Remo bate Independente, mas leva susto no final

Com três gols de Hélinton, o Remo derrotou o Independente Tucuruí por 4 a 3, na tarde deste sábado, no estádio Navegantão. O resultado garantiu a classificação antecipada do Remo às semifinais da Taça Cidade de Belém. O jogo foi empolgante, principalmente no segundo tempo, quando surgiram pelo menos cinco gols, depois de um primeiro tempo empatado em 1 a 1 (gols de Lima, de pênalti, e Hélinton). O equilíbrio reinante nos primeiros 45 minutos não se repetiu na primeira metade do segundo tempo, quando o Remo nos contra-ataques – através de Samir, Gian, Marciano e Hélinton – construiu a vitória dos 13 aos 26 minutos, aproveitando-se das subidas desarvoradas do Independente em busca da vitória.

O placar foi então sendo modificado à medida que o Remo explorava os buracos na zaga tucuruiense. Marciano, complementando jogada de Gian, desempatou aos 13. Hélinton, em contragolpes fulminantes, marcou aos 24 e 26. Diante da goleada parcial, Samuel Cândido mandou seu time à frente, buscando descontar. E conseguiu isso, chegando a ameaçar a vitória remista. Albertinho descontou aos 35 e Da Costa, aproveitando rebote do goleiro Adriano, assinalou o terceiro gol.

Os dois gols do Independente nos minutos finais, além de pregarem um susto no Remo, que já comemorava a goleada, expuseram novamente as deficiências defensivas do time de Sinomar. Pressionada, a retaguarda azulina permitiu que o ataque do Galo Elétrico, através de Ró e Albertinho, criasse sérias dificuldades, chegando a ter chance de estabelecer o empate. O cartão amarelo recebido pelo zagueiro Raul ainda no primeiro tempo acabou influindo na postura mais relaxada do miolo de zaga. O técnico Samuel admitiu falhas de marcação de sua equipe, mas reclamou de um lance sobre Ró, que teria sido derrubado na área, quando o placar apontava 1 a 1. Pela TV, a jogada pareceu normal. Os remistas protestaram contra o gol de Da Costa, que parecia adiantado.

A renda foi superior a R$ 40 mil, com pouco mais de 2 mil pagantes. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Pensata: O retorno do velho senhor

Por Mauro Santayana

Sob a alucinação da idade madura, que costuma ser mais assustadora do que a dos adolescentes, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está conseguindo o que sempre pretendeu, desde que deixou o governo, há oito anos: o tumulto no processo sucessório. Ele – e não mais ninguém – impediu que as bases nacionais de seu partido fossem consultadas sobre o candidato à sucessão do presidente Lula. Se pensasse mais no país e menos em sua própria vaidade, teria, como o líder que se arroga ser, presidido à construção do consenso que costuma antecipar as convenções partidárias. Haja os desmentidos que houver, ele sonhava em criar impasse entre os dois principais postulantes, a fim de ser visto como a grande solução apaziguadora. Ele continua animado por essa miragem no sáfaro horizonte de suas ambições.

Assim, estimulou o governador de São Paulo ao exercício de uma tática de desgaste contra as pretensões de Minas. Decretou a precedência de José Serra e acenou com a “chapa puro-sangue”. Acreditava que levaria Aécio Neves a renunciar a servir a Minas, ao servir ao Brasil, com novo pacto federativo para o desenvolvimento de todas as regiões do país, e a contentar-se em ser caudatário de projeto hegemônico alheio.

Na verdade, essa ilusão era instrumento de outra maior: a de que, com o afastamento do mineiro da disputa, seu próprio cacife aumentaria. Com isso, buscou inviabilizar Serra e Aécio, de tal maneira que, com o crescimento da candidatura de Dilma Rousseff – alvo de tenaz campanha desqualificadora da direita – as elites viessem a assustar-se e batessem às portas de seu escritório político, pedindo-lhe que as salvasse de uma “terrorista”.

Se esse não fosse o objetivo essencial do ex-presidente, poderíamos considerá-lo um tolo – e Fernando Henrique não é tolo. Seu comportamento poderia estar dentro da advertência de Galileu, de que muita sabedoria pode transformar-se em loucura, mas por enquanto, ele está apenas deslumbrado pela ambição. Se se prontifica a discutir com o presidente Lula, e aceitar a comparação entre os dois governos, isso só pode ocorrer na hipótese de que venha a ser ele mesmo o candidato. Do contrário, estará forçando o candidato de seu partido, seja Serra, seja Aécio, a se transformar em mero defensor de sua administração, e não postulante sério à sucessão. Ambos sabem que a comparação será desastrosa em termos eleitorais. Talvez ela pudesse realizar-se, nos meios acadêmicos, pelos economistas e sociólogos, companheiros de sua ex-excelência, e ainda assim é certo que Fernando Henrique perderá, se a discussão for séria. Entre outras coisas, o ex-presidente multiplicou as universidades pagas; Lula, ao contrário, criou novos centros universitários federais e promoveu maciça inclusão dos pobres no ensino médio e superior.

Pergunte-se ao eleitor do Crato e da periferia de São Paulo se ele estava mais feliz durante os anos de Fernando Henrique. Faça-se a mesma pergunta ao pequeno empresário que consolidou o seu negócio com a expansão do consumo, os créditos facilitados e os juros mais suportáveis que paga hoje. Até mesmo os banqueiros se sentem mais satisfeitos.

