Consórcio apresenta oferta pelo Baenão

Desfeita parte da caixa-preta sobre a transação do estádio Evandro Almeida. Na reunião ordinária que se realizou na noite desta quarta-feira, no edifício Metropolitan Tower, conselheiros e beneméritos do Remo ouviram a exposição de representantes das empresas Agra e Leal Moreira, que foram um consórcio e apresentaram oficialmente proposta de compra do patrimônio do clube. Ao contrário do que foi divulgado anteriormente, aqui mesmo no blog, a Igreja Universal do Reino de Deus não aparece como parte da negociação. 

O projeto de um novo estádio, a “Arena do Leão”, foi exposto pelo arquiteto Herlon Oliveira. Se aprovado pelo Condel azulino, deverá ter estacionamento para 700 veículos, 2 mil cadeiras, 150 lugares de camarote e 22,4 mil assentos de arquibancada, totalizando 24.550 lugares para o público. O terreno, item mais polêmico da negociação, deve ter 200 x 480 metros quadrados, mas ainda não tem local definido – provavelmente no Tapanã ou mesmo em Marituba.

O consórcio estaria analisando quatro lugares para abrigar o empreendimento, segundo informa o radialista Hilbert Nascimento, que representou as empresas na reunião. “Serão três campos, sendo o principal e mais dois de treinamentos. Todos medindo 68 x 105 metros quadrados, dentro dos padrões da Fifa”, informa. Segundo Nascimento a aquisição do estádio e a construção da Arena do Leão envolve a cifra de 33,2 milhões de reais. “Serão R$ 14 milhões destinados somente à compra do terreno, sendo que, se comprarmos um terreno de R$ 3 milhões, o restante que sobrar será todo do Remo”, garante.

A proposta do consórcio inclui a oferta de um patrocínio por dois anos do clube, com valor estimado em R$ 1,2 milhão. Segundo o representante, o que será construído no lugar do Baenão ainda está sendo estudado pelas empresas. O presidente do Condel do Leão, Felício Pontes ressaltou que o clube ainda não fechou nada com o grupo interessado, apesar de considerar a proposta ousada. “Vamos avaliar convenientemente, todos têm o direito de se manifestar”, avaliou. (Mais detalhes na edição do Bola desta quinta-feira, 10)

19 comentários em “Consórcio apresenta oferta pelo Baenão

  1. Entre todos os presentes à reunião houve consenso de que existem “pequenas” diferenças entre o que AK divulgara meses atrás e a real proposta da Agra, como já se suspeitava que haveria, aliás:

    1 – O terreno ficará em local distante, e põe distante nisso, além de perigoso, afastando os torcedores. Diferente do “novo estádio no centro da cidade” alardeado por AK. A população desses bairros pobres não tem poder econômico para frequentar um estádio, muito menos uma arena multiuso.

    2 – É o Remo quem comprará o terreno (!). Para isso, terá disponíveis 14 milhões, mas, como todos sabem que estará de cofres cheios, não encontrará nenhuma pechincha. Os terrenos ficarão inflacionados. O que custa 4, não vai sair por menos de 8. O restante será pago em longas 24 prestações. AK falava em 15 milhões à vista…

    3 – O estádio não será entregue inteiro, como AK anunciou, e sim pela metade. Por que mudou? Fica no ar a suspeita: será mesmo terminado?

    4 – O patrocínio de 1,2 milhão, que parece vultoso, será pago ao longo de dois anos. São meros 50 mil por mês, menos do que o clube recebe hoje de outros patrocinadores.

    5 – Um dos membros da ATAR, de sobrenome Moreira, trabalha na construtora Leal Moreira, interessada na compra. A ATAR, coincidentemente, apóia a venda sem questionamentos.

    6 – A maior parte dos conselheiros presentes demonstrou repulsa à proposta, que é bem diferente da divulgada antes. Em cada ponto anunciado outrora por AK aconteceram “pequenas” mudanças que aborreceram a muitos. A turma do Tonhão desaprovou inteiramente, a turma da antiga está reticente. “Adorou” a proposta, mas tem “ressalvas”.

