Olimpíada de Inverno mostra sua cara

A cidade de Whistler, palco das competições de montanha dos Jogos Olímpicos de Vancouver, serviu de cenário para um ensaio fotográfico especial da revista Sports Illustrated. A edição 2010 da revista com fotos das atletas trajando apenas biquinis trouxe quatro americanas que disputarão medalhas no Canadá.

Lindsey Vonn (foto 1) e Lacy Schnoor, do ski, além de Hannah Teter e Clair Bidez (foto 2), do snowboarding, viraram modelos e vestiram trajes de verão durante o inverno canadense. No site da revista americana, cada uma das atletas conta com 45 fotos em locações internas e externas, apenas usando biquínis para a coleção de verão do hemisfério norte.

Lindsey Vonn, uma das candidatas a musa dos jogos, chega a receber uma chamada na capa da revista. A americana posou para fotos no topo da montaha da cidade e recebeu a seguinte manchete para seu ensaio: “Atletas Olímpicas – Lindsey Vonn derrete as montanhas”. (Do Portal Terra)

Sucesso financeiro não está atrelado a vitórias

Por Fernando A. Fleury, blogueiro do ESPN

O sucesso financeiro de um clube está ligado à capacidade de seus gestores de administrá-lo dentro de um modelo seguro e profissional, que leve em conta controle nos custos e planejamento para aumento de receitas. Uma boa prova disso é o Nápoles, clube italiano mediano, que nos últimos três anos conseguiu alcançar resultados operacionais positivos e interessantes de serem analisados, sem ter levantado a Taça no Italiano. Claro que, temos de levar em conta, que na temporada 06/07 o clube alcançou a 2ª posição da Serie B italiana e com isso subiu de divisão na temporada seguinte, onde terminou na 8ª posição. A temporada passada, 08/09, não foi das mais expressivas para o clube, que terminou na 12ª posição, porém, mesmo assim, os resultados financeiros foram excelentes com lucro de 10,9 milhões de Euros. As receitas também tiveram um aumento expressivo, de 22%, passando para 108 milhões de Euros na temporada 08/09 e foram, na verdade, o grande impulsionador do clube.
A redução nos lucros de uma temporada para outra, mesmo com o aumento de receitas, de deve aos investimentos que o clube tem feito na aquisição de atletas. Nos últimos três anos a equipe italiana gastou quase 130 milhões de Euros na aquisição de jogadores e obteve apenas 11,5 milhões de Euros com a venda de atletas. Com isso a folha salarial passou de 20,9 para 24,7 milhões de Euros.

E onde está a fórmula do sucesso do Nápoles então?

Está no constante aumento das suas receitas. Ponto fundamental para o crescimento do clube. Neste ponto os napolitanos servem de modelo até mesmo para os clubes europeus. O clube saiu de uma receita de 76 milhões de Euros, temporada 06/07 para 108,2 milhões de Euros, temporada 08/09, um aumento de 42,4%.

E as dividas?

A administração não se esqueceu deste ponto e mesmo com maiores investimentos no clube conseguiu reduzir a sua dívida em mais de 22% e hoje somam 55,3 milhões de Euros. Pouco, principalmente se levarmos em conta os valores atuais arrecadados e a potencialidade do projeto.

E de onde veio este aumento?

O Nápoles conseguiu algo bastante difícil de ser atingido por outros clubes. Aumentou suas receitas nos mais variados aspectos, mantendo um equilíbrio importante na formação da mesma. A receita gerada com direitos de televisão, assunto tratado de forma ampla no último post, representou 47% das receitas totais – contra 49% em 07/08 – ou 51 milhões de Euros. O que representa um aumento de 17,8% em relação à última temporada.
O time italiano também não pode reclamar dos valores que entraram via patrocinadores. Estes tiveram um aumento de 11,3% passando de 18,6 milhões de Euros para 20,7 milhões de Euros.

Mas o ponto mais interessante de ser analisado é o fantástico aumento de 328% obtido nas receitas de merchandising e licenciamentos. Subiram de 0,64 para os 2,1 milhões de Euros em apenas uma temporada.

