Denúncia: TSE derrota Bolsonaro e inocenta jornal e chapa do PT

O presidente Jair Bolsonaro sofreu uma derrota completa no TSE, nesta quinta-feira 19. Por 7 votos a 0, o plenário da Corte negou procedência a uma ação do presidente contra o presidente do Grupo Folha, Luiz Frias, a acionista Maria Cristina Frias e a jornalista Patrícia Campos Mello. Bolsonaro acusou o jornal de abuso de poder midiático e conluio na reportagem ‘Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp’.

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O relator da Ação de Investigação Judicial-Eleitoral (Aije), ministro Jorge Mussi, no entanto, não aceitou nenhuma das acusações. Também não foi acatado o pedido de inelegibilidade por oito anos dos adversários Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. Pelo Twitter, com alívio, Patrícia Campos Mello, autora da reportagem, registrou a notícia.

Polícia do Pará prende envolvidos com milícias e grupos de extermínio

A Polícia Civil do Pará deflagrou hoje pela manhã a “Operação Anonymous II” para combater a atuação de milícias e grupos de extermínio que operam na Região Metropolitana de Belém. A atuação desses grupos, em sua grande maioria, formados por agentes de segurança pública, é responsável por um elevado número de homicídios ocorridos na periferia da capital paraense.

A operação cumpriu nove mandados de prisão, sendo que sete desse alvos, pertencem à corporação da Polícia Militar, incluindo um policial que compõe o quadro de oficiais. Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, buscando reduzir os números de homicídios ocorridos nas áreas de Ananindeua e Marituba.

Além de policiais militares, também é alvo de buscas o advogado Hugo Atayde, vereador do PSDB em Ananindeua e ex-diretor da Semutran no município. Atayde, filho do ex-delegado Nilton Atayde, está foragido.

A operação envolveu 70 policiais, entre civis e militares.

A semifinal dos sonhos

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POR GERSON NOGUEIRA

O PSC passou pelo Bragantino e vai fazer com o Remo a semifinal mais acirrada desta Copa Verde. A classificação foi suada, dramática e decidida na série de penalidades. É também a disputa que as duas diretorias pediram a Deus, pela garantia de bom faturamento para desafogar as despesas de final de temporada.

O jogo em Bragança foi tenso para os bicolores. O time foi para o embate decisivo carregando o ônus de mudanças forçadas pelas quatro expulsões (no jogo de ida) que enfraqueceram o sistema defensivo.

Por força das alterações no meio, a equipe custou a se aprumar em campo. Com formação ofensiva (4-2-1-3), aceitou o cerco inicial do Bragantino e sofreu o gol logo no começo, o que tornou a missão ainda mais difícil.

Uma tabelinha entre Paulo de Tarso e Rafinha, aos 8 minutos, deixou Lukinha livre na entrada da área acertou um chute cheio de curvas no canto esquerdo de Giovane. Se já atuava melhor, o Braga amplificou a superioridade, atacando em velocidade e levando nos contragolpes.

A partir dos 16 minutos, quando Vítor Oliveira precisou ser substituído por Diego Matos, alterando a dinâmica da linha defensiva (Bruno Collaço foi deslocado para a quarta zaga) com reflexo nas jogadas pela ala esquerda, o PSC conseguiu estabelecer o equilíbrio. Apesar disso, a presença de Wesley no ataque se revelou improdutiva.

Apesar disso, as chances foram escassas. Uchoa e Vinícius Leite arriscaram de fora da área, com relativo perigo, e Willyam pisou na área quase ao final do 1º tempo para um cruzamento curto que a defesa do Bragantino afastou com dificuldades. As tentativas se resumiram a isso.

O time da casa se mantinha bem posicionado e vigilante atrás, pronto a disparar contra-ataques, puxados por Bilau e Mauro Ajuruteua. Uma perda técnica tornou o lado esquerdo do Braga mais defensivo: por contusão, Esquerdinha saiu para a entrada de Caio, que se limitou a marcar Elielton.

Para a etapa final, Hélio dos Anjos resolveu tirar o volante Willyam para a entrada de Tiago Primão. A mudança melhorou a meia-cancha fazendo com que Elielton e Vinícius Leite fossem mais acionados.

Primão também ficou mais próximo de Nicolas, ajustando o passe e as manobras de aproximação. O PSC ganhou a opção das triangulações rápidas junto á área e passou a prevalecer no meio. Na primeira investida,  Diego Matos esteve perto de mandar para as redes na pequena área.

