Mês: janeiro 2018
Capa do Bola – quarta-feira, 03

Por que Lula vai ser julgado?

POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço
Em entrevista publicada no site da CUT, o procurador da república e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, faz um bom resumo do absurdo do julgamento – em primeira e, agora, em segunda instância – pelo apartamento no Guarujá.
Dona Marisa [esposa de Lula, falecida em fevereiro] comprou cota de um apartamento da Cooperativa dos Bancários [Bancoop]. Por dificuldades financeiras da Bancoop, a obra foi assumida pela construtora OAS. Ao saber que a esposa do presidente era cotista, a OAS resolveu dar ‘um trato’ numa cobertura, numa estratégia de marketing que qualquer empresa faz para servir de atrativo a outros compradores e empreendimentos. Dona Marisa visitou o imóvel, não gostou e resolveu devolver a sua cota para a empreiteira, que não aceitou. Então, a ex-primeira dama moveu um processo contra a OAS e a Bancoop para reaver o dinheiro investido.
O que prova que o imóvel era de Lula? Um escritura ou uma promessa de compra e venda, ainda que em nome de terceiro? Entrega de chaves? Não. O uso, mesmo eventual, do imóvel? Não. Uma visita, para ver o apartamento? Devo ter uns dez, se este for o critério. O resto é “ouvi dizer” que era dele e até o dono da empreiteira diz que “soube” que estava reservado para ele. Soube por quem? Não se sabe, e parece que não vem ao caso.
Caso que, do ponto de vista judicial não é, portanto, um caso.
Muito menos um caso para Sérgio Moro, lembra Aragão:
“É uma ilação dizer que o caso tríplex tem relação com o petrolão. Na hipótese de haver qualquer motivo para processo – e não há –, o caso deveria estar em São Paulo ou em Brasília. Isso não tem nada a ver com Moro. Onde há relação com a Petrobras?”
A suposta relação veio ao final do processo, quando Léo Pinheiro, já no desespero para se ver livre da cadeia , disse que as obras do triplex teriam sído “descontadas” numa “conta-corrente” relativa a contratos da empreiteira com a petroleira, muitos anos antes.
Poderia ter dito que “descontou da conta-corrente” uma coleção de cachaças de Minas.
A acusação é ridícula para alguém que foi Presidente da República e teve autoridade sobre bilhões.
Mas o ridículo virou a regra.
A finalidade, que não se disfarça, do processo é, simplesmente, tirar Lula do processo eleitoral. E é isso o que o torna um julgamento arbitrário: visar um objetivo político-eleitoral.
Pílulas de Suassuna (2)
Ariano Suassuna (1927/2014) foi dramaturgo, romancista, ensaísta, professor, poeta, advogado e membro da Academia Brasileira de Letras Ariano. “O Auto da Compadecida”, sua obra-prima, foi adaptada para a TV e o cinema. Sua obra reúne, além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino.
O passado é uma parada


A ‘Revista do Esporte’ marcou época nos anos 50 e 60, como principal publicação voltada para o futebol profissional. Dava ênfase, como era próprio da época, aos clubes de Rio e São Paulo, destacando sempre nas capas os grandes ídolos. Na foto de cima, Pelé e Quarentinha, grandes figuras de seus times (Santos e Botafogo), aparecem abraçados em fotografia feita antes de um jogo no Maracanã.

Na capa acima, Jairzinho e Bianchini (Bangu). Minha formação jornalístico-boleira, ainda moleque em Baião, tem muito a ver com as reportagens da RE, que tinham o necessário complemento das transmissões lendárias de Waldyr Amaral e Jorge Cúri nas rádios Globo, Mundial e Tupi. Meu pai José me apresentou à revista, cujas páginas eu devorava com prazer, mesmo de números já antigos.
Conversa fechada

O presidente do Paissandu, Tony Couceiro, fala aos jogadores no estádio da Curuzu, durante apresentação do elenco em caráter interno, na tarde desta terça-feira, 02.
Idas & vindas do mercado da bola

