Formando da Unisinos-RS: “Eleições sem Lula é fraude”

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As manifestações estão cada vez mais intensas e se espalham por todo o país. Nesta sexta-feira (19), em cerimônia de formatura da Unisinos-RS, um formando estendeu faixa com os dizeres: “Eleições sem Lula é fraude”.

Lula será julgado em segunda instância pelo TRF4, em Porto Alegre. Caravanas de todo o país já estão a caminho da capital gaúcha. (Da revista Fórum)

Nem tudo está perdido…

A frase do dia

“Filhinho de papai presidente da Câmara, meritocrata hereditário, diz que o bolsa família ‘escraviza’ filhinho de papai que viveu de mesada até os 40 e que recebeu dinheiro público critica o estado e defende ‘empreendedorismo’ ‘meninos mimados não podem reger a nação'”

Criolo, no Twitter

Sair da ‘zona de conforto’ e outras bobagens do mundo corporativo

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POR SERGIO C. FANJUL, no El País 

Adrián era amarelo: ao ser contratado por uma pequena empresa de marketing digital, aplicaram-lhe um teste de personalidade. Vermelhos são os líderes; amarelos, os criativos; verdes, os criadores de um clima bom; e azuis, os dóceis. Ao chegar ao trabalho, todas as manhãs, ele tinha de escolher um emoticon que expressasse o seu estado de ânimo do momento, assim como ao sair, depois da jornada de trabalho (embora ele nem sempre fosse sincero e costumasse abrandar suas emoções, para não transmitir uma impressão ruim aos seus superiores). Em certos dias havia aulas de yoga, em outros mindfulness ou dinâmicas para ele se abrir com os demais e vencer a timidez; em alguns finais de semana, práticas de team building.

Adrián era guiado por um mentor, que definiu o seu número dentro da teoria psicológica do eneagrama da personalidade. Era o três. E todas essas informações eram compartilhadas com a direção da empresa. “Tudo tinha um ar de pensamento positivo, de modernidade tipo Vale do Silício”, lembra Adrián, que prefere não revelar sua identidade, “mas eu tinha a sensação de que estavam invadindo a minha intimidade, de que manipulavam a minha mente. Eu preferia fazer os meus trabalhos de caráter psicológico por conta própria”. Por razões como essas, Adrián acabou deixando o emprego.

Práticas e discursos desse tipo (embora nem sempre com a mesma intensidade descrita nesse caso) proliferam cada vez mais nas empresas, em especial no setor da chamada nova economia: consultoria, marketing, tecnologia etc. E vem, sobretudo, do mundo anglo-saxão e nórdico, onde são mais comuns. Elas são justificadas como algo que faz bem à empresa e ao funcionário, como uma forma de inovação e aproximação, formas mais humanas, mais friendlies. Para muitas pessoas, porém, elas são vistas como invasivas, assemelhando-se, mais, a um método de controle.

“Essas culturas empresariais novas buscam obter do trabalhador um compromisso diferente daquele que se pedia tradicionalmente”, explica Carlos Jesús Fernández, professor do Departamento de Sociologia da Universidade Autônoma de Madrid (UAM). “Antes era preciso saber fazer um trabalho e desempenhar uma função durante oito horas por dia. Agora se procuram características pessoais, competências ligadas à personalidade”. Daí as palestras motivacionais que estimulam palavras mágicas como liderança, empreendimento, risco ou o mantra tão difundido do “é preciso sair da zona de conforto”. Daí, também, a proliferação de livros de autoajuda ligados ao mundo corporativo. O problema, segundo Fernández, é que “existe um vazio de regulamentação no controle dessas práticas”, o que faz com que elas, muitas vezes, cheguem longe demais.

“O que essas técnicas visam é, principalmente, que os funcionários se identifiquem com a empresa”, afirma Óscar Pérez Zapata, professor de Organização de Empresas no ICADE e na Universidade Carlos III de Madri e diretor de pesquisas do think tankDubitare. “O que se pretende é criar uma cultura corporativa forte em que os elementos emocionais e íntimos, como os apelos à paixão, são cada vez mais importantes”, acrescenta. O que, a rigor, não é algo novo, pois há décadas que os trabalhadores se identificam com suas empresas, sobretudo no caso de companhias grandes e poderosas. Mas antes, cabe dizer, os contratos de trabalho eram de uma vida inteira.

