Ideia bilionária completa 5 anos nesta segunda

Há cinco anos, três jovens fundavam o que, em pouco tempo, se tornaria o site de compartilhamento de vídeos mais popular do mundo. Em 15 de fevereiro de 2005, o domínio “youtube.com” era ativado por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim – na época, funcionários da PayPal, empresa de gerenciamento de transferências online.

Embora tenha sido fundado em fevereiro, o Youtube teve seu primeiro arquivo postado somente em 23 de abril daquele ano, após meses de desenvolvimento. Os 19 segundos do vídeo reproduzem o pontapé inicial do site, nos quais Karim aparece em uma visita ao zoológico de San Diego.

Aí vem a parte boa da história. Hurley, Chen e Karim tiveram a ideia de criar o Youtube em suas horas livres no trabalho para que pudessem, simplesmente, compartilhar vídeos de suas viagens entre si. Menos de dois anos depois, em novembro de 2006, era anunciada a aquisição do site pelo Google, por US$ 1,65 bilhão em ações.

Remo anuncia acerto com o meia Otacílio

A diretoria do Remo, através de Abelardo Sampaio, anunciou na noite deste domingo a contratação do meia Otacílio, de 26 anos, que estava no Vila Nova goiano. Ele tem chegada prevista para esta segunda-feira, às 21h30. Otacílio Jales da Silva Neto teve boa passagem pelo Remo, em 2007, sob o comando de Giba. Revelado pelo Santa Cruz, jogou também no Eitrachtbraunschweig (Alemanha), São Caetano, Gama (DF) e Vila Nova. Se jogar como da primeira vez, é um importante reforço, pois atua tanto como meia quanto na proteção à defesa.

Coluna: Os senhores da história

Durante a semana pré-carnavalesca, tive a oportunidade de ver por duas vezes no canal Sportv, com o mesmo vivo interesse, o documentário sobre a Copa do Mundo de 1958, que marcou o começo da arrancada brasileira rumo à hegemonia mundial. Duas cenas impressionam nessa verdadeira aula do futebol como grande arte, num mundo no meio do caminho entre as reinações beatniks e a explosão de Beatles e Rolling Stones. 
A primeira foi o golaço de Pelé, depois de lençol sobre o zagueiro francês, nas semifinais da Copa. O lance, um dos mais bonitos da história das Copas e resultante do mais puro talento brasileiro, encantou a todos no estádio e levou os fotógrafos a entrarem no gramado para registrar a comemoração que depois seria vista como o ritual de iniciação do futuro Rei do Futebol.
Foi um instante especial, que levou a partida a ser paralisada por alguns minutos, com a arbitragem e a torcida reverenciando a jogada iluminada daquele garoto de 17 anos. Curiosamente, pela movimentação dos fotógrafos, há certa semelhança visual com a cena do milésimo gol, que ocorreria dali a apenas 11 anos.
O outro grande registro do documentário é a presença exuberante de Mané Garrincha, o anjo torto, envergando a camisa 11 da Seleção, desbravando defesas com o célebre drible para um lado só.
Além disso, as câmeras inquietas dos documentaristas suecos flagram outra virtude genial do ponta-direita que encantou o mundo: sua destreza para o cruzamento à meia-altura, com destino certo, quase um passe para os atacantes que se posicionavam para o arremate final.
É interessante revisitar a história na tela da TV e observar que dos gols marcados pelo Brasil naquele mundial pelo menos a metade veio dos cruzamentos certeiros de Garrincha, um atleta mais maduro que Pelé, mas também um desconhecido para as platéias internacionais.
O filme da Copa de 58 é generoso na exibição de estupendas performances dos franceses Fontaine, Piantoni e Kopa, do húngaro Sándor, dos alemães Uwe Seeler e Rahn, do tcheco Masopust, do russo Lev Yashin e do argentino Corbatta. Mas, acima de tudo e todos, paira a magnética presença brasileira, através de Didi, Nilton, Zito e dos dois gênios já citados. 
 
Outro aspecto a ser ressaltado : a importância de Vavá, o pernambucano apelidado justificadamente de Leão da Copa. Pouco cotado no Brasil antes da conquista mundial, o centroavante foi decisivo em quase todos os jogos. Não enfeitava, batia na bola como ela vinha, quase sempre sem errar.
Deve-se ao ímpeto de Vavá a entrada quase sempre fulminante do Brasil em todos os jogos, como se o time tivesse urgência em construir a vitória. Contra os russos, um exemplo fiel dessa estratégia: antes de um minuto, Garrincha mandou bola na trave e Pelé obrigou Yashin a fazer grande defesa. O bombardeio se completou aos 3 minutos com gol de Vavá. Sem dúvida, um senhor time de futebol, tão bom quanto o de 70. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 14)

Dois jeitos de enxergar o mesmo panetone

As duas maiores revistas semanais do país fizeram leituras diametralmente opostas da principal notícia deste começo de ano: a prisão do governador José Roberto Arruda, posto em cana por chefiar uma poderosa organização criminosa no governo do Distrito Federal. Autoproclamada guardiã da direita brasileira, Veja que está nas bancas optou pelo comedimento editorial, atitude incomum quando aborda casos dessa natureza envolvendo políticos não alinhados com o tucanato.

