Kaká é o 5° jogador mais bem pago do mundo

O site português “Futebol Finance” divulgou que o meia-atacante Kaká, do Real Madrid, é quinto jogador mais bem pago do mundo. O atleta, que trocou o Milan pelo clube espanhol no começo desta temporada, recebe 10 milhões de euros (cerca de R$ 25 milhões) por ano, conforme mostra o levantamento. O maior salário é o do meia-atacante português Cristiano Ronaldo com 13 milhões de euros cerca de R$ 33 milhões) por ano. 

O segundo atleta mais bem pago é o sueco Zlatan Ibrahimovic (foto) à frente curiosamente do seu companheiro de time Lionel Messi, que é o principal nome do Barcelona. Ibrahimovic recebe anualmente 12 milhões de euros ( aproximadamente R$ 30,5 milhões) e Messi ganha 10,5 milhões de euros (cerca de R$ 26,5 milhões). O atacante Samuel Eto´o, da Inter de Milão, recebe a mesma quantia de Messi e é o outro jogador que aparece à frente de Kaká na lista divulgada nesta segunda-feira. Já Ronaldinho, do Milan, está na 13ª posição, com salário de 7,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 19 milhões) por ano. (Do Folhaonline)

Coluna: Sete gols e muitos erros

Um jogo de sete gols é sempre interessante de ver. Apesar do campo ruim, Independente e Remo se enfrentaram em pé de igualdade, sábado, em Tucuruí, e conseguiram balançar as redes sempre que as chances apareceram. O equilíbrio imperou desde os primeiros movimentos e só foi quebrado (por alguns minutos) no segundo tempo, quando o Remo esboçou uma goleada que terminou não acontecendo.
O resultado final apertado foi um bom retrato do campeonato. Os emergentes vêm criando grandes dificuldades para a dupla Re-Pa – com exceção daquela goleada remista (6 a 0) sobre o Ananindeua na primeira rodada. Longe de ser uma boa notícia, a disputa acirrada denuncia nivelamento por baixo, com equipes igualadas pela pouca inspiração, falhas grosseiras e nenhuma ousadia tática.
A rigor, além do Remo, que conseguiu disparar na liderança da primeira fase e parece apenas mais determinado que os demais, a competição não teve nenhum outro destaque até aqui. Como é cedo ainda, resta aguardar que as coisas melhorem com a chegada dos reforços do Águia, o renascimento do São Raimundo e a esperada evolução do Paissandu. 
Em Tucuruí, o jogo ganhou em disposição no segundo tempo, quando os dois times partiram em busca da vitória. Mais açodado, empurrado pela torcida, o Independente exagerou na dose e sofreu três gols em 13 minutos, dois deles em contra-ataques fulminantes conduzidos e finalizados por Héliton, melhor figura em campo.
A inesperada (para o próprio Remo) goleada mudou por completo as expectativas em campo. Diante do prejuízo, o Independente foi à frente para descontar de qualquer jeito e o time de Sinomar caiu na velha armadilha do relaxamento, passando a tocar bola como se a fatura estivesse liquidada. Não estava. Pressionada, em pouco mais de cinco minutos a defesa permitiu dois gols bobos e esteve a pique de ceder o empate.
Apesar do susto final e dos problemas na zaga, completamente zonza na partida, o Remo reafirmou a boa produção ofensiva e contabilizou a passagem antecipada às semifinais.
 
 
Samuel Cândido reclamou de um pênalti sobre Ró e da complacência da arbitragem com o azulino Raul. A primeira queixa é injusta, pois não houve falta. A segunda, porém, tem total fundamento: Andrei da Silva e Silva deveria ter aplicado o segundo cartão, expulsando o zagueiro.
 
 
A cada vez que o presidente do Remo associa as pendências trabalhistas do clube à urgência da venda do estádio Evandro Almeida, reforço minhas convicções de que existem outros caminhos para sair do atoleiro. Basta pensar e buscar alternativas – dirigentes são eleitos justamente com essa finalidade. Não creio que a Justiça do Trabalho desconsidere a possibilidade de um grande acordo em torno da dívida, a exemplo do que outros grandes clubes brasileiros já celebraram com sucesso.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 15)

Ideia bilionária completa 5 anos nesta segunda

Há cinco anos, três jovens fundavam o que, em pouco tempo, se tornaria o site de compartilhamento de vídeos mais popular do mundo. Em 15 de fevereiro de 2005, o domínio “youtube.com” era ativado por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim – na época, funcionários da PayPal, empresa de gerenciamento de transferências online.

