Elite cega de ódio e mesquinhez não vê que Lula é o tal “pacto social”

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Ouvi hoje, no rádio do carro, o cometário de Merval Pereira, na CBN.

Com a bateção de cabeça no governo e o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, ele dizia que a questão fiscal, no país, está “completamente descontrolada”, que este governo não tem como resolvê-la e que, acha ele, ela “só será encarada seriamente com o próximo presidente eleito. Ele receberá um país falido e vai ter que enfrentar a situação com o apoio da população.”

Concordo, Merval, com o que diz, mas proponho uma pergunta simples: que presidente eleito pode “enfrentar a situação com o apoio da população”.

Não vamos perder tempo com os “nanicos” da base governistas, montados em seus 1% de intenção de voto e cujo prestígio está restrito ao “mercado”, aos analistas econômicos e políticos e aos deputados, certo? Apoio da população não é isso, certo?

Nem com o Bolsonaro,  que só é valente com mulheres (e desarmadas, ao contrário do que ele prega).

Passemos a Alckmin. Fala sério, Merval, você vê nele carisma, liderança, capacidade de comunicação  para mobilizar a população para um enfrentamento destes, de um descontrole total? Nem no PSDB ele une, que dirá do Oiapoque a Chuí, como é preciso.

Ah, sim, tem o Huck, que você mesmo chamou de populista, dizendo que reformava casa e consertava caro. Reconheçamos: ele tem carisma, tem capacidade de se comunicar com a população mas…não tem o que dizer, não é? Dória também tinha tudo isso e vê-se, um ano depois, o fiasco que é. E em São Paulo, cidade onde nem de longe se tem o perfil social do Brasil imenso.

Sinto informar, Merval, para seu desespero, que o único que tem o perfil que você mesmo aponta é aquele senhor que você odeia: Luís Inácio Lula da Silva.

Em primeiro lugar, porque isso não é novidade. Não estava quebrado, correndo atrás de dinheiro do FMI, o Brasil que ele recebeu de Fernando Henrique?

Em segundo lugar, porque Lula já provou que não fará aventuras. Não vai tomar os cofrinhos das crianças, as poupanças dos velhinhos, não porá os “gringos” aeroporto afora, vai ouvir, vai conversar, vai agregar todo e qualquer um que não seja como você,  Merval, um poço de ódio inesgotável.

É verdade que Lula, de volta, terá de ser bem mais incisivo, um pouco menos “paz e amor” do que na primeira vez. Mas você sabe que não é por gosto, é porque contra ele as armas da mídia estão e estarão mais ensarilhadas. Dêem-lhe um trégua e vocês verão como ele cessa fogo…

Lula é tão talhado para o momento que vive o Brasil que a única coisa que se pode fazer contra o triunfo de sua candidatura é o que estão fazendo: cassá-la pela via da violência judicial.

Represar rios improvisadamente, Merval, é um risco que só os incautos correm. Deixar as águas fluírem o mais livremente possível é a atitude dos sábios, que usam a sua força para mover os moinhos.

Mas não, não é, Merval, vocês não podem fazer isso. Não podem aceitar que é ele quem tem capacidade para a empreitada gigantesca  que o próximo presidente terá pela frente.

É demais para a sua mesquinhez que deste povo que desprezam possa brotar um homem de Estado, função que é para os bem-nascidos e bem-vestidos.

Preferem se lançar num caldeirão de aventuras.

A cegueira das elites políticas do Brasil  só não é maior que o seu ódio.

Até o Fab Four veio saudar Belém

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Em respeito à maior banda de todos os tempos, nem motoqueiro avançou sinal na Almirante Barroso.

Pena que a Cidade das Mangueiras, tão maltratada por governantes incompetentes e ineptos, não possa receber hoje todas as felicitações que merece.

Os melhores dias da capital da Amazônia já passaram, se perderam no tempo.

Hoje, ao completar 402 anos, mais do que nunca, Belém é a cidade do já-teve – carnaval, beleza arquitetônica, progresso, alegria etc etc.

Julgamento de Lula ditará um ano já inesquecível

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POR LUÍS COSTA PINTO, no Poder360

Dentro de 12 dias o calendário gregoriano oferecerá aos brasileiros a 1ª data marcante desse desde já incrível 2018. Qualquer resultado saído do TRF-4, em Porto Alegre, que não seja a absolvição de Lula, será inaceitável.

