Águia se entusiasma com reforço de Wando

Depois de mais de dois meses de expectativa, chegou ao fim a “novela Wando”. Na tarde de segunda-feira (8), após treino físico no ginásio do Camisa 10, a diretoria confirmou a contratação do atacante Wando, de 29 anos, que defendeu o Paraná Clube (PR) no último Brasileiro da Série B e teve passagens por Vila Nova (GO) e Cruzeiro.

“Ao confirmar no BID [Boletim Informativo Diário] da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que o atleta está liberado vibrei como se fosse um gol do Águia”, declarou entusiasmado o presidente do clube, Sebastião Ferreirinha, que disse acreditar na conquista do título estadual a partir da contratação de Wando.

Para o treinador João Galvão, foi uma contratação importante. “Além de grande jogador, o Wando é meu compadre e já está integrado ao grupo, treinando há cerca de um mês com o elenco, o que poderá facilitar sua entrada na equipe principal”, disse. (Ascom Águia/Bira Ramos)

Gari pede indenização por ofensa de Casoy

O polêmico comentário de Boris Casoy sobre dois garis rendeu mais uma ação judicial contra o apresentador do Jornal da Band e a emissora. Demilson Emidio dos Santos, que trabalha como gari na cidade de Campina Grande, na Paraíba, pede indenização por danos morais. “Boris Casoy trouxe ao promovente, bem como a toda sua família, danos profundos. Os seus familiares perceberam o quanto o renomado jornalista, formador de opinião pública, pensa a respeito de tão nobre e indispensável profissão”, diz a ação, ajuizada no dia 28/01 na 8ª Vara Cível da Comarca de Campina Grande/PB.

No dia 31/12/2009, Casoy, sem saber que o microfone estava aberto, fez uma declaração sobre o trabalho dos garis. “Que m… dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros… O mais baixo da escala de trabalho”, disse, na ocasião. “Na contramão da época de confraternização, o Sr. Boris Casoy trouxe ao promovente a sensação de impotência, desvalorização humana e humilhação”, diz a ação. O apresentador se desculpou pela declaração, mas mesmo assim enfrenta outras três ações judiciais, sendo uma delas criminal. A Bandeirantes é citada em duas delas. (Do Comunique-se)

Lascou-se. Bem feito.

Pernambucano apita estréia do Papão

O pernambucano Emerson Sobral será o árbitro da estreia do Paissandu na Copa do Brasil contra o Potiguar (RN), na próxima quarta-feira, às 21h, no estádio Bezerrão. Para mediar São Raimundo x Botafogo, no estádio Barbalhão, em Santarém, na mesma data, foi escalado o brasiliense Wilton Pereira Sampaio. A escala foi divulgada na tarde desta segunda-feira pelo Departamento de Árbitros da CBF.

Coluna: Bom negócio para todos

Algumas anotações sobre o Re-Pa mais confuso e sabotado dos últimos tempos, ameaçado de cancelamento até 10h30 de sábado.
Para começo de conversa, o jogo não foi aquele espetáculo que alguns afoitos viram, nem foi a pelada que pessimistas juramentados vaticinaram. Valeu, acima de tudo, pelos eletrizantes cinco minutos finais do primeiro tempo, quando aconteceram os dois gols e as duas bolas na trave de Adriano – e, de quebra, foi quando ocorreu a expulsão de Ramon.
Com base naquela estatística simplista que todo mundo faz, o Paissandu teve maiores oportunidades de vencer. Além das bolas de Moisés e Luciano Dias que carimbaram as traves do Remo, Vítor Hugo acertou uma meia-bicicleta que Adriano salvou no susto, Jênison chutou rente ao travessão e Luciano perdeu grande lance nos instantes finais, chutando na rede pelo lado de fora.
O Remo, mais preocupado em se defender no segundo tempo, perdeu duas chances com Héliton e em cabeceio de Pedro Paulo, que Alexandre Fávaro mandou a escanteio.
Para o desperdício de chances do Paissandu, a explicação está na afoiteza dos atacantes. Mas ficou óbvio que a vitória não aconteceu porque o time de Barbieri não tem um especialista em criação, o que foi determinante para que a vantagem numérica não fosse aproveitada.      
Curiosamente, pensava-se que, com um a menos, o Remo voltaria do intervalo com o propósito de segurar resultado. Empurrado pela torcida, em maior número ontem, o time veio com as devidas cautelas, mas sem abdicar dos contragolpes. Sinomar abriu mão de Marciano e apostou em Héliton, pela velocidade e entrosamento com Levy. Deu azar porque o jovem atacante se perdeu em tentativas individuais e confundiu firula com brilhantismo.
Barbieri, que investiu em Jênison para a armação, teve a mesma decepção. Acreditou que o meia, acostumado a jogar com Moisés desde as divisões de base, seria um facilitador das jogadas pelo lado direito do ataque. Palpite infeliz: Jênison não acertou passes e abriu mão do papel de ligação entre meio-campo e ataque. Sandro assumiu esse papel, mas as tentativas eram manjadas, com muita insistência pelo meio, o que facilitou o trabalho da marcação.
O empate nas circunstâncias foi bom negócio para todo mundo. O Remo, que correu muitos riscos no segundo tempo, festejou não ter perdido. Ao mesmo tempo, o Paissandu contabilizou o lucro da confiança adquirida para pegar embalo na competição.


 
 
Os melhores do jogo, pelo Paissandu: Moisés, Vítor Hugo, Zeziel e Sandro. Pelo Remo: Danilo, Gian, Vélber e Raul. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 08/02)