Trivial variado do país das memórias assassinadas

“’Lula Livre’ não é pedido de um favor. É um brado por direitos e garantias constitucionais que devem valer para todos. Lembrando que Lula já tem direito ao semiaberto desde o mês de abril. Ou na pior das hipóteses no começo de outubro. É a lei que manda. Ela não é para todos?”. Flávio Dino

“Não reconhecer que Lula é um prisioneiro político e foi colocado atrás das grades por um conluio de juiz e procuradores de direita, corruptos e que inconstitucionalmente forjaram uma sentença, é uma irresponsabilidade. Um descaso com nossa frágil democracia!”. Joachin Azevedo

“Não há mais risco país na economia brasileira. Agora é risco Bozo, em todas as áreas”. Gilvan Freitas

“Para nós, filhos da classe trabalhadora, o socialismo não é uma opção, mas uma tomada de consciência”. Renato Rovai

“A esquerda só chegou na presidência graças ao PT e graças ao Lula, ai vem um babaquinha que nunca foi esquerda querendo virar ‘líder’ e abandonar o verdadeiro líder numa prisão política! Aaa vai se foder!”. Regina George

“Primeiro tentaram criminalizar e perseguir os jornalistas do @TheInterceptBr. Agora, querem impedir a CPI. Por que tanto medo desta investigação? Quem não deve não teme”. Henrique Fontana

“Aguardando o Felipe Neto comprar os cinemas pra passar Marighella”. Elen Campos

Maestro azulino prega respeito ao Atlético-AC antes do duelo decisivo

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“O foco é um só”, afirma o meia Eduardo Ramos, sobre o confronto deste domingo (15) com o Atlético-AC no Baenão, às 15h. O Remo briga pela classificação à semifinal da Copa Verde, precisando vencer por 2 gols de diferença, já que no jogo de ida foi derrotado por 2 a 1, em Rio Branco.

“É nosso foco principal, uma competição que não era nossa prioridade e hoje se tornou algo importante para nós. Trabalhamos forte, tentamos corrigir os erros, as falhas que tivemos lá. Tivemos uma boa semana de trabalho. A expectativa minha, dos companheiros e dele (técnico Eudes Pedro) é de fazer um bom jogo no domingo”, disse o camisa 10 azulino.

Como o adversário dos azulinos foi rebaixado para a Série D, Eduardo Ramos revela que a equipe avaliou que os acreanos não iriam oferecer tanto perigo. O meia reconhece que o último confronto foi mais complicado do que se esperava.

“Futebol, às vezes, nos prega umas peças diferentes. Saímos daqui para encarar um jogo que, na cabeça de todos, era um time rebaixado, que estaria praticamente morto, mas enfrentamos um time muito mais difícil que na Série C, completamente diferente. Um time mais forte, mais aguerrido”, observou Ramos.

Ciro fugiu para Paris em 2018 e o Brasil inteiro sabe disso

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Por Leandro Fortes

Eu admirei Ciro Gomes e relevei seus arroubos, grosserias e idiossincrasias até ele fugir para Paris, um dia após o resultado do primeiro turno das eleições de 2018.

Não entro nem faço parte dessa discussão idiota de que Fernando Haddad teria ou não sido eleito se, ao invés de fugir, Ciro tivesse tido a hombridade de ficar ao lado da verdadeira luta que se travava, então.

Mesmo com o apoio dos eleitores de Ciro, o que, aliás, se deu em grande escala, Haddad iria perder no segundo turno. As forças reacionárias que se levantaram contra a esquerda já estavam serviço de Bolsonaro, logo após perceberem que eleger o decrépito Geraldo Alckmin, do PSDB, seria, simplesmente, impossível .

Sérgio Moro havia prendido Lula, o Judiciário estava dominado, o poder econômico azeitava a máquina de fake news e os eleitores, envenenados por kits gays e mamadeiras de pirocas, caminhavam, bovinamente, para o abatedouro moral das urnas.

Ninguém, em sã consciência, achava sinceramente que o apoio de Ciro Gomes iria reverter o segundo turno. Até porque não era disso que se tratava.

No segundo turno, o Brasil já havia deixado o debate eleitoral para tratar de algo muito mais sério: o embate civilizatório contra o fascismo.

E foi, justamente, nessa quadra da luta, que Ciro fugiu para Paris.

Poderia ter ido para Sobral e, de lá, em meio a suas maluquices e surtos psicóticos, comandado seu apoio à luta.

Mas preferiu fugir para Paris, com todo simbolismo de deboche e desprezo de classe que, ele sabia, isso iria significar.

Fugiu. Não tentem pensar em outro verbo.

Estávamos todos de mãos dadas, com os bárbaros de dentes arreganhados em frente às nossas portas, e Ciro fugiu, pusilânime, covarde.

Agora, diante do desastre que não ousou enfrentar, voltou ao seu estilo cuspidor de impropérios, xingamentos e repentes de revolucionário de bordel.

Finge ter apenas curtido férias merecidas, em Paris.

Mas nós sabemos, todo mundo sabe, Ciro, que você fugiu.

O cirismo é um delírio de quem precisa acreditar, desesperadamente, na existência de um antipetismo honesto.

No limite, não passa, também, de uma fuga.

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