Águia e Papão quase na Série B

Os dois representantes do Pará se preparam para a estréia na Série C, no próximo fim de semana, com o objetivo legítimo de subir à Segunda Divisão em 2010. O planejamento das duas equipes indica, porém, que o projeto alviceleste é mais completo, a começar pela contratação de uma comissão técnica para montar o time ainda durante o campeonato estadual.

É a primeira vez, nos últimos anos, que um time paraense entra em competição nacional estruturado e apto a cumprir boa participação. Como a equipe foi ganhando forma ao longo do campeonato, faltam apenas pequenos ajustes para o torneio de tiro curto, que se definirá para o Paissandu (e o Águia) já na segunda fase.

Caso se classifique jogando contra Águia, Sampaio, Luverdense e Rio Branco, terá pela frente um cruzamento com modestos representantes do Nordeste. O certo é que, em 16 de agosto, data do jogo de volta do mata-mata, o Paissandu poderá festejar a classificação antecipada à Série B.

Para que esse caminho seja mais tranquilo, o time ainda necessita de reforços para alguns setores. A lateral-direita mostra vulnerabilidade, desde que Boiadeiro deixou a Curuzu no fim do ano passado. A zaga (que ganhou o reforço de Rogério Corrêa) sente falta de pelo menos mais um jogador experiente. O meio-campo, apinhado de volantes, carece de um meia-armador, para revezar com Rossini e Zeziel. Michel, do S. Raimundo, ainda pode vir. Seria um benéfico sopro de juventude no setor.

O ataque é o setor menos problemático. Edson Gaúcho tem Vélber na ponta-de-lança e Balão como seu reserva imediato. Reinaldo e Zé Carlos disputam a 9, Zé Augusto, Hallace e Torrô são alternativas. Atacantes em quantidade suficiente para a sequencia de jogos na Série C.

 

Em 2008, o Águia bateu na trave. O excesso de gols perdidos contribuiu para que a equipe não se qualificasse entre as quatro finalistas. Houve, ainda, o episódio envolvendo a punição (desfeita depois) ao Duque de Caxias (RJ), que promoveu vergonhoso cai-cai ao jogar em Rio Branco.

Galvão vai ajustando suas peças. Para o lugar de Aleílson, já tem Marcelo Maciel (ex-Remo) e ainda tenta Hélcio, artilheiro do Parazão pelo S. Raimundo. Perdeu Flamel e Ângelo, mas Ednaldo chega para a lateral-esquerda e é fato que, com Adriano no gol, o Águia entra mais forte defensivamente – o que será decisivo na competição.

 

Graças aos amigos e colaboradores, o blog em construção só faz crescer. Na quinta-feira, atingiu a casa dos 492 acessos. Isto é só o começo.

(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO deste domingo, 17/05)

Punição discreta

O atacante Dentinho tomou três jogos de suspensão pela cotovelada na boca de Rafael Moura, do Atlético-PR, em partida válida pela Copa do Brasil.

Achei pouco, mas o técnico corintiano Mano Menezes teve a pachorra de dizer que a punição foi injusta. Sua simplória argumentação: as imagens de TV não deveriam ser usadas para punir esse tipo de lance.

Por essas e outras que o futebol descamba sempre para espetáculos violentos, quando sua essência deveria ser a exibição do talento.

Brasileiro: Vitória e Inter na ponta

Uma rodada com algumas surpresas no Brasileiro e dois times que começam a se distinguir dos demais.

O Palmeiras perdeu para os reservas do Inter, no Beira-Rio, o que é mais ou menos normal. O time de Luxemburgo é dado a rompantes, oscila muito. O Inter, que nada tinha a ver com isso, se manteve a liderança.

O Flamengo tropeçou no Avaí, no Maraca, e pode se dar por feliz. O time catarinense podia ter matado o jogo no segundo tempo.

O S. Paulo empatou às duras penas com o Atlético-PR, no Morumbi, em 2 a 2. O gol de empate, de André Lima, aos 43 do segundo tempo, foi em impedimento.

O Galo derrotou o Grêmio, por 2 a 1. Vingancinha de Celso Roth contra seu ex-clube.

O Flu tropeçou no interior de SP: 0 a 0 com o Barueri.

O Santo André meteu 4 a 2 no Coritiba. Em Curitiba, o que prova que o empate obtido pelo Botafogo na estréia não foi mau negócio.

O Náutico derrubou o favorito Cruzeiro: 2 a 0.

Santos tropeça, em casa: 3 a 3 com o Goiás.

O Botafogo empatou com o Corinthians, que fez suspense mas entrou com o time titular (Ronaldo, inclusive)

E o Vitória de Carpegiani se segura na liderança, ao lado do Inter, com a vitória de 1 a 0 sobre o Sport.

Arranjos aéreos sob suspeita

Jornal da cidade afirma, em nota, que o verdadeiro enrosco financeiro do coronel Nunes é doméstico: cobrir o pagamento das passagens aéreas do deslocamento de clubes para o interior. O problema é que a agência de viagens pertenceria ao diretor técnico Paulo Romano.

Diante de mais essa situação nebulosa, a FPF deve explicações públicas.

