Real confirma saída de CR7

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O que era tratado apenas como rumor e especulação se confirmou de foma oficial nesta terça-feira: Cristiano Ronaldo não é mais jogador do Real Madrid e vestirá a partir da próxima temporada a camisa da Juventus. O anúncio oficial foi dado pelo clube merengue, em nota oficial, anunciando a rescisão do contrato do português.

Depois de nove temporadas vestindo as cores do Real Madrid, o astro de 33 anos foi confirmado como novo reforço da Juventus, naquela que pode ser considerada a principal transação do futebol mundial nos últimos anos. O craque deixa o clube merengue após quatro títulos da Liga dos Campeões. CR7 é o maior artilheiro da história do Real, com 451 gols em 438 partidas.

“Creio ter chegado o momento de abrir uma nova etapa na minha vida e por isso pedi ao clube que aceitasse a transferência”, pode ler-se na carta de despedida de Cristiano Ronaldo, publicada hoje no site do Real Madrid. “Sinto que assim seja e peço a todos, especialmente aos nossos adeptos, que por favor entendam”, acrescenta no mesmo parágrafo de uma extensa carta.

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Considerando “maravilhosos” os nove anos passados no Real Madrid – “igualmente duros porque o Real Madrid é de exigência máxima” -, Ronaldo recorda ainda os títulos coletivos e individuais conquistados com a camisola merengue.

“O Real Madrid conquistou o meu coração, o da minha família, e por isso mais do que nunca quero agradecer ao clube, ao presidente, aos diretores, companheiros, treinadores, médicos, fisioterapeutas e trabalhadores incríveis que fazem com tudo funcione bem”, elogiou antes de deixar uma certeza. “Após muita reflexão sei que chegou o momento de um novo ciclo. Vou com a esta camisola, este emblema e o Santiago Bernabéu continuará como algo meu esteja onde estiver”, concluiu Ronaldo. (Com informações de O Jogo/Lisboa e Marca)

Mbappé x De Bruyne? Quem passa?

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França e Bélgica disputam a primeira vaga de fianlista da Copa do Mundo da Rússia. O jogaço será realizado em São Petesburgo e começa às 15h. Em campo, duas seleções tecnicamente fortes e cheias de grandes jogadores.

Os belgas, que fizeram o Brasil se despedir do Mundial na sexta-feira, não perdem há quase 2 anos. Os franceses apostam no jovem Mbappé, companheiro de Neymar no PSG, para derrubar a invencibilidade e a força ofensiva da Bélgica.

Pesquisadora brasileira recebe prêmio na Itália e dedica ao presidente Lula

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A pesquisadora brasileira Ligiana Costa, que também é cantora lírica, recebeu neste domingo (08/07) o Prêmio Flaiano de literatura na cidade de Pescara, na Itália, e dedicou a premiação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Este prêmio é dedicado a Luiz Inácio Lula da Silva, o nosso presidente. Uma pessoa que nunca fez universidade, e, no entanto, construiu dezessete universidades públicas, e encontrou um modo de fazer que este lugar fosse aberto a tudo e a todos”, concluiu a pesquisadora, que recebeu uma das maiores premiações literárias da Itália pelo livro “O Corego”, sobre a arte cênica italiana do século XVII.

A autora ainda pediu a liberdade do ex-presidente, segurando um cartaz com os dizeres “Free Lula” (Lula Livre, em inglês) e se referiu à prisão do petista afirmando que se trata de uma injustiça que ainda não foi compreendida. “Um dia compreenderemos todos a injustiça que se faz agora no Brasil”, disse.

O Prêmio Flaiano está em sua 45ª edição e é uma das maiores premiações de artes da Itália, que homenageia além da literatura, a cinema, o teatro, a televisão e o rádio. (Do Ópera Mundi)

Se não suportam Lula livre por algumas horas, estão frágeis

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Por Teresa Cruvinel, no JB

O que se passou no domingo no Brasil foi tão absurdamente grave, vergonhoso e preocupante que ainda não dá para mudar de assunto. Todo o resto ficou secundário diante do que já não pode ser negado, a contaminação da Justiça pela política. Só ontem ficou clara a repercussão internacional da guerrilha de despachos na novela solta-não-solta-Lula.

