Re-Pa pode ser mantido para domingo

Uma reviravolta pode ocorrer nas próximas horas e garantir a realização do Re-Pa neste domingo. A repercussão negativa do adiamento obrigou a realização de uma reunião extraordinária do Ministério Público Estadual, nesta quarta-feira, para definir de uma vez por todas a situação do estádio Mangueirão. A Seel alega que, nas condições atuais, o jogo pode se realizar, mesmo faltando cumprir completamente o Termo de Ajuste de Conduta. Na verdade, o que se especula é que a própria governadora Ana Júlia teria sido acionada e teria feito gestões para que o MPE reveja a posição inicial.

Amazonas se apossa do conceito de Amazônia

O governo do Amazonas realmente não brinca em serviço. Por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), está em plena campanha para tornar a Floresta Amazônica uma das novas sete maravilhas da natureza. O concurso é promovido pela fundação suíça New 7 Wonders, que em 2007 organizou a seleção das novas sete maravilhas do mundo, no qual o Cristo Redentor foi um dos eleitos.
A Amazônia e as cataratas do Iguaçu representam o Brasil na disputa, que reúne outras 28 opções de votação, como: Kilimanjaro, na Tanzânia; Grand Canyon, nos Estados Unidos; Ilha de Galápagos, no Oceano Pacífico; Maldívias, no Oceano Índico, entre outras. O órgão que está à frente da campanha no Brasil é a Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macroregião Norte (Adetur Amazônia). O anúncio das sete grandes vencedoras será em 2011.
O lado curioso da história é que o Amazonas resolveu se apossar de vez da Amazônia como região brasileira e símbolo máximo da biodiversidade. Aproveitando-se da semelhança das palavras, vende a ideia de que as duas são uma coisa só e estão levando todas graças a esse expediente. A escolha para subsede da Copa 2014 envolveu essa esperteza.

Tribuna do torcedor

Por Ricardo Von Grapp (ricovongrapp@hotmail.com)

Parece que o campeonato paraense não está sendo levado a sério, tem muita gente incompetente à frente das ações que movem esse Parazão(zinho). Não vou me precipitar em mencionar a questão que envolve o Re-Pa. Acho que tem maracutaia por aí, os bastidores estão agindo de alguma forma, vamos ficar de olho nisso. O presidente da FPF está mostrando para todo mundo ver que ele não tem a mínima competência para continuar no cargo. Se o Mangueirão não tinha condições de ter jogos, por que então esse campeonato começou? O Parque do Bacurau, Zinho Oliveira, Baenão, Curuzu e o Navegantão de Tucuruí também estão em situação precária, funcionando provisoriamente. Será que o Mangueirão está tão ruim a ponto de não poder ter um jogo da importância do clássico maior do Norte? Caro Gerson, isso é o fim da picada, nós estamos precisando sacar esses caras que não aprenderam com o tempo a administrar alguma coisa, ainda mais um campeonato de futebol profissional. Estou completamente sem motivação para voltar aos estádios de futebol. Já acompanhei os jogos do meu querido Clube do Remo ao vivo e a cores no estádio, mas agora não dá mais vontade. Precisamos mexer com tudo isso, não podemos ficar só olhando o bonde passar e ficar de braços cruzados. Vamos agir.

MPE veta Re-Pa no Mangueirão

O Re-Pa de domingo está temporariamente suspenso. Representantes do Ministério Público Estadual decidiram, em reunião realizada nesta terça-feira, vetar a realização da partida envolvendo as equipes de Paissandu e Remo, marcada para o estádio Edgar Proença. O jogo entre as duas equipes é o de número 12 do concurso 399 da loteca do Brasil e está marcado para o próximo domingo (7), válido pela quarta rodada do turno do Parazão. Segundo o Ministério Público, o veto ao estádio foi em virtude do não cumprimento do TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Segundo informações do MPE, o Mangueirão ainda precisará passar por uma série de adequações nos mais variados setores, justificando o cancelamento da partida. A data agendada para realização do clássico passa a ser 7 de março.

No 96º aniversário do Papão, cartola critica torcida

No dia em que o Paissandu completa 96 anos de fundação, o presidente Luiz Omar Pinheiro lamenta (ao caderno Bola) o fraco público que tem comparecido aos jogos do time. O cartola, que chegou a apresentar os números do que tem sobrado das rendas das partidas, pede como presente ao clube que a Fiel Bicolor volte a frequentar em massa os estádios, para ajudar a manter o pagamento do grupo. O cartola diz estar cumprindo o que prometera aos bicolores, montar um time bom (sic). “Eu estou decepcionado. Não se pode fazer futebol com esses números aqui. Fica complicado manter a folha (de pagamento) desse jeito”, declara LOP, pedindo que a torcida “também faça a sua parte”.

Antes de baixar o sarrafo no torcedor, o dirigente deveria prestar atenção em antigas regras do futebol mais popular do país. Transmissão direta de TV para a mesma praça dos jogos é convite a deixar o torcedor em casa. Sempre foi assim e hoje é mais ainda, levando em conta os problemas de segurança pública e as dificuldades de transporte. Na hora de firmar o vantajoso contrato de cinco anos com o governo do Estado, esqueceu de observar esse detalhe significativo. Neste momento de decepção com as rendas deveria lembrar daquele antigo ditado: não se faz omelete sem quebrar ovos.