Inaceitável, sim. Não há sequer uma nesga de prova capaz de levar um tribunal isento a condenar um ex-presidente da República por supostamente se beneficiar de um apartamento cuja posse jamais foi sua. A ausência de provas fez o juízo tortuoso de Sérgio Moro atribuir ao petista uma promessa de ocupação do imóvel.

A partir da sentença do dia 24 saberemos se 50 anos depois do inolvidável 1968 seguiremos tendo um ano inesquecível em nossas vidas.

Pode-se ser simpático ou refratário a Luiz Inácio Lula da Silva. Pode-se ser lulista ou antilulista. Mas admitir a condenação de um líder popular da dimensão do petista numa ação eivada de vícios e com sentença marcada por forte sotaque de ativismo e politização judiciais é o mesmo que ficar de joelhos e curvar a espinha para um tirano.

No caso, a tirania é o Judiciário que há bom tempo está a manipular as cordas de uma parcela da velha imprensa. Mídia títere.

A crise conjugal dessa mídia velhaca, que entre 2014 e 2016 foi concubina do Ministério Público e manteve relações bígamas com a ala populista do Judiciário, trouxe o país a esse impasse: encenar um julgamento “justo” de Lula para não fazer o Brasil descer mais uma dezena de degraus no rol de nações civilizadas e depois mandar às favas as aparências a fim de absolver a horda de corruptos encastelada no governo ora em curso. Puro teatro.

Há uma década era impensável vir a público escrever que se pode classificar o resultado de um julgamento colegiado de Tribunal Regional Federal como inaceitável. Do ponto de vista das instituições republicanas andamos tão para trás em 2017 que desmerecer uma sentença judicial agora se tornou prudente. Para alguns, até elegante.

A isso fomos reduzidos porque juízes viraram comentaristas de costumes. Alguns não se dão ao respeito e sequer preservam aparências em redes sociais. O plenário do Supremo Tribunal Federal, em algumas sessões, assemelha-se a uma rinha de galos. A presidência pusilânime da ministra Cármem Lúcia, quando deveria expressar liderança necessária a fazer calarem os colegas mais ariscos, autoriza qualquer um a contestar a autoridade daquilo que outrora era juízo final. Não é mais final, nem fatal.

Absolvido ou condenado, Lula será o grande personagem desse ano eleitoral. Candidato até o fim do pleito, certamente estará no 2º turno e tem chances razoáveis de vencê-lo. Se vencer, é claro que deverá tomar posse e governar. A dificuldade de construir um leito de governabilidade será imensa, porém não há outro caminho a percorrer a fim pacificar um país atropelado pela aventura do impeachment de 2016 – aventura originada pela união da irresponsabilidade de Aécio Neves com os métodos chantagistas de Eduardo Cunha.

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Tubarão tem baixas para a estreia contra o Remo

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O técnico Artur Oliveira admitiu ontem que tem problemas para armar a equipe do Bragantino para a estreia contra o Remo, domingo. Além de não poder contar com o zagueiro Romário, suspenso pela expulsão no último jogo da Segundinha contra o Parauapebas, Artur ainda espera a liberação de nomes de jogadores no BID – Boletim Informativo Diário – da CBF para definir a equipe.

“Passei para meus jogadores. O Remo é novo, mas é o Remo de sempre, favorito. Não podemos dar vacilo. Um erro pode ser fatal quando se joga diante de uma equipe mais forte, poderosa, como é o Remo. Estamos trabalhando para errar o menos possível e saber também agredir na hora certa. O Bragantino precisa fazer pressão”, analisou Artur, a respeito do adversário da estreia.

Será a primeira vez que Artur, ídolo do Fenômeno Azul, enfrenta como técnico seu time de coração numa competição oficial. Para enfrentar o Remo, a escalação do Braga deve ser esta: Paulo Ricardo; Pedro Henrique, Rodrigo, Gabriel e Tetê; Paulo de Tárcio, Keoma, Alan e Felipe; Marcelo Maciel e João Leonardo.

Ronaldo sobre Neymar no PSG: “Foi um passo para trás”.

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Ronaldo palpitou sobre a transferência do atacante Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain, concretizada em agosto do ano passado. Em entrevista concedida a Zico, o ex-jogador comentou a decisão tomada pelo astro atual da Seleção Brasileira.