Tudo é coberto por um verniz de sorrisos, desse pensamento positivo tão em voga e criticada por livros como Sorria ou Morra, de Barbara Ehrenreich, ou A Indústria da Felicidade, de William Davies. “Trata-se de uma mentalidade que se encaixa muito bem com o objetivo pretendido”, avalia Pérez Zapata.

“O pensamento positivo elimina qualquer possibilidade de crítica e desloca a culpa e a dúvida para o indivíduo e não para a estrutura onde ele atua. Liga-se, assim, à concepção fantasiosa do eu empreendedor, da iniciativa pessoal do herói que tudo pode com a autogestão e que, no limite, é o único responsável pelos êxitos ou pelos fracassos”.

Esses problemas são analisados pelos chamados critical management studies (CMS), um conjunto de disciplinas surgidas nos anos noventa e que estudam o funcionamento das empresas de forma crítica a partir das obras de pensadores como Michel Foucault (sobretudo seus estudos sobre a sociedade disciplinadora), a teoria crítica da Escola de Frankfurt ou a teoria do processo de trabalho, entre outras fontes teóricas. Elas foram criadas por professores de escolas de negócios e faculdades de administração de empresas, como Mats Alvesson ou Hugh Willmott, que propunham uma visão crítica e procuravam trazer à luz as relações de poder no seio das organizações empresariais. “Embora a palavra crítica pareça muito beligerante, pode se tratar de uma crítica construtiva para a empresa”, afirma Pérez Zapata. “No que se refere a essas técnicas, o veneno está na dosagem”.

O panorama descrito é típico da era pós-fordista, em que proliferam a ausência de proteção, a mobilidade e a flexibilidade no trabalho, a dissolução das classes sociais bem definidas e a atomização das relações trabalhistas. A conexão permanente via Internet, além disso, torna fluidos os limites dos horários e das jornadas de trabalho. Tudo que se refira ao trabalho se torna líquido também. “Rompem-se, dessa maneira, os limites e as regulamentações de quase tudo: onde se trabalha, quanto se trabalha, com quem, como etc, hoje em dia muito da responsabilidade recai sobre o trabalhador”, diz Pérez Zapata. “Normalmente há uma sobrecarga para o trabalhador, a quem se pede que ultrapasse seus limites e ao mesmo tempo saiba impô-los a si mesmo”.

“Há uma individualização e uma psicologização crescentes”, observa Luis Enrique Alonso, catedrático de Sociologia da UAM e coordenador do grupo de pesquisas de Estudos sobre trabalho e cidadania. “O que se busca é uma adesão psicológica integral e que não exista nada intermediário entre o funcionário e a empresa, que não exista nenhum tipo de ação ou identidade coletiva”, afirma.

Esse ar de criatividade individualista e de modernidade hipster poderia ser visto como uma herança da contracultura dos anos sessenta assimilada pelo capitalismo contemporâneo: a rebeldia individualista antissistema transformada em ambição individualista empresarial, como observam Chiapello e Boltanski em O novo espírito do capitalismo. O pebolim no escritório. “O fato é que falar hoje em dia em organização e direitos coletivos soa como algo muito velho”, conclui o professor, “o que nos leva a uma espécie de darwinismo social estimulado pela precariedade existente. Mascara-se, assim, a disputa encarniçada pelos poucos postos disponíveis: salve-se quem puder”.

“Estamos agindo de forma ética nas empresas?”, questiona Fernández. “Os discursos sobre inovação aumentam, mas se trabalha cada vez mais, com mais disciplina e com um consumo cada vez maior de calmantes para suportar tudo isso”, conclui.