Pulada de cerca pode custar caro a capitão inglês

Os tablóides ingleses estão vibrando com a história. A francesa Vanessa Perroncel, suposta amante do zagueiro John Terry, planeja vender sua história com o atual capitão da seleção inglesa a um jornal do país por aproximadamente 250 mil libras (mais de 741 mil reais ). Mãe do filho do lateral-esquerdo Wayne Bridge, companheiro de seleção e amigo de Terry, ela negocia a exclusividade dos detalhes da relação com o zagueiro do Chelsea com pelo menos seis publicações. Segundo o empresário de Perroncel, Max Clifford, a oferta mais lucrativa veio apenas 48 horas depois de os detalhes do caso virem à tona, na última sexta.

A situação de Terry, casado e com duas filhas, pode levá-lo a perder a braçadeira de capitão na Inglaterra. A federação de futebol local (FA, em inglês) divulgou nota afirmando que a decisão será do técnico italiano Fabio Capello. Preocupado com o efeito das revelações sobre seus seus contratos com firmas como Samsung, Umbro e Nationwide, que levam seu rendimento anual para mais de 11 milhões de euros, o beque tentou na Justiça impedir a publicação do livro, mas não obteve sucesso.

A aventura do capitão inglês com a namorada de seu companheiro de seleção foi manchete em todos os jornais este fim de semana. Terry, de 29 anos, tem fama de mulherengo e, segundo alguns jornais, traiu várias vezes sua atual esposa, Toni Poole, antes do casamento, em 2007. Ironicamente, ano passado ele ganhou o prêmio de “Pai do Ano”.

Já o vice-ministro de Esportes, Gerry Sutcliffe, disse que o caso de Terry com Perroncel “questiona o papel” do jogador como capitão, cargo de “mais responsabilidade”. Companheiros de Bridge no Manchester City manifestaram apoio ao jogador ao mostrarem camisas com a frase “Team Bridge” (“Time Bridge”, em português) por baixo do uniforme.

Segundo o The Sun, Terry e Vanessa ficaram juntos durante quatro meses, em encontros que geralmente ocorriam duas vezes por semana. O escândalo foi revelado na sexta-feira pela imprensa britânica, que especula até a possibilidade de Vanessa Perroncel ter feito um aborto. Quando soube do ocorrido, a esposa do jogador, Toni Poole, pegou as filhas que tem com Terry e viajou para Dubai. Agora, ela estuda pedir o divórcio, que certamente lhe renderá muito dinheiro. (Com informações da ESPN, Gazeta e Portal Terra)

Coluna: Entre a cruz e a espada

Uma dívida estimada em mais de R$ 8 milhões junto à Justiça do Trabalho está prestes a subtrair do Remo seu principal patrimônio, o estádio Evandro Almeida. Segundo fontes do TRT, o Baenão deve ir a leilão para pagar o débito junto a ex-empregados do clube. A outra hipótese é igualmente danosa aos interesses do clube, embora defendida ardorosamente pela atual diretoria: a venda pura e simples, a toque de caixa, sob autorização da Justiça, para que o Remo tenha condições de auferir algum lucro.

Curiosamente, o desfecho sombrio que se desenha para o velho estádio começou a ser traçado a partir do anunciado interesse em vendê-lo, tornado público pela diretoria do clube logo após sua posse. A coisa acelerou mais depois da apresentação da proposta oficial de compra, pela construtora Agra, representada pela empresa paraense Leal Moreira.

O exemplo recente do leilão da sede campestre de Benfica, que resultou em magros ganhos para o clube, atiça a propaganda pró-venda do estádio repetida como mantra pelo presidente Amaro Klautau e seus auxiliares diretos. Claro está que, a essa altura, a intenção de se desfazer da propriedade – incrustada em área nobre da cidade, além dos óbvios valores afetivos – atende muito mais a interesses particulares do que da própria agremiação.

Por esse aspecto, a informação sobre a ameaça judicial que se abate sobre o estádio não poderia vir em melhor hora para os que advogam o negócio. Virou questão impositiva: leilão ou transação, vender ou perder. Claro que os conselheiros, majoritariamente contrários ao negócio, ficarão mais propensos a concordar com a venda, diante da alternativa do leilão.      

 Diante do triste quadro, fico a conjeturar algumas coisas. Não se tem notícia, na história moderna, de um clube popular no Brasil que tenha sido privado da posse de seu estádio para pagar compromissos trabalhistas. A dívida do Flamengo ronda os R$ 350 milhões, a do Vasco é de R$ 280 milhões, Botafogo e Flu estão argolados, Corinthians e Palmeiras também, Cruzeiro e Atlético, idem. Devem a deus e todo mundo. Dívidas que jamais serão honradas. Nem por isso são obrigados a conviver com essa espada torturante sobre suas cabeças.

Será que os tribunais no Pará são mais diligentes na proteção (e respeito) às leis? Ou são nossos clubes politicamente incapazes de mostrar a todos o peso de sua importância social? Seriam tão frágeis que não conseguem mobilizar políticos e autoridades em defesa de suas causas? Tão desorganizados que não convocam seus torcedores para cerrar fileiras em defesa de seus bens? Desconheço a resposta, mas sei que algo de muito esquisito acontece na condução dos grandes clubes paraenses. Sei, também, que vender estádio e leiloar sede é o atalho mais curto para a extinção de um clube.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 02)