“Ele está no PSG agora, mas, esportivamente, é lógico que foi um passo para trás. Você está no Barcelona e vai para o PSG”, comentou Ronaldo, evitando condenar Neymar. “São desafios que cada um faz. Eu também jogava no Barcelona e fui para a Inter de Milão, quando o Campeonato Italiano era bem mais competitivo”, comparou.

Abordando diversos assuntos na conversa com quem foi seu ídolo nos tempos de torcedor do Flamengo, Ronaldo também se referiu a outro comandado do técnico Tite na Seleção Brasileira. Ao falar do centroavante Gabriel Jesus, ele foi mais elogioso.

“Ele está preparado para suportar a pressão. É um menino extremamente talentoso, com disciplina, dedicação, vontade de vencer e disponibilidade no campo. Fazia tempo que precisávamos de um camisa 9 na Seleção. O Adriano preencheu esse espaço por muito pouco tempo e tinha muito potencial”, palpitou o camisa 9 aposentado.

Hoje agenciando a imagem de Gabriel Jesus, Ronaldo aposta em uma parceria de sucesso entre o seu cliente e Neymar na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. “Vamos torcer muito, porque precisaremos dos gols dele”, sorriu.

Além de ter defendido o Barcelona e a Internazionale enquanto estava em atividade, Ronaldo passou ainda por Cruzeiro, PSV Eindhoven, Real Madrid, Milan e Corinthians. O sonho de atuar pelo Flamengo, clube em que Zico fez história, não se concretizou.

Leão define time para a estreia

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O técnico Ney da Matta deve definir ainda nesta sexta-feira a escalação do Remo para a estreia no Parazão. Isso deve ocorrer após o treino marcado para o estádio do Souza. Ontem, o elenco azulino treinou apenas pela manhã, no campo do Ciaba, folgando à tarde. Como vem puxando nos treinos, o comandante azulino concedeu folga pela tarde.

Com a proximidade da partida inaugural, Da Matta não quer correr o risco de perder jogadores considerados titulares, como a lesão que vitimou o lateral-direito Diego Superti no primeiro amistoso contra o Castanhal. O atacante Gabriel Lima, que se reapresentou na quarta-feira (10), voltou a sentir a lesão na coxa direita e voltou ao Departamento Médico para novos exames.

Elielton, que é candidato a titular no ataque, sentiu mal-estar (a popular “cara branca”) durante o treino de ontem e foi atendido na hora. Medicado, o atacante ainda retornou à movimentação.

Pela escalação utilizada nos amistosos, o provável time para o jogo com o Bragantino, domingo, no Mangueirão, será: Vinícius; Levy, Bruno Maia, Martony (Mimica) e Esquerdinha; Geandro, Leandro Brasília e Rodriguinho (Andrei); Elielton, Marcelo (foto) e Felipe Marques, caso o treinador mantenha o esquema 4-3-3.

Quando o acaso leva ao sucesso

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POR JOÃO VARELLA (*)

Nem tudo na vida pode ser planejado. O jogador Philipe Sampaio sabe muito bem disso. Nascido na capital paulista, o atleta que atua como zagueiro viu uma lesão no braço mudar tudo o que já havia programado para a sua carreira. Com apenas 23 anos, o defensor já possui em seu currículo passagens nas categorias de base do São Paulo e do Santos, além de três temporadas de grande sucesso em Portugal até chegar na seleção do primeiro turno do Campeonato Russo, onde atua no Akhmat Grozny desde o início da temporada.

Após três anos atuando com a camisa do Tricolor nas categorias de base, o defensor foi atraído pelo projeto das categorias de base do Peixe, que convidou Philipe logo após uma decisão da Copa do Brasil sub-17, decidida justamente contra o São Paulo, torneio em que foi premiado como o melhor zagueiro da competição.

opção de vestir a camisa do clube da baixada teve muito a ver com a chance de atuar numa equipe que valoriza muito a categoria de bases. No entanto, em 2014, quando teria a oportunidade de demonstrar seu futebol na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o acaso acabou pregando uma peça em Philipe. Um dia antes da estreia da principal competição da categoria de base, o zagueiro acabou fraturando o braço após um carrinho e perdeu a sua chance de participar da campanha que terminaria com o título santista.

