se impôs no futebol profissional. É bem verdade que já havia ensaiado um retorno no ano passado, quando prestou consultoria profissional à Tuna, na condição de sócio do clube.

Nos últimos dias, diante da movimentação de bastidores pela sucessão na Federação Paraense de Futebol, Tourinho admite aos mais próximos que pode voltar à cena tentando a presidência da entidade que comanda o futebol paraense. Seu projeto tem sido fortemente estimulado por nomes  ligados aos titãs Remo e Paissandu, insatisfeitos com a condução que a FPF dá ao futebol regional.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 07)