Por Ricardo Perrone
Circula entre conselheiros e sócios do Flamengo um e-mail com pesadas críticas a Zico. A mensagem é mais uma demonstração da guerra política que o Galinho enfrenta no clube. Assinado pelo conselheiro Cesar Augusto Sansão, o e-mail dá a primeira estocada no ídolo em seu título: “Resposta ao príncipe de ontem, hoje um sapo pururu”. Ele afirma no texto que em 100 dias de trabalho como dirigente o ex-craque gerou uma despesa de R$ 1,6 milhão. Segundo Sansão, essa é a soma do salário do agora cartola em 100 dias de trabalho. Afirma que a presidente Patricia Amorim declarou pagar ao ex-jogador R$ 350 mil mensais. O salário é bancado por patrocinadores, segundo a diretoria, que não confirma os valores.
Em outro trecho, Sansão diz que os conselheiros amam o clube, diferentemente “de quem sempre teve no Flamengo como único interesse o dinheiro no final do mês”. ”Esqueça o passado, naquela época você fazia o que todos esperavam que fosse feito, o gol para o Flamengo. Hoje lamentavelmente é um retumbante desastre para a instituição”. O conselheiro pede ainda que Zico esclareça quem tem participação nos direitos dos jogadores contratados durante sua gestão e alega que os filhos do ex-atleta são frequentadores assíduos das categorias de base do clube.
“O Zico jogador é intocável. Tudo bem, põe no museu. Agora o diretor tem que ter uma linha de trabalho. Até um vendedor ambulante sabe o que vai fazer quando sai de casa, tem um planejamento para fugir do rapa. O Zico não tem. E precisa ficar claro que não tenho ódio de ninguém. Não chamo ninguém de desonesto, mas existem perguntas que não foram respondidas”, afirmou Sansão ao blog por telefone.
Para o conselheiro de 70 anos, Zico não foi o maior jogador da história do clube. “Eu vi o Zizinho jogar, tivemos o Leônidas, o Dida. O Zico foi quem teve mais apoio logístico, televisão, entrevistas, essas coisas”. Sansão critica principalmente as contratações feitas pelo dirigente. Em especial a de Leandro Amaral.