Sob o domínio de lunáticos

Alguém me pergunta de onde surgiu o delírio de trocar o mascote do Remo. Pelo que sei a ideia é de um lunático da própria diretoria, o que não surpreende e diz muito sobre esses próprios diretores.

Na falta de tutano para enfrentar questões mais sérias e urgentes, aparece sempre alguém disposto a desviar o foco, com factóides que não levam a nada.

Por sorte, ninguém com o mínimo de discernimento embarca nessas bizarrices.

Appaloosa

Um trechinho de Scare Easy, música que fecha, em grande estilo, “Appaloosa” (Cidade sem lei), inspirado bangue-bangue de Ed Harris. 

Vi o filme hoje e fiquei impressionado, como fã de western e de boa música.

Harris, além de dirigir, co-assina o roteiro (belíssimo) e atua muito bem, na pele do xerifão Virgil Cole.

Outras atuações sensacionais por conta de Viggo Mortensen, como o sub-xerife, e de Jeremy Irons, como o bandidão da fita.

Um bangue-bangue dos bons, como nos velhos tempos: papéis bem definidos, com patifes agindo como patifes e heróis como heróis.

Recomendo.

Rock na madrugada – U2, With or Without you

Sequencia do filme Rattle and Hum. Solo e base de guitarra de The Edge soam perfeitos.

Aquecimento? Não dê a mínima…

Para que se preocupar com os ursos polares, com a preservação ambiental? Safo é aquele que pensa apenas em si, nos prazeres imediatos.

Com lições próprias da chamada psicologia às avessas, um video sob medida para sacudir cabeças avoadas e desconectadas da realidade.

Ao invés do discurso engajado, uma mensagem certeira e inteligente, que faz pensar.

Um pequeno grande filme

Depois de algum tempo sem ver um filme francês, assisti nesta semana a Quando Estou Amando (2006), de Xavier Giannoli. Gerard Depardieu no papel de um cantor de bailes, que ganha a vida divertindo platéias envelhecidas. É brega, decadente e solitário.

Depardieu contracena com Cécile de France, atriz que eu não conhecia, mas que exala forte presença cênica e uma beleza que vai se revelando aos poucos dentro do filme.

Interessante, agridoce, digno da melhor safra francesa, que estancou ali pelos anos 50 e 60, com Truffaut & Cia.

Chico Ferreira resolve abrir a boca

Na última sexta-feira, o repórter Ismael Machado, do DIÁRIO DO PARÁ, entrevistou Chico Ferreira na penitenciária de Americano. A matéria é o principal destaque da edição de domingo do jornal. Foram três horas de entrevista. Ferreira, que não falava com jornalistas desde o julgamento em que foi condenado a 80 anos de prisão pela morte dos irmãos Novelino, resolveu abrir o verbo. Assim começa o texto:

João Batista Ferreira Bastos quer falar. Dois anos depois do assassinato dos irmãos Novelino, Chico Ferreira resolveu romper o silêncio. “Não falei antes porque estava em depressão, com pânico, tomando remédios”, diz ele. “Mas as escrituras sagradas nos ensinam que não há nada que esteja encoberto que um dia não venha a ser revelado”, complementa.

E o que Chico Ferreira tem para dizer? O empresário dono da Service Brasil, palco do assassinato dos irmãos Uraquitã e Ubiraci Novelino, condenado a 80 anos de prisão, diz que foi vítima de um complô entre os verdadeiros culpados para que fosse incriminado como mandante do crime. Em um depoimento de quase três horas ao Diário do Pará, Chico Ferreira dá a sua versão da história.

As melhores divisões de base do país

O site Olheiros.net elaborou um interessante ranking para definir os clubes com melhor categoria de base do Brasil.

Foram coletados dados das principais competições de base nacionais e internacionais nos últimos três anos para lançar a primeira edição do Ranking Olheiros do futebol de base brasileiro. Após a definição dos critérios de pontuação e a busca de informações – muitas delas quase impossíveis de serem obtidas, tamanha a falta de divulgação das bases em estados de menor expressão, o resultado é o material que se vê abaixo.

Longe de querer bater o martelo sobre quem é melhor – afinal, uma das maiores discussões da base é se o importante é ganhar títulos ou revelar talentos –, o consenso neste debate é que alcançar os dois é o objetivo final de todo trabalho com garotos. “Com a fórmula de cálculo adotada, acreditamos, será possível encontrar este meio termo. Os primeiros colocados, como se pode ver, têm revelado diversos nomes de qualidade para o futebol nacional ao passo que colecionam troféus”, dizem os responsáveis pelo site. Detalhe: o ranking foi todo elaborado com base nos resultados de 2007, 2008 e 2009.

O Remo é o 59º colocado, com 20 pontos. O Castanhal é o 74º, com 14 pontos. Ambos estão à frente de clubes tradicionais, como Botafogo (82º), Ponte Preta (86º) e Palmeiras (92º). Tuna e Paissandu não aparecem na lista dos 111 clubes.

Os três primeiros colocados no ranking do Olheiros são: Internacional (251 pontos), Cruzeiro (232), S. Paulo (221), Grêmio (217) e Fluminense (174).