Meia é legalizado e pode reforçar o Remo na Copa Verde

O meia Rodriguinho, que foi contratado pelo Clube do Remo em novembro de 2017, é o último jogador azulino a ser regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.  Com isso, poderá ser relacionado por Ney da Matta para a estreia do Leão na Copa Verde, nesta quarta, em Manaus.
A demora na regularização do atleta aconteceu devido a problemas em sua documentação. O jogador tem 30 anos e tem passagem por Atlético (MG), Gama (DF), Tupi (MG) e CRB (AL). Desde 2009, Rodriguinho atua fora do Brasil. No exterior, jogou por três temporadas no Kuwait, quatro nos Emirados Árabes Unidos e mais recentemente estava na Coréia do Sul.

Nesta quarta-feira, o Remo enfrenta o Manaus (AM), campeão amazonense, às 21h, na Arena da Amazônia, valendo pela primeira fase da Copa Verde.

Walter chega e promete lutar para igualar marca de Bergson

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Aparentando entusiasmo com a acolhida, o atacante Walter desembarcou no final da manhã em Belém e foi apresentado à imprensa, prometendo esforço para adquirir o condicionamento ideal e luta para igualar a marca do artilheiro Bergson. À tarde, foi à sede social do Papão para uma sessão de autógrafos e divulgação do programa de sócio-torcedor. Sem jogar há mais de 60 dias, Walter deve fazer exames médicos e físicos nesta terça-feira, incorporando-se em seguida ao elenco.

O Baú da Infelicidade e o “soldado Abravanel, 392”

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Os serviços prestados por Sílvio Santos ao poder não são novidade.

No final dos anos 70 – e por 20 anos seguidos – apresentou o quadro “Semana do Presidente”, iniciado para agradecer a João Figueiredo a formação da rede que viria a ser o SBT, formada basicamente com a compra de parte da Record, em São Paulo, o canal 11 do Rio e pedaços da falecida Tupi.

Por 20 anos, até Fernando Henrique, o apresentador fez sua “Agência Nacional” de todos os presidentes: além do general, Sarney, Collor, Itamar e FHC.

Volta a fazer, agora, com Temer e certamente terá seu reconhecimento, como quando ganhou sua “Medalha do Mérito Militar”, em 1993, na qual se apresentou como “Soldado Abravanel, 392“, sua identificação no serviço militar.

Agora, presta serviços a Temer e desserviço aos de sua geração, emprestando seu programa para fazer terrorismo contra os aposentados, permitindo que o presidente aposentado desde os 55 anos e com vencimentos que superam os R$ 30 mil por mês, use seu programa de amenidades para dizer que não haverá dinheiro para pagar proventos e que, se não aprovado seu projeto, os servidores terão seus vencimentos cortados.

Ameaçam , assim, com um baú de infelicidades os trabalhadores brasileiros que, como o Baú do Sílvio, serviu sempre de tesouro para uns poucos. O drama dos que ascendem no Brasil é não estenderem a mão aos que estão no  lugar de onde vieram, mas os pés, a  pisar-lhes, para que nunca saiam da carência. (Do Tijolaço)

Intensidade premiada

REMO X PAYSANDU.

REMO X PAYSANDU.

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo foi incansável na busca pela vitória e acabou recompensado com um golaço aos 48 minutos, naquele tipo de lance que eletriza qualquer torcida. Elielton acreditou na bola alta erguida na área, foi mais ágil que Perema, driblou o goleiro Marcão e mandou um tiro cruzado para as redes, garantindo a vitória de virada no primeiro clássico do ano.

Ataques agudos, investidas em velocidade e luta incessante no meio-campo deram um tempero emocionante a um jogo que o temporal parecia ter estragado. O fato é que as propostas diferentes – Papão mais contido e buscando toque de bola; Remo mais vibrante e alongando passes – deram um grande equilíbrio ao confronto.

O gol de Diego Ivo premiou a perícia do Papão nos lances de bola parada, quase todos executados por Pedro Carmona. Além de duas chances com Moisés, os bicolores ameaçaram sempre quando apostaram no jogo aéreo. A falha da zaga remista não diminui o oportunismo de Diego, que cabeceou à meia altura, vencendo a barreira de jogadores junto à linha fatal.