Ao promover o vazio – para o qual contribuiu o governador de São Paulo em suas íntimas incertezas – Fernando Henrique tenta, com seus artigos de campanha, identificar-se como o único capaz de preenchê-lo. Seu jogo perturba todo o processo político, tanto no plano nacional quanto nos estados. Fruto indireto desse exercício de feitiçaria macunaímica, foi a maldade que fizeram ao vice-presidente José Alencar. O ato de oportunismo estimulou a natural e justa autoestima do vice-presidente, e sua disposição de luta, para a disputa do governo de Minas. Não se tratava de real homenagem ao conhecido homem público. Se Alencar viesse a ser candidato ao Palácio da Liberdade, a verdadeira homenagem que lhe prestariam os competidores seria tratá-lo como adversário, e submetê-lo ao duro debate eleitoral. Do contrário, seria deixar explícita uma cínica comiseração, o que constituiria ofensa ao grande brasileiro.

Mulher de Terry perdoa pulada de cerca

Da ESPN

O capitão do Chelsea, John Terry, aproveitou os dias de descanso que lhe foram dados pelo técnico do clube, Carlo Ancelotti, para viajar a Dubai e se reconciliar com a esposa, cujo marido a havia traído com a ex-esposa do então amigo e companheiro de seleção inglesa Wayne Bridge. A reconciliação do casal foi noticiada por todos os tabloides britânicos, que publicaram fotos em que Terry e a mulher, Toni Poole, aparecem se beijando na piscina de um luxuoso hotel, ao lado dos dois filhos.

Como neste fim de semana não há jogos pela Premier League (a primeira divisão do futebol inglês) e o Chelsea tem um jogo fácil pela Copa de Inglaterra, Ancelotti deu a Terry alguns dias de folga para que o capitão pudesse resolver seus problemas pessoais.

Há duas semanas, quando veio à tona o caso de Terry com a modelo e atriz Vanessa Perroncel, ex-mulher de Wayne Bridge, lateral esquerdo do Manchester City, o zagueiro é presença recorrente nas páginas dos tabloides do Reino Unido.

O escândalo custou a Terry o posto de capitão da seleção inglesa e também uma grande quantia em dinheiro, que teria sido paga para convencer Perroncel a não revelar detalhes do caso que os dois tiveram. O que parece claro agora é que Toni Poole perdoou o marido, a julgar pelas declarações do jogador ao “The Sun”.

Perdoar é um gesto de elevada generosidade. Grande mulher essa Toni Poole.

Ficha técnica de Independente x Remo

INDEPENDENTE x REMO

Local: estádio Navegantão, em Tucuruí, às 16h

Times:

Independente – Dida; Lima, Roberto, Guará e Adriano; Júlio César, Euler, Marcão e Diego Silva; Rô e Jean Carlos (Da Costa). Técnico: Samuel Cândido

Remo – Adriano; Levy, Raul, Pedro Paulo e Paulinho; Danilo, Fabrício, Gian e Samir; Marciano e Héliton. Técnico: Sinomar Naves

Árbitro – Andrei da Silva e Silva; assistentes: Lúcio Ipojucan Matos e Waldeci Gonçalves.

Na Clube – Carlos Gaia (narrador); João Cunha (comentários/off-tube); Paulo Caxiado (reportagens).

Na TV – Cultura transmite a partir das 16h.

Tribuna do torcedor

Por Nonato Araújo (nonato-araujo@hotmail.com)

Lendo sua coluna de sexta-feira, notei sua preocupação com esses jovens jogadores, como o Jobson e o Fabrício e concordo com você. Os clubes deveriam dar uma assistência melhor a esses jogadores que na verdade são fonte de riqueza dos clubes. No caso do Fabrício, que tá retornando pro meu Papão, a diretoria deveria dar um apoio mais consistente, não só pagar o salário do jogador, mas fazer um acompanhamento de sua vida, procurando, digamos, dar o melhor para ele e sua família. Pois aí o jogador vai render muito mais, sabendo que ele e  sua família estão bem amparados, em todos os sentidos. Isso vale também pro Remo, que às vezes coloca jogadores novos e não faz um acompanhamento mais de perto. Veja o caso do Edinaldo, que só vivia nas manchetes do Diário, como um jogador de futuro. E agora, onde ele está?

Valdir Espinosa dá adeus ao futebol

Valdir Espinosa anunciou, nesta sexta-feira, que está abandonando de vez a profissão de técnico de futebol. Seu último trabalho foi como supervisor técnico do Fluminense, no ano passado, ao lado de Renato Gaúcho. Campeão mundial interclubes e campeão da Libertadores de 1983 com o Grêmio, Espinosa comandou o Botafogo na campanha invicta do título carioca de 1989, que quebrou um jejum de 21 anos do clube da Estrela Solitária. Emocionado ao anunciar sua decisão, Espinosa não conseguiu disfarçar uma certa desilusão com o futebol e reclamou que os clubes ignoram por completo o sentido da palavra “planejamento”.

Aos 63 anos, Espinosa tem um currículo respeitável. Treinou, além de Grêmio e Botafogo, outras grandes equipes – Fluminense, Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Vasco, Portuguesa, Coritiba, Ceará, Fortaleza, Santa Cruz e Cerro Porteño (Paraguai).

Não se pode dizer que foi brilhante, mas todo botafoguense tem uma dívida de gratidão com ele. Pela imensa alegria proporcionada pelo título de 89, ano em que nasceu meu filho Pedro, meu “muito obrigado”.