Dicas esportivas do Netflix

POR AMIR SOMOGGI, no Linkedin

Ao invés de abordar temas relacionados à gestão e marketing esportivo, decidi dividir com vocês algumas dicas de filmes e séries que retratam o esporte no Netflix. As cenas são puro aprendizado e também mostram como engatinhamos em muitos quesitos. Sem falar que poucos temas rendem tanta emoção como o esporte.

Last Chance U

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Série que se passa nos EUA, já em sua segunda temporada, narrando o dia a dia de um time de futebol americano universitário dos EUA. De excelente nível, a série retrata com realismo a luta dos jogadores para chegar à milionária NFL. Alguns são muito talentosos, mas acabam renegados por uma série de problemas familiares que viveram. Como o próprio nome diz, esse time pode ser sua última chance.

At All Costs

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Também ambientado nos EUA, esse documentário mostra o grau de exigência que garotos enfrentam em uma liga infanto-juvenil de basquete. Embora ainda seja no nível amador, os jovens enfrentam pressão para alcançarem alto rendimento esportivo, contato com a mídia e uma competição acirradíssima para assinar grandes contratos com empresas de material esportivo.

Becoming Zlatan

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O início da carreira do craque sueco Zlatan Ibrahimovic exposto neste interessante documentário. Desde seu sucesso inicial no Malmoe da Suécia, sua transferência milionária para o Ajax e a posterior ida para a Juventus. Pessoalmente, gostei muito do filme, pois explica um pouco a personalidade complexa deste craque, talentoso e muitas vezes incompreendido.

Iverson

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Esse documentário retrata a vida do craque de basquete Allen Iverson, que marcou época na NBA, tanto por seu jogo de altíssimo nível, como por seu estilo e confusões fora da quadra. Mostra a ascensão meteórica desse atleta, seu estilo que marcou época na mudança da forma que os jogadores se vestiam e se tatuavam e, claro, seus inúmeros problemas pessoais ao longo da carreira.

Religion of sports

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Série que retrata a força e importância do esporte muito além da competição. Mostra a fibra, determinação e capacidade de superação dos grandes atletas. Aborda diferentes modalidades. Para quem ama futebol, é imperdível o episódio 6, que mostra a rivalidade entre Celtic e Rangers, clubes da Escócia.

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Documentário apresenta a trajetória esportiva de grandes nomes do esporte mundial em diferentes modalidades. São retratados grandes ícones do esporte como Martina Navratilova (tênis), Jack Nicklaus (golfe), Nadia Comaneci (ginástica), Edwin Moses (atletismo) e Esther Vergear (para-atleta de tênis). Mostra como chegar ao topo e que, para se manter lá, é preciso muito esforço físico e força mental.

Boris Becker – Retrato de um jogador

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Documentário sobre a vida do fenômeno Boris Becker, campeão do torneio de Wimbledon aos 17 anos. O filme desnuda a vida de um dos maiores atletas da história, suas frustrações e vitórias. O filme transita pelos feitos, perfil psicológico e momento atual do ex-tenista.

Senna, o brasileiro, o herói, o campeão

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A história de um dos maiores pilotos da F1 de todos os tempos. O talento, as vitórias, títulos e recordes de Ayrton Senna retratadas num documentário que não economiza no tom grandiloquente, mostrando várias cenas de corridas do piloto brasileiro.

Da Matta muda meio-campo para enfrentar o Independente

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Com a escalação confirmada de Adenilson, Dudu e Felipe Recife, o técnico Ney da Matta modificou por completo o meio-de-campo do Remo para o jogo desta tarde contra o Independente, no estádio Navegantão (Tucuruí), às 17h, valendo pela 2ª rodada do Campeonato Estadual.

Ciente de que o adversário será mais difícil do que o Bragantino, visto que joga em casa e venceu na rodada de abertura, o técnico azulino chegou a cogitar o uso do sistema 4-4-2, mas optou pelo 4-3-3 com a troca radical das peças em relação à partida de estreia.