Na virada para o 2º tempo, o Remo assumiu a dianteira das ações. Avançou suas linhas, inclusive a trinca de volantes (Geandro, Leandro e Fernandes) e acentuou a exploração do lado direito, com Levy e Felipe Marques caindo sempre nas costas de Vítor Lindenbergh.

O problema é que Isac era o homem de centro, mas precisava sempre voltar para jogar com Fernandes e Adenilson, este em jornada novamente improdutiva. Apesar da velocidade imposta às jogadas, as chances não apareciam. A superioridade só se acentuou quando Jefferson Recife substituiu Adenilson e passou a dinamizar a distribuição de jogo, conduzindo a bola e lançando os companheiros.

Foi dele o cruzamento para a área que originou o penal, cobrado por Isac, aos 21 minutos. Marquinhos tentou reagir substituindo os exaustos Cáceres e Moisés por Fábio Matos e Magno, mas o Remo já era absoluto, tanto que Felipe Marques perdeu lance claro, aos 37 minutos, batendo na trave direita do gol de Marcão. A virada se confirmou aos 48’ como resultado natural do esforço e da superioridade – inclusive física – dos azulinos.

Pela intensidade e presença em todos os setores do campo, o Remo mereceu a vitória. Sem discussão. Resultado tão justo que foi reconhecido até pelo técnico adversário. (Fotos: Wagner Santana/Diário)

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Marquinhos admite Remo melhor e mais determinado

Em entrevista à Rádio Clube, Marquinhos Santos foi pontual na leitura do jogo: Ney da Matta foi mais feliz nas mexidas e o time dele teve muito mais presença nos duelos pela bola, sabendo explorar melhor as condições do gramado. Admitiu que o Remo exibiu mais força e brio, merecendo a vitória, mas saiu reclamando de um suposto pênalti sobre Cáceres.

Admitiu que o cansaço e as condições do campo contribuíram para o apagão do time bicolor no segundo tempo. A entrada de Fábio Matos visava estabelecer aproximação com Carmona e obstruir os avanços de Levy e Felipe Marques pelo corredor direito do Remo. Não deu certo.

Senti falta de explicação mais plausível para a demora em mexer no time quando já era patente a evolução azulina. O momento exigia mais força e resistência no meio contra um time que sobrava no aspecto físico.

Foi o final oficial da tal pré-temporada prolongada, que Marquinhos usou como vacina para possíveis tropeços no Parazão.

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Da Matta e a mão certa nas substituições

Com a velha prudência mineira, Ney da Matta fez uma pregação de humildade ao final do clássico, evitando entrar no oba-oba que costuma ocorrer em situações de triunfo. Revelou que começou a mudar a formatação do time a partir da derrota contra o Independente, mas que recomendou aos jogadores buscar dosar a energia nos dois tempos.

Sempre enfatizando a importância da paciência em relação ao crescimento técnico do time, Da Matta afirma que, apesar das críticas à qualidade do elenco, o Remo conseguiu reunir um grupo forte. A ponto de contar com suplentes que podem ser acionados em momentos decisivos, como Jaime e Elielton, lançados no finalzinho com excelentes resultados.

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Fernandes, o melhor; Elielton, o herói da virada

Elielton sai como o herói da tarde pela habilidade e frieza no lance decisivo da partida. Jefferson Recife foi muito bem pela mudança de atitude que imprimiu à meia-cancha, mas a principal figura foi Fernandes, impecável nos passes e no auxílio aos atacantes. De maneira geral, quase todos os jogadores remistas tiveram atuação destacada. Felipe Marques, Mimica e Levy também tiveram papel destacado na produção do time.

Do lado alviceleste, o melhor foi Diego Ivo, que ganhou todas na defesa e ainda foi à frente fazer gol. Pedro Carmona apareceu bem enquanto teve velocidade para acompanhar Cassiano e Moisés nas subidas ao ataque. Com cinco reposições erradas, duas delas nos pés de jogadores do Remo, o goleiro Marcão foi o personagem negativo.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 29)