Apesar de responder por uma pequena parte da receita total do clube, o crescimento é prova de que a visão de longo prazo do atual dono, Aurélio de Laurentis, está dando certo e tem tudo para melhorar ainda mais. Basta ver a classificação atual no campeonato italiano.

A quarta posição e, com isso, uma eventual classificação para a Liga dos Campeões na próxima temporada servirá para consolidar o modelo escolhido e mostrar a todos que é possível crescer mesmo não vencendo títulos ou sendo uma das principais forças do país.

Botafogo chega e muda rotina de Santarém

Por Miguel Oliveira (Blog do Estado)

O técnico Joel Santana comandou o treino-apronto do Botafogo para a partida desta quarta-feira, em Santarém(PA) pela Copa do Brasil, diante do São Raimundo, em ambiente mais que favorável ao time. Segundo o radialista Mianel Andrade (Rádio Rural), cerca de 5 mil torcedores botafoguenses compareceram ao estádio Barbalhão para ver o treinamento e incentivar a equipe alvinegra. A chegada da delegação ao aeroporto de Santarém teve grande presença de torcedores interessados em conhecer os jogadores botafoguenses e o técnico Joel Santana (fotos: Reprodução/TV Tapajós e DIÁRIO DO TAPAJÓS). 

Joel não esconde o esquema tático do time para a estréia na Copa do Brasil e deve manter a escalação do Botafogo das últimas duas partidas disputadas pelo Campeonato Carioca, ao contrário do técnico do São Raimundo, Flávio Barros, que ainda não definiu o esquema do time santareno. O São Raimundo, campeão brasileiro da Série D, está com o plantel remodelado para a temporada 2010. O Pantera perdeu o cérebro do time, o meia Luiz Carlos Trindade, o zagueiro Preto Marabá e o atacante Rafael Oliveira, autor do gol do título contra o Macaé, no ano passado.

No Parazinho, o Pantera ainda não conseguiu vencer e ocupa a lanterna do Parazão 2010. Das quatro partidas que disputou, o São Raimundo empatou duas e perdeu duas, e ainda demitiu o técnico Lúcio Santarém, que comandou a equipe na conquista do brasileiro da série D.

Flávio Barros promoveu treinos de portões fechados esta semana em Santarém após o regresso do time de Cametá. O treinador ainda tem dúvidas se vai manter o esquema 3-5-2, que o time vem adotando sob seu comando no campeonato paraense ou se fortalece a zaga, no esquema 4-4-2. Segundo o treinador, a escalação da equipe só será conhecida minutos antes da partida, mas o São Raimundo não contará com o zagueiro Marabá e o atacante Max Jarí, contundidos.

Se o técnico optar pelo esquema 3-5-2, o recém-contratado Flamel, com rápida passagem pelo Flamengo, ficará no banco, para a manutenção de Evair na zaga, no lugar de Marabá. Se o time jogar no esquema 4-4-2, o técnico Flávio Barros promoverá a entrada de Flamel no meio-campo, ao lado de Beto, Marcelo Pitbul e Michel, recuando os laterais Leandrinho e João Pedro.

Cerca de 16 mil ingressos foram colocados à venda aos preços de R$ 20,00 (arquibancada descoberta), R$ 35,00 (arquibancada coberta) e R$ 50,00 (arquibancada central). O árbitro da partida será o brasiliense Wilton Pereira Sampaio. Local: Estádio Jader Barbalho (Barbalhão). Início: 20h (local)

Prêmios aguardam pelos vencedores do bolão

Os prêmios destinados aos baluartes Paulo Bentes e Matheus Cunha, pelo bolão do Re-Pa, já estão disponíveis aqui na redação do DIÁRIO (Almirante Barroso, 2190, prédio da RBA/1º andar, em frente ao Bosque), a partir das 18h. Além do brinde ofertado por Edmundo Neves, o Bentes vai ganhar deste escriba o livro “Nunca Houve um Homem como Heleno” (de Marcos Eduardo Neves, ed. Ediouro). Já o Matheus ganha outro belo livro, “Como o futebol explica o mundo”, do jornalista americano Franklin Foer (Ed. Jorge Zahar).