Mercado da Bola 24h fecha última semana de 2017 com novidades na maioria dos clubes da Série A do Brasileirão. Corinthians fechou com zagueiro Henrique, ex-Fluminense. São Paulo aguarda resposta do Sport por Diego Souza, sonda Marinho, ex-Vitória, e correr risco de perder Hernanes já em janeiro. E Cruzeiro promete anunciar seis reforços no dia 6.
Confira as principais negociações do MB24h com análises do Chuteira FC (CFC).
26 a 30/12 – resumo das negociações:
Corinthians se acerta com Henrique, dispensado na barca do Fluminense. Entre o campeão brasileiro de 2017 e o zagueiro, o acordo está fechado. Falta apenas o jogador concluir a rescisão de contrato com o clube carioca. Henrique vem para ocupar a vaga de Pablo. Preocupação agora é encontrar um atacante substituto de Jô, vendido ao Nagoya Grampus, do Japão, por R$ 43 milhões. Corinthians garantiu: atacante Júnior Dutra (Avaí), volante Renê Júnior (Bahia). Perdeu: Pablo, Arana (Sevilla) e Jô.
análise CFC: no esquema de muita proteção à defesa adotado por Fabio Carille, Henrique pode funcionar. Ainda tem velocidade para dar bote nos atacantes. Não fez uma boa temporada pelo Fluminense.
Cruzeiro anuncia um pacote com seis reforços: atacantes Fred (ex-Atlético-MG) e David (Vitória), volante Bruno Silva (Botafogo), laterais-esquerdos Egídio (ex-Palmeiras) e Marcelo Hermes, e o lateral-direito Edílson (Grêmio). Com esses jogadores, comando do clube mineiro espera encerrar o processo de contratações para 2018. A única baixa importante: lateral-esquerdo Diogo Barbosa vendido ao Palmeiras.
análise CFC: confirmando este pacotão, Cruzeiro vem forte. A maioria é de jogadores experientes. Cabe agora ao técnico Mano Menezes montar um esquema mais ousado e deixar a retranca para casos de extrema necessidade.
Atlético-MG tinha como certa a chegada do zagueiro Conti, de 23 anos, capitão do Colón da Argentina. Apontado como revelação no país vizinho, Conti custaria R$ 13,9 milhões. Mas o Colón exigiu pagamento de impostos da transferência – cerca de R$ 3 milhões. Galo discorda e negócio pode ser desfeito. Atlético ja garantiu volante Arouca (Palmeiras), atacantes Roger Guedes e Erik (Palmeiras) e Ricardo Oliveira (Santos). Perdeu: Fred (Cruzeiro) e Robinho (sem clube).
análise CFC: se Conti não vier, clube mineiro tem de voltar ao mercado em busca de um zagueiro novo e de respeito. Leonardo Silva, aos 37 anos, apresenta fadiga de material e não suporta a sequência de jogos desgastantes da temporada.
São Paulo vai entrar em 2018 muito bem reforçado na parte diretiva e sem um nome forte no campo. Raí, diretor executivo de futebol, Ricardo Rocha, gerente, e, bem provável, Lugano, como coordenador técnico, chegam para reorganizar a casa. Uma das tarefas desse trio é contratar Hernanes. Jogador pode voltar em janeiro ao Hebei Fortune, por uma cláusula no contrato de empréstimo. Hernanes custou R$ 33 milhões ao clube chinês. Em outras negociações, Tricolor aguarda resposta do Sport por Diego Souza e sonda Marinho, ex-atacante do Vitória.
análise CFC: perder Hernanes neste início de temporada 2018 seria um duro golpe no trabalho de reconstrução do São Paulo, um time à deriva nos últimos anos. Identificado com o clube, Hernanes é uma referência técnica imprescindível.
Flamengo tinha lateral Zeca nas mãos e preparava anúncio da contratação quando um novo entrave na Justiça adiou o acordo. Zeca deixou o Santos com base em decisão judicial, mas ainda não está livre para trocar de clube. Seu acerto com o Flamengo é por um contrato de cinco anos. Clube carioca vive também dias de incerteza com a provável saída do técnico colombiano Reinaldo Rueda. Treinador promete definir sua situação dia 2 de janeiro.
análise CFC: se Zeca não se garantir na Justiça, Flamengo vai perder talvez o reforço mais importante da próxima temporada. Zeca atua nas duas laterais, um dos setores mais frágeis do time rubro-negro.
Internacional informou na sexta-feira a contratação do volante Patrick, do Sport, e do lateral-direito Dudu, 20 anos, do Figueirense. Patrick assinou por duas temporadas e Dudu, até 2021. Clube gaúcho ainda espera renovar contrato com Leandro Damião e definir se fica ou negocia volante Fernando Bob, que esteve na campanha do rebaixamento da Ponte Preta no último Brasileirão.
análise CFC: contratações tímidas e de jogadores sem muita expressão dão a impressão que o Inter se reforça no padrão Série B. É bom lembrar que o clube gaúcho volta à Série A em 2018 depois de passar 2017 na Segunda Divisão.
Santos corre sério risco de perder zagueiro Lucas Veríssimo, um dos destaques do time na temporada. Spartak Moscou oferece R$ 32 milhões pelo beque e negócio deve ser fechado no início de 2018. Santos precisa de dinheiro para investir em reforços e quitar dívidas. Em outras negociações está no mercado em busca de Barcos ou Gilberto, ex-São Paulo, para suprir a vaga deixada por Ricardo Oliveira no ataque. E continua namoro com Gabigol.
análise CFC: a saída de Lucas Veríssimo é uma baixa importante no Santos. Gustavo Henrique e Luiz Felipe, que passaram a maior parte da temporada 2017 no estaleiro, podem dar conta da zaga ao lado de David Braz.
Palmeiras emprestou lateral-direito João Pedro ao Bahia por um ano. Jogador estava na Chapecoense e não seria aproveitado por Roger Machado com a chegada de Marcos Rocha, do Atlético-MG. Clube paulista deve repassar os laterais Lucas, Fabiano e Lucas Taylor. De acordo com presidente Mauricio Galiotte, o ciclo de contratações estaria encerrado, mas jornal El Bocón, do Peru, diz que atacante Farfán, do Locokomotiv da Rússia, está na mira do Palmeiras.
análise CFC: não será surpresa se o Palmeiras correr atrás de um zagueiro, com a quase certa saída de Mina para o Barcelona em janeiro. Nas outras posições Roger Machado está bem servido. Sua tarefa é reorganizar o time que decepcionou em 2017.
Lendas do mundo da bola
Craque é o ilustre aniversariante do dia.
Cartel político do futebol se opõe a reformas, diz ex-chefe de comitê da Fifa

