Julgamento do caso Náutico x PSC será na sexta-feira, 20

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O julgamento do caso Náutico x PSC será na próxima sexta-feira, 20, às 11h, no STJD. Para esta data foi agendada análise do pedido de impugnação do jogo de volta das quartas de final da Terceirona, encaminhado pelo Papão no dia 10 de setembro. A confirmação da data foi feita próprio STJD, ontem à tarde.

No documento em que pede a anulação da partida, o PSC contesta a marcação de um pênalti pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden em favor do Náutico, aos 49 minutos do segundo tempo. O Papão detalhou ainda que o árbitro estava a metros do lance, de frente para a jogada em que participaram apenas jogadores bicolores, sem a presença de alvirrubros. 

Em parecer emitido por Manoel Serapião Filho, ouvidor de Arbitragem da CBF, ele confirma o erro do árbitro, mas pondera que “não se pode dizer que o árbitro ocasionou prejuízo direto a uma ou a outra equipe”, já que ocorreu um pênalti não marcado contra o PSC no primeiro tempo.

Nos últimos dias, Vuaden revelou que tem recebido ameaças por parte de torcedores do PSC. A Câmara Municipal de Belém aprovou um requerimento declarando Leandro Vuaden “persona non grata” ao futebol paraense.

Na última sexta-feira, após o STJD ter determinado a não homologação do resultado do jogo, mas sem paralisar a Série C, o presidente do Náutico, Edno Melo, disse estar otimista quando ao desfecho do caso no tapetão. 

Marquinhos Santos troca Juventude pela Chapecoense

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A Chapecoense anunciou na tarde de hoje (16) a contratação do técnico Marquinhos Santos, ex-Coritiba, Bahia e Fortaleza e que, recentemente, conquistou o acesso para a Série B com o Juventude (RS). Marquinhos, que já dirigiu o Paissandu, chega para salvar a Chapecoense de um inédito rebaixamento para a segunda divisão do futebol brasileiro.

A frase do dia

“Essa é a maior ameaça ao governo Bolsonaro e ao PSL. Nesse momento, políticos do PSL estão lutando com todas as forças para barrar e impedir a CPI das FakeNews, sendo que a CPI não cita partido algum. Por que o PSL está tão desesperado? Abram os olhos”.

Felipe Neto, youtuber

Bola na Torre – domingo, 15.09

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Irritado com tropeço do S. Paulo, Daniel Alves põe culpa na imprensa

https://www.youtube.com/watch?v=5dSfYNaTP1Q

Daniel Alves parece incomodado com críticas ao São Paulo, especialmente quando o debate gira em torno de sua utilização em campo, como lateral, posição de origem, ou meia. O jogador da seleção brasileira chegou a afirmar, após o empate com o CSA por 1 a 1 no Morumbi, na noite de hoje (15), que a imprensa não vai saber o que é melhor “porque nunca jogou futebol”.

“Sei o quanto é difícil você construir coisas no futebol brasileiro, pelo fato de vocês (imprensa) estarem sempre para desestabilizar em qualquer situação. Então temos que ser calmos, seremos. A maioria da imprensa não jogou bola, então gera desconfortos. Se jogo na lateral, se jogo no meio. A gente tem que ser bastante consciente da situação que estamos e do futebol que estamos praticando”, começou.

“Estamos aqui, volto a insistir, para construir juntos. Posso ajudar meus companheiros a serem muito melhores do que são. Ao contrário do que a maioria pensa, eu jogando de lateral fico muito tempo sem pegar na bola, e aí fica ainda mais difícil ajudar meus companheiros. A imprensa não vai saber (em que posição Daniel Alves rende mais) porque nunca jogou futebol”, completou.

O jogador chegou a ser interrompido por repórteres que estavam na zona mista do Morumbi, e terminou. “Quero passar a mensagem que não podemos nos posicionar conforme o que a imprensa fala, temos que seguir nosso plano. A imprensa sempre está para gerar esse tipo de desconforto, e gerar debates. Eu estava lá fora (com a seleção), mas ouvi falando sobre Daniel Alves na lateral, Daniel Alves no meio.”

