STJD aceita pedido de impugnação do jogo Náutico x PSC, mas não paralisa a Série C

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O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) determinou hoje (13) a impugnação do jogo entre Náutico e Paysandu, válido pela Série C do Campeonato Brasileiro. O confronto ocorreu em 8 de setembro, nos Aflitos, e deu ao time pernambucano o acesso para a segunda divisão nacional. O Paysandu entrou com este pedido ao lado da Federação Paraense de Futebol (FPF) por conta de um polêmico pênalti marcado pelo árbitro Leandro Vuaden. A decisão dentro de campo favoreceu o Náutico aos 49 minutos do segundo tempo.

O juiz viu toque de mão de Uchôa após cabeceio de seu colega Caíque Oliveira. A cobrança foi convertida, levou o placar para 2 a 2 e resultou na decisão por pênaltis, na qual o Timbu levou a melhor e conquistou a vaga. O clube paraense procurou o Tribunal sob alegação de que Leandro Vuaden cometeu “grave erro de direito ao marcar erroneamente um tiro penal”. A decisão do STJD é assinada pelo presidente Paulo César Salomão Filho, que, porém, não aceitou paralisar a disputa da fase final da Série C do Brasileirão – o Náutico joga a semifinal contra o Juventude depois de amanhã (15).

O Náutico terá dois dias para se manifestar; posteriormente, a Procuradoria deverá obedecer a um prazo igual. (Com informações do UOL)

Polícia encontra arma e bombas em sede de torcida ‘organizada’

A Polícia Militar apreendeu arma municiada e bombas de fabricação caseira nesta sexta-feira (13), na sede de uma torcida “organizada” do Paysandu, localizada na travessa Curuzu, entre as avenidas João Paulo II e Almirante Barroso, bairro do Marco, em Belém. Os policiais chegaram ao local após recebimento de denúncia anônima.

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Os artefatos poderiam ser usados em possível confronto com outras torcidas, mas também há indícios de comercialização do material. (Reprodução)

A Polícia apreendeu na sede da facção aparelhos celulares e carteiras de identidade. Dois homens e uma mulher estavam na sede no momento da ação policial. Os três foram detidos e suas identidades não foram reveladas. A arma, um revólver calibre 38, estava carregado. A equipe que participou da ação era Polícia Militar e da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam). 

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(Com informações do DOL)

A frase do dia

“Ciro Gomes é um Collor com alopecia! Um Bolsonaro sem o Carluxo, um coroné com insígnias da ditadura, seu caráter é conhecido popularmente no Nordeste como caba de peia, sua história política é uma nódoa de militância na direita e sempre foi esse arruaceiro que tá se ‘amostrando'”.

Adriano Argolo

A hora de virar a página

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POR GERSON NOGUEIRA

Confusa e nervosa, a atuação do PSC contra o Bragantino, quarta-feira, no Mangueirão, foi visivelmente afetada pelo clima de indignação reinante no clube pelas circunstâncias da perda do acesso no jogo com o Náutico. Pode-se dizer, sem erro, que o Papão saiu da Série C, mas a Série C ainda não saiu do Papão. Pelo bem do time, seria prudente superar a revolta e focar na disputa da Copa Verde.

Dom Vito Corleone ensina, na genial trilogia de Francis F. Coppola, que não é inteligente tomar decisões importantes com raiva. O mafioso mais famoso da história do cinema disse também que o ódio atrapalha o raciocínio. Apesar de mais ou menos óbvios, esses conselhos são normalmente esquecidos em momentos de ira.

É claro que não se pode banir da memória mágoas, cafajestadas e prejuízos. Pelo contrário: cabe guardar como referência para evitar novas vacilações e driblar riscos de reincidência, mas com o devido equilíbrio.

Independentemente do que venha a ocorrer com o recurso que o clube move no âmbito da Justiça Desportiva, o time deve tocar a vida, procurando se desligar – pelo menos ao longo dos 90 minutos – do que ocorreu no estádio dos Aflitos.

Em vários momentos da partida de anteontem, a reação dos jogadores denunciava esse sentimento de inconformismo em relação à arbitragem. É como se todos os árbitros do mundo tivessem a fisionomia de Leandro Vuaden. No jogo, o cartão vermelho aplicado pelo árbitro Rodrigo da Fonseca Silva (MT) a Micael e Léo Baiano foi correto e dentro das regras.

O zagueiro Micael, que já havia recebido um amarelo, foi expulso diretamente por empregar linguagem ofensiva, repetindo várias vezes a frase: “Você é um palhaço, não marca nada, seu safado” (segundo o texto da súmula). Convenhamos, não restava alternativa ao árbitro a não ser punir a agressão verbal.

Depois do jogo, a reação de atletas e integrantes da comissão técnica, no melhor estilo argentino de sufocar árbitros, resultou em mais duas expulsões, de Caíque e Wellington Reis, também por agressões verbais. Evidências de destempero emocional, até porque, como se sabe, decisão nenhuma tomada por um árbitro pode ser revertida depois do apito final.

O ocorrido no Mangueirão faz lembrar a sequência de expulsões nas primeiras cinco rodadas da Série C. A situação só foi contida com a chegada de Hélio dos Anjos. O problema é que, contra o Bragantino, o técnico também participou do enfrentamento à arbitragem.