Em maio de 2016, o português Miguel Maduro foi contratado pela Fifa para uma missão ambiciosa: limpar a entidade, devastada por escândalos de corrupção. Seu trabalho foi interrompido um ano depois pelo mesmo homem que o havia contratado, Gianni Infantino, presidente da Fifa. Maduro foi demitido em maio de 2017.
– O futebol é uma cultura fechada e resistente à transparência e à prestação de contas – disse Maduro ao GloboEsporte.com numa entrevista realizada por e-mail e por telefone nos últimos dias de dezembro.
Maduro era o presidente do Comitê de Governança, órgão criado pela Fifa que tinha, entre outras atribuições, fazer os “integrity checks” dos integrantes da entidade. Ou seja: cuidar para que os ocupantes de cargos importantes na Fifa tivessem “ficha limpa”.
Em março de 2017, Maduro e sua equipe impediram que o russo Vitaly Mutko fosse reeleito para o Conselho da Fifa. Mutko é vice-Primeiro Ministro da Rússia e, na época, também era o presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2018, cargo ao qual ele renunciaria meses depois.
– O Presidente (Infantino), e outras pessoas em seu nome, como a secretária-geral (Fatma Samoura), insistiram de formas diferentes e em diferentes ocasiões para que eu não excluísse Mutko. Como é público, resisti a esses pedidos ou pressões, e poucos meses depois não fui renovado (como chefe do Comitê). Acho que não é difícil tirar uma conclusão.
A demissão de Maduro gerou a saída imediata, em solidariedade, de outros integrantes do Comitê. Um deles foi o sul-africano Joseph Weiller, professor da Universidade de Nova York, que também fez críticas duras à Fifa numa entrevista ao GloboEsporte.com em novembro de 2017.
Além de ter demitido Miguel Maduro, a Fifa trocou os dois chefes do Comitê de Ética, o suíço Cornel Borbely e o alemão Hans-Joachim Eckert. Essa decisão foi tomada pela Fifa em maio de 2017, durante o congresso anual da entidade, no Bahrein.
O estatuto da Fifa diz que o Comitê de Governança deve ter “pelo menos metade de seus integrantes independentes” do futebol. Dos 10 atuais membros do Comitê, só quatro são independentes e seis são ligados ao mundo do futebol.
Na avaliação de Miguel Maduro, a Fifa nunca vai se reformar de verdade, “porque a liderança que deveria promover essa reforma depende daqueles que precisam ser reformados”. Ou, nas palavras mais duras escolhidas pelo professor português:
– A liderança da FIFA não responde perante a opinião pública ou aos fãs do futebol, mas sim ao cartel político que controla o futebol e se opõe a reformas genuínas. Entre sobreviver politicamente ou reformar, a liderança escolhe sobreviver.
Maduro defende a criação de uma agência independente, “não para gerir o futebol e os outros esportes”, mas para garantir que “as entidades que os comandam atuem de acordo com certos princípios éticos e de boa governança”.
– O esporte é uma área de enorme importância social e que corresponde aproximadamente a 2% do PIB mundial. Não é concebível que uma área com esta importância não esteja sujeita a nenhum escrutínio e controle público.
O português avalia como “importante” a investigação das autoridades americanas – que resultou no indiciamento de mais de 40 pessoas na condenação de cartolas como o brasileiro José Maria Marin – mas ainda longe de resolver o problema da corrupção no futebol.
– O combate à corrupção precisa ser acompanhado de um mínimo de regulação, de escrutínio público.
Na última semana de junho de 2018, durante a Copa do Mundo da Rússia, Maduro vai organizar em Portugal, na Universidade Católica do Porto, um curso de verão sobre Governança no Esporte. Entre os professores, estarão outros ex-integrantes da Fifa, como Joseph Weiler e Cornel Borbely.
Seleção do L’Equipe tem 3 brasileiros

