Charles Gavin sai e banda Titãs vira um quarteto

O baterista Charles Gavin, 49, decidiu se afastar da banda Titãs. Um comunicado da assessoria de imprensa do grupo anunciou a saída, por “motivos pessoais”. “Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto prosseguem com os trabalhos e compromissos do grupo”, informa o comunicado. Mario Fabre passa a acompanhar a banda como baterista.

A banda surgiu nos início dos anos 80, em São Paulo. Da formação que a consagrou, restam agora apenas quatro integrantes. Arnaldo Antunes saiu em 1992 e Nando Reis, em 2001. No mesmo ano, o guitarrista Marcelo Frommer morreu de forma trágica, ao ser atropelado em uma avenida de São Paulo.

Gavin entrou no grupo no final de 1984, para substituir André Jung. Gavin na época ensaiava com o RPM, que se preparava para lançar “Revoluções por Minuto”. A entrada de Gavin na banda se tornou folclórica no rock nacional, que naquele momento vivia um período de agitação.

Nos últimos anos, o baterista ganhou destaque pelo trabalho de “garimpo” nos acervos da indústria fonográfica nacional. Ele conseguiu relançar em CD inúmeros discos de vinil fora de catálogo e que estavam praticamente esquecidos. (Do Folhaonline)

Arruda vai passar a folia no xaxado

O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta sexta-feira habeas corpus ao governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), preso após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), segundo informou a TV Globo. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada pelo Supremo e só deve sair às 16h. A decisão é liminar, o mérito ainda precisa ser analisado pelo plenário do STF. Como só há sessão marcada para quarta-feira, Arruda permanece preso até lá –a não ser que sua defesa tente um novo recurso ao Supremo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que não ficou chocado com a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). “Não fiquei chocado, fico chocado quando vejo as denúncias de corrupção, quando aparece o filme de Arruda recebendo dinheiro”, disse Lula durante entrevistas a rádios de Goiás.

Eu sabia que o metalúrgico não estava com peninha do assaltante do panetone…

Coluna: Fabrício e a nova chance

Existem duas modalidades de bad boys no futebol, os vitoriosos e os fracassados. Sobre os perdedores nem é preciso entrar em detalhes, pois as histórias são bem conhecidas. Por outro lado, quanto aos razoavelmente bem-sucedidos, a quantidade não chega a ser significativa.

Dá para enumerar rapidamente alguns poucos que alcançaram expressivo destaque, capaz de superar até a má fama. Heleno de Freitas, Paulo César Caju, Maradona, Gascoigne, Cantona, Marinho Chagas, Edmundo, Romário… e ficamos por aí.

Recentemente, o paraense Jobson, 22 anos, caiu nos exames de antidoping depois de marcante aparição com a camisa do Botafogo no Brasileiro 2009. Flagrado, confessou o uso de drogas e viu desmoronar um polpudo contrato com o Cruzeiro e a expectativa de expandir os horizontes profissionais.

Suspenso por dois anos, não se tem notícia do que Jóbson faz para enfrentar a dependência, lado mais preocupante do mergulho nas sombras provocado pela punição. O Botafogo abriu-lhe as portas para treinar e conviver com o grupo de jogadores, mas talvez seja necessário um acompanhamento mais específico.

Não cabe aqui estabelecer juízo de valor sobre as circunstâncias que direcionam um atleta para caminhos tortuosos. Resta aos de fora observar a repetição sistemática de histórias de fracassos envolvendo jovens boleiros, cujas carreiras são abreviadas pela ausência de estudo, orientação profissional ou mesmo de boas e verdadeiras amizades.

Fabrício, garoto bom de bola descoberto em amistoso mambembe do Paissandu pelo interior paraoara, em 2008, cumpriu rápida trajetória entre o anonimato e a súbita fama, só possível mesmo no universo imediatista e movediço do futebol.

Nem bem mostrou atributos para ser titular do time na Série C, virou esperança de redenção financeira para o clube. Vendido por cifra até hoje imprecisa (R$ 400 mil ou R$ 2,5 milhões?), Fabrício pulou do coração da Amazônia para um ponto qualquer da velha Europa, sem tempo para adaptação a hábitos e cultura.

Como era previsível, não se encontrou no novo endereço. Voltou, clandestino, para os braços de seu povo no interior paraense. Chegou a circular a história de que teria fugido da Turquia, rompendo contrato com o clube local.

Eis que, dois anos depois de sua aparição em Belém, o Paissandu consegue repatriá-lo para que ajude a transformar o caótico meio-campo atual num compartimento razoavelmente criativo e eficiente. Fabrício tem credenciais para isso. Sabe passar, driblar, chutar e fazer gol. Como é jovem, deve encarar a nova chance como o efetivo começo da carreira. Há tempo ainda. E esta é, felizmente, uma das grandes vantagens da juventude. A oportunidade, aparentemente inesgotável, de reiniciar e apagar antigos erros.

Toda sorte (e juízo) ao bom Fabrício. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 12)

Sport vai à luta pelo título nacional de 1987

Eduardo Carvalho, vice-presidente jurídico do Sport (PE), avisou que o clube entrará com uma ação cautelar contra a Rede Globo. A razão alegada é a aclamação do Flamengo como hexacampeão brasileiro, sendo que o clube pernambucano é reconhecido pela CBF como vencedor da edição de 1987. A promessa havia sido feita por Silvio Guimarães, presidente do clube, que avisou que o Sport tomaria essa providência caso o título fosse para o Flamengo. “Ingressamos com ação cautelar para que a Globo fosse obrigada a apresentar todo o material dos programas jornalísticos do período em que houve a definição do Brasileiro de 2009. Se chegarmos à conclusão de que houve um prejuízo, o Sport deverá entrar com uma ação, essa sim indenizatória”, disse Eduardo, em entrevista à Rádio CBN.