“Sei o quanto é difícil o Campeonato Brasileiro. Mas nunca pequei por omissão, sempre estarei na linha de frente. Antes de vir para o futebol brasileiro, já fiz uma lavagem cerebral de que aqui só os fortes sobrevivem”, finalizou. Com o empate, o São Paulo chegou a 32 pontos. Além de desperdiçar a chance de voltar ao G-4 do Brasileirão, a equipe de Cuca fica na sexta colocação, atrás do rival Corinthians, por ter menor saldo de gols (9 a 8). (Do UOL)

Classificação sem retoques

 

POR GERSON NOGUEIRA

Há muito tempo que a torcida do Remo não comemorava uma goleada. E ela veio no momento certo. Precisando vencer o Atlético-AC por dois gol de diferença para passar à semifinal da Copa Verde, o time foi escalado ofensivamente, numa espécie de 4-2-1-3. Funcionou. Com 6 a 1 no placar, o Leão se classificou com sobras e garantiu uma festa no Baenão.

Logo aos 2 minutos, nasceu o primeiro gol. Após escanteio, a bola sobrou na entrada da área para Wesley, que bateu de primeira. A bola saiu rasteira e foi no canto direito do gol de Ruan, ainda tocando na trave. A primeira parte do desafio estava cumprida, empatando o placar agregado em 2 a 2.

O gol encheu de entusiasmo e aumentou a confiança do time de Eudes Pedro, que continuou insistindo e quase ampliou com Gustavo Ramos, aos 6 minutos. O mapa da mina era o lado esquerdo do ataque, por onde Ramos e Ronaell levavam a melhor em cima do lateral Mateus.

Aos 18 minutos, Ramires arrancou em direção à área e levou uma trombada do zagueiro Douglas. A falta, na meia-lua, foi cobrada com maestria por Neto Baiano. De pé esquerdo, ele mandou de curva no ângulo esquerdo da trave atleticana, fazendo 2 a 0.

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O Remo era senhor absoluto do jogo, ocupava o campo inimigo e não sofria qualquer ameaça. Acima de tudo, tinha tranquilidade para acelerar quando a situação permitia e controlava a bola com boa movimentação de Eduardo Ramos e Wesley, que auxiliava na armação.

Foi a dinâmica empregada pelo Remo que desconcertou a marcação. Além dos homens de meio-campo, os laterais Cesinha e Ronaell se mantinham sempre além da linha de meio-campo, transformando-se em atacantes e ajudando a manter o Atlético acuado.

Duas outras chances foram perdidas por Neto Baiano e Eduardo Ramos, mas o terceiro gol não demorou a nascer. O Atlético teve uma oportunidade clara em jogada na área que o zagueiro Douglas desviou por cima do gol.

Aos 41’, em sua melhor participação ofensiva, Gustavo Ramos foi à linha de fundo e cruzou como ensinam os manuais. A bola foi na direção de Neto Baiano, mas foi Wesley que chegou batendo para as redes. Remo 3 a 0.

A partir dos 42’, o Remo acusou o desgaste pelo esforço inicial e permitiu uma pressão do Atlético com avanços pela esquerda em cima de Cesinha. Neto Baiano derrubou o atacante Geovani, mas o árbitro não assinalou a penalidade. Logo em seguida, Marquinhos foi à linha de fundo e cruzou rasteiro nos pés de Jovambert, que só escorou para o gol, diminuindo.

Polaco começou o 2º tempo tentando manter o Atlético no ataque, como nos minutos finais da primeira etapa. O Remo, porém, mostrou mais atenção, com Gustavo voltando para contribuir com o bloqueio.

Aos 14’, Cesinha finalizou na pequena área e a bola foi desviada. Aos 17’, nasceu o quarto gol. Hélio Borges, que havia subtituído a Wesley, entrou driblando na área e foi derrubado por Igor. Neto Baiano cobrou e ampliou.

Aos 23’, o lateral Ronaell avançou para o meio em direção à área, trocou passes com Hélio e recebeu de frente para o gol. Bateu de chapa no canto direito de Ruan, marcando um golaço. Com 5 a 1, a torcida transformou o Baenão em salão de festas e o time reduziu o ritmo para administrar o jogo.

O Atlético, cansado, não incomodava nem mesmo quando Polaco pegava na bola. Quando a partida se encaminhava para o final, Eduardo Ramos lançou Baiano na esquerda. Diego tentou cortar e a bola ficou com o centroavante, que avançou e bateu rasteiro, fechando a goleada em 6 a 1.

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Baiano e Hélio ainda tiveram boas oportunidades, em jogadas criadas por Zotti. A entrada de Rony no lugar de Cesinha manteve a qualidade na ala direita. Com o excepcional desempenho ofensivo – 6 gols em 16 finalizações –, o ataque (Baiano, Wesley e Gustavo) merece todos os elogios, mas é preciso reconhecer os méritos do conjunto.