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“Era a minha vez. No ano anterior eu esperei a geração 93, que jogava o Gustavo Henrique e o Jubal. Na equipe profissional, o Claudinei assumiu e logo de cara subiu os dois e falou para mim que eu deveria jogar a Copa São Paulo, para ganhar mais visibilidade. Um dia antes do torneio começar, eu sofro um carrinho e quebro o braço. O time acaba campeão da Copinha com um volante improvisado na defesa. Logo em seguida eu renovo com o Santos e assume o Oswaldo de Oliveira. Ele acabou me dizendo que era difícil eu receber uma chance na equipe profissional naquele momento, mas como tinha boas recomendações minhas, ele me pediu para procurar um empréstimo”, cita o jogador, relembrando do momento mais difícil de sua carreira.

Philipe então foi buscar um novo clube para receber as oportunidades de jogar profissionalmente. Acabou encontrando essa chance no Paulista de Jundiaí. Após três jogos com a equipe, que quando chegou já estava rebaixada no Campeonato Paulista, o jogador recebeu o convite de vestir a camisa do Boavista de Portugal.

“Foi tudo consequência. A infelicidade de ter quebrado o braço me proporcionou a minha ida para Portugal. Naquele momento eu olhei para a tabela, e o Paulista era o último colocado, já estava rebaixado, mas era a minha oportunidade de jogar profissionalmente. Eu não pensei muito e aceitei jogar pela equipe. Logo depois dos jogos recebi um convite para jogar no Boavista. Foi onde eu pude jogar, onde eu pude ter estabilidade e apostou em mim”.

Sua passagem pelo clube português deu mostras de ser positiva logo em sua estreia. Com o grande apoio recebido pelo seu técnico na época, o ex-jogador da seleção portuguesa, Petit, o zagueiro brasileiro teve sua trajetória na Liga Portuguesa iniciada num confronto contra o Benfica, um dos maiores clubes do país.

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Com uma adaptação rápida no futebol português, visto como muito tático na sua opinião, o jogador teve três temporadas de muito destaque e acabou tendo seu nome ligado aos Encarnados, além de ter cogitado se naturalizar português, sendo chamado de “novo Pepe” pela mídia local.

Buscando novos desafios para a carreira, o defensor decidiu atuar no Akhmat Grozny, clube da Chechênia que disputa o Campeonato Russo. Apesar das dificuldades iniciais, o jogador se adaptou rápido ao futebol russo e hoje já é um dos destaques da competição, sendo escalado como titular na seleção do primeiro turno da Liga Russa.

“Na Rússia, o jogo é muito disputado fisicamente. As jogadas aéreas são usadas a todo momento, e isso é uma das minhas características fortes. O campeonato também possui uma disputa franca. O último clube pode vencer o primeiro sem grandes surpresas. É tudo muito imprevisível. Diferente de Portugal, que você sabe que será uma partida quase impossível contra um dos gigantes”.

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Adaptação no país da Copa

Desde o dia 13 de julho de 2014, dia em que se encerrou a última Copa do Mundo no Brasil, o mundo do futebol busca entender a Rússia, país que será sede do mundial do ano que vem. Dois pontos parecem unanimidade entre as preocupações dos países que irão ao país disputar o título de melhor seleção do planeta: o clima e a extensão territorial.

Vistos como problemas para alguns, estas características não devem ser problemas durante a disputa do torneio. Quem garante isso é Philipe Sampaio, que em apenas seis meses jogando no FC Akhmat Grozny, clube da Chechênia que disputa a Liga Russa, mostrou uma adaptação impressionante ao país com maior extensão territorial do planeta. O defensor afirma que o clima foi a sua principal dificuldade no seu início de vida no país.

“Treinar e jogar lá em determinadas épocas é bem complicado. Você sente uma grande dificuldade para conseguir se sentir livre para realizar os seus movimentos. Parece que até que seu corpo congelou. As divididas e as boladas doem muito mais do que o normal”, avaliou.

Porém, este problema não deve dificultar muito a vida de quem atuará na Rússia em junho do ano que vem. Isso porque a competição acontece durante o verão local. Neste período, o país fica com uma temperatura média de 17 graus, bem diferente dos 40 graus negativos que podem acontecer durante o inverno. A cidade de Rostov por exemplo, que será sede da estreia brasileira na competição, tem média de 21 graus durante o mês de junho.

Outra questão vista como problemática na disputa da Copa do Mundo é a logística. No entanto, as longas viagens são um problema para quem atua no Campeonato Russo, mas não devem ser uma dificuldade para Copa devido ao planejamento prévio que pode ser realizado pelas seleções.

