População acha que influência de Lula é positiva

Por Uirá Machado, da Folha SP

Mais de 80% dos brasileiros consideram que a influência do presidente Lula e da mídia tem sido positiva para o país, mostra pesquisa do Pew Research Center divulgada ontem. Lula, para 84%, e a mídia, para 81%, lideram a lista de “grupos ou instituições” que, segundo os próprios brasileiros, têm contribuído para o bom momento do Brasil. Mais atrás estão as grandes multinacionais (77%), o governo (75%), as lideranças religiosas (67%), os militares (66%) e a polícia (53%), de acordo com a pesquisa feita com 1.000 brasileiros do dia 10 de abril a 6 de maio.
A percepção de Lula sobre a imprensa é diferente da manifestada pela grande maioria dos brasileiros. Para o presidente, segundo declarações recentes, a mídia joga contra o país. Entidades como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a UNE (União Nacional dos Estudantes), que organizaram ato contra o “golpismo da mídia”, também não estão em sintonia com quatro quintos da população.

16 comentários em “População acha que influência de Lula é positiva

  1. O cara pode até ser “o cara”, ter carisma mas vocês jornalistas já imaginaram o que será o governo da Dilma? Sempre cercada pela velha gangue petista sedenda. Com Zé Dirceu a frente, ladeada por Zé Sarney, Color de Melo entre outros. Não estou com bola de cristal não. Só relato o que a mídia estampa todos os dias na tv e no rádio. Será que teremos uma nova Venezuela ou a nova Cuba? Só o tempo dirá.

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  2. Mas pode ocorrer justamente o contrário, caro Denis. Já pensou nisso também? Se por um lado há a tal velha gangue petista sobre a qual você fala, o Brasil também já sobreviveu a outras gangues, inclusive a ínclita fragata tucana, que gerou perdas bilionárias ao país com a privatização meia-sola de inúmeras empresas. Por ora, penso que é melhor aguardar as mudanças, antes de trombetear o alarmismo.

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  3. Não tenho nenhuma dúvida de que o sujeito que se sente mais injustiçado pelo governo do PT é Fernando Collor. O alagoano, eterno “oligarquiunha da mamãe”, chega de noite em sua casa, arremessar paletó e sapatos aleatoriamente e, enquanto afrouxa a gravata e se atira no sofá, liga a TV e se depara com o escândalo petista da vez. Imagino que ele pense algo mais ou menos assim: “Desgraçados! E pensar que me derrubaram por conta daquele carro velho!”
    Acredito que Collor fez todas as falcatruas que sempre lhe foram imputadas, mas vamos aos fatos: o que derrubou mesmo o ex-Presidente, o que serviu de estopim para o processo de impeachment foi o tal Fiat Elba. Era a única ligação material entre Collor e as lambanças que seus asseclas estavam fazendo no Planalto. Sim, eu sei que ele afrontou o corporativismo do Congresso e perdeu apoio parlamentar. Também sei que a popularidade dele era bem baixinha. Mas isso não muda que a única evidencia material capaz de dar ensejo ao julgamento político de Collor (afinal, é isso que o processo de impedimento é: um julgamento político) foi o carrinho.
    Semana Passada, pela segunda vez ao longo do mandato, um ministro da Casa Civil de Lula caiu por denúncias pesadas de corrupção. Primeiro foi José Dirceu, que se segurou no cargo mesmo depois do escândalo dos Correios, mas que não resistiu ao depoimento dilacerante de Roberto Jefferson sobre o mensalão.
    Agora Erenice, aquela que transformou o “segundo posto mais importante da República” – foi Lula quem disse isso… – num balcão de negócios escusos. Isso pra não falar de Dilma, que, enquanto ocupou o cargo, esteve envolvida na fabricação de dossiês contra adversários políticos. Parece claro que um dos requisitos para ocupar aquela pasta é ser propenso a praticar ilícitos…
    A Casa Civil está para Lula assim como o Fiat Elba está para Collor. Se o carrinho foi capaz de derrubar o alagoano, não há explicação lógica para que Lula ainda permaneça no poder. “Ah, ele tem 7.000% de popularidade!”, gritam os petistas. E daí? Os fatos continuam os mesmos. E as normas jurídicas também. Lula é chefe do governo, e deve ser chamado a responder pelo que “seus três braços direitos” fizeram…
    Coisas muito menos importantes que os desmandos praticados na Casa Civil brasileira levaram à queda de Nixon, nos EUA, ao fim do segundo governo Berlusconi, na Itália, e como já dito, ao Impeachment de Collor.
    O problema é que não temos um PT na oposição agora, capaz de arregimentar seus macaquinhos adestrados com um estalar de dedos, e de fazer a tal “pressão popular”. Culpa do PSDB, que achou bonito ser chamado de “partido de quadros” no passado, e desistiu de ter militância.
    Mas e as instituições republicanas? Onde estão a OAB e o Ministério Público, por exemplo? Onde está aquele valente Procurador Luiz Francisco, que durante o governo FHC chegou a defender o afastamento do ex-Presidente até mesmo – pasmem! – por conta da desvalorização cambial… Quando o governo era “neoliberal, elitista, preconceituoso e de direita”, até decisões tipicamente políticas eram motivo para o impedimento. Agora que o governo é “popular, progressista e tem uma causa”, nem delitos justificariam tal medida.

    Enquanto Lula continuar tendo essa aura de inimputável, a quem tudo é consentido porque, afinal, o homem teve uma “mãe que nasceu analfabeta”, as instituições democráticas estarão em perene risco. Isso porque nenhum homem deve estar acima da lei. Nenhum homem pode ser o Estado. Ou, em outras palavras, todo homem deve ser obrigado a responder por seu Fiat Elba.