Além de exibir mais força de marcação do que nos últimos jogos, o Remo foi frio e objetivo quando teve a bola. O problema se concentrou na cobertura defensiva. Yuri e Ramires tiveram dificuldades para controlar as triangulações de Polaco, Geovani e Igor e a zaga ficou exposta em várias ocasiões, dando três chances ao ataque atleticano no 1º tempo.

Mesmo com as deficiências do Galo Carijó, a partida foi certamente a mais bem resolvida pelo time azulino na temporada. Eudes deixa a impressão de ser um técnico mais disposto a perseguir vitórias, ao contrário de Márcio Fernandes, que preferia sempre optar pela cautela. (Fotos: Samara Miranda/Ascom Remo)

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Pará chega de novo à final da Copa Verde

O Leão não chegava à semifinal da Copa Verde desde 2016, quando venceu o Nacional-AM e foi enfrentar o Papão. Em 2017, caiu nas quartas para o Santos-AP. Em 2018, foi eliminado nas oitavas pelo Manaus.

A classificação azulina já garante o Pará na final do torneio, pois a semifinal será disputada entre o Leão e o vencedor de Bragantino x PSC. Na outra chave, Cuiabá e Goiás são os semifinalistas.

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Flu e Timão transformam jogo em show de horrores

Caso encontre pela frente mais uns quatro adversários tão indispostos quanto foi o Corinthians ontem à tarde, em Brasília, o Fluminense já pode se considerar a salvo do risco de rebaixamento.

Um frangaço, em chute fraco de Paulo Henrique Ganso que Cássio aceitou, foi suficiente para decidir o jogo. No resto do tempo, o Flu ficou espanando bolas e o Corinthians batia cabeça, sem inspiração.

Feio, muito feio.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 16)

Leão goleia e se classifica para a semifinal da Copa Verde

https://www.youtube.com/watch?v=8MolrLjsA-M

Quem não quer Lula livre?

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Por Paulo Moreira Leite

Quando as revelações da Vaza Jato demonstram de forma definitiva a natureza grotesca da prisão de Lula,  seria natural imaginar que o apoio ao movimento que tenta anular  um processo claramente injusto e tendencioso,  tivesse atingido a quase unanimidade dos setores democráticos  da sociedade brasileira, certo? Errado.

Nos últimos dias tem sido fácil notar que a campanha pela liberdade de Lula, movimento “Lula Livre”, iniciado no mesmo dia em que ele foi conduzido a Curitiba, enfrenta um silêncio impensável do ponto de vista da reconstrução das garantias democráticas ameaçadas pela Lava Jato e pelo processo autoritário iniciado pelo golpe de 2016, reforçado pela eleição de Jair Bolsonaro.

Em três atos públicos ocorridos nos últimos dias, em São Paulo, a reivindicação pela liberdade de Lula foi motivo explícito e assumido num deles, o “Resistir é Preciso”, realizado no TUCA, em 11 de setembro. Vários discursos e esquetes dramáticos fizeram apelos pela liberdade de Lula. Também se fez uma convocação para uma  ida em caravana a Curitiba, em apoio ao Lula e a militância que diariamente lhe dá “Bom Dia” e “Boa Noite”.

No dia 9, no Salão Nobre do Largo São Francisco,  a liberdade de Lula foi colocada por vários oradores convidados. O “Lula Livre” não fazia parte do acordo que convocou o ato, que tinha a defesa da liberdade de imprensa e de Glenn Greenwald como suas prioridades. O tema foi colocado por um dos organizadores, Paulo Zochi, presidente do sindicato dos jornalistas, que em sua intervenção recordou a decisão da Federação Nacional da categoria de empenhar-se pela “libertação imediata do ex-presidente Lula”.

Em 2 de setembro, no ato “Direitos-Já – Fórum pela Democracia”, um único orador, o governador do Maranhão Flávio Dino, fez referências explícitas e demoradas sobre a injustiça da prisão de Lula. Essa situação teve consequências políticas previsíveis. Momentos antes do ato, inconformados com a notícia de que as manifestações a favor de Lula — a mais importante vítima individual dos ataques ao Estado Democrático de Direito em nossos dias — não poderiam ter grande destaque, a maioria dos dirigentes do Partido dos Trabalhadores preferiu ficar fora do ato.

Numa surpresa para alguns presentes, a manifestação foi encerrada por um vídeo de apoio de Fernando Henrique Cardoso, aliado discreto mas leal a Sérgio Moro, postura que manteve após as evasivas do ex- juiz em seu depoimento no Senado.

