Aos 39 anos, Emerson Sheik está de volta ao Corinthians

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O Corinthians acertou o retorno do atacante Emerson Sheik na tarde desta segunda-feira, quase três anos após a saída do jogador do Parque São Jorge. Aos 39 anos, o jogador deve assinar contrato até o final de junho, auxiliando a equipe na disputa do Campeonato Paulista, da fase de grupos da Libertadores da América e das 12 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

A informação foi publicada inicialmente pelo Uol e acabou confirmada pela Gazeta Esportiva. Campeão brasileiro, mundial, paulista e da Recopa pelo Alvinegro, Sheik marcou seu nome na história alvinegra principalmente pelos dois gols marcados na final da Libertadores de 2012, diante do Boca Juniors-ARG, no único título alvinegro na história da competição.

O clube assegurou o acerto minutos depois, sem especificar quando o atleta deve ser apresentado. A ideia é que Sheik passe por exames médicos nesta terça-feira e se junte ao elenco assim que possível. Fisicamente, há a confiança que o atleta tem total condição de ser aproveitado ao menos em algumas partidas pontuais pela comissão técnica.

No ano passado, o antigo camisa 11 acertou com a Ponte após o Campeonato Paulista e disputou um total de 25 jogos, com cinco gols marcados, levando os campineiros a 7 vitórias, 5 empates e 11 derrotas. Justamente na época em que não atuou, porém, a Macaca viu seu aproveitamento cair na reta final do torneio: 4 derrotas, um empate e uma vitória, selando seu rebaixamento à segunda divisão nacional.

Juízes do TRF-4 estão sendo pressionados. Mas por quem?

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Há uma onda imensa sobre as suspeitas de que os desembargadores que irão julgar o recurso de Lula contra a sentença de Sérgio Moro “estão sendo  “ameaçados”, querendo fazer crer que os “lulistas” estão  pressionando suas excelências além dos limites normais e naturais da democracia.

É visível que ocorrem pressões assim, mas no sentido contrário.

As pressões começaram, todos sabem, bem antes até da chegada do processo a Porto Alegre. Pressão que, qualquer um vê, parte dos meios de comunicação, do mercado financeiro e dos bolsões  de direita radical que, desde sempre, deixam claro que não aceitam outro resultado senão a confirmação da sentença.

Remetido o processo ao TRF-4, apareceu um elemento insólito e indigno de pressão – indecoroso, até – que foram as declarações do presidente daquela corte dizendo que a sentença era “irretocável” e “tecnicamente perfeita”. Não apenas não é, como o provam as centenas de manifestações de juristas e acadêmicos apontando-lhes os absurdos, mas ainda que fosse, é inédito que o presidente de um Tribunal se manifeste assim sobre algo que seus pares irão julgar.

Pressiona, pressiona e o relatório do caso Lula “passou a frente” de vários outros e tramitou em tempo recorde. Depois, o palerma do prefeito de Porto Alegre, dançarino de Despacito e MBL nas horas vagas, mandou ofício a Michel Temer pedindo “o Exército” para garantir a segurança no julgamento.

Agora, é o presidente do Tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, que sai, de déu em déu, para discutir as “medidas de segurança”. Com quem? Com o presidente da Ordem dos Advogados e com a ministra Carmem Lúcia, presidente do STF. Alguém pode dizer em que, na prática, algum dos dois pode ajudar a montar uma estrutura de segurança? Se é apenas para fazer declarações vagas, o telefone é mais barato.

Igual é a eficácia da reunião com petistas bocós, que ouviram Sua Excelência dizer que há “o caso de uma pessoa do Mato Grosso do Sul que tem feito ameaças de atentado contra o prédio do TRF4” e que recebeu “um telefonema do presidente da associação de magistrados com relatos de ameaças a juízes”.

Em vez de dizer ao doutor que “não há orientação neste sentido” e reconhecer que “há radicalismo”, se não fossem patetas, perguntariam ao desembargador porque é que o cidadão do MT não foi detido e está sendo averiguado e onde estão os inquéritos policiais sobre as ameaças, que são crime de ação pública, o que os magistrados sabem bem, que depende de queixa para serem investigados.

Houve queixa? De quem, por quê, onde, de que forma? Até porque pode haver um grupo de provocadores fazendo ameaças “ao contrário” para acirrar o clima e, com isso, criar a tal pressão sobre os magistrados.

