Ficha técnica de São Mateus x Remo

SÃO MATEUS (ES) x REMO

Local: estádio Conillon, em Jaguaré (ES), às 21h

São Mateus – Robson; Ronnis, Danilo, Jeferson e Pedrinho; Marcelo, Juarez, Marcelo Pelé e Clélio (Bombom); Moisés (Tijolinho) e Ítalo. Técnico: Célio Silva.

Remo – Adriano; Levy, Pedro Paulo, Raul e Paulinho; Danilo, Fabrício, Vélber (Samir) e Gian; Marciano e Héliton. Técnico: Sinomar Naves.

Árbitro – Wagner dos Santos Rosa (RJ); assistentes – Luiz Muniz de Oliveira (RJ) e Wendel de Paiva Gouveia (RJ).

Ficha técnica de Paissandu x Potiguar

PAISSANDU x POTIGUAR

Local: estádio da Curuzu, às 21h

Paissandu – Fávaro; Parral, Paulão, Leandro e Brida; Muçamba, Tácio, Sandro e Eanes (Fabrício); Didi e Enilton (Moisés). Técnico: Barbieri

Potiguar – Jader; Leandro Macaxeira, Joatan, Junior Maceió e Álvaro (Roquete); Leandro Carioca, Barata, Vaninho e Tércio; Quirino e Tiago Potiguar (Didi). Técnico: Neto Matias

Árbitro – Elivaldo Cássio Ribeiro (AP). Ingressos – R$ 20,00 (arquibancada), R$ 30,00 (cadeira lateral) e R$ 40,00 (cadeira central).

Na Rádio Clube – Cláudio Guimarães narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens: Dinho Menezes

Pescando na grande rede…

Por José Roberto Malia

SUS. A gratidão gremista é cantada em prosa e verso pelo meia Souza. Ao apresentar a conta da cirurgia no joelho esquerdo, o jogador soube que o time gaúcho pagaria apenas 50%, porque a operação foi realizada em São Paulo. O plano de saúde do clube cobre apenas o Sul. O apoio explícito do Grêmio solidificou uma convicção em Souza: jogador é como empresa – enquanto dá retorno, é o melhor do mundo; quando não dá, que vá procurar sua turma.

Bota apresenta novos jogadores

Apesar de já estarem treinando no clube há dez dias, o zagueiro Danny Morais (ex-Inter) e o volante Sandro Silva foram apresentados de maneira oficial pelo Botafogo na manhã desta quarta-feira (24), em General Severiano. Os dois já estão com a documentação regularizada e se juntam ao lateral-direito Jancarlos (ex-Cruzeiro), apresentado há duas semanas, na lista de novas opções para o técnico Joel Santana escalar na Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, e na Copa do Brasil. Sandro Silva veio do Palmeiras e teve uma passagem pelo Remo, em 2007, quando o Leão caiu para a Série C.

Tribuna do torcedor

Por Eduardo Almeida (educreedence@oi.com.br)

Não serei hipócrita e falar que não fui a favor da venda. Sim, eu fui, porém comecei a pensar na minha infância e relembrei que vi muitos ídolos no Baenão não só isso vi que aquele lugar  é como se fosse uma espécie de consultório de terapia onde todos entram e relaxam esquecendo seus problemas mesmo que momentaneamente. Fico triste em ver que o clube que aprendi a amar como um ente querido esteja acabando, não sou fanático mas sinto vontade  de chorar só em pensar que meu querido e amado CLUBE DO REMO pode estar próximo do seu fim. Como ainda vi que existe tempo para que não haja a venda, espero que não ocorra pois nunca vi alguém vender a sua casa para pagar dívidas e ir morar em um lugar melhor e com dinheiro no bolso. Não sou saudosista, pois tenho apenas 27 anos. Sou um dos milhões de torcedores que amam esse clube, Filho da Glória e do Triunfo, que com administrações de homens sérios sempre soube mostrar o que ele representa para a população do Norte – e, por que não, brasileira. Espero que a decisão tomada não afunde o meu amado e querido Clube do Remo.

Por uma torcida desorganizada

Por José Roberto Torero (da Folha SP)

Que tal formamos a Torcida Desorganizada, uma torcida que brigará com quem nos quer transformar em trouxas? Na semana passada, escrevi sobre o trouxedor, uma mistura de trouxa e torcedor. O trouxedor é o sujeito que, como eu, gosta de ir aos estádios, mas é maltratado por flanelinhas, cambistas, bilheteiros, policiais e até pela falta de banheiros e comida.

O texto teve repercussão inesperada. Aqui na Folha já escrevi umas 800 colunas, e essa foi uma das dez que mais tiveram resposta dos leitores. Muitos disseram que o mais certo era deixar os estádios, como protesto. Outros escreveram que é possível ir aos jogos e, ao mesmo tempo, lutar para não ser um trouxedor. Como prefiro a batalha à retirada estratégica, estes últimos acabaram me convencendo. E com bons argumentos.

Quanto aos flanelinhas, há a sugestão de deixar o carro um pouco mais longe e andar. O Pacaembu, por exemplo, possui um shopping próximo e vários estacionamentos na avenida Paulista, numa distância perfeitamente percorrível em meia hora de caminhada tranquila.

