Desportiva bate Penapolense e chega às oitavas de final da Copinha

Com um gol do atacante Maranhão, aos 46 minutos do segundo tempo, a Desportiva derrotou a Penapolense na tarde deste sábado e se classificou às oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Junior. Seu adversário será o Internacional-RS. Caso avance na competição, a Desportiva terá pela frente o vencedor de Atlético-PR x Santos.

É a melhor campanha de um clube paraense no torneio. Em 2006, o Paissandu chegou também às oitavas, que à época era a 3ª fase, pois o campeonato tinha menos participantes. Agora a Desportiva precisou alcançar a quarta fase para chegar às oitavas de final.

Independente vence Paragominas na abertura do Parazão

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O zagueiro Charles, do Independente, marcou o primeiro gol do Campeonato Paraense, na noite deste sábado, contra o Paragominas, em Tucuruí. A partida foi realizada no estádio Navegantão diante de cerca de 2 mil torcedores.

O gol de Charles, marcado aos 40 minutos do primeiro tempo, garantiu o triunfo do time treinado por Júnior Amorim, que foi superior em campo, mas correu alguns riscos diante do PFC.

Marilena Chauí defende diálogo da esquerda com o ‘subproletariado’

A filósofa e professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Marilena Chauí, defende aproximação dos movimentos de esquerda com a nova classe trabalhadora, que surge sobretudo da precarização do trabalho pela perda dos direitos trabalhistas e dos programas sociais.

“Não sabemos o que pensam as pessoas que estão voltando à condição de miséria. Em São Paulo, o grau de exclusão atingiu uma situação alucinante, com desempregados morando nas ruas com suas famílias, o que não se via nem durante a ditadura e nem no governo de Fernando Collor. Ao mesmo tempo, em um contexto neoliberal, surgem uma nova classe trabalhadora totalmente precarizada e mais miséria. Não temos a dimensão de seus valores e percepção política e eleitoral”, disse Chauí nesta sexta-feira (12), em entrevista aos blogueiros Wellington Calasans e Romulus Maya, do Duplo Expresso.

A filósofa considera essa distância da esquerda um “problema gravíssimo”. “Tenho estudado o assunto e não vejo as esquerdas pensando nisso”, disse, ressaltando considerar que a vitória de João Doria (PSDB), para prefeito de São Paulo, não é uma simples vitória da abstenção.

“Há o grande risco de envolvimento dessa nova classe trabalhadora no processo de despolitização, da crença de que a política é corrupta e que você precisa é de um gestor. A mídia vem construindo imagens para nomes com chances de vir a ser candidatos à Presidência da República. Lula é apresentado como messiânico, populista, salvador; Bolsonaro como o nome da segurança e da ordem, e Geraldo Alckmin como o grande gestor. Nenhuma dessas imagens é política”, disse.

Ela destacou que esse diálogo é importante para o debate sobre caminhos para a desconstrução de ideologias neoliberais baseadas na supervalorização do empreendedorismo como alternativa ao emprego, ao desmonte e privatização do estado com perda de direitos. (Do Sul21)

Tomate deixou de ser vedete da inflação

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Lembra do colar de tomates da Ana Maria Braga? O pessoal andou sugerindo que ela fizesse um com o botijão de gás, cujo preço disparou, mas eu não chego a esta crueldade. Mas confesso que fico curioso com a falta de reportagens tipo “o preço está pela hora da morte” com o simpático fruto.

Em menos de duas semanas, dobrou de preço.

A caixa de 20 kg, no atacado do Ceasa do Rio, dobrou de preço desde dezembro e varia, conforme a qualidade, entre 50 e 90 reais. Ontem, no supermercado, achei a R$ 6,90 o quilo, antiga unidade de compra, porque agora compra-se “um tomate”, “dois tomates”, “três tomates”.

Nos mercados mais “gente fina”, como o Pão de Açúcar – veja a imagem – já está beirando os 9 reais, preço abaixo do qual La Braga os transformou em jóias. Isso, quando o salário mínimo sobe R$ 17 por mês é uma beleza, não é?

Desculpem os economistas, mas isso bate mais na cabeça do povão que o “BB-” da Standard & Poors. É evidente – e só um estúpido o negaria – que tivemos uma temporada de baixa da inflação. Mas é impressionante o silêncio que se faz sobre termos entrado numa temporada de alta da inflação.

Todos sabem que o núcleo da queda da inflação em 2017 foram os alimentos, especialmente os in natura. Recomenda-se que os estrategistas de Henrique Meirelles, com tantas visitas a Nova York, dêem uma passadinha na feira ou nas bancas dos supermercados.

Ou então que arranjem outra desculpas para o preço do tomate subir, porque desta vez vai ser difícil botar a culpa no vermelho.

Sobre apostas e esperanças

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POR GERSON NOGUEIRA

O campeonato está começando e, como de praxe, surgem apostas quanto a times favoritos, destaques individuais e revelações. Bem, levando em conta o histórico da competição, custo muito a crer que tenhamos de novo um campeão interiorano, como em 2011 e 2012.

