Papão contrata advogado do Flamengo para tentar anular jogo com Náutico

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O Paissandu não poupa esforços e nem economiza recursos para fazer valer seus direitos e conseguir a anulação do jogo com o Náutico, realizado domingo (9), no Recife. O clube deve ingressar ainda hoje com um pedido no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) visando anular o confronto que definiu o acesso à Série B 2020.

Para isso, a diretoria do Papão contratou o escritório do advogado Michel Assef Filho para tratar do caso. Dono de uma das bancas mais caras do país, Assef Filho fez fama trabalhando em defesa de jogadores e clubes, como o Flamengo, em julgamentos no STJD.

No recurso, o clube vai alegar uma série de incidentes registrados no jogo. O principal ponto de argumentação é a penalidade marcada aos 49 minutos do segundo tempo, quando o Papão vencia por 2 a 1. O árbitro Leandro Pedro Vuaden apontou um toque da bola na mão do volante Uchôa. Com o pênalti, o Náutico empatou em 2 a 2 e a vaga precisou ser decidida em tiros livres da marca do pênalti, onde o time pernambucano saiu vencedor por 5 a 3.

No entendimento dos dirigentes e advogados do Paissandu, apoiada pela análise de comentaristas de arbitragem, o lance não era interpretativo, e sim conceitual. Em nota divulgada ontem, o PSC considerou que Vuaden cometeu um erro “gravíssimo e escandaloso”.

De quebra, na nota de protesto, o Papão menciona a invasão do gramado após o jogo pela torcida do Náutico para comemorar o acesso, apontando riscos à integridade da delegação paraense no estádio. 

Ainda dentro do clima de revolta pela perda do acesso, a diretoria do PSC está convocando a torcida para usar camisas pretas no jogo desta quarta-feira (11) com o Bragantino, pela Copa Verde, em sinal de protesto “contra os erros de arbitragem que prejudicam os times do Norte”.