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  4. A escalada de ataques furiosos do presidente Lula contra a imprensa – três em cinco dias – é mais do que uma tentativa de desqualificar a sequência de revelações das maracutaias da família e respectivas corriolas da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. É claro que o que move o inventor da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é o medo de que a sequência de denúncias – todas elas com foros de verdade, tanto que já provocaram quatro demissões na Pasta, entre elas a da própria Erenice – impeça, na 25.ª hora, a eleição de Dilma no primeiro turno. Isso contará como uma derrota para o seu mentor e poderá redefinir os termos da disputa entre a petista e o tucano José Serra.

    Mas as investidas de Lula não são um raio em céu azul. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, ele invariavelmente acusa a imprensa de difundir calúnias e infâmias contra ele e a patota toda vez que estampa evidências contundentes de corrupção e baixarias eleitorais no seu governo. A diferença é que, agora, o destampatório representa mais uma etapa da marcha para a desfiguração da instituição sob a sua guarda, com a consequente erosão das bases da ordem democrática. A apropriação deslavada dos recursos de poder do Executivo federal para fins eleitorais, a imersão total de Lula na campanha de sua afilhada e a demonização feroz dos críticos e adversários chegaram a níveis alarmantes.

    A candidatura oposicionista relutou em arrostar o presidente em pessoa por seus desmandos, na crença de que isso representaria um suicídio eleitoral – como se, ao poupá-lo, o confronto com Dilma se tornaria menos íngreme. Isso, adensando a atmosfera de impunidade política ao seu redor, apenas animou Lula a fazer mais do mesmo, dando o exemplo para os seguidores. As invectivas contra a imprensa, por exemplo, foram a senha para o PT e os seus confederados, como a CUT, a UNE e o MST, promoverem hoje em São Paulo um “ato contra o golpismo midiático”. É como classificam, cinicamente, a divulgação dos casos de negociatas, cobrança e recebimento de propinas no núcleo central do governo.

    Sobre isso, nenhuma palavra – a não ser o termo “inventar”, usado por Lula no seu mais recente bote contra a liberdade de imprensa que, com o habitual cinismo, ele diz considerar “sagrada”. O lulismo promove a execração da mídia porque ela se recusa a tornar-se afônica e, nessa medida, talvez faça diferença nas urnas de 3 de outubro, dada a gravidade dos escândalos expostos. Sintoma da hegemonia do peleguismo nas relações entre o poder e as entidades de representação classista, o lugar escolhido para o esperado pogrom verbal da imprensa foi o Sindicato dos Jornalistas. O seu presidente, José Camargo, se faz de inocente ao dizer que apenas cedeu espaço “para um debate sobre a cobertura dos grandes veículos”.

    Mas a tal ponto avançou o rolo compressor do liberticídio que diversos setores da sociedade resolveram se unir para dizer “alto lá”. Intelectuais, juristas, profissionais liberais, artistas, empresários e líderes comunitários – todos eles figuras de projeção – lançaram ontem em São Paulo um “manifesto em defesa da democracia”, que poderá ser o embrião de um movimento da cidadania contra o desmanche da democracia brasileira comandado por um presidente da República que acha que é tudo – até a opinião pública – e que tudo pode.

    Um movimento dessa natureza não será correia de transmissão de um partido nem estará atado ao ciclo eleitoral. Trata-se de reconstruir os limites do poder presidencial, escandalosamente transgredidos nos últimos anos, e os controles sobre as ações dos agentes públicos. “É intolerável”, afirma o manifesto, “assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.”

    “É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.” O texto evoca valores políticos que, do alto de sua popularidade, Lula lança ao lixo, como se, dispensado de responder por seus atos, governasse num vácuo ético.

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  5. Essa turma segue repetindo as mesmas asneiras de sempre. Já disse Serra (o ”preparado” para perder): se Dilma vencer a atual disputa Lula não conseguirá se eleger “nem a deputado” em 2014. Mais uma vez não foi original – como não é original a corja que o segue. Lembremos do Delfim Netto dizendo em 2002 que se Lula ganhasse aquelas eleições, seria a primeira e última vez do PT. Deu no que deu! Ou, está dando no que está dando!

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  6. É Gérson, aguarde. Depois que a Dilma assumir, não me admiro nada se não acontecer o que acontece na Venezuela – o fechamento de jornais e tvs. Fica esperto, senão, ficará sem seu precioso emprego. Você confia demais e um militante escancaradamente cego. Isso não é bom.

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  7. Me responde mais uma coisa: porque o PT nunca admite que se beneficiou dos planos do governo FHC? isso, é publico e notório. Quando dá certo, todo mundo quer ser o pai da criança. Ai vem você falando de perdas bilionárias, privatização e o escambal. Faça-me o favor.

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  8. Gerson olha essa aí que saiu na net:
    “Lula” é escolhido para representar o Brasil no Oscar.
    O filme vai acabar ganhando, o cara tá com tudo mesmo! Os cães ladram e a caravana passa!

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  9. Lendo, aprendi que o Presidente Getúlio Vargas imolou-se pelas denuncias de Carlos Lacerda que dizia ser o Catete um “mar de lama”. Getúlio foi um Estadista, até o fim.

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  10. E verdade Gerson! Esses mesmos TUCANOS, falaram na epoca em que LULA, foi eleito a Presidência, é o resultado todos nos sabemos!
    TUCANOS! Acabou o tempo de vocês, agora a nova cor e vermelha, deixa de lado essa cor covarde amarelona…

    JA TEVE a chance de vocês, agora e PT com DILMA & ANA JÚLIA!!!

    PT SAUDÇÕES!!!

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