“Outra dificuldade para quem joga na Rússia são as distâncias percorridas dentro do país. Já cheguei a fazer viagens de 12 horas para jogar partidas pela Liga. Mas as seleções devem escolher a sede já pensando nisso, o que minimiza o problema”, cita o jogador.

Além das questões geográficas, outro quesito que poderia simbolizar um transtorno para algumas equipes é o racismo. Apesar de ser recorrente estes casos no país, Sampaio conta que nunca sofreu ou presenciou algo do tipo desde que chegou a Rússia.

“Eu nunca vi nada nesse sentido lá. Se eles falarem também eu não conheço russo e nem percebo. Mas no geral o povo russo é formado de pessoas com cabeças para frente. São diferentes das pessoas sul-americanas, são um pouco mais sérias”, analisou.

O brasileiro que faz parte da seleção do Campeonato Russo deste primeiro turno afirma ainda que a sociedade russa tem visto o Brasil como um dos principais favoritos da competição e possuem uma enorme expectativa na seleção comandada por Tite.

“Na Rússia a expectativa do povo russo é muito grande com o Brasil. O bom trabalho feito pelo Tite, nomes como o de Neymar e Coutinho fazem com que o povo russo tenha uma expectativa gigantesca em nós”, completou.

(*) Especial para a Gazeta Esportiva

Um candidato a ídolo

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POR GERSON NOGUEIRA

Mesmo diante da legião de atacantes contratados pelo Papão para a temporada, surgiu nos últimos dias um até então improvável candidato a ídolo: o zagueiro Diego Ivo. A surpresa fica por conta da posição que ocupa. Raramente, defensores viram astros no futebol brasileiro e, em particular, no Pará.

Na festa de apresentação do elenco bicolor para 2018, realizada no sábado pela manhã, na Curuzu, os aplausos mais entusiasmados da torcida dirigiram-se a Diego Ivo, saudado de pé pela plateia presente ao estádio.

Para quem acompanhou o Papão no Brasileiro, a recepção do torcedor é plenamente justificada. Diego Ivo, que chegou com a competição em andamento (estreou em agosto) fez gols decisivos e com todos aqueles ingredientes que sempre encantam as torcidas.

Foram somente dois gols, mas marcados em jogos duríssimos, quase já no final. Aí, no meio daquela multidão de jogadores espalhados na área, surgiu o zagueiro para testar para as redes inimigas. Gols que ficam cravados na memória do torcedor.

Além disso, participou com afinco e regularidade do esforço para evitar o rebaixamento, tendo ainda presença destacada como falso atacante – como no jogo com o Internacional, no Beira-Rio, quando tocou de cabeça para a finalização de Bergson.

Por tudo isso, é justo o reconhecimento caloroso que teve no evento de sábado. Curiosamente, o zagueiro quase não veio defender o Papão. Ele foi a segunda opção no momento em que o Papão corria atrás de um zagueiro para substituir Gilvan, que havia se transferido para o Atlético-GO. O preferido era Fábio Ferreira (ex-Botafogo), que estava na Ponte Preta e recusou o convite.

Aos 28 anos, o baiano Diego Ivo estava no Moreirense de Portugal e chegou sem maior alarde, como ocorre com a maioria das apostas que frutificam. Aos poucos, porém, foi entrando no time e acabou estabilizando uma parceria com Perema.

É provável que ao longo da temporada o trono de ídolo seja ocupado por um atacante ou meia-armador, afinal essas posições são normalmente mais propícias a ter jogadores que enchem os olhos da torcida, pelos gols e jogadas de efeito.

De qualquer maneira, Diego Ivo já entra em vantagem, pois tem a confiança da Fiel. A raça, a disposição (chegou a jogar no sacrifício algumas partidas) e a forte presença em campo são suas virtudes. Quem quiser superá-lo no coração da galera terá que, inevitavelmente, fazer muito mais do que ele.

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Um tributo que o Fab Four nunca teve

O Liverpool lançou ontem uma camisa especial, homenageando os Beatles. Toda branco, o uniforme traz na parte inferior a mítica imagem dos quatro cabeludos atravessando a rua em Abbey Road – título do álbum de 1969.

A repercussão foi imediata. Era previsível o efeito causado sobre os fãs de futebol que também gostam da história do rock e são apaixonados pelo Fab Four. Poucas vezes o futebol conseguiu tabelar tão bem com o rