Remo festeja 105 anos com missa na Basílica

Será celebrada, nesta sexta-feira (5), às 18h, na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, uma missa em ação de graças pelos 105 anos de fundação do Clube do Remo. A diretoria convida os torcedores a participarem desse momento festivo, preferencialmente vestindo a camisa do clube. Ainda em comemoração ao aniversário, acontecerá, na sede, às 19h30, reunião especial do Conselho Deliberativo.

Bolão do Re-Pa continua valendo. Vamos apostar

Galera, não vamos esquecer o bolão de palpites para o Re-Pa. Como, aparentemente, o jogo está confirmado, vamos acionar a bola de cristal e apostar com fé. Lembrando que, em caso de empate nos acertos, leva a melhor quem postou primeiro seu palpite aqui no blog. Dois prêmios serão atribuídos ao acertador.

Azulão bem cotado no concurso Gata do Paulistão

Para os internautas que realmente gostam do esporte, uma notícia mais amena. Uma das concorrentes no concurso “Gata do Paulistão 2010”, que vai eleger a torcedora-símbolo mais bonita entre os clubes que participam da competição estadual, a modelo Jenifer Ferracini, de 22 anos, decidiu divulgar na internet um ensaio com fotos sensuais para provar por que merece ficar com o prêmio de R$ 10 mil destinado à vencedora.

A estratégia, até agora, vem dando certo: a desinibida Jenifer pulou da décima para a sétima colocação na classificação geral das “musas”, com 5,04% dos votos. Até o fim da tarde desta quinta-feira, a líder era Renata Duarte, torcedora da Ponte Preta, com 11,81% das indicações, seguida por Myriã Lívia, do Santos (11,68%), Fernanda Passos, do Corinthians (10,67%), Anne Tombonato, do São Paulo (7,81%), Priscila Mônaco, do Palmeiras (6,52%) e Daniela Alves, do Paulista de Jundiaí (6,05%). O site do concurso “Gata do Paulistão”, onde o público pode votar em sua preferida, é http://www.gatadopaulistao.fpf.org.br 

Não se pode negar que o S. Caetano está bem representado na competição. A moça, sem dúvida, bate um bolão. (Com informações da ESPN)

Curuzu vetada para jogos do Parazinho

Depois do interdito do Mangueirão, a Curuzu também foi vetada para jogos do Campeonato Paraense. No final da manhã desta quinta-feira, a Comissão de Vistoria interditou o estádio do Paissandu por não cumprimento dos compromissos firmados com prazo estabelecido na liberação dada anteriormente pela comissão. Por enquanto, somente o Baenão, entre os estádios da capital, está apto para jogos do Parazinho 2010. Com isso, o jogo Ananindeua x Independente, que seria realizado sábado, 6, pela manhã, na Curuzu, foi transferido para a manhã de domingo, 7, no Evandro Almeida. Já o confronto entre Paissandu x Cametá, previsto para o dia 20 deste mês, poderá ser disputado em Tucuruí.

Recurso da PGE garante Re-Pa no Mangueirão

A juíza Sandra Maria de Aragão Klautau, titular da 2ª Vara Cível da Comarca da capital, autorizou nesta quinta-feira (4) a realização do jogo entre Remo e Paissandu na data prevista inicialmente, 7 de fevereiro (domingo), com a lotação do estádio olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, reduzida de 42 mil para 35 mil pagantes.
A decisão da juíza foi motivada por ação proposta pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que pediu a anulação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre Ministério Público do Estado e Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). O pedido de nulidade do acordo, que será julgado posteriormente, está baseado no fato de que não houve intervenção da PGE, que é o representante jurídico legal do ente público.
Na ação, a Procuradoria também juntou documentos dos órgãos de segurança competentes, demonstrando que não há risco excepcional ao torcedor que justifique a interdição do estádio.
“O Mangueirão é um estádio seguro. As obras que estão sendo realizadas não são estruturais, mas readequações, o que não impede a realização de jogos”, afirmou pela manhã o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Jorge Panzera, rebatendo as críticas feitas por deputados de oposição na Assembleia Legislativa, durante a sessão desta quinta-feira.
O governo, segundo a oposição, não teria cumprido a determinação do Ministério Público Estadual para a realização de obras mais abrangentes no estádio. Panzera afirmou que o Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado com o MP durante a gestão da secretária Lúcia Penedo, em 2007, “quando o Pará vivia a expectativa de ser uma das sedes da Copa do Mundo. Como não fomos selecionados, não precisaríamos de obras para o estádio com o padrão exigido pela Fifa (Federação Internacional de Futebol). Então, optamos por obras de readequação, até em função do respeito ao dinheiro público”, reiterou o secretário.