Em relação aos cambistas, a ideia é matá-los de inanição. Ou seja, jamais comprar um ingresso deles. Há que controlar o nosso vício. Se não deu para adquirir o ingresso antes, e se no dia da partida não há como comprar na bilheteria, paciência… O jeito é não ver o jogo. Comprar de cambista, jamais! Quem faz isso quer bancar o esperto, quer pular na frente da fila pagando uma propina.

Contra os bilheteiros desonestos, o jeito é botar a boca no trombone. Desde já ofereço meu blog (http://blogdotorero.blog.uol.com.br/) como espaço de reclamação e conversa. Ali, nós podemos compartilhar problemas e soluções, e até decidir fazer algumas ações. De minha parte, posso usar este meu emprego de jornalista para entrevistar administradores, vereadores, cobrar informações etc…

Na verdade, acho que nós, os trouxedores, devemos formar a nossa Torcida Desorganizada, uma torcida que não brigará com outras, mas com aqueles que nos querem transformar em trouxas. Uma torcida que abrigará torcedores de todos os times. Nossa proposta é apenas ver nosso joguinho em paz no estádio. É pouco e é muito.

Nossa Torcida Desorganizada não terá sede, reuniões chatas ou mensalidade. Mas pode ter um bom site. Podemos não conseguir mudar o mundo, mas talvez consigamos um banheiro decente para mulheres, demitir algum bilheteiro corrupto ou até, quem sabe, um espaço para assistir aos jogos ao lado do nosso amigo do outro time. Eu sei que é pouco, que é quase nada. Mas conquistar alguma coisa já seria como um time pequeno vencer uma equipe poderosa.

Trouxedores do mundo, uni-vos. Ou melhor, unamo-nos.

Coluna: Um clube em frangalhos

Do sombrio diagnóstico contido em 17 páginas, do relatório da comissão criada para analisar a proposta de compra do Baenão pelas construtoras Agra e Leal Moreira, emerge uma fotografia hiper realista do completo abandono administrativo em que se vê enredado o Remo, tanto como clube popular quanto como histórica instituição pública paraense.
Não há nem sombra do poder político e mobilização de outrora, quando seus dirigentes tinham condições de encaminhar, em qualquer nível, negociações de interesse da agremiação. A leitura do relato da reunião na Justiça do Trabalho, no dia 11 de fevereiro, expõe toda a fragilidade do clube, despido de qualquer margem de manobra ou força de argumentação.
Os integrantes da comissão foram até a Corte trabalhista “rogar a concessão, ainda que fosse essa a última chance, de um novo crédito de confiança ao Clube do Remo”, em face da existência de um acerto já alinhavado para vender o principal bem da centenária agremiação. Nas circunstâncias, não houve condição de invocar sequer a secular história do clube, um dos mais antigos do país. Restou implorar clemência.
Depois do encontro, a comissão reconheceu “que não haveria mais nenhuma condescendência por parte da Justiça Trabalhista” na análise de alternativas que não representassem a quitação imediata do débito. Recomendou, então, a pronta aceitação pelo Conselho Deliberativo da única proposta existente de aquisição do estádio, como viria a ser sacramentado anteontem. É, por assim dizer, como se as construtoras Agra e Leal Moreira estivessem prestando um generoso favor ao Remo para ficar com o Baenão, pintado em tintas aterrorizantes no relatório.
Folhear o parecer da comissão permite descobertas espantosas até para o caótico padrão local de administrar futebol. De cara, uma dura constatação: não foi feita uma avaliação pecuniária da área do Evandro Almeida. A comissão não conseguiu quantificar seu valor real e conformou-se com o estabelecido pela Justiça do Trabalho – R$ 35 milhões. Donde se conclui que nem o Remo sabe quanto cobrar por seu imóvel mais importante.
 
 
Fica-se sabendo, também, que o endividamento não se restringe aos R$ 8.193.629,18 junto ao TRT. Existe uma quase inacreditável conta que extrapola a casa dos R$ 23 milhões, englobando desde pendências trabalhistas até débitos com a Justiça Federal, Justiça comum, funcionários, fornecedores, INSS, FGTS, Fazenda Nacional – sem falar nas dívidas reconhecidas com ex-cartolas.
Diante do descalabro contábil, cujo rastro é inteiramente confuso, resta questionar o que deliberavam os conselheiros durante todos esses anos, cegos diante de tamanha lambança financeira? E por que decidiram emergir da letargia de sempre para o súbito desembaraço em negociar o estádio?
Perguntas óbvias que talvez se repitam daqui a algum tempo quando Amaro Klautau ou outro cartola cismar de vender o que resta, sendo a sede social o alvo preferencial das incorporadoras. Não há nada, nem mesmo constrangimento, a impedir a compulsão pelo caminho mais fácil da venda. A porteira foi aberta. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 24)

Mais especulações sobre a futura Arena do Leão

Pessoas ligadas à comissão que analisou a proposta de compra do Baenão pelas construtoras Agra e Leal Moreira repassaram imagens dos possíveis locais da futura Arena do Leão, que é parte do acerto financeiro a ser firmado entre o Remo e os compradores. Por ora, é mera especulação, pois só a diretoria do clube poderá confirmar o local, depois de informar ao Conselho Deliberativo. Nas comunidades do Remo no Orkut já estão sendo expostas as imagens dos dois terrenos mais cogitados: no alto, a área do Tapanã, onde funcionou o Teleclube; abaixo, um terreno que pertenceria à empresa Leal Moreira, localizado às proximidades da avenida Independência.