Ela foi nefasta para o Brasil, agravando a percepção externa sobre a extensão da crise em curso, e de certo modo favorável ao ex-presidente Lula, ao reforçar a ideia de que, para mantê-lo preso, a Justiça e o sistema político, de mãos dadas, fazem o diabo.

Partamos do princípio de que o desembargador Rogerio Favretto não tinha competência para conceder o habeas corpus pedido, como alegou Moro, e que a candidatura do réu não constituía fato novo, pois era conhecida antes mesmo da prisão.

Num Judiciário não contaminado pela política, não pressionado pelos que temem a candidatura Lula, ele teria sido solto sem drama, sem que Moro e os desembargadores do TRF-4 tivessem que se expor tanto.

Caberia então, como tantos deixaram claro ontem, inclusive o ministro do STF Marco Aurélio Mello, ao Ministério Público Federal recorrer da decisão. Não a Moro dar ordens à Polícia Federal. Derrubada a liminar, Lula seria preso novamente.

Quantos réus já não passaram por tal situação no Brasil? Mas, se o establishment não pode suportar a liberdade de Lula por algumas horas ou dias, a situação é de alta fragilidade. E não se resolverá com Lula preso.

Os principais jornais do mundo fizeram registros depreciativos do ocorrido mas vou me deter no do jurista André Lamas Leite, professor da Faculdade de Direito do Porto, “A barbaridade de uma justiça dominical”, publicado ontem pelo jornal “O Público”.

O acadêmico contesta Moro: “Não é verdade que o juiz de turno tivesse ou não a liberdade de decidir. Estava vinculado à decisão. Outra coisa é saber se havia motivo juridicamente fundado para o fazer”.

E passa então à questão que está no fundo de tudo isso, a execução antecipada da pena, a partir da condenação em segunda instância, contrariando o princípio constitucional da presunção da inocência: ninguém será considerado culpado até o completo trânsito em julgado da sentença.

Conclui ele que “Lula está em cumprimento inconstitucional e ilegal de pena de prisão”. E por isso, dá razão jurídica a Favretto. Mas, diz ele, como no Brasil não se sabe onde acaba a política e começa a Justiça, pesaram contra ele as antigas ligações com o PT.

Nem por isso, tinha Moro competência para “revogar” o despacho de magistrado hierarquicamente superior. Gebran Neto, sim, a seu ver poderia derrubar a liminar, quando o plantão terminasse. Lula já estaria solto, que fosse novamente preso.

Mas tudo, a seu ver, deriva do “entendimento indefensável” do STF sobre prisões antecipadas: “Um país que não respeita a sua lei fundamental descaracteriza-se e abre crises gravíssimas de desfechos imprevisíveis.”

Passando do Direito ao jornalismo, não menos áspero foi o comentário do jornalista, escritor e advogado (profissão que já não mais exerce) Miguel Sousa Tavares, no principal telejornal de Portugal, na SIC. Ressalvando seu amor pelo Brasil, definiu o ocorrido como uma “fantuchada jurídica”.

Palhaçada, cá para nós.

Censurou os petistas por recorrerem no dia do plantão de Favretto mas desancou mesmo foi com Moro, desejando que estivesse a ouvi-lo, já que passa férias em Lisboa. Em Portugal, sete diferentes juízes teriam feito todos os papeis que Moro acumulou em relação a Lula: juiz de instrução, de acusação, de sentença etc.

Conclui que a Justiça no Brasil está completamente contaminada pela política, não restando outra saída senão a refundação do país, por uma nova Constituinte.

Lamentavelmente, hoje faz sentido o apelido que Paulo Francis dava ao país nos anos 80: “o bananão”.

O que os russos buscam na web sobre estrangeiros na Copa (e por que o Brasil decepciona)?

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O chefe da agência federal de turismo da Rússia anunciou na semana passada que mais de cinco milhões de turistas já visitaram as cidades sede da Copa do Mundo – e 2,9 milhões deles são estrangeiros. Em cidades internacionais como São Petersburgo, o vaivém de não-russos foi 20% maior em comparação a junho do ano passado. Já os moradores de locais mais remotos como Saransk viram 235 vezes mais “gringos” do que no mesmo período de 2017.