E cabe observar, em relação ao jogo, que o empate em 1 a 1 pode ser mais lamentado pelo Bragantino. No segundo tempo, o árbitro mato-grossense ignorou um pênalti claro sobre o atacante Bilau.

O lado emocional não pode ser minimizado em competições esportivas, ainda mais no futebol, um esporte que mobiliza multidões e desperta paixões desvairadas. Nesse sentido, cresce a responsabilidade dos que dirigem times, que devem funcionar como pontos de equilíbrio.

Mesmo que não alcance êxito na luta para anular a partida pela Série C, o Papão tem pretensões de brigar pelo título da Copa Verde, disputada em fases eliminatórias. Reflexo da preparação mental deficiente, o time deixou escapar a vitória no primeiro confronto com o Bragantino e ainda perdeu quatro jogadores titulares.

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STJD: histórico desfavorece

tentativas de anulação de jogos

A cruzada que o PSC desenvolve para tentar anular a partida contra o Náutico pela Série C do Brasileiro, com recurso impetrado no STJD, não foi a primeira (provavelmente não será a última) desta temporada. A fundamentação do da peça apresentada pelo clube é no Art. 259, parágrafo 1º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): “A partida, prova ou equivalente poderá ser anulada se ocorrer, comprovadamente, erro de direito relevante o suficiente para alterar seu resultado”.

Para a defesa, o lance que causou a penalidade aos 49 minutos do segundo tempo, nos Aflitos, não era interpretativo e detalha a nova regra para esse tipo de jogada. Logo, sob esse ponto de vista, a falta não teria ocorrido, levando ao erro de direito. A presidência do STJD ficou de se manifestar hoje sobre a reivindicação do PSC.

Um dos quatro casos de pedido de anulação de jogos foi o do Ceará, que alegava erro grotesco do árbitro prejudicando a equipe na partida contra o São Paulo, na estreia de Daniel Alves. O recurso se referia a um lance claro de penalidade cometida pelo goleiro Tiago Volpi. Curiosamente, um dia depois de apresentar a ação, o clube cearense desistiu do caso.

O Vasco teve solicitação parecida indeferida pelo tribunal, em julho, quando buscava invalidar o jogo contra o Grêmio, na Série A. As argumentações do clube de São Januário não foram consideradas.

Em junho, o CSA entrou com recurso após a derrota para o Flamengo, na Série A. Dias depois, Paulo César Salomão Filho, presidente do STJD, indeferiu a solicitação.

Antes, em maio, o Botafogo tentou a anulação da derrota para o Palmeiras por uso irregular do árbitro de vídeo. O STJD, em julgamento público realizado em Salvador, também não acolheu o pedido do Alvinegro.

Em meio a tantos exemplos de insucesso jurídico para ações de anulação de jogos, há uma exceção: a impugnação do jogo Aparecidense x Ponte Preta, válido pela primeira fase da Copa do Brasil, em 12 de fevereiro.

O Pleno do STJD impugnou a partida que havia sido vencida pelo time goiano por 1 a 0, acatando a tese de interferência externa. Uma nova partida foi marcada e a equipe de Goiás venceu de novo, desta vez por 2 a 0, avançando à segunda fase do torneio nacional.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 13)

Rooney: “Com Guardiola, minha geração teria ganhado tudo na seleção”

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A Copa do Mundo de 1966 é o único grande título conquistado pela seleção principal da Inglaterra em toda sua história. Segundo Wayne Rooney, porém, o roteiro seria diferente se Pep Guardiola tivesse comandado a chamada ‘Geração de Ouro’, que teve nomes como Beckham, Gerrard, além do próprio ex-jogador do Manchester United, em boa parte dos anos 2000.

Em seu podcast, Rooney afirmou que aquele time teria ganhado todos os títulos que disputou caso tivesse sido treinado pelo espanhol, atualmente no Manchester City. O jogador, maior artilheiro da história do English Team, com 53 gols, ainda elogiou o trabalho presente de Gareth Southgate, que conseguiu atingir as semifinais do último Mundial na Rússia e da Nations League.

“Você olha para o nosso time há 10 anos e, sem dúvida, tínhamos o melhor elenco do futebol mundial. Rio Ferdinand, John Terry, Ashley Cole, (Steven) Gerrard, (Paul) Scholes, (Frank) Lampard, (David) Beckham, eu, Michael Owen. Se tivéssemos Guardiola com esse grupo de jogadores, teríamos ganho tudo, sem dúvida”, cravou o atacante.

Wayne Rooney tem 119 jogos com os ‘Three Lions’. O atacante disputou as Eurocopas de 2004 e 2012 e as Copas do Mundo de 2006, 2010 e 2014. Em nenhum desses torneios, porém, a equipe conseguiu passar das quartas de final. Na Euro de 2008, o time ainda amargou uma eliminação nas Eliminatórias, sem conseguir se qualificar para o torneio disputado na Polônia e na Suíça.

Aos 33 anos, o jogador revelado pelo Everton-ING está desde 2018 no DC United, que disputa a MLS, a principal liga dos Estados Unidos. (Do Lance!)