O adeus de um gigante da Amazônia

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O médico e ambientalista Camillo Martins Vianna morreu ontem (10), aos 93 anos, em consequência de complicações renais. Ele estava hospitalizado há dias. O enterro ocorreu na tarde desta quarta-feira, com destino ao cemitério Max Domini, onde o corpo será cremado.

Camillo foi pioneiro no ativismo ecológico no país, atuando em várias frentes contra o desmatamento da Amazônia mesmo quando o tema ainda não estava na ordem do dia. Professor universitário, ele viajou pelo Brasil e visitou países sempre pregando a defessa da floresta amazônica.

Camillo dedicou grande parte de sua vida à causa da ecologia. Entusiasmado e de temperamento expansivo, tornou-se conhecido pelas palestras, nas quais expunha suas preocupações com os grandes projetos que invadiram a Amazônia a partir dos anos 70. Profundo estudioso da flora e da fauna regionais, era uma referência para pesquisadores, jornalistas e ambientalistas.

Em 1968, funcou a Sociedade Paraense de Preservação dos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (Sopren) oficializando sua dedicação à causa amazônica. Formado médico pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Estado, trabalhou no Museu Goeldi e dedicou-se à educação, trabalhando na alfabetização de comunidades ribeirinhas.  

Foi vice-reitor e pró-reitor de extensão da UFPA. No ano passado, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, concedido por ocasião do 25º aniversário da Universidade do Estado do Pará.

México cria aposentadoria universal para os idosos

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Os recursos que o governo federal do México destina a pensões para idosos foram incrementados em 207%, isto é, triplicaram entre janeiro e junho de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, em um ano se destinou o triplo de dinheiro a essa rubrica.

De acordo com o Primeiro Informe de Governo do presidente López Obrador, o repasse nesse período para as pensões passou de 880 milhões para 2 bilhões e 666 milhões de dólares.

No fim do primeiro semestre de 2019, o programa conta com um registro ativo de beneficiários de 7 milhões 480 mil 998 adultos maiores, cifra 46% superior em relação à de finais de 2018. E a pensão tornou-se universal.

Segundo o Informe, com a finalidade de reduzir as condições de vulnerabilidade das pessoas, desde o início deste ano criou-se o programa Pensão para o Bem-estar das Pessoas Idosas, com um apoio de 525 reais mensais para cada uma, independentemente da aposentadoria.

Enquanto isso, no Brasil a ordem é extinguir aposentadorias.

A vida é feita de batalhas

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POR GERSON NOGUEIRA

Para o torcedor bicolor, ainda machucado pelo trauma da perda do acesso à Série B, é a chance de olhar para frente. Os técnicos costumam falar em troca de chip quando um time sai de uma competição e parte para outra. É justamente o que acontece com o PSC, que acaba de deixar a Série C e precisa concentrar esforços na Copa Verde, onde tem pela frente o Bragantino na segunda fase do torneio.

O primeiro confronto será hoje à noite, no estádio Jornalista Edgar Proença, com expectativa de bom público após a dramática “batalha dos Aflitos”, travada domingo (9) no Recife, e até agora ainda atravessada na garganta da torcida bicolor.

É claro que a tarefa de mudar o foco em tão curto prazo de tempo não é simples. A necessidade de trabalhar o lado emocional e anímico é o maior desafio de Hélio dos Anjos e sua comissão técnica para enfrentar o franco-atirador Bragantino.

Pelo histórico recente, a tendência é de um jogo complicado, mesmo levando em conta as óbvias diferenças de nível técnico e de orçamento entre as equipes. Na última vez em que estiveram frente a frente, na disputa pelo 3º lugar do Campeonato Estadual deste ano, o Tubarão levou a melhor na decisão por pênaltis, na Curuzu.

Depois de uma segura passagem por duas etapas da Copa Verde, quando fez quatro jogos sem perder, o Bragantino desfrutou de quase um mês para aprimorar seu jogo, recuperar atletas e definir estratégia para o embate com os bicolores. Houve tempo até para uma inter-temporada de recondicionamento dos 26 atletas do elenco.