Por fim, entra a Polícia Federal – e olhe lá se Curitiba não vai ajudar – com mais uma operação, a 234562ª fase de alguma Lava Jato –  a reacender o clima de escândalo, com o indiciamento de Fernando Haddad, um despropósito. E ainda teve o encontro de Michel Temer com seu amigo, o diretor da PF…

O fato é que se desencadeou, sim, uma onda de pressões com base na mídia, em fatos (ou factoides) imprecisos e anônimos e o sincronismo de ações policiais e judiciais com o julgamento do dia 24.

Não é preciso ser nenhum Catão para perguntar: cui prodest, a quem isso serve?

Ney da Matta aplaude Fenômeno Azul e elogia Bragantino

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“Vencer na estreia sempre é bom, até em respeito ao que o torcedor fez. Foi uma coisa que há muito tempo não vejo no futebol brasileiro, no momento ruim do jogo, no início, ele teve paciência, não vaiou. É agradecer a Deus pelo trabalho feito. Precisamos melhorar cada dia mais. Fizemos um tempo diferente do outro. (…)

O primeiro ponto importante é o mérito do torcedor. Não adianta eles lotarem se não estiverem do nosso lado. Fizemos um primeiro tempo normal pelas dificuldades do piso, muito ruim para um time da qualidade como é o nosso. Não podemos tirar o mérito do adversário, educado taticamente, que dificultou bastante”, disse o técnico Ney da Matta na entrevista coletiva, logo depois do jogo contra o Bragantino.

Ele fez questão de destacar o comportamento do torcedor, que poupou críticas ao time no mau primeiro tempo e aplaudiu com fervor a evolução mostrada na etapa final.

O público que logou o Mangueirão na estreia azulina é o segundo maior do Remo em campeonatos estaduais na era Mangueirão: 30.860 pagantes (1.1661 ST). Com os credenciados, 1.810, o público total chegou a 32.670 torcedores. A renda foi de R$ 780.125,00. Com os descontos (e bloqueio trabalhista), coube ao Remo R$ 480 mil.

Dolores O’Riordan, do Cranberries, morre aos 46 anos

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A cantora irlandesa Dolores O’Riordan, da banda Cranberries, morreu nesta segunda-feira aos 46 anos, em Londres. O grupo vendeu mais de 40 milhões de discos. A banda divulgou uma nota dizendo que os integrantes “estão devastados por ouvir as notícias” e pediram privacidade “nesta hora muito difícil”.

Não há mais informações sobre a morte. O corpo foi encontrado em Londres, onde o Cranberries participaria de uma gravação. Dolores Mary Eileen O’Riordan Burton nasceu em Ballybricken, na Irlanda, em 1971, a mais nova de sete filhos. Ela tinha transtorno bipolar.

Formada em 1990, a banda emplacou hits como “Zombie”, “Linger”, “Dreams”, “Ode to my family” e “Salvation”. O grupo ficou conhecido pela voz potente e emotiva dela.

A estreia foi em 1993, com “Everybody else is doing it, so why can’t we?”.

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O trabalho mais recente de inéditas, “Roses”, é de 2012, o único com novas canções após o retorno, em 2010. Os integrantes haviam ficado afastados por seis anos. Em 2014, ela teve um “ataque de raiva” e foi detida após bater em uma aeromoça e cuspir em um policial. 

No ano passado, eles lançaram “Something Else”, com releituras acústicas dos sucessos do grupo. Além da cantora, o Cranberries tinha Noel Hogan, Mike Hogan e Fergal Lawler.

Dolores deixa três filhos, Taylor Baxter, Molly Leigh e Dakota Rain, e o ex-marido, Don Burton.

No dia 20 de dezembro do ano passado, Dolores disse por meio das redes sociais da banda que estava “se sentindo bem”. “Eu fiz meu primeiro show em meses no fim de semana, tocando algumas músicas na festa anual para o staff da Billboard em Nova York… Gostei muito! Feliz Natal para todos os nossos fãs! Beijos”. (Com informações do G1) 

Vitória de um tempo só

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POR GERSON NOGUEIRA

Para uma estreia, o placar de 3 a 0 é de encher os olhos, mas o Remo venceu pelo que produziu nos 45 minutos finais. O primeiro tempo favoreceu o ousado Bragantino de Artur Oliveira, que perdeu um gol logo aos 2 minutos, com chute forte de Marcelo Maciel no travessão de Vinícius. O time interiorano foi mais organizado e consciente, conseguindo calar em vários momentos os 32 mil azulinos que lotaram o Mangueirão.