Depois, Nicolas ficou de cara com Axel, mas finalizou mal facilitando a defesa. Um minuto depois, Vinícius perdeu chance parecida, diante do goleiro. O PSC tentava botar pressão, mas o cansaço atrapalhava. Além disso, o Bragantino, mesmo sem força ofensiva pelo lado esquerdo, criava opções de contragolpes quando explorava o lado direito.

Aos 36’, veio finalmente o empate quando o time já dava sinais de desânimo. Após bola mascada dentro da área, Elielton chutou mal e acabou dando uma assistência involuntária a Nicolas na pequena área. Ele tocou de bico na saída do goleiro, empatando a partida.

O empate abalou o Braga, que já não tinha Marco Goiano para ajudar Lukinha e se perdia em lances de pura afobação. Junte-se a isso o desgaste natural provocado pelo forte calor da tarde interiorana.

Apesar disso, a última grande oportunidade coube ao Bragantino, aos 42’. Lukinha avançou pela direita e fez cruzamento à meia altura, alcançando Bilau, que fechava pela esquerda. Sozinho, o atacante precipitou a finalização e bateu embaixo da bola, errando o alvo.

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Nos penais, o Papão errou menos e chegou à vitória, marcando 6 a 5, após o empate com sabor de vitória. A classificação foi obtida por um time emocionalmente mais preparado, que terminou o tempo normal mais confiante e menos exaurido que o Tubarão.

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Fim de uma grande temporada para o Tubarão

A frustração pela eliminação nas penalidades, em casa, diante da torcida, entre os jogadores e a comissão técnica do Bragantino após o jogo só encontrava consolo na constatação de que o time foi muito longe nas competições que disputou ao longo de 2019.

Mesmo com baixo investimento, erros nas contratações e trocas de comando técnico, o Tubarão consolidou a condição de terceira do futebol paraense, à frente de São Raimundo e Independente.

A ascensão experimentada no campeonato estadual, onde ficou em terceiro lugar, foi confirmada com boas campanhas na Série D e na Copa do Brasil, torneio do qual foi saiu após prejuízos sérios com a arbitragem do cruzamento com o Vila Nova (GO).

A passagem pela Copa Verde foi digna, com direito a vitórias nas primeiras fases e duelo equilibradíssimo com o PSC. Por tudo isso, longe de se recolher a lamentações, o Tubarão tem que festejar a boa jornada.

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Focado na Copa Verde, Remo breca saída de atacante

Era previsível que alguns jogadores da dupla Re-Pa despertassem o interesse de times da Série B. Gustavo Ramos, atacante de múltiplas utilidades no time, foi um dos procurados e quase deixou o Remo ontem.

Uma reunião com os dirigentes conseguiu contornar a situação. Medida providencial pela importância que o jogador adquiriu. Além de ter boa presença ofensiva, sabe executar o trabalho tático de recomposição.

Nos bastidores, circulam informações de que outros jogadores da dupla Re-Pa já teriam sido sondados por equipes da Segunda Divisão.

Com a definição do confronto entre os rivais na semifinal da Copa Verde, é improvável que as diretorias liberem atletas considerados importantes.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 19)

Relato de um dia especial ao lado do preso político Luís Inácio

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Por Renato Rovai

Hoje foi um dia bem diferente dos demais do ponto de vista profissional. Eu não passei a noite ansioso, não acordei nervoso, não deu dor de barriga na hora de preparar as perguntas. Nada disso. Mas eu estava meio embaralhado, meio angustiado e até mais triste do que feliz.

Eu acordei umas 6h da manhã para ir à entrevista do presidente Lula. Não é exatamente uma novidade para mim entrevistá-lo. Nunca contei as vezes que o fiz, mas certamente já devem estar perto de 10. Se for contar as pequenas entrevistas, talvez mais de 20 ou 30.

Algumas dessas pequenas entrevistas se deram quando ainda era estudante. Como fiz faculdade de jornalismo na Metodista, de 1985 a 1988, antes de Lula disputar a presidência da República, às vezes eu o encontrava nas greves, no Sindicato dos Metalúrgicos ou em eventos políticos. E sempre que podia corria com um gravador pra tentar fazer qualquer pergunta.

Em 1994, quando fui cobrir a Guerrilha Zapatista no México, fiz uma entrevista com o Lula. Ele nem deve imaginar, mas eu e o fotógrafo Jesus Carlos o “usamos” como fonte de recursos. Estávamos sem grana para ir e ligamos para o jornal La Jornada propondo várias pautas sobre o Brasil. Mas, o editor disse que só tinha interesse numa entrevista com o Lula. Ligamos para o Paulo Okamoto e conseguimos agendá-la.