O clássico Re-Pa, válido pela 4ª rodada do primeiro turno, está marcado para  16h30 do próximo domingo. Na preliminar, haverá a decisão do Campeonato Paraense Sub-20, também entre as equipes de Paissandu e Remo.

A assessoria do Ministério Público, em contato com a redação do DIÁRIO, informou agora há pouco que a dra. Helena Muniz vai recorrer da decisão que autorizou o jogo. Muniz argumenta que o Mangueirão não pode sediar jogos enquanto não forem cumpridos os itens previstos no Termo de Ajuste de Conduta. (Com informações da Rádio Clube, Agência Pará e caderno Bola)

Tribuna do torcedor

Por João Lopes Jr. (englopesjr@gmail.com)

Pessoalmente, duvido que haja interesse dos dirigentes de Remo e Paissandu em respeitar os direitos do torcedor e ainda a cada um dos artigos estabelecidos em muitas leis, federais e estaduais, e não apenas aqueles do estatuto do torcedor, como também os trabalhistas e outros… Antigamente, havia a padaria da esquina e o velho padeiro português, o mesmo do trato grosseiro, das unhas sujas, das contas em papel de enrolar pão e balança bem abaixo do ventilador. Este é o exemplo mais próximo do usual atendimento ao cliente que se vê nos estádios. Pague para entrar e para sair que Deus te proteja. O prosaico pensamento ainda predominante no futebol do Pará do negócio de lucros máximos e nenhum respeito ao cliente ou já é um fóssil, ou é um resquício já atrofiado de como proceder junto ao cliente, um fato marcado pela competitividade oriunda da evolução das disputas de mercado naturais do capitalismo. Portanto, ou os dirigentes do futebol paraense não sabem ganhar dinheiro, ou sabem disso e só não têm mesmo vontade de mover uma palha para modificar esta lamentável situação  e colocando a culpa nos outros. Os outros, é bom que se diga, somos eu e você, os torcedores, os cidadãos. O estado, os urubus do ver-o-peso e as mangueiras do bosque também são culpados da crise do futebol caboco – assim mesmo, sem “L”. Só eles, os cartolas, é que teriam razão. Teremos que nos adaptar à filosofia deles se não quisermos ver o futebol do Pará definhar. Isto é certo? O que ocorre é que cartolas acabam por fazer por onde perder dinheiro e credibilidade. E pior, eles estão perdendo é o futebol paraense. Torcedores azulinos e bicolores já formam uma só torcida, a da sobrevivência do futebol paraense face ao mais completo despreparo dos cartolas, pra ficar no mínimo. O Ministério Público tem razão. A Vigilância Sanitária também, como os Bombeiros e a Polícia… E, ia esquecendo, este sempre tem razão, o cliente!

Todas as homenagens à Enciclopédia

Nunca é tarde para reverenciar uma lenda. Um dos maiores ídolos da história do Botafogo e da Seleção Brasileira, o ex-jogador Nilton Santos recebeu mais uma homenagem nesta quinta-feira, na loja oficial do clube, em General Severiano. Em parceria da marca Estilo Carioca com o Alvinegro foi lançada uma segunda camisa comemorativa a “Enciclopédia do Futebol”.