O tradicional jornal francês “L’Equipe” publicou nesta terça-feira sua lista com a seleção ideal de 2017. Destaque para a presença de três brasileiros: Daniel Alves (ex-Juventus e hoje no PSG), Marcelo (Real Madrid) e Neymar (ex-Barcelona e hoje no PSG).
No gol, o titular da Juventus marca presença: Buffon. A zaga é formada por Hummels (Bayern de Munique) e Sergio Ramos (Real Madrid). No meio, Kanté (Chelsea) e Modric (Real Madrid). Além de Neymar, o ataque tem Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Messi (Barcelona) e Cavani (PSG).
Artilheiro entre as grandes ligas da Europa em 2017 com 56 gols, dois a mais do que Messi e três a mais do que Cristiano Ronaldo, o inglês Harry Kane, do Tottenham, acabou fora da seleção do ano do jornal francês.

Ao comentar o status de cada jogador, o “L’Equipe” destacou que Marcelo foi o atleta que recebeu a maioria dos votos: 26,96%. Daniel Alves, por sua vez, está pela sexta vez na lista de melhores do ano do jornal. Neymar, que em 2016 não entrou na seleção do ano, voltou com o “status” de jogador mais caro da história. A publicação lembra que ele ficou na terceira posição da disputa da Bola de Ouro.
Frases imortais