Deu uma capa inacreditável, destacando uma matéria gelada sobre a moda de dietas e reservou um cantinho para a chamada tímida do escândalo de Arruda. Aliás, no ano passado, a revista da Editora Abril chegou a publicar uma entrevista em seu espaço nobre para que Arruda falasse da “revolução administrativa” que estaria em marcha, com presepadas como reunir todos os secretários num só gabinete, abrindo caminho para seu possível lançamento como candidato a vice na chapa de José Serra nas eleições presidenciais deste ano. Depois disso, viriam à tona os detalhes de um acordo comercial envolvendo a distribuição de revistas do grupo Abril na rede escolar do DF. 

Época, do grupo Globo, fez jornalismo: abriu capa e mais seis páginas internas para desnudar o esquema do mensalão do DEM em Brasília, com direito a infográfico revelador de todas as peças da engrenagem de Arruda. Logo na abertura, o título “Acabou a folia de Arruda” não deixa margem a dúvidas. A revista assinala, corretamente, o aspecto histórico da prisão do governador em pleno exercício do mandato.

Apesar da velha prática de amaciar em relação às patifarias de aliados seus, como a enrolada governadora tucana Yeda Crusius (RS) ou o senador Artur Virgílio (PSDB), que se locupletou de verbas do Senado em passeio a Paris, o espantoso é que, em pleno feriadão do carnaval, quando o noticiário é rarefeito, um assunto dessa magnitude tenha sido quase ignorado por Veja, que ainda procurou comparar as falcatruas de Arruda a outros episódios da vida política brasileira, com o mal disfarçado objetivo de atenuar o peso das bandalheiras do panetone no DF.

Como costuma dizer a conservadora revista dos Civita, Veja (mais uma vez) errou – e feio.

Remo bate Independente, mas leva susto no final

Com três gols de Hélinton, o Remo derrotou o Independente Tucuruí por 4 a 3, na tarde deste sábado, no estádio Navegantão. O resultado garantiu a classificação antecipada do Remo às semifinais da Taça Cidade de Belém. O jogo foi empolgante, principalmente no segundo tempo, quando surgiram pelo menos cinco gols, depois de um primeiro tempo empatado em 1 a 1 (gols de Lima, de pênalti, e Hélinton). O equilíbrio reinante nos primeiros 45 minutos não se repetiu na primeira metade do segundo tempo, quando o Remo nos contra-ataques – através de Samir, Gian, Marciano e Hélinton – construiu a vitória dos 13 aos 26 minutos, aproveitando-se das subidas desarvoradas do Independente em busca da vitória.

O placar foi então sendo modificado à medida que o Remo explorava os buracos na zaga tucuruiense. Marciano, complementando jogada de Gian, desempatou aos 13. Hélinton, em contragolpes fulminantes, marcou aos 24 e 26. Diante da goleada parcial, Samuel Cândido mandou seu time à frente, buscando descontar. E conseguiu isso, chegando a ameaçar a vitória remista. Albertinho descontou aos 35 e Da Costa, aproveitando rebote do goleiro Adriano, assinalou o terceiro gol.

Os dois gols do Independente nos minutos finais, além de pregarem um susto no Remo, que já comemorava a goleada, expuseram novamente as deficiências defensivas do time de Sinomar. Pressionada, a retaguarda azulina permitiu que o ataque do Galo Elétrico, através de Ró e Albertinho, criasse sérias dificuldades, chegando a ter chance de estabelecer o empate. O cartão amarelo recebido pelo zagueiro Raul ainda no primeiro tempo acabou influindo na postura mais relaxada do miolo de zaga. O técnico Samuel admitiu falhas de marcação de sua equipe, mas reclamou de um lance sobre Ró, que teria sido derrubado na área, quando o placar apontava 1 a 1. Pela TV, a jogada pareceu normal. Os remistas protestaram contra o gol de Da Costa, que parecia adiantado.

A renda foi superior a R$ 40 mil, com pouco mais de 2 mil pagantes. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Pensata: O retorno do velho senhor

Por Mauro Santayana

Sob a alucinação da idade madura, que costuma ser mais assustadora do que a dos adolescentes, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está conseguindo o que sempre pretendeu, desde que deixou o governo, há oito anos: o tumulto no processo sucessório. Ele – e não mais ninguém – impediu que as bases nacionais de seu partido fossem consultadas sobre o candidato à sucessão do presidente Lula. Se pensasse mais no país e menos em sua própria vaidade, teria, como o líder que se arroga ser, presidido à construção do consenso que costuma antecipar as convenções partidárias. Haja os desmentidos que houver, ele sonhava em criar impasse entre os dois principais postulantes, a fim de ser visto como a grande solução apaziguadora. Ele continua animado por essa miragem no sáfaro horizonte de suas ambições.

Assim, estimulou o governador de São Paulo ao exercício de uma tática de desgaste contra as pretensões de Minas. Decretou a precedência de José Serra e acenou com a “chapa puro-sangue”. Acreditava que levaria Aécio Neves a renunciar a servir a Minas, ao servir ao Brasil, com novo pacto federativo para o desenvolvimento de todas as regiões do país, e a contentar-se em ser caudatário de projeto hegemônico alheio.

Na verdade, essa ilusão era instrumento de outra maior: a de que, com o afastamento do mineiro da disputa, seu próprio cacife aumentaria. Com isso, buscou inviabilizar Serra e Aécio, de tal maneira que, com o crescimento da candidatura de Dilma Rousseff – alvo de tenaz campanha desqualificadora da direita – as elites viessem a assustar-se e batessem às portas de seu escritório político, pedindo-lhe que as salvasse de uma “terrorista”.

Se esse não fosse o objetivo essencial do ex-presidente, poderíamos considerá-lo um tolo – e Fernando Henrique não é tolo. Seu comportamento poderia estar dentro da advertência de Galileu, de que muita sabedoria pode transformar-se em loucura, mas por enquanto, ele está apenas deslumbrado pela ambição. Se se prontifica a discutir com o presidente Lula, e aceitar a comparação entre os dois governos, isso só pode ocorrer na hipótese de que venha a ser ele mesmo o candidato. Do contrário, estará forçando o candidato de seu partido, seja Serra, seja Aécio, a se transformar em mero defensor de sua administração, e não postulante sério à sucessão. Ambos sabem que a comparação será desastrosa em termos eleitorais. Talvez ela pudesse realizar-se, nos meios acadêmicos, pelos economistas e sociólogos, companheiros de sua ex-excelência, e ainda assim é certo que Fernando Henrique perderá, se a discussão for séria. Entre outras coisas, o ex-presidente multiplicou as universidades pagas; Lula, ao contrário, criou novos centros universitários federais e promoveu maciça inclusão dos pobres no ensino médio e superior.

Pergunte-se ao eleitor do Crato e da periferia de São Paulo se ele estava mais feliz durante os anos de Fernando Henrique. Faça-se a mesma pergunta ao pequeno empresário que consolidou o seu negócio com a expansão do consumo, os créditos facilitados e os juros mais suportáveis que paga hoje. Até mesmo os banqueiros se sentem mais satisfeitos.

Ao promover o vazio – para o qual contribuiu o governador de São Paulo em suas íntimas incertezas – Fernando Henrique tenta, com seus artigos de campanha, identificar-se como o único capaz de preenchê-lo. Seu jogo perturba todo o processo político, tanto no plano nacional quanto nos estados. Fruto indireto desse exercício de feitiçaria macunaímica, foi a maldade que fizeram ao vice-presidente José Alencar. O ato de oportunismo estimulou a natural e justa autoestima do vice-presidente, e sua disposição de luta, para a disputa do governo de Minas. Não se tratava de real homenagem ao conhecido homem público. Se Alencar viesse a ser candidato ao Palácio da Liberdade, a verdadeira homenagem que lhe prestariam os competidores seria tratá-lo como adversário, e submetê-lo ao duro debate eleitoral. Do contrário, seria deixar explícita uma cínica comiseração, o que constituiria ofensa ao grande brasileiro.

Capa do DIÁRIO, edição de domingo, 14

Independente e Remo empatam no 1º tempo

Termina o primeiro tempo em Tucuruí: Independente 1, Remo 1. Lima, cobrando pênalti, marcou para o time da casa, aos 16 minutos. Na saída de bola, aos 17 minutos, Hélinton empatou. Equilíbrio nas ações marcou a etapa inicial, mas o Independente terminou mais agressivo, buscando o segundo gol.

Ficha técnica de Independente x Remo

INDEPENDENTE x REMO

Local: estádio Navegantão, em Tucuruí, às 16h

Times:

Independente – Dida; Lima, Roberto, Guará e Adriano; Júlio César, Euler, Marcão e Diego Silva; Rô e Jean Carlos (Da Costa). Técnico: Samuel Cândido

Remo – Adriano; Levy, Raul, Pedro Paulo e Paulinho; Danilo, Fabrício, Gian e Samir; Marciano e Héliton. Técnico: Sinomar Naves

Árbitro – Andrei da Silva e Silva; assistentes: Lúcio Ipojucan Matos e Waldeci Gonçalves.

Na Clube – Carlos Gaia (narrador); João Cunha (comentários/off-tube); Paulo Caxiado (reportagens).

Na TV – Cultura transmite a partir das 16h.