O evento foi marcado pela emoção de centenas de torcedores e admiradores, que reverenciaram o ex-atleta. O técnico Joel Santana fez questão de ir ao evento para abraçar um dos maiores jogadores do futebol mundial. “Estas homenagens são emocionantes, pois o Brasil não tem o hábito de homenagear em vida. É importante resgatar a história dos nossos ídolos”, destacou o treinador alvinegro.
Vale ressaltar que 20% de cada camisa vendida, que custa R$ 99,90, será revertida ao jogador para ajudar no seu tratamento de saúde. Nilton sofre do Mal de Alzheimer e atualmente vive em uma clínica para idosos. Para adquirir a camisa, o torcedor do Botafogo, admirador do ex-jogador ou colecionador deve entrar no site oficial do clube ou ir diretamente a lojas esportivas no Rio de Janeiro. Posteriormente, o produto também estará à disposição em outras cidades do país.  

Já encomendei a minha camisa. O grande Nilton, o maior de todos os botafoguenses, merece toda e qualquer homenagem, em vida. (Com informações da ESPN)

Uma resenha sobre “Guerra ao Terror”

Por Maurício Stycer

Toda guerra é estúpida, mas “Guerra ao Terror” começa com uma epígrafe que diz algo diferente: “War is a drug”, ou seja, guerra é uma droga, um entorpecente, algo que dá prazer, vicia e pode, eventualmente, matar. A frase é de Chris Hedges, jornalista americano, correspondente de guerra, com experiência de coberturas em mais de 50 países. A observação de Hedges não diz respeito especificamente à guerra do Iraque, mas ajusta-se com perfeição ao personagem principal de “Guerra ao Terror”, o sargento William James (Jeremy Renner), que integra uma unidade do Exercito americano em Bagdá especializada em desarmar bombas.

James aparece na segunda cena do filme. Ele chega para substituir o sargento Matt Thompson (Guy Pierce), que vai pelos ares na abertura da história. Faltam 38 dias para terminar a missão desse grupo, formado também por outros dois militares, o sargento J.P. Sanborn (Anthony Mackie), chefe do trio, e o soldado Owen Eldridge (Brian Geraghty), que dá cobertura aos dois.

Vamos acompanhar, ao longo de 131 minutos, a saga deste trio em Bagdá. Eles são os invasores, cercados de inimigos, em missão supostamente “pacificadora”. Naturalmente, não questionam muito o sentido do que estão fazendo – são militares, com uma missão a cumprir. Mas parece claro, pela forma como a diretora Kathryn Bigelow descreve os percalços do seu esquadrão antibombas, que nada disso faz sentido.

Bigelow está recebendo merecida aclamação pelo filme realizou. Com baixo orçamento, estimado em US$ 11 milhões, optou por uma produção quase sem efeitos especiais, narrada em baixa velocidade, quase no ritmo da respiração dos soldados. Numa das cenas mais impressionantes – e plasticamente belas – do filme, que conta com participação especial de Raph Fiennes, o trio enfrenta uma emboscada no deserto. Sem visualizar direito os guerrilheiros, os americanos só os enxergam pela mira dos fuzis. Cada tiro demora alguns segundos para chegar ao alvo – e somos convidados a acompanhar este interminável tiroteio na sua velocidade real. Da agonia inicial passamos a um estado de contemplação e, com o tempo, de curiosidade voyeurística – a guerra vicia…

Trata-se, é fato, de uma visão americana da guerra, que ignora, de maneira geral, os danos e misérias causados ao povo iraquiano. Mas “Guerra ao Terror” está longe de ser condescendente com a posição americana. A coragem do esquadrão antibombas, especialmente a do especialista em desarmá-las, é admirável, como deixa transparecer Bigelow, mas concordar com essa visão não significa necessariamente endossar a guerra.

“Guerra ao Terror” chega aos cinemas no Brasil precedido por grande aclamação em festivais e associações de críticos, roteiristas e diretores nos Estados Unidos e na Inglaterra. A indicação ao Oscar em oito categorias (filme, direção, roteiro, fotografia, ator, montagem, som etc), junto com o gigantesco “Avatar”, sinaliza que Bigelow conseguiu colocar realmente o dedo na ferida.