Copa SP de Futebol Junior bate recorde de participantes

Maior vitrine nacional para revelação de novos talentos, a Copa São Paulo de Futebol Junior vai contabilizar em 2018 a sua 49.ª edição. Ao longo de 23 dias, a contar desta terça-feira, 128 clubes espalhados por 32 sedes irão movimentar os gramados dos mais diversos pontos do Estado. Seguindo a tradição, a grande final será realizada no estádio do Pacaembu, no dia 25, brindando o aniversário da capital paulista. Remo, Desportiva e Paissandu são os representantes do Pará na Copinha.
Disputada desde 1969, o torneio foi inicialmente intitulado Taça São Paulo de Juniores. Ao contrário do que acontece atualmente, era organizado pela prefeitura da cidade. Este cenário mudou em 1987, quando o então prefeito Jânio Quadros optou por não bancar a competição. Neste ano, o campeonato acabou não acontecendo, sendo retomado no ano seguinte já sob a batuta da Federação Paulista de Futebol (FPF). A mudança foi positiva.
Em quase cinco décadas de disputa, o campeonato se notabilizou pelo surgimento de diversos craques. Entre tantos atletas que despontaram estão Raí, ídolo do São Paulo, que disputou a final de 1983 pelo Botafogo, de Ribeirão Preto (SP).
Dono de grande categoria, Djalminha foi campeão com o Flamengo em 1990, em um time tido como um dos melhores da história do torneio, que contava ainda com nomes como Junior Baiano, entre outros. Um ano depois, o campeonato ficaria marcado pelo surgimento de Denner, que brilhou pela Portuguesa, e até hoje é lembrado como um dos jogadores mais habilidosos que o país já teve. Ele morreu em um acidente de carro no Rio de Janeiro em 1994, quando defendia o Vasco.
Mais recentemente, o torneio pode ostentar ter apresentado ao mundo Lucas, atualmente no milionário Paris Saint-Germain. O então “Marcelinho”, apelido adquirido pela semelhança física com o ex-atleta Marcelinho Carioca, foi campeão com o São Paulo em 2010.
Em 2015, mesmo sem a conquista do título, Gabriel Jesus apresentou as suas credenciais, após levar o Palmeiras até as semifinais da competição. Hoje, ele defende o Manchester City, atual líder do Campeonato Inglês, além de ser o centroavante titular da seleção brasileira comandada por Tite. Na década de 70, surgiram craques como Falcão e Toninho Cerezo.
Favoritos
Após um ano estrelado nas categorias de base, o Palmeiras chega com condições de conquistar a competição pela primeira vez na sua história – é o único grande paulista que mantém o jejum. Ao todo, o clube conquistou em 2017 quatro títulos estaduais nas categorias sub-11, 13 e 20, além da Copa do Brasil Sub-17. Com boa mobilidade, categoria e boa finalização, o atacante Léo Passos deve comandar a equipe palestrina e já se credencia como postulante a principal jogador do torneio.
Maior campeão do torneio com 10 títulos, o Corinthians sempre é um competidor a ser considerado, entrando normalmente na condição de favorito. Campeã paulista na categoria sub-17, após bater o Palmeiras, a Ponte Preta deve ser uma das forças do interior. Além destes, São Paulo e Santos, conhecidos pelos fortes trabalhos na formação de atletas sempre chegam para buscar a taça.
O Cruzeiro é o atual campeão brasileiro sub-20. Venceu na final o Coritiba, nos pênaltis. O Atlético Mineiro é o campeão da Copa do Brasil, tendo superado o Flamengo nos pênaltis. São todos grandes formadores de craques.
Curiosidades
Em quase cinco décadas, a competição acumula algumas peculiaridades. A inclusão de clubes de outros Estados ocorreu somente a partir de 1971. Houve ainda espaço para algumas equipes estrangeiras participarem. Em 2014, por exemplo, o japonês Kashima Reysol se tornou o primeiro clube de outro país a avançar de fase. Em 2010, aconteceram duas alterações importantes. Com a criação do Campeonato Brasileiro Sub-20, a FPF optou por admitir jogadores até 19 anos. Além de renomear a competição, passando a chamá-la de Copa São Paulo de Futebol Junior. O regulamento atual prevê atletas nascidos até 1998.
Regulamento
Como de costume nas últimas edições, a Copa SP deste ano vai bater o recorde de clubes participantes e número de sedes. Com 128 equipes e 31 cidades (a capital terá duas sedes), a edição de 2018 supera a de 2017, que teve 120 times e 30 grupos. Houve uma desistência em cima da hora: o Fast Club, de Manaus, que não conseguiu recursos para a viagem. Em seu lugar entrou o União Barbarense, de Santa Bárbara D’Oeste (SP), completando o Grupo 23, com sede em Osasco, ao lado de Audax, Atlético-MG e Rio Branco-ES.
A competição vai ser disputada em sete fases, sendo seis delas no formato de mata-mata e as duas últimas denominadas semifinais e final. Na primeira fase, os 128 clubes foram divididos em 32 grupos, nomeados numericamente (de 1 a 32), todos com sedes diferentes. As quatro equipes de cada grupo se enfrentam entre si em turno único.
Os dois melhores colocados avançam para a segunda fase, em um total de 64 times. Em caso de empate por pontos, serão observados os seguintes critérios de desempate: mais vitórias; melhor saldo de gols; mais gols pró; menos cartões vermelhos; menos cartões amarelos; confronto direto – em caso de empate entre apenas dois clubes; sorteio – a ser realizado na sede da FPF.
Na segunda fase, os primeiros melhores colocados encaram os segundos colocados – o vencedor do Grupo 1 mede forças contra o segundo colocado do Grupo 2, sendo que o primeiro colocado do Grupo 2 joga contra o segundo do Grupo 1 e assim sucessivamente. Nas fases subsequentes, as partidas seguem este formato, em jogo único. Em caso de empate serão observados os mesmos critérios da primeira fase.
A terceira fase vai ter 16 times, daí em busca do título. Assim sendo, o campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2018 totalizará nove jogos no período de apenas 23 dias.