    1. Cleiton,
      O grande problema é justamente esse elenco de perguntas não respondidas – a começar pela mais importante de todas: onde seria erguida a Arena do Leão? Ora, qualquer torcedor sabe que estádio que fique um pouco mais distante do que o Mangueirão está fadado ao abandono completo, mesmo que seja o mais “lindo e moderno”. O que chama atenção é o açodamento em vender o patrimônio logo (no começo de 2010), como se não houve outra possibilidade. A data é bastante significativa, pois tem a ver com o calendário político-eleitoral.
      Fica sempre a impressão de que a venda urgente interessa diretamente a um grupo, não ao clube como um todo. Como se desconfiava, a conversa de que o futuro estádio seria construído, concluído e entregue ao Remo já caiu por terra. Bem como a história dos R$ 15 milhões extras: antes, Amaro Klautau dizia que esse dinheiro sairia limpo para o clube. Agora, o consórcio deixa claro que pagaria a diferença e o Remo sairia à procura de terreno para comprar. É uma tremenda mudança de rumos. E nem se falou ainda sobre quanto será a comissão sobre a venda – e quem será seu beneficiário. São muitos pontos cegos a serem esclarecidos e que exigirão dos conselheiros e beneméritos uma avaliação rigorosa. Afinal, se aprovada a transação, estará se assinando embaixo – repito – de um perigoso salto no escuro.

  2. É um grande passo,e perigoso sim, mas pode ser um bom negócio. O velho Baenão nem daqui a 100 anos será uma arena moderna.
    Como em toda transação séria haverá um contrato regendo esta. E essa será a garantia do Remo.
    Uma estádio na Augusto Montenegro próximo a Indepência, ou rodovia do tapanã ou na artur Bernardes (locais citados ontem) é longe? longe do que? das casas do centro em Nazaré e na Braz? certamente não esses os que vão frequentar mais o estádio, e se forem irão no conforto do arcondicionado de seus carros.
    Outra, se o Remo encomendasse um estádio para a Leal Moreira certamente não sairia por menos de 30 milhões, porém o custo para a empresa é bem menor que este,o resto seria lucro. Não é o caso. Então, talvez, 18 milhões seja o preço de custo.
    Não entendo essa oposição ferrenha a idéia sem uma análise mais fria.A Proposta oficial saiu ontem. Até “teorias da conspiração” estão supondo contra a idéia.
    Se argumentos mais factíveis surgirem pra justificar a não venda eu me rendo a eles, por enquanto só uma oposição que beira a ranzizisse(se é que existe esta palavra)

  3. Não podemos esquecer, que foi apenas uma proposta e, a mesma, pode ser ajustada. Adorei o projeto e, para aqueles que ainda não sabem os lugares onde podem ser construidos esta Arena do Leão, vale repetir o que se ouviu ontem, por várias vezes: 1-Augusto Monte Negro, próximo a Rodovia Mário Covas; 2- Avenida Independência; 3- No Tapanã; 4- Na Rodovia Arhur Bernardes(que, como sempre falei, é de minha preferência). Marituba, só quem ouviu, foram aqueles maldosos, que lutam a qualquer custo, para que o Remo não cresça. Agora, vale ressaltar, uma coisa: O Presidente do Paysandu, agradeceu ao Rui Guimarães, pela dica que tinha dado e, com isso Demitiu o Edson Gaucho, para mais tarde, dizer que o mesmo Rui deveria voltar para o banco da escola e aprender Futebol. Este mesmo Rui, falou que a Universal iria comprar o Baenão e, que todos já sabiam disso, se enganou de novo. Pergunto: Alguem ainda vai acreditar no que o Rui fala? Porque só se fala em Agra e, não se menciona Leal Moreira, será que é pra gente entender que acertaram, na mosca? Eu prefiro assistir a um jogo com 50% dessa, moderníssima Arena, pronta, a ter que assistir a mesma partida, nas arquibancadas do Imundo Baenão. Dizer que no Baenão, que é próximo ao centro a torcida vai, mas que se for afastado, ela não vai, igualmente ao Mangueirão, tenho a dizer, que, no Mangueirão, não é a casa do Remo, se fosse, a Torcida iria sim, assistir Treino, jogos, como se faz no Baenão, porque aí, seria a casa do Remo e, não um estádio público. Por isso que digo, para entender de planejamento para o Futebol e engrandecimento de um clube, tem que conhecer sobre isso, se não, vc pensa, pensa, pensa e, não consegue enxergar. Uma pena.