Embora tenha sido fundado em fevereiro, o Youtube teve seu primeiro arquivo postado somente em 23 de abril daquele ano, após meses de desenvolvimento. Os 19 segundos do vídeo reproduzem o pontapé inicial do site, nos quais Karim aparece em uma visita ao zoológico de San Diego.

Aí vem a parte boa da história. Hurley, Chen e Karim tiveram a ideia de criar o Youtube em suas horas livres no trabalho para que pudessem, simplesmente, compartilhar vídeos de suas viagens entre si. Menos de dois anos depois, em novembro de 2006, era anunciada a aquisição do site pelo Google, por US$ 1,65 bilhão em ações.

O último reduto do macho

Por José Geraldo Couto (da Folha de SP)

No futebol, até mesmo falar publicamente contra a discriminação dos gays é um tabu que parece invencível

Carnaval é um momento de vale-tudo, de permissividade quase compulsória, que nos dá a impressão de que vivemos no reino da liberdade e da tolerância. Triste ilusão, pelo menos no que diz respeito ao futebol.
Leio no UOL que a Associação dos Futebolistas Profissionais Ingleses e a Federação Inglesa de Futebol desistiram de fazer uma grande campanha contra a homofobia. Motivo: nenhum dos jogadores procurados topou aparecer na TV para falar contra a discriminação dos homossexuais. Temiam, eles próprios, ser associados com o tal “amor que não ousa dizer seu nome” (Oscar Wilde).
Vários dos atletas sondados para a campanha participaram ativamente de movimentos contra o racismo. Mas “opa, calma lá, veadagem é outra história”.
Isso acontece na Grã-Bretanha, terra dos Beatles e dos Rolling Stones, do sexo, drogas e rock”n roll, de David Bowie, Elton John e Freddy Mercury, da revolução dos costumes. Mas o futebol, ao que parece, é uma pátria à parte. Imagino que no Brasil não seria diferente.
Ao divulgar a notícia, a imprensa britânica lembrou que o negro Justin Fashanu (1961-1998), inglês filho de nigerianos, foi o primeiro e até agora o único futebolista profissional de primeira divisão a assumir sua condição homossexual. Vale a pena relembrar sua história.
Aos 21 anos, no Nottingham Forest, Fashanu era um talento ascendente, que fazia gols em profusão, quando bateu de frente com o dirigente e ex-atleta Brian Clough, que ficou sabendo de suas escapadas para boates e bares gays. Começava ali uma inacreditável peregrinação do jogador por uns 20 clubes de Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Em quase todos, a mesma história: depois de um início brilhante, com muitos gols, a queda de produção era acompanhada pelo escárnio dos colegas e pela hostilidade da torcida. Em 1990, numa entrevista ao tabloide “The Sun”, Fashanu assumiu sua condição homossexual, o que só piorou a situação.
Vários jogadores se enfureceram com sua atitude, e até seu irmão John o renegou publicamente. Fashanu resvalou para o limbo de times das divisões inferiores e clubes semiamadores, treinou equipe juvenil nos EUA, jogou na Austrália e na Nova Zelândia, voltou para os EUA.
Em março de 1998, quando treinava um time de segunda divisão de Maryland, um rapaz de 17 anos o acusou de assédio sexual. Fashanu fugiu de volta para a Inglaterra e, dois meses depois, foi encontrado enforcado numa garagem deserta, na periferia de Londres.
Tinha 37 anos. Em seu bilhete suicida estava escrito: “Percebi que já tinha sido condenado. Não quero mais causar constrangimento a meus amigos e familiares”.
Na verdade, a Justiça norte-americana tinha arquivado o processo contra ele, por falta de provas. Mas ele nunca soube. Havia se acostumado à condição de pária e fugitivo.
E, para não dizer que não falei de Carnaval, cito os versos de um samba antigo de Candeia, gravado lindamente por Paulinho da Viola: “Amor é tema tão falado,/ mas ninguém seguiu nem cumpriu a grande lei./ Cada qual ama a si próprio./ Liberdade, igualdade, onde estão não sei”.