A presença internacional transforma o cotidiano dos russos e, claro, gera curiosidade. Quais são as principais dúvidas dos donos da casa sobre cada uma das 31 nacionalidades que disputam a Copa do Mundo (além da Rússia)?

A Yandex – maior empresa de tecnologia do país e dona da principal ferramenta de busca usada entre os russos – divulgou um relatório que traz algumas destas respostas.

Notícias ruins

O relatório da empresa mostra, separadamente, o principal tema de interesse e a pergunta mais feita sobre cada país. Os resultados revelam um interessante panorama sobre imagem que os torcedores deixaram sobre suas nações durante a Copa do Mundo – o que, no caso dos brasileiros, entre outros países, não significa notícias boas.

O principal assunto de interesse dos russos sobre o Brasil, segundo o “Google russo”, foi “insulto a garota”. A pergunta mais feita também se relacionava ao tema: “Quais são os nomes dos torcedores que gritaram obscenidades?”.

O resultado se refere aos vídeos que viralizaram no início dos jogos e mostravam brasileiros pedindo que mulheres russas repetissem ofensas e palavras de baixo calão – sem terem ideia do que estavam dizendo.

A repercussão do caso extrapolou o Brasil – onde os autores foram nominalmente identificados e, em alguns casos, demitidos – e gerou uma petição na Rússia pedindo punição dos autores e que já tinha mais de 85 mil assinaturas até a publicação desta reportagem.

Como a BBC News Brasil revelou, os termos de baixo calão repetidos pelos brasileiros no vídeo mais conhecido se tornaram título de grupos online que expõem e ofendem mulheres russas vistas com estrangeiros – eles já reúnem milhares de russos com tendências nacionalistas em uma rede social local.

Entre os 31 países analisados, o único (além do Brasil) a ser associado a casos do tipo tanto no assunto mais pesquisado quanto na pergunta mais feita pelos russos é a Argentina.

No caso dos vizinhos sul-americanos, a principal busca também se referia a termos ofensivos e a principal pergunta era “O que exatamente diziam os gritos e como os autores foram punidos?”

A pergunta mais feita sobre os nigerianos, por sua vez, ressalta uma visão preconceituosa dos internautas russos: “Como conseguiram dinheiro para ingressos?”. Arábia Saudita, Senegal e Japão tiveram, em comum, buscas relacionadas a ações de limpeza promovidas por torcedores nos estádios.

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Outras torcidas

Já a Alemanha foi lembrada graças à curiosa história de um torcedor de 70 anos que veio até a Rússia com um trator rebocando um quarto sobre rodas em formato de barril de cerveja. Em marcha lentíssima, o idoso cruzou 2,5 mil quilômetros em 30 dias.

As principais buscas ligadas aos suecos iam atrás de mais informações sobre o episódio em que torcedores do país literalmente esgotaram o estoque de cerveja da cidade de Nizhny Novgorod após sua primeira vitória na Copa do Mundo. Clichês também marcaram as buscas.

Os egípcios foram lembrados pelas fantasias de faraós nos estádios. O assunto mais relacionado aos australianos foram as suas fantasias de cangurus. A pergunta mais feita sobre franceses, ingleses e poloneses foi: “Por que há tão poucos?”.

Já o tema mais associado aos ingleses foi a confusão armada por dois torcedores em um trem, após a vitória da Inglaterra por 2 a 1 sobre a Tunísia. Eles foram expulsos e acusados de embriaguez e vandalismo.

O relatório, que descreve as principais buscas específicas sobre cada país, faz a ressalva de que pesquisas sobre gritos de torcidas foram muito frequentes em pesquisas ligadas a 17 países.

Os russos queriam entender o que diziam os ingleses quando gritavam “Eu não quero ir para o trabalho” (“I don’t won’t to go to work – grito tradicional dos torcedores do Newcastle), ou a música dos argentinos que cita Messi e Maradona (“Vamos Argentina, você sabe que te amo, hoje temos que ganhar e sermos primeiros estes torcedores loucos, deixaram tudo pela Copa, a que tem Messi e Maradona”).