O Bragantino não se intimidou com a massa remista e foi ao ataque, fazendo triangulações sempre agudas com Pecel, João Leonardo e Maciel. Já o Remo, enquanto dependeu das ações de Andrey na ligação, quase não criou situações de perigo à zaga visitante. Muito marcado no meio, o camisa 10 se distanciou dos atacantes e pouco acionou os laterais.

Atento aos problemas expostos no meio-de-campo, Ney da Matta substituiu Andrey por Adenilson no intervalo e a coisa mudou de figura. De time atrapalhado e encolhido, o Remo passou a fustigar o Bragantino, usando principalmente os laterais Levy e Esquerdinha, este muito agoniado com os avanços de Marcelo Maciel.

A presença de Adenilson revigorou o meio e fez com que Elielton e Felipe Marques pudessem aparecer. Com autoridade técnica, Adenilson passou a organizar as ações, dando tranquilidade ao resto do time.

Foi assim que, aos 18 minutos, nasceu finalmente o gol. Em cobrança de falta pela direita, Adenilson cobrou com perfeição. A bola desviou ligeiramente na zaga e venceu o goleiro Deco, fazendo explodir a torcida.

Empolgado, o time insistiu e o segundo gol veio 6 minutos depois, novamente pelo lado direito. Levy, que já vinha se apresentando nas situações de ataque, foi lançado por Elielton na área e fuzilou para as redes.

O Braga não conseguiu mais sair de seu campo com a tranquilidade do primeiro tempo e errava seguidamente na tentativa de ligar meio e ataque. O terceiro gol era apenas questão de tempo e de fato acabou acontecendo aos 32 minutos: depois de arremesso lateral, Elielton fez fila de dribles pela direita e cruzou para Isac, livre, finalizar.

Depois do jogo, Artur lamentou a perda de grande parte dos titulares, que não foram legalizados a tempo. Ney da Matta admitiu as dificuldades iniciais para segurar a correria do Bragantino e o péssimo estado do campo.

Destaques no Remo: Elielton, Adenilson, Esquerdinha e Levy, pelo 2º tempo. No Braga, o brilho ficou por conta de Pecel, Kléber, Marcelo Maciel e João Leonardo.

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Com gramado “careca”, Mangueirão virou várzea

O lado técnico do jogo inaugural do Remo no Parazão foi bastante prejudicado pelas más condições do campo. O Mangueirão parecia um piso mais apropriado ao beach soccer, tal a quantidade de areia e pedra em vários trechos do gramado. As imagens mostradas pela transmissão de TV indicam que o estádio não foi preparado para o principal evento futebolístico da temporada, acusando os efeitos de programações de shows musicais, religiosos e as inevitáveis peladas autorizadas para fins eleitorais.

Para os atletas, controlar a bola foi um verdadeiro suplício. Além de tentar escapar da marcação adversária, era preciso estar sempre atento à buraqueira e imperfeições do terreno. Com a palavra pelo vergonhoso estado do campo, a Seel, responsável por sua manutenção.

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Mandantes se impõem e garantem boa média de gols

Todos os mandantes da primeira rodada do Parazão ganharam seus jogos. O Independente venceu o Paragominas, com um gol do zagueiro Charles.

A vitória do Águia marabaense aconteceu em Parauapebas sobre o Castanhal, também por 1 a 0, gol de Guga. Em Santarém, no Barbalhão, São Raimundo levou a melhor (3 a 2) sobre o Cametá.

Ficou de bom tamanho, com duas vitórias caseiras em cada grupo da competição. Média de 2,5 gols por partida.

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Da Matta e a necessidade de valorizar o futebol do Pará

As palavras proferidas por um dos convidados à festa de lançamento do Troféu Camisa 13, na sexta-feira, não foram bem recebidas pela cúpula remista e mereceram desabafo de Ney da Matta em entrevista ao repórter Paulo Caxiado, ontem, no Mangueirão. O técnico considerou a intervenção desrespeitosa ao Remo e à sua torcida. Ao mesmo tempo, elogiou as palavras do diretor do grupo RBA Francisco Melo, que fez candente apelo em prol do futebol paraense.

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Com golaço no fim do jogo, Desportiva brilha na Copinha

Com um golaço de Maranhão aos 46 minutos do 2º tempo, a Desportiva derrotou a Penapolense e passou, de forma inédita no futebol paraense, à quarta fase da Copa SP de Juniores. Registre-se: a jogada do gol foi toda tramada por Euler, que driblou três marcadores e deu o passe açucarado para Maranhão entrar e fuzilar. Já é a melhor campanha de um clube do Pará no torneio. Méritos de Walter Lima e dos jovens atletas.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 15)