Não que as equipes emergentes não estejam bem preparadas. Até estão, dentro de suas possibilidades. Ocorre que poucas vezes se viu tanto investimento em reforços pela dupla da capital.

O Remo, que desmanchou o time no final de 2017, foi às compras e trouxe 19 caras novas, desde goleiro até atacante. Buscou um técnico respeitado no circuito da Série C, com título e acesso. É claro que o elenco teve que ser moldado às condições financeiras do clube, de pires na mão e sem receita desde setembro do ano passado.

Ainda assim, mesmo com um elenco que pode ou não frutificar, o Remo entra no campeonato como um favorito natural à disputa do título, pela história e pelo poder de fogo de sua apaixonada torcida.

Do outro lado da Almirante Barroso, o Papão não ficou parado. Saiu também em busca de reforços, a fim de repor metade do elenco da Série B. Foi um pouco além do esperado, contratando 15 jogadores, alguns de reconhecida qualidade, como Pedro Carmona, Cáceres, Peu, Cassiano, Renan e Moisés. Jogadores caros, mas de inquestionável qualidade.

Bicampeão estadual, vai brigar pelo tri e tem o melhor elenco. Inicialmente, pode enfrentar algumas intempéries, próprias de um time que vai ser estruturado ao longo da disputa, pois não houve tempo para ganhar entrosamento. Por sorte, a diretoria preservou a comissão técnica, com Marquinhos Santos à frente, o que reduz os atropelos no processo.

Óbvio está que a batalha mais encarniçada vai novamente colocar frente a frente os velhos titãs, com ligeira vantagem pendendo para a banda alviceleste, embora se saiba desde os tempos de Dodô no Andaraí que entre Leão e Papão não existe muito esse papo de favoritismo absoluto.

O fato é que o Papão estreia na quarta-feira, recebendo o Parauapebas, na Curuzu lotada. Na prática, será nesta partida que começaremos a ter uma ideia do novo time, embora tenha sido realizado um amistoso na sexta à noite, em clima de mistério e com vitória pelo placar mínimo.

Com previsão de público superior a 25 mil pagantes, o Remo abre neste domingo a caminhada em busca do resgate do título estadual encarando um adversário tinhoso, o Bragantino, que vem de árdua batalha pelo acesso à primeira divisão e que é bem treinado por alguém que conhece a alma azulina como poucos: Artur Oliveira, ídolo da massa remista como jogador, que experimenta a desconfortável condição de adversário.

Ney da Matta, estreante em Parazão, deixou claro que vai jogar no ataque, usando o sistema 4-3-3. Boa notícia para a torcida, que não engole esquemas defensivistas. De qualquer maneira, os treinos e amistosos revelaram um time razoável na zaga e meio, mas pouco agressivo no ataque.

Na abertura do texto, falei sobre apostas. Vamos lá. Dos interioranos, espero boas participações de Castanhal (Lecheva), Independente (Júnior Amorim) e Parauapebas (Léo Goiano).

Quanto a valores individuais, creio que Pedro Carmona e Moisés podem ser os destaques no Papão, Isac e Jayme no Remo, Felipinho no Águia, Monga no Pebas e Dedeco no Castanhal.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir das 20h30, na RBATV. Tudo sobre a rodada de abertura do Parazão, além de sorteio de camisas e participação do telespectador via internet. Na bancada de debates, Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião.

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Receita de Ferguson: comemorar, mas com moderação

Sempre fico preocupado quando vejo jogadores e técnicos se esbaldando após uma conquista, coisa bastante comum no Brasil até pela natureza carnavalesca das pessoas. Algumas vezes, porém, a coisa beira a extravagância, ainda dentro do gramado, estendendo-se em farras homéricas noite adentro.

O gênio Michael Jordan dizia que muita festa atrapalha a concentração. Gostei de saber que sir Alex Ferguson, técnico de clube mais vitorioso de todos os tempos com o Manchester United, pensa igual. Parece bobagem, mas pode ser algo significativo na condução de um time de futebol.

A título de reflexão, transcrevo um comentário de Ferguson sobre excessos nas comemorações – e olha que ele teve muitos motivos para festejar (49 taças conquistadas em 38 anos de carreira):

“Eu adorava comemorar gols, principalmente gols como o de bicicleta que Rooney marcou contra o Manchester City em 2011. Para mim, o apito final de um jogo era sempre a salvação. É o melhor momento. É definitivo e marca o ponto em que você de fato conquista algo. Eu só passava umas duas horas num estado de espírito comemorativo depois de uma grande vitória. Não importava se fosse a Premier League ou a Liga dos Campeões. As comemorações após as vitórias são exaustivas. Como técnico, depois de um jogo, é preciso dar entrevistas à imprensa, voltar ao hotel, recuperar as energias e comparecer a uma recepção. Entretanto, à 1h da manhã eu estava louco para ir dormir. Em geral, passo um tempo deitado com uma sensação de satisfação, mas quando acordo ela já desapareceu”.

Trecho extraído do livro “Liderança” (editora Intrínseca, 2015), autobiografia de Alex Ferguson, escrito com Michael Moritz.