    1. Cláudio,
      A discussão pode ser mantida em altíssimo nível, apenas no terreno das ideias, das observações e preferências de cada um. Aquele velho ditado continua de pé: cada cabeça, uma sentença. Tenho uma posição fechada contra esse tipo de negócio, que todo mundo conhece, mas sei dar o braço a torcer diante de alternativas inovadoras e compensadoras para o clube. No momento, nada me faz crer que essa venda (cheia de pontos obscuros) vá compensar o Remo lá na frente. Mas, meu caro, não sou o dono da verdade e o tempo pode mostrar que estou errado. Tomara.
      Quanto ao amigo Rui Guimarães, repito, é profissional dos mais sérios, honestos e criteriosos que conheço. A informação sobre a participação da Igreja Universal foi passada por pastores daquela igreja e checada com fontes da diretoria. Não nos precipitemos. Muita coisa ainda virá à tona nas próximas semanas, inclusive a tal localização da Arena. Quanto à omissão da Leal Moreira nas notícias sobre a venda, é de responsabilidade exclusiva da diretoria do clube, que em nenhum momento citou a construtora paraense.

  4. Um dos maiores preconceitos do paraense de Belém é o de que a “lonjura” é uma questão de estatus. Quem vive fora do circuito urbano é pobre.Todas as metrópoles são a continuação do seu centro histórico, que como aconteceu em Curitiba, foi zoneado, transformado em espaço cultural, comércio, faculdades, escolas, museus, etc. e as residencias, shoppings, estádios etc., que precisam de áreas de estacionamento foram para as áreas maiores, de ruas mais largas , etc.
    É preciso sair do comodismo, dessa fortificação, desse aldeamento urbano que é o centro da metrópole.

  5. Como disse o Cláudio…. eu também prefiro ir em um estádio com 50% da arena do leão a ter que ir ao Baenão…. Gente, vcs que moram em Belém me digam onde o remo pode construir um estádio dentro de um raio de abrangência de 10 km do seu atual???? nessa batida que o leão vai vcs veem algum futuro???? a final de contas belém cresce em qual sentido???? daqui a 10 anos estes locais, apresentados para construção da arena, já estarão dentro da grande Belém (acho até que já estão)??? será que daqui a dez anos o baenão, se continuar com remo, chegará a ser uma arena moderna atendendo pelo menos 50% da exigencias da FIFA????? vamos lembrar do mangueirão (o bairro X o estádio X n° de habitantes daquela regioão X etc…) a dez anos atrás????? hoje parece que deu uma sensível melhorada???? o problema é que o mundo corporativo ainda não chegou aos clubes do pará, e nesse mundo não tem bonzinho…. ou dá lucro ou não dá… ou dá ou desce, ninguém investe a torta e a direita…..

  6. É, mais no centro da “Metrópole”, onde hoje está o Remo, Bairro de São Brás, é ponto de convergência de bairros periféricos da urbe (Canudos, Guamá, Terra Forme e Fátima), onde se concentra o grosso da população de Belém, cujo deslocamento para o estádio é tranqüilo e com poucas notícias de tumultos e de sufoco de transporte. Tecnicamente, em sã consciência, alguém pode afirmar que o Baenão não possa ser modernizado? Tem espaço, campo, e tudo que possa ser modificado. Mais, com os graves problemas imobiliários atuais, onde haverá terreno disponível para o clube. E a pergunta central é: por que Tuna e PSC não abrem mão de seu patrimônio e o Leão pode?

    1. Caro Cássio, permita-me opinar sobre seu comentário.
      O grosso da população não está mais só nesses bairros, eles são os mais populosos mas representam pouco mais deum terço da população da Capital e bem menos que isso da região metropolitana que é o que devemos considerar. Ananindeua por exemplo tem mais de meio milhão de habitantes. Ficará mais distante para a maioria, para alguns (jurunas,guamá,cremação,condor etc..) mais ainda,é um preço pequeno diante das possibilidades de ter um estádio nos moldes apresentado.
      Técnicamente não posso afirmar que o Baenão não possa ser modernizado,até acredito que possa,apenas afirmo que dificilmente(nunca) será.
      A Tuna aind não é parâmetro. O paissandu realemente nem fala nisso. Porém outros grandes clubes do cenário nacional falam, Guarani é um exemplo.