Fiquei 1h30 explorando o “baiano”, como Lula é conhecido no ABC. E recebemos uns 500 dólares pela matéria. Devo essa ao Lula. Essa grana foi usada para a gente se deslocar pelo México, pagar comida, passagens etc. E de lá do México trouxemos várias matérias sobre a guerrilha que acabaram mostrando um lado humano do movimento Zapatista, que ainda era um mistério para muitos.

Neste momento, o Luiz Inácio já era o Lulinha Quase Lá. Ele mesmo brincava com isso. Uma das noites que tive o prazer de desfrutar da companhia dele sem estar fazendo uma entrevista foi na casa do ex-deputado estadual Geraldo Siqueira. Ele brincava com o Geraldinho, que acabava de fazer o tratamento de um câncer, que tinha que ser bem cuidado porque era o Lulinha Quase Lá. E durante boa parte da noite ficou brincando com a minha filha Carolina. Ela no colo dele e ele contando histórias. Uma cena que nunca vou esquecer.

Mas por que tô contando tudo isso. Porque ir entrevistar o Lula hoje na Polícia Federal, na prisão que lhe meteram de forma injusta, não foi algo tranquilo. Menos pelo evento jornalístico em si, mas por aquele gosto amargo na boca que certas coisas nos trazem. Lula não podia estar neste lugar.

De qualquer maneira, o que posso dizer antes de fazer a matéria que será publicada amanhã é que vi um Lula altivo, um sujeito absolutamente dono da situação, um cara com o senso político apuradíssimo. Um ser humano no melhor dos seus dias. Parece absurdo, mas é isso.

A primeira hora da conversa foi com o amigo Haroldo Ceravollo, do Ópera Mundi. A segunda, comigo. Foram umas 30 perguntas ao todo. Ele falou de China, EUA, Irã, Ciro Gomes, Frente Ampla, Lula Livre, PT, da entrevista com o Rui Costa e do telefonema vazado do Temer. Falou de muita coisa. E nos deu muitos títulos…

Aos poucos vou soltando trechos desta conversa. Agora estou correndo para ir para o aeroporto e vou aproveitar pra ir pensando um pouco em tudo que ouvi e vivi hoje. Porque, além de tudo, Lula quando chegou me deu um abraço e já foi falando do Luca. E mandando solidariedade para a Dri. Não é fácil saber que tem um cara com essa força, dignidade e humanidade preso numa cela enquanto o Brasil está sendo governado por um boçal.

Lula é muito maior que a prisão que o recebe, a gente sabe disso. Mas vê-lo voltar acompanhado pelo seu segurança enquanto a gente sai do prédio não é exatamente fácil. Não é nada justo. É uma experiência que revolta, que trava a boca, mas que ao mesmo tempo dá a exata dimensão do grande líder que Lula é. Um líder que não se deixa curvar.

Não o achei triste, não o achei cansado, não o achei bravo. Mas acho que ele espera algo mais de nós.

Ao responder uma pergunta da Federação Única dos Petroleiros, quase no final da entrevista, ele disse que a gente precisa ter mais força e coragem para defender o Brasil. Que a gente não pode deixar eles destruírem tudo sem fazer nada. Que não podemos ficar apenas olhando a história acontecer. Temos que fazer algo para intervir nela.

A íntegra da entrevista do ex-presidente Lula à Fórum vai ao ar pelo nosso canal do YouTube nesta quinta-feira (19) a partir das 21h.

Bolão de funcionários do PT ganha a Mega-Sena

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Um bolão de 49 cotas, compradas por funcionários e assessores do PT na Câmara dos Deputados, venceu o sorteio da Mega-Sena realizado hoje (18) em São Paulo. Segundo a liderança do partido, cada participante levará R$ 2,4 milhões dos R$ 120 milhões pagos no sorteio do concurso 2189.

A Caixa confirmou que a aposta vencedora foi feita em Brasília. De acordo com dois vencedores, que pediram anonimato, cada um dos participantes apostou R$ 10,00.

O prêmio máximo da Mega-Sena havia se acumulado nos últimos 12 sorteios, e este ano teve o maior índice de prêmios sem ganhadores da década. A notícia de que o bolão do PT havia faturado a Mega-Sena chegou para os assessores durante a discussão do projeto de lei que afrouxa regras eleitorais e pode inflar o fundo eleitoral. A matéria deve ser votada ainda hoje no plenário.

Os números sorteados foram 04-11-16-22-29-33. O prêmio exato (R$ 120.085.143,97) é o sexto maior da história em concursos regulares da loteria. Agora o prêmio estimado para o concurso do próximo sábado (21) é de R$ 38 milhões. Também ganharam prêmios no sorteio de hoje as 406 apostas que conseguiram acertar cinco dezenas. Cada uma delas vai levar R$ 19.407,24.