Robson Melo, que substituiu a Samuel Cândido no comando técnico, resgatou a pegada ofensiva do time, fez escolhas mais acertadas na definição dos titulares e trabalhou com afinco para debelar o princípio de crise que ameaçou seriamente o Tubarão ainda durante a disputa da Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, liberou atletas que não corresponderam, casos de Edgar e Leandro Cearense.

No Papão, além das dificuldades naturais de um confronto regional, há a necessidade de retomar a vida normal após a desclassificação na Série C. O cuidado se evidencia nas palavras do técnico Hélio dos Anjos, que disse ontem preferir não falar mais sobre a polêmica partida diante do Náutico, a fim de focar exclusivamente no Bragantino.

O time deve ter a mesma configuração utilizada domingo contra os pernambucanos, sem mudanças na linha defensiva. A confirmar apenas a provável ausência do meia Tomas Bastos, que saiu lesionado logo no início do jogo nos Aflitos. O substituto natural de Tomas é Tiago Primão. O ataque não deve sofrer alterações: Hygor, Nicolas e Vinícius Leite.

Mais importante que a escalação é a maneira como o PSC vai se lançar ao embate. Pelas palavras do técnico, o time vai ser agressivo e buscar construir um bom resultado, levando em conta que o segundo jogo será realizado no estádio Diogão, em Bragança.

Apesar de alimentar ainda um natural sentimento de revolta pela maneira como perdeu a vaga do acesso à Série B, cabe agora dedicar todo esforço possível para uma boa caminhada na competição que fecha a temporada.

O título e a premiação (cerca de R$ 3 milhões, juntando a bonificação e a receita com o jogo das oitavas de final da Copa do Brasil 2020) são estímulos mais do que suficientes para virar definitivamente a página em relação ao Campeonato Brasileiro.

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Papão exerce o legítimo direito de protestar

As paixões ainda estão desfraldadas e as sensibilidades se mantêm à flor da pele entre os bicolores depois do erro de arbitragem no jogo que decidiu o mata-mata de acesso à Série B. A diretoria se movimenta agora para recorrer ao STJD, buscando a anulação da partida com o Náutico. Alega que houve um erro conceitual e não interpretativo, o que respaldaria o argumento de prejuízo a ser reparado.

Não é missão fácil. A jurisprudência na corte máxima do direito desportivo no Brasil não favorece a pretensão do Papão. Todas as reclamações de clubes quanto a erro de arbitragem, sem interferência externa, têm sido rejeitadas pelo STJD.

Até a apelação feita pelo Botafogo quanto à falha cometida pelo árbitro no jogo com o Palmeiras, pela Série A, quando o protocolo do VAR foi comprovadamente desrespeitado, não logrou êxito.

Há quem mencione o caso Ponte Preta x Aparecidense, mas há uma diferença fundamental em relação a Náutico x PSC. A Ponte obteve a anulação do jogo porque conseguiu provar interferência externa que contribuiu para a anulação do gol da equipe campineira.

Ontem à tarde, circulou a informação de que a diretoria do Papão teria contratado os serviços do escritório de advocacia de Michel Assef Filho, considerada uma das mais caras e vitoriosas bancas de direito esportivo, com bons trabalhos prestados ao Flamengo. O recurso ficou de ser apresentado ainda durante o expediente noturno.

Ao mesmo tempo, a Federação Paraense de Futebol protocolou Notícia de Infração Disciplinar contra a decisão do árbitro Leandro Vuaden, que marcou pênalti considerado inexistente no minuto final da partida entre Paysandu e Náutico.

A FPF, que age em defesa dos interesses de um de seus filiados, pede também a suspensão dos jogos da semifinal entre Náutico e Juventude, marcados para os próximos finais de semana, até que o recurso seja julgado.

A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 11)