A pequena façanha botafoguense

Peço licença aos amigos do blog que torcem por outros times, mas é obrigatório fazer esse registro, pois a vitória alvinegra foi suada, sofrida e justa. Se o Vasco teve mais técnica – a partir de jogadores habilidosos, como Carlos Alberto e Dodô -, o Botafogo teve alma e disposição. Marcou o tempo todo, não esmoreceu nunca, correu e se entregou à luta como no jogo do meio da semana diante do Flamengo.

Times limitados como o atual do Botafogo precisam de transpiração para vencer. Pode não parecer muita coisa para os outros, mas é importante (e histórico) para um clube tão sujeito a chuvas e trovoadas chegar à sua quinta decisão estadual consecutiva. Para completar, sob a direção segura de Joel, o “rei do Rio”, esse modestíssimo Botafogo derrotou em menos de uma semana os campeões brasileiros das séries A e B.

Tribuna do torcedor

Por Miguel Gaia (miguelelea@hotmail.com)

Sobre a venda do Evandro Almeida, o Clube do Remo tem uma boa oportunidade, como uma empresa, de gerar um grande empreendimento. Todo e qualquer empresário gostaria de ter um local no centro de Belém para desenvolver seus empreendimentos onde há maior fluxo de pessoas com maior poder aquisitivo, haja vista os shoppings e um maior número de grandes prédios construídos. O Clube do Remo é o único que não o quer. Como em uma cooperativa, os que se dizem remistas de verdade e o Clube do Remo poderiam estabelecer uma empresa e construir no local da sede ou do estádio um grande complexo de prédios residenciais e shoppings. Por isso, qualquer empresa de engenharia gostaria de ter estas áreas. O Remo tem a parte mais valorosa que é o terreno, os bancos financiam e o público compra. Depois, em Benfica, o Remo poderia reconstruir o seu antigo CT. Bastaria isso, porque nós podemos ver que diversos clubes não têm estádio próprio: o Flamengo, o Vasco (a torcida não cabe), o Fluminense, o Botafogo (Engenhão é cedido), o Corínthians, o Santos (inseguro, não cabe sua torcida), Cruzeiro, Atlético Mineiro, Goiás etc. Então, os verdadeiros remistas e o Remo não deveriam perder esta oportunidade de um empreendimento em cooperativa.

Papão passa aperto em empate com o Cametá

Alexandre Fávaro foi a principal figura do jogo entre Paissandu e Cametá, 0 a 0, nesta tarde de domingo, na Curuzu. O guardião bicolor defendeu pelo menos quatro bolas importantíssimas, que poderiam ter determinado a vitória dos visitantes, que foram superiores no primeiro tempo e mais organizados em campo. Sem seu principal jogador, o volante Sandro, o Paissandu encontrou muita dificuldade para fazer a transição entre defesa e ataque, com um meio-campo atrapalhado e essencialmente marcador. 

No Cametá, Paulinho Pitbull, Everton e Wilson levaram sempre ampla vantagem na meia-cancha, recuperando as bolas nas tentativas de ataque do Paissandu e partindo em velocidade. Na frente, Torrô apareceu por duas vezes em condições de marcar, mas Fávaro fez excelentes intervenções. No Paissandu, sem receber qualquer lançamento aproveitável, Moisés tinha que se desdobrar para tentar lançar bolas para a dupla Enilton e Didi, mas o desentrosamento dificultava as tentativas de ambos frente à firme zaga cametaense, liderada por João Gomes.

Depois do intervalo, empurrado pela pequena torcida presente, o Paissandu voltou mais disposto e foi à frente na base da valentia. Com isso, pelo menos equilibrou as ações e fez o Cametá recuar para se resguardar. Com Eanes substituindo a Zeziel, que tinha sido o mais acionado jogador da equipe na primeira etapa, o Paissandu buscava chegar através de cruzamentos para Didi e Zé Augusto, que substituíra Enilton. Aos 13 minutos, o Cametá chegou ao gol em lance que envolveu o zagueiro Rodrigo e o goleiro Alexandre Fávaro. O árbitro assinalou falta inexistente e desmarcou o gol, gerando muitas reclamações por parte dos cametaenses.