O curioso é  que o espaço tímido — digamos assim — reservado a manifestações pela liberdade de Lula faz um contraste gritante com o atual momento jurídico-político do país. Mais do que nunca, o destino de Lula ocupa o centro das decisões sobre o futuro do regime democrático.

Envolvendo um esforço político imenso, num processo a ser vencido palmo a palmo, manifestações a favor da sua libertação de Lula enfrentam uma hora que pode ser decisiva.

Aguarda-se, para qualquer momento, o voto de minerva de Celso de Mello, num empate 2 a 2 que envolve a suspeita de parcialidade contra Moro. Mesmo considerando que as sentenças mais importantes  do Judiciário não são escritas em clima de Fla-Flu, toda manifestação — serena, refletida, com vozes autorizadas — a favor de Lula teria um valor político inegável.

Ajudaria a mostrar  o respaldo a  uma decisão que, mesmo baseada no estrito cumprimento da Constituição e do Código de Processo Penal,  sempre será alvo de ataques por parte das forças mobilizados na criação de um estado de exceção em nosso país.

Mesmo assumindo um bem vindo discurso oposicionista, o cada vez mais numeroso contingente de desiludidos, e arrependidos, além de  hipócritas de todos os matizes,   faz questão de deixar claro que não pretende confundir seu destino com a liberdade de Lula.

Podem até aceitar críticas a Sérgio Moro e denunciar seus desmandos.  Mas se recusam a aceitar a única consequência lógica de um julgamento tendencioso, manietado — a liberdade imediata do réu.

Pode-se explicar esse comportamento por algumas razões evidentes.

A timidez — vamos falar assim — daquilo que se tornou costume chamar de “setores médios”, ou de “centro” em relação a situação de Lula, faz parte de uma mudança na situação política de conjunto, marcada pela decomposição e dispersão da base política de Bolsonaro e da Lava Jato.

Num país que tem a Argentina como um espelho imperfeito mas frequentemente inspirador, o renascimento em alta velocidade do peronismo sob as cinzas de Maurício Macri funciona como um pesadelo revivido de uma oposição que está sendo empurrada para a crítica e a oposição a Bolsonaro — mas não foi capaz de construir uma alternativa política capaz de fazer sombra a Lula e seu universo.

Há um velho e conhecido preconceito de classe, aqui, mas este não é um único fator.

É o temor de uma força política única.

Como o discurso de Ciro Gomes expressa de modo cristalino, a permanência de Lula na prisão garante uma imensa vantagem comparativa para adversários e concorrentes,  que assim evitam o risco de enfrentar o maior líder político do país no século XXI.

Alguma dúvida?

Espanha bate Argentina e conquista Mundial de Basquete pela 2ª vez

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Com um grande desempenho defensivo, a Espanha venceu a Argentina por 95 a 75 na final da Copa do Mundo de basquete hoje (15), em Pequim, e conquistou o torneio pela segunda vez na história, 13 anos após o primeiro título. À frente no placar desde o início e com amplo domínio da partida, os espanhóis controlaram o pivô Luis Scola e anularam grande parte das ofensivas argentinas, mas não deixaram de se impor no ataque.

O ala argentino Gabriel Deck foi o cestinha da decisão, com 24 pontos, mas um dos principais nomes do jogo foi Marc Gasol, sólido no garrafão com sete rebotes, sete assistências, três tocos e 14 pontos. Atual campeão da NBA com o Toronto Raptors, o pivô espanhol fez a dobradinha na temporada com o título da Copa do Mundo, o qual também conquistou em 2006, no Japão. Além dele, apenas Rudy Fernández também estava presente em ambas as conquistas da seleção espanhola.

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Ricky Rubio foi eleito o melhor jogador do torneio e da final. O armador espanhol do Phoenix Suns marcou 20 pontos contra a Argentina e chegou à quarta partida consecutiva com 19 ou mais pontos. Os eleitos para a escalação do melhor quinteto da Copa do Mundo foram Ricky Rubio, Marc Gasol, Luis Scola, o ala francês Evan Fournier e o ala-armador sérvio Bogdan Bogdanovic.

Com a segunda taça, a Espanha se iguala ao Brasil (campeão em 1959 e 1963) no número de títulos da Copa do Mundo. Os maiores vencedores do torneio são Estados Unidos e Iugoslávia, com cinco cada. Mais cedo, a França venceu a Austrália por 67 a 59 na disputa pelo terceiro lugar e ficou com a medalha de bronze, assim como na última edição da Copa do Mundo.