Gritos dos torcedores brasileiros não apareceram entre os mais procurados pelos russos.

(Do Terra Esportes)

A frase do dia

“Você não precisa gostar do Lula para reconhecer que estão fazendo de tudo para mantê-lo preso. Todos aqueles que querem viver em uma democracia têm o dever de se manifestar contra o show de ilegalidades para manter o ex-presidente preso”.

Por Marcia Tiburi, escritora

A chance perdida da Seleção Brasileira

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Por Paulo Junior, no Trivela

Essa seleção brasileira, a de Tite, que completou na Copa do Mundo dois anos de trabalho, jamais poderá reclamar da falta de apoio da torcida. Assumiu o treinador que era uma unanimidade técnica como havia muito tempo não se via, e a equipe se arejou no embalo do inédito título olímpico conquistado pouco antes da estreia do novo comandante. O time se acertou, enfileirou vitórias e foi o primeiro a se classificar nas eliminatórias. Um sucesso, e muito rápido.

Diante do 7-1 em campo e dos escândalos envolvendo os dirigentes do futebol, Tite criou um escudo. O trabalho respirava novos ares e o time, leve e vencendo os principais rivais, foi retomando a simpatia popular. Depois de participações ruins em competições seguidas, aparecia uma nova onda de otimismo que só o Brasil parece ser capaz de ter no futebol, uma condição bipolar ao extremo, do medo de não ir à Copa com Dunga para o melhor time do mundo com Tite num par de jogos.

Mas daí quando o resultado não aparece já voltam os velhos traumas da relação. Neymar, se o gol não sai, vai à rede social, contra tudo e contra todos. Tite se empolgou nas coletivas como não se costumava ver, exagerando na avaliação de atuações e defendendo o time de críticas como se fosse tão preciso. Paulinho fez cara feia e ironizou os repórteres na zona mista, mais um que não parecia desfrutar do privilégio de ter uma rara carreira com duas Copas do Mundo, mas sim jogando para responder, para provar. A comissão, transparente e profissional, acabou por assumir uma certa omissão nas condições físicas e médicas reais de Fred, quando o treinador admitiu que mal podia contar com ele para os jogos decisivos. E, no fim, se a carta de Dona Lúcia parecia fruto de outro planeta, Edu Gaspar concedeu uma palavra final sem nenhum tom crítico aos problemas ou ao tratamento sobre sua maior estrela.

Neymar, aliás, que teve à disposição um time para chamar de seu, não jogou exatamente mal, mas se recusou a falar com a torcida ao fim da Copa. Um terço do time voltou ao Brasil, o que mostra que a relação com a seleção brasileira parece cada vez mais uma nostalgia distante, e o camisa 10 não deu as caras na descida do avião. Parece não suportar mais o próprio personagem que criou, o jogador mais querido do país às vezes se atrapalhando dentro da própria ambição de assumir esse papel.

E aí a grande contradição: se há o elogio para uma eliminação sem caça às bruxas ou que queime jogadores de nível internacional indiscutível, caminha ao lado uma defesa do “menino” Neymar. Participações constrangedoras de comentaristas ou apresentadores em verdadeiros editoriais em que contextualizam cada passo do mais bajulado jogador brasileiro da história. Um craque que, definitivamente, precisa sair dessa bolha puxa-saco e ir atrás do seu primeiro título na seleção adulta.

O pior é que a semana sem Brasil na Copa já começa com o noticiário dos clubes voltando a engolir o maior torneio de todos, e logo as rodadas do Campeonato Brasileiro vão correr se atropelando com a Copa do Brasil e Libertadores a cada esquina, e a seleção brasileira vai voltar a jogar seus amistosos na Inglaterra no horário da sessão da tarde. A sensação é que essa seleção brasileira perdeu uma grande chance de trilhar um caminho que pudesse redefinir a relação com a torcida e com o próprio futebol brasileiro, de reciprocidade e alegria. Mas o final de semana nos lembrou que todo aeroporto tem uma saída dos fundos, para todo microfone há uma conta de Instagram, e no fim tudo vai virar só mais um capítulo de uma história gigantesca. Uma pena.