Logo depois, o Paissandu chegou perigosamente em cabeceio de Didi defendido pelo goleiro Alencar Baú. O jogo era bastante movimentado a essa altura e o Cametá tentava contragolpes. Em lance rápido de Tetê, Torrô quase marcou aos 26. Em seguida, Brida invadiu a área, chutou cruzado e o goleiro do Cametá conseguiu evitar o gol. O último lance de perigo da partida foi aos 44 minutos, quando um arremate do lateral Souza quase surpreendeu Fávaro.

A torcida do Paissandu, insatisfeita com a baixa produção do time, protestou no final da partida, pedindo a saída do técnico Luiz Carlos Barbieri. O resultado classificou matematicamente o Paissandu à semifinal do campeonato, com 10 pontos, e deixa o Cametá ainda na briga para se garantir. A renda foi de R$ 44.350,00, para um público pagante de 3.251 torcedores (credenciados: 720; público total: 3.971 torcedores). (Fotos 1 e 3: MÁRIO QUADROS; foto 2: MARCO SANTOS/Bola)

Mais um título para a musa das quadras

A russa Maria Sharapova venceu com facilidade a qualifier sueca Sofia Arvidsson e faturou o Torneio de Memphis na noite deste sábado. A ex-número 1 do mundo aplicou 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/1, em apenas 1h06min de confronto. Sem ceder nenhum set em toda a competição, Sharapova chegou ao seu 21º título na carreira e encerrou um jejum de cinco meses sem troféu.

Sua última conquista aconteceu em setembro do ano passado, em Tóquio. “Estou muito feliz. Vim aqui para ganhar ritmo de jogo e acabei vencendo. Então, foi uma grande semana para mim”, comemorou a russa, que aprovou seu desempenho no torneio em quadra fechada. “Saquei e devolvi bem, duas coisas que são muito importantes em competições indoor”, avaliou. (Da ESPN)

Bate um bolão essa Maria, vou te dizer…

Adeus a um velho combatente

O escriba noticia, com pesar, a morte de Neuton Miranda, 61 anos, por infarto fulminante, na noite deste sábado (20), em Belterra, oeste do Estado. Ao mesmo tempo, como amigo, se alia e solidariza com os familiares de um grande cidadão, personagem importante na vida pública paraense desde os anos 70. Neuton foi um dos fundadores do Partido Comunista do Brasil (PC do B) no Pará, onde combateu corajosamente a ditadura militar. Chegou a ser preso, junto com a esposa, por suas ideias. Trabalhava atualmente como superintendente regional do Patrimônio da União (SPU). Também era presidente estadual do PC do B e membro do comitê central do partido. Viajou a Belterra a serviço e sofreu o infarto momentos antes de dormir. A assessoria do partido informa que o corpo de Neuton será velado neste domingo (21), na capela da Beneficente Portuguesa, em Belém, e amanhã, na Assembleia Legislativa.

Descalabros no teatro Waldemar Henrique

Por Pedro Carvalho (pedrosepolc@yahoo.com.br)

“Como o nosso DIÁRIO é um autêntico defensor das causas justas, você não poderia fazer uma matéria mostrando o descalabro que está ocorrendo com o Teatro Waldemar Henrique? Nem ar-condicionado e ventiladores lá atualmente funcionam, fora as outras coisas que estão se deteriorando sem que ninguem veja e tome alguma providencia. Para você ter uma idéia, no dia da comemoração do aniversário do Teatro da Paz, no Waldemar Henrique tinha uma apresentação da cantora Alba Maria e outros cantores e na porta deste teatro tinha até camelô vendendo ventarolas e leques. Acho isto uma tremenda falta de respeito da direção deste teatro para com as pessoas que frequentam o mesmo”.

A tribuna do torcedor

Por Maurício Lima (mauricio_p_lima@hotmail.com)