O fato é que Geandro, Leandro Brasília e Andrey não corresponderam às expectativas da torcida e do próprio Ney da Matta, errando muito e permitindo que o Bragantino chegasse a pressionar seguidamente o Remo no primeiro tempo do confronto de domingo passado. O adversário desfrutou de inúmeras chances para abrir o placar.

Sobre o time treinado por Junior Amorim, Da Matta mostrou respeito: “Me parece um adversário totalmente diferente do que foi o Bragantino. Um time mais experiente, que trabalha mais a bola. Não tem aquela intensidade constante como o Bragantino tem, mas é um time que oferece perigo. Um atacante que joga pela beirada, é um jogador muito rápido. Um meia articulador que não movimenta muito, mas que consegue achar bem os atacantes dele. Um lado do time deles é um meia que volta muito e faz o quadrado no meio. A gente precisa neutralizar essa situação deles para não correr muito perigo como corremos contra o Bragantino”.

A última movimentação do time ocorreu na tarde desta sexta-feira, num campo particular em Tucuruí. Na lista de jogadores relacionados não aparece o atacante Isac, que ficou em Belém para aprimorar o condicionamento físico.

No Independente, Junior Amorim concentra a força do time no experiente meio-de-campo, que conta com Alexandre Pinho, Leandrinho, Chicão e Fabrício, quase todos com passagens pelo próprio Remo. O ataque une a força de Wegno à velocidade de Chaveirinho.

ESCALAÇÕES

Independente – Paulo Rafael; Léo Rosa, Charles, Ezequias e Mocajuba; Alexandre Pinho, Chicão, Leandrinho e Fabrício; Wegno e Chaveirinho. Técnico: Junior Amorim

Remo – Vinícius; Levy, Bruno Maia, Martony e Esquerdinha; Felipe Recife, Dudu e Adenilson; Elielton, Marcelo e Felipe Marques. Técnico: Ney da Matta

Arbitragem – Andrey da Silva e Silva; auxiliares – Márcio Gleidson e Rafael B. Cardoso

Os três juízes e as três promotoras da mídia

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Não são apenas Lula e a liberdade das eleições que estarão em jogo na quarta-feira. É, também, o papel das três grandes revistas brasileiras – Veja, Época e – sobrevivendo com as verbas de Temer – a Istoé – como “força tarefa” da Lava Jato.

Desde o “powerpoint” da Veja, na semana da eleição de 2014, lançada para tentar eleger Aécio Neves as três tornaram-se peças semanais de implacável acusação seletiva. Aliás, o beneficiário daquela capa que, na ocasião, não funcionou o suficiente para alcançar a vitória do hoje desaparecido – alguém lê algo sobre ele e suas malas? – senador mineiro.

Não é diferente hoje e é provável que tenham, neste momento, edições antecipadas prontas, à espera da condenação que seria seu carnaval antecipado. Das três, a Época é quem coloca algumas fichas na necessidade de ter munição futura, contando que não se complete o aniquilamento de Lula, pronta a atacar sua família (aliás, a mesma que, em outros tempos, dizia que ele abandonava). A Istoé,  que perdeu faz tempo todas as estribeiras, já o coloca atrás das grades. Mas é a Veja quem vai ao ponto: pressionar, com seu poderio, os desembargadores para que não “afinem” na quarta-feira.

E usa, como o quis fazer com Celso de Mello no julgamento dos embargos infringentes do chamado “Mensalão”, estampando o seu rosto na capa para, previamente, apontá-los à execração no caso de se aventurarem a desobedecer o diktat do tribunal da mídia.

Daquela vez, todos sabem, não funcionou. As circunstâncias, porém, eram outras: ainda não havia o golpe, os prejuízos políticos já tinham sido “contabilizados” e, sobretudo, não havia a figura imperial de Sérgio Moro, transformado do “Il Duce” do Judiciário.

Quarta-feira, portanto, será também o dia de verificar o quanto – e se totalmente – a mídia conseguiu fazer do Judiciário uma extensão de seu poder de manipulação. E que ele, como ela o faz, pretende se substituir ao povo brasileiro e dizer que ele não pode escolher o que ela não quer que escolha. (Do Tijolaço)