    2. O mais engraçado, Cássio, é que as duas maiores forças do nosso futebol têm comportamento inteiramente diverso quanto à preservação de patrimônio. Acompanho o futebol paraense, como profissional de jornalismo, há pelo menos três décadas. Nunca – mas nunca mesmo – se teve notícia de que o Paissandu iria vender algum pedaço de terreno ou garagem de sede para sanear dívidas. Justiça se faça: nesse aspecto, seus dirigentes e conselheiros estão de parabéns. Não se resolve problema em futebol lançando mão de bens imóveis. Dilapidar patrimônio é falta de criatividade, denota pobreza de ideias. O Paissandu deve tanto ou mais que o rival, mas jamais se apequenou ao ponto de lançar mão de seu estádio ou sua sede social. Aliás, nenhum outro grande clube de massa no Brasil teve esse tipo de iniciativa, pelo simples fato de que seus associados e conselheiros não permitiriam tal coisa. No Remo, essa história é recorrente e vem à tona de vez em quando. E quase sempre num momento de crise braba como agora, quando as avaliações racionais ficam prejudicadas e o próprio torcedor está ávido por acreditar em qualquer panacéia. Há um imenso fosso na forma como os dois grandes clubes paraenses tratam o patrimônio construído ao longo de um século. Isso é fato. Uma vez, num papo sobre aperreios financeiros do Bicola e problemas com a Justiça do Trabalho, o então presidente Tourinho comentou comigo (em off) que a última coisa que teria coragem de propor era a venda de um patrimônio do Papão, pois sabia que a reação da comunidade alviceleste seria devastadora, por considerar os bens inegociáveis.

  7. Porque nao apareceram propostas pros lusos e bicolores; alem disso, a localizacao do Baenao e melhor que a da Tuna, que tambem nao tem torcida pra encher estadio. Querem agradar todas as faccoes remistas? Impossivel, deixem como esta.
    P.S. e furada o Remo procurar terreno e entregar o Baenao so com 50% da arena pronta. Quanto a localizacao, a Augusto Montenegro e a melhor, por causa das obras de entorno do Mangueirao, sendo que a BR e loucura, so se fizessem o CT la e o estadio em outro lugar.

    1. Jorge,
      Já há uma movimentação de bastidores no Paissandu para que, a partir de 2010, a Curuzu seja revitalizada, com a retomada do antigo projeto de ampliação do estádio, para que se transforme na Bombonera do Norte. O projeto de reforma existe, é do premiado arquiteto (e bicolor, obviamente) João Castro. Não tenho a menor dúvida de que será um golaço, além de estabelecer a diferença com o tradicional rival, com amplo efeito na formação de futuros torcedores.

  8. Gerson, o A.K quer dilapidar o patrimonio… esse projeto apresentado tem estrutura 10x superiro ao baenao e vc vem dizer que querem dilapidar patrimonio, sinceramente não sei o que vcs da imprensa estao tao contra esse projeto. O remo esta falido com o famoso e antigo baenao, o paissandu esta falido com a famosa e antiga curuzu. Lembro que clubes trocaram seus centenarios estadios e estao muito bem estruturados, só aqui que vcs querem continuar com estadio defasado, acho que vcs gostam de transmitir os jogos nas cabines “SUPER MODERNAS” do baenão.

    1. J. Vitor,
      Acho que mais grave do que a situação das cabines é a falta de perspectiva de um negócio cujo único atrativo é construir um estádio fora dos limites da RMB. Consertar as cabines do Baenão é galho fraco, que só não foi resolvido pela inépcia dos dirigentes que emporcalham o Remo há anos. Pior do que isso é ver que o clube, por teimosia de um presidente, está abrindo mão de seu patrimônio para se distanciar do torcedor. Duvido que a torcida vá prestigiar jogos num estádio localizado no Tapanã, BR, Icoaraci ou Marituba. Mas o tempo é senhor da razão – vamos ver como ficam as coisas, daqui a dois, três anos.

      1. É o que devemos fazer, esperar. E torcer,todos, para que os, hoje, otimistas ,como eu,estejam certos e não cegos.

  9. Pois é, o torcedor remista que mora na cidade de Belém é maioria em relação as outras cidades da RMB, e sem dúvida, tem fácil acesso ao Baenão, onde passam todos os ônibus que circulam na urbe. É só ver o problema do deslocamento ao nosso colosso no Benguí. Portanto, se for considerar a localização, o Baenão e a Curuzu ganham de longe. Continuo defendendo que seria mais justo pensar am modernizar o Baenão, porém como alguns só pensam em interesses econômicos, é mais fácil vender o histórico Evandro Almeida. É o lema do futuro: “derruba-se o Baenão e constrói-se o espigão”. Em tempos de superaquecimento global, perde-se uma área ampla e arejada e ganha-se novo concreto. Como diria o comendador, “Tão Belém”…

  10. Acredito que essa venda não aconteça,pois quando o estádio estiver pronto,o Remo vai continuar sem dinheiro,não tem nem divisão,deveria se preocupar primeiro em sair dessa situação,se ele estivesse na séria A, a proposta seria ótima.

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