Confesso que, como fã do comentarista Gerson Nogueira, estou decepcionado com a coluna de hoje. Muito me admira o colunista estar preso a idéias arcaicas e retrógradas de saudosismos com o Baenão diante da iminencia “quebra” do meu Clube do Remo, afundado em dívidas, bloqueios, leilões… É obvio que se o clube estivesse com as finanças em dia, não seria um bom negócio, ocorre que o Remo deve cerca de 8 milhões na JT, não tem perspectiva de pagar essas dívidas, pois os bloqueios nas rendas e cotas para pagá-las, gera novas dívidas num círculo vicioso letal.
Com a venda/permuta, sanaremos TODAS as dívidas liberando renda e cotas de patrocínio tornando o clube administrável, teremos uma arena moderna e funcional (quase impossível de fazer no Baenão), CT, e ainda sobrará dinheiro para os cofres do clube. Temos que ser racionais e analisar o que pode e deve ser feito e não o que seria o ideal, de forma utópica. Do que adianta eu divagar que a área vale 50 milhões e perdê-la num leilão da JT por 10 milhões? Valor histórico? Me poupem, derrubaram Wembley para modernizá-lo… Isso é uma visão empreendedora e moderna. Quando estamos em dificuldades financeiras, às vezes nos desfazemos de patrimônio com alguma perda, para podermos nos recuperar mais na frente. É o caso do Remo. Patrimônio puro e simples não vai tirar o Remo do atoleiro. Com essa venda, a oxigenação das finanças, liberação de bloqueios, o Remo vai poder seguir seu caminho, com estrutura de time grande. E como remista apaixonado que sou, te garanto, não repita que o torcedor ficará sem identificação com o clube pela venda do Baenão. Nosso amor pelo clube está muito além de um estádio, de um mascote, é algo que transcende, e no longínquo Tapanã ou onde for que construam esse estádio, estarei lá em todos os jogos como sempre fiz, pois torcedor que não vai a campo porque é longe é simpatizante, e não torcedor.

Coluna: Sem estádio, Remo encolhe

Por força dos argumentos de bastidores e dos muitos conchavos em torno da proposta oficializada pela construtora Agra (representada pela Leal Moreira), conselheiros e beneméritos do Remo praticamente aprovaram a autorização para que a diretoria se desfaça do tradicional estádio Evandro Almeida, palco de históricas jornadas da fase áurea do futebol paraense.
Com surpreendente adesão de última hora até de notórios opositores do projeto de desmanche do patrimônio do clube, a proposta foi referendada por 75 votos a 2 (até sexta-feira à noite), resultado acachapante para um cenário que se prenunciava equilibrado até o começo da assembleia.
Basta, para a aprovação definitiva do processo de venda, que 23 votantes compareçam à assembléia-geral aberta até a próxima segunda-feira – tempo mais do que suficiente para o convencimento dos recalcitrantes a aparecer na sede do clube.
Contra o fato cristalino de que a comunidade azulina aderiu aos apelos do presidente Amaro Klautau, não há o que objetar. O dirigente trabalhou em cima de um ultimato: ou a venda do Baenão ou um leilão já prenunciado pela Justiça do Trabalho, em apenas mais uma coincidência favorável ao fechamento do negócio.
A obsessão pela venda do patrimônio permitiu que até dados técnicos de extrema relevância sobre o projeto da futura arena (localização, preço do metro quadrado construído etc.) fossem omitidos na apresentação inicial feita aos sócios, ainda em 2009.
Pior: ao contrário do que foi anunciado anteriormente, a construtora que se apresenta como compradora poderá usufruir do terreno do Evandro Almeida assim que tiver aprontado metade da nova arena. Significa que, em dois anos, o Remo pode acabar com um estádio meio-boca, encravado no longínquo Tapanã (ou até Alça Viária), enquanto os compradores exploram a área do Baenão, situada ao longo da principal via da cidade.
Mais grave ainda é o completo menosprezo pela importância histórica do Evandro Almeida como peça de identificação do torcedor com o clube. A partir de agora, além da sede náutica em frangalhos na Cidade Velha e da sede social distanciada da massa, em Nazaré, os azulinos não terão um símbolo que o identifique dentro da capital paraense. 
O ousado passo que o Remo está prestes a oficializar, sob o pretexto (discutível) de impedir um leilão judicial, mais ou menos como ocorreu há dois anos com a sede campestre, impõe aos felizes defensores da idéia uma imensa responsabilidade perante os destinos do clube, indiscutivelmente enfraquecido e inferiorizado em relação ao tradicional rival.
As duas comissões (engenharia e questões jurídicas) são os últimos bastiões de fiscalização do negócio. Gente ligada a grupos de oposição no clube insiste que a transação ofereça mais contrapartidas e segurança ao Remo. Indexação financeira dos parcelamentos e exigência de carta de fiança bancária são dois itens considerados obrigatórios. A conferir.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 21)

Estrela de Samir brilha e Remo supera S. Raimundo

 

Com gols de Samir (2) e Marciano, o Remo derrotou o São Raimundo de virada, por 3 a 1, na noite deste sábado, no estádio Evandro Almeida. A partida foi disputada em ritmo de alta velocidade e busca permanente do gol, o que tornou o confronto aberto e o resultado indefinido até os 44 minutos do segundo tempo. O equilíbrio foi a tônica do jogo no primeiro tempo, quando o time santareno fechava melhor a defesa e explorava os contra-ataques para levar perigo ao miolo de zaga remista, formado por Pedro Paulo e Rodrigo Antonelli. 

O primeiro grande momento da partida aconteceu aos 14 minutos em arrancada de Hélliton pelo lado esquerdo do ataque remista. O cruzamento rasante acabou não sendo aproveitado por Marciano. Aos poucos, o S. Raimundo abandonou a postura retraída e passou a acionar Max Jari e Branco, que trocavam constantemente de posição, baratinando a marcação remista, que era obrigada a manter o volante Danilo como uma espécie de terceiro zagueiro para reforçar o bloqueio. Marcelo Pitbull e Beto faziam um bom papel no meio, marcando e distribuindo o jogo para a chegada dos alas Leandrinho e João Pedro.

Gian armava as jogadas e cadenciava o ritmo do Remo, enquanto Vélber pouco aparecia nos primeiros 45 minutos, preocupado em ajudar na marcação à saída de bola do S. Raimundo. Aos 20 minutos, Gian errou cobrança de falta e acabou armando um contragolpe mortal do S. Raimundo. A bola chegou rapidamente a Max Jari, que tocou para Branco atirar cruzado à direita de Adriano e abrir o placar.

Surpreendido pelo gol, o Remo acusou o golpe e quase permitiu o segundo gol logo em seguida. Branco recebeu bom passe de Leandrinho, fintou Antonelli e chutou forte rente à trave. Através dos avanços de Marciano e da habilidade de Hélliton, o Remo tentava reequilibrar as ações. O empate surgiu em escanteio cobrado no segundo pau por Gian, aos 25, que alcançou Marciano livre pelo lado esquerdo. O atacante só escorou para as redes de Labilá. Hélliton, em outra boa jogada engendrada por Gian, quase desempatou aos 34 minutos, desviando de cabeça cruzamento do lateral Paulinho.

Para o segundo tempo, Sinomar Naves trocou Gian por Samir, mudando a dinâmica de jogo do Remo. Com isso, Vélber ficou encarregado da armação e ainda corria para fechar a marcação, ao lado de Fabrício e Danilo. Flávio Barros tirou o zagueiro Evair e lançou o estreante Flamel, desfazendo o esquema de três zagueiros. O jogo recomeçou quente, com o Remo tentando chegar ao gol. Aos 9 minutos, Vélber cruzou à meia altura e Marciano obrigou Labilá a fazer grande defesa. Aos 12, Hélliton chuta forte no poste esquerdo do S. Raimundo. Aos 16, Leandrinho salva em cima da linha bola desviada pelo ataque remista.

A pressão remista foi interrompida por um contra-ataque envolvente do S. Raimundo, que terminou em arremate rasteiro de Pitbull, rente à trave. Aos 31 minutos, jogada confusa na área santarena resulta em gol de Samir, anulado pela arbitragem. O Remo não esmorecia e, empurrado pela galera, ia com tudo à frente, puxado pela velocidade de Samir, que criava diversas situações de perigo e envolvia a defesa do S. Raimundo. O cerco deu resultado aos 44 minutos, quando Hélliton invadiu a área e disparou chute na trave. No rebote, Samir tocou de cabeça para as redes.

Quatro minutos depois, o mesmo Samir aproveitou passe de Marciano e bateu rasteiro para aumentar: Remo 3 a 1. A súbita vantagem de gols deu a falsa impressão de uma vitória tranquila, mas quem foi ao Baenão viu um jogo parelho e cheio de alternâncias até os instantes finais. A renda foi de R$ 79.311,00 (6.152 pagantes). O resultado assegurou ao Remo a primeira colocação no G-4 – com 16 pontos não poderá mais ser alcançado pelo vice-líder Paissandu, que tem 9. O S. Raimundo terá que vencer na última rodada e torcer por outros resultados para ir à semifinal do turno. O Remo não derrotava o S. Raimundo há cinco jogos. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)