Ex-remista na mira do Paissandu

Alex Oliveira, meia-atacante que defendeu o Remo na Série B de 2006, é o jogador pretendido pelo Paissandu para assumir a criação no meio-campo, função que se constitui hoje na maior dor de cabeça do técnico Luiz Carlos Barbieri. O grande problema é que Oliveira, atualmente no Madureira (RJ), funciona mais como segundo atacante do que como meia-armador.

Volta ao antigo ninho cria risco de rejeição

Por Diego Salmen

Em dezembro de 2008, quando foi apresentado pelo Corinthians, o atacante Ronaldo talvez não previra o impacto de seu retorno ao futebol brasileiro. Ultrapassando o pioneirismo de cortes de cabelo pouco requintados, Ronaldo desencadeou um grande processo de repatriação de craques. De lá para cá pouco mais de ano se passou, e a lista só fez aumentar: Adriano, Vagner Love, Cléber Santana, Roberto Carlos, Fred, Alex Silva, Robinho e Cicinho.

Na maioria dos casos, a justificativa para o retorno é a tentativa de mostrar mais de perto o talento necessário para uma convocação à Copa do Mundo. No entanto, a alegação quase sempre vem acompanhada de temporadas ruins no exterior, adaptação frustrada ao país de destino ou exilío do atleta em sua própria má fase. Além, é claro, de um corte profundo no salário.

Alheia a tudo isso, a torcida comemora; os clubes, por sua vez, vislumbram títulos e patrocínios vultuosos. Mas e os jogadores, como ficam nessa história? “Em qualquer setor da economia o profissional tem que ter claros os objetivos de carreira e profissionais dele”, explica o headhunter Gustavo Parise, gerente executivo da consultoria Michael Page.

“Futebol é momento, e a marca do jogador se faz dentro do gramado”, diz Fabio Seo, diretor de contas de Thymus, agência de publicidade especializada na gestão de marcas. “A pior coisa para o jogador é não jogar. Se ele volta e resgata o prazer de jogar é interessante (para a marca dele). Ele pode até ficar num grande centro, mas se ele não jogar, não adianta. A repatriação é um movimento interessante”, analisa.

Assim como no mundo real, os jogadores que vivem momentos de instabilidade em suas carreiras dentro das quatro linhas também enfrentam riscos. “O processo de retorno cria esse risco (de rejeição), sim. Mas isso depende de como a situação é gerenciada. Essa relação tem que ser mais honesta, porque tem muita emoção envolvida no futebol, e isso tende a ofuscar um pouco a racionalidade”, acrescenta Seo. “O torcedor paga como um consumidor, mas a relação é diferente”.

Lista de Dunga exclui Ronaldinho Gaúcho

Ronaldinho Gaúcho, que teve uma recaída nas baladas e interrompeu o processo de recuperação no Milan, é a grande ausência da penúltima convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo. Ausência que tem pinta de definitiva. Dunga voltou a mencionar o fracasso de 2006 para justificar suas escolhas.

Pode-se não gostar (eu não gost0) da seleção que Dunga tem na cabeça, mas não se pode acusá-lo jamais de incoerência. E desconfio que aquele chapéu atrevido que o moleque Ronaldinho aplicou no veterano Dunga em pleno Gre-Nal finalmente cobrará seu preço.

O Capitão-do-Mato chamou de volta Gilberto (Cruzeiro) para a lateral-esquerda, com a vantagem de poder ser aproveitado na meiúca. Convocou novamente Michel Bastos, que também joga como meia no Lyon e que Dunga prefere ver na lateral-esquerda. Sinal óbvio de que nenhum dos outros laterais testados (André Santos, Kléber) o convenceram.

Kléberson foi lembrado de novo e pode ser um dos nomes de 2002 prestigiados para a África do Sul. Pela maneira como Dunga vê seu estilo de jogo, está praticamente garantido no grupo de convocados. Thiago Silva (Milan) foi uma bela novidade na lista e tem boas chances de ir à Copa. Dificilmente surgirão novas surpresas.

A insistência com Josué, Júlio Batista, Gilberto Silva e Felipe Melo faz crer que teremos um time travado, essencialmente marcador, à imagem e semelhança da Seleção do penta, montada por Parreira. O caneco pode vir, claro, mas não será sem muitos sustos e com um futebol bem distante daquilo que se convencionou chamar de escola brasileira.    

Goleiros
Julio Cesar (Internazionale-ITA)
Doni (Roma-ITA)

Laterais
Maicon (Internazionale-ITA)
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Michel Bastos (Lyon-FRA)
Gilberto (Cruzeiro)

Zagueiros
Lúcio (Internazionale-ITA)
Juan (Roma-ITA)
Luisão (Benfica-POR)
Thiago Silva (Milan-ITA)

Volantes
Felipe Melo (Juventus-ITA)
Josué (Wolfsburg-ALE)
Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE)
Kleberson (Flamengo)
Ramires (Benfica-POR)

Meias
Kaká (Real Madrid-ESP)
Elano (Galatasaray-TUR)
Julio Baptista (Roma-ITA)

Atacantes
Luís Fabiano (Sevilla-ESP)
Nilmar (Villarreal-ESP)
Adriano (Flamengo)
Robinho (Santos)

Coluna: O que vem depois da letra

Vi e revi o lance inúmeras vezes, até porque não há jeito de escapar, visto que a TV está repetindo exaustivamente. O gol de letra é saudado como a quintessência do futebol-arte e outras patacoadas do gênero. O que tem de cristão-novo cantando loas a Robinho pela finalização em cima de Rogério Ceni não está no gibi, como se dizia nos idos de 76. O tal jeito moleque é exaltado a cada cinco minutos, numa explosão de unanimidade que, de tão chata, imediatamente me põe na oposição.    
Eu sei, esse oba-oba tem um quê de pragmatismo. Muita gente já se apressa em trabalhar o clima ufanista de “pra frente, Brasil”, de olho na Copa do Mundo e no hexa. É o chamado marketing de resultados. Robinho, com o sorriso aberto que conhecemos, aquele ar maroto de eterno pedaleiro (misto de peladeiro com autor de pedaladas), é a bola da vez.
Perfil afinado com a imagem macunaímica do brasileiro comum, gentil, boa-praça e festeiro. Símbolo perfeito para o pachequismo de plantão, alimentado pelas figuras de sempre. Robinho, diz Galvão Bueno, recuperou a alegria de jogar futebol. Está mais leve e solto.
Depois do gol de letra do filho pródigo do futebol canarinho, o script está quase desenhado para apresentar à massa ignara: festa praticamente garantida nas arquibancadas e o Brasil inzoneiro e bom de bola só precisa ensaiar o desfile rumo às tribunas de honra do estádio de Joanesburgo, para pegar a Taça Fifa e trazer para casa. Fácil assim.
Recordo que tivemos esse mesmo clima ufanista cercou Ronaldo Fenômeno, Adriano e, há poucas semanas, Ronaldinho Gaúcho. A empolgação é geral, fanfarras invadem as ruas. Tudo em nome do futebol mais dançarino do mundo, capaz de desmanchar todos os nós e retrancas.
Só espero que Robinho, que refugou no galáctico Real Madri, forçou saída para a Inglaterra e acabou no clube errado – queria o Chelsea –, tenha reencontrado a condição de atleta profissional. Significa que se dedicará a treinos, tentará jogar regularmente. Afinal, jovem ainda, já é quase um veterano em andanças pelo mundo. E carrega uma eterna contradição: alterna momentos de Denílson com lampejos de Messi.
Por essa razão, o magistral gol de domingo só terá meu pleno respeito se for o sinal de uma fase estável e duradoura. Parece heresia falar assim, mas é bom não esquecer que Robinho sempre consegue fazer estréias monumentais, inesquecíveis. Foi assim em Madri, quando vestiu pela primeira vez a alva camisa do Real. Também arrebentou ao debutar pelo City. Será que vai quebrar a escrita nessa volta ao Peixe? Tomara. 
 
 
Rogério Ceni reclamar da paradinha de Neymar é assim como o roto falar do esfarrapado. Já vi o goleiro cobrar pênaltis com parada ainda mais demorada. Como também já testemunhei o ídolo tricolor se adiantar acintosamente na hora fatal, com a conivência de árbitros frouxos. Quem se mete a malandro não pode reclamar de malandragem. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 9)