Clubes não economizam em reforços

O primeiro turno ainda nem terminou e os times já se lançam à segunda leva de reforços. O Cametá, quarto colocado no campeonato, traz o meia Ratinho (ex-Remo). O S. Raimundo deve lançar Flamel nas próximas rodadas. O Águia, o que mais contratou, tem Samuel Lopes para o comando do ataque, Bernardo para a zaga, Wando (meia-atacante) e Rodrigo, meia. O Remo traz Otacílio e negocia com Marco Antonio, reforço para o ataque. E o Paissandu trata de botar em ação reforços que já estavam em Belém, como Enilton, Didi, Eanes e Edson Pelé.

Como o DEM pretende se safar do “panetonegate”

Por Josias de Souza

A informação de que o STJ estava prestes a decretar a prisão de José Roberto Arruda chegou à cúpula do DEM na véspera, com antecedência de quase 24 horas. Alertados, integrantes da Executiva do partido analisaram em segredo os efeitos do terremoto brasiliense sobre a sigla.

No centro da encrenca estava Paulo Octávio, um filiado que o DEM evitara lançar ao mar em dezembro do ano passado, quando o panetonegate explodira. A iminência da prisão de Arruda reacendeu uma divisão que eletrifica os subterrâneos do DEM. A tribo ‘demo’ está cindida em dois grupos.

De um lado, a turma do “mata-e-esfola”. Do outro, a ala do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica”. Foram à mesa algumas propostas. Entre elas a dissolução do diretório do DEM-DF e o desembarque coletivo dos filiados da legenda dos quadros do GDF. Um dos participantes das conversas contou ao repórter uma passagem emblemática.

A certa altura, um dirigente do DEM disse que, antes de tomar qualquer providência, conviria ouvir o vice-governador Paulo Octávio, mandachuva da legenda no DF. Abespinhado, um senador interveio: “Você não está entendendo. O Paulo Octávio tem que ser expulso do partido”. Lero vai, lero vem o DEM optou por administrar a crise a golpes de barriga. No dia seguinte, quinta-feira (11) da semana passada, sobreveio a prisão de Arruda.

E o vice Paulo Octávio foi à cadeira de governador. Reacendeu-se o incêndio que o DEM imaginara ter apagado em dezembro, no alvorecer do escândalo. O DEM tenta apregoar a lorota de que lida com o seu mensalão com um rigor que o PT não foi capaz de imprimir ao mensalão dele. Porém…

Porém, a firmeza do DEM tem a consistência de um pote de gelatina. Mesmo a exclusão de Arruda foi às manchetes com a forma de uma pseudoexpulsão. A Executiva do partido deu tempo a Arruda para recorrer ao Judiciário. Malogrado o recurso, o DEM deu prazo ao governador para se desfiliar, antecipando-se ao vexame da expulsão.

De resto, a cúpula do DEM decidiu fingir que Paulo Octávio estava limpo. Uma ilusão que se desfaz nos desvãos do inquérito do panetonegate. Para complicar, em pleno recesso do Congresso, o diretório brasiliense do DEM, comandado por Paulo Octávio, saiu-se com uma nota de apoio ao pseudoexpulso Arruda.

Liderada por Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado, a turma do “mata-e-esfola” voltou à carga. Acenou-se com a hipótese de dissolução do diretório de Brasília e abertura de processo contra Paulo Octávio. Sob o barulho, vicejou, de novo, a inação. Como explicar? Simples: o pedaço do DEM adepto à tese do “deixa-como-tá-pra-ver-como-é-que-fica” lida com a crise movida pelo medo.

Medo de que Arruda, agora hospedado no PF’s Inn, resolva abrir a boca e o baú que armazena os segredos financeiros do DEM. Único governador eleito pela legenda em 2006, Arruda tornou-se um grande provedor do DEM. No pleito municipal de 2008, a máquina ‘demo’ de Brasília borrifou verbas nas arcas de comitês de campanha instalados em várias partes do país.

Arruda ajudou a forrar, por exemplo, o caixa de campanha de Gilberto Kassab, o prefeito ‘demo’ reeleito em São Paulo. A direção do partido alega que todo dinheiro vindo de empresas fornecedoras do GDF ingressou nos livros do DEM pela porta da frente, mediante recibo. A turma de Arruda insinua que a coisa não foi bem assim. Uma parte do dinheiro teria transitado por baixo da mesa. As hesitações da direção do DEM tonificam as suspeitas.

Paira no ar a impressão de que, se resolver destravar os dois ‘Bs’ que lhe restam (boca e baú), Arruda pode produzir um novo escândalo, tão devastador quanto o primeiro. (Da Folha de SP)

Colorado sonha com veteranos do Boca

A ânsia em se reforçar para as batalhas da Libertadores está levando o Inter a crescer o olho em jogadores do Boca Juniors, que não participa desta edição do torneio. O mais novo alvo do Colorado é o veterano goleiro Roberto Abbondanzieri, de 37 anos, que pode ser contratado ainda hoje se forem concluídas com sucesso as negociações com o Boca, dono de seu passe.

Fontes do clube de Buenos Aires disseram hoje à agência “Télam” que, entre o Inter e o jogador  está “tudo combinado” e, por isso, a contratação poderia ser concluída nos próximos dias. Segundo estas mesmas fontes, Abbondanzieri já se comunicou com o técnico do Inter, o uruguaio Jorge Fossati, que também pretende contar com outro ídolo boquense, o goleador Martín Palermo, a partir de junho, quando vence seu contrato com o Boca.

Abel Alves, treinador da equipe argentina, relegou ao banco de reservas o goleiro por baixo desempenho e o substituiu pelo jovem Javier García. (Com informações da ESPN)

Super clássico agita Europa nesta terça

O grande clássico das oitavas de final da Copa dos Campeões acontece nesta tarde de terça-feira, às 17h45, no estádio San Siro, em Milão: o Milan, recheado de brasileiros, recebe o Manchester United, um dos favoritos ao título do torneio. Do lado italiano, a juventude e a motivação do técnico brasileiro Leonardo em seu primeiro mata mata continental como treinador. Do outro lado, a frieza e o estrategismo de Alex Ferguson, que há 24 anos comanda o Manchester United.

Neste início de temporada, o Milan se mostra mais preparado do que na fase de grupos, quando sofreu para ficar com a segunda vaga da chave que ainda contava com Real Madrid, Olympique de Marselha e Zurich. A equipe de Leonardo, no entanto, tem como termômetro as atuações dos brasileiros, irregulares ultimamente: depende de explosões de genialidade de Ronaldinho Gaúcho, da nem sempre segura figura de Dida no gol e do poder de decisão do inexperiente Alexandre Pato.

A cautela também ronda o Manchester United, especialmente diante das boas apresentações feitas pelo Milan ultimamente. O zagueiro Vidic é o grande desfalque, com problema na perna desde 30 de dezembro, quanto entrou em campo pela última vez. Assim, Evans ou Wes Brown devem completar o setor defensivo ao lado de Rio Ferdinand. Outra perda é a do volante brasileiro Anderson, que, em baixa, sequer foi relacionado por Ferguson e permaneceu em Londres.

 

MILAN x MANCHESTER UNITED

Local: Estádio San Siro, em Milão (Itália)
Data: 16 de fevereiro, terça-feira
Horário: 17h45 (de Brasília)
Árbitro: Bartolo Olegario Benquerenca (Portugal)
Assistentes: Jose Manuel Cardinal Silva e Bertino Miranda Cunha (ambos de Portugal)

MILAN: Dida; Abate, Nesta, Favalli e Antonini; Gattuso, Pirlo, Seedorf, Ronaldinho; Pato e Borriello (Huntelaar)
Técnico: Leonardo

MANCHESTER UNITED: Van der Saar; Rafael, Brown (Evans), Ferdinand e Evra; Valencia, Fletcher, Scholes e Nani; Berbatov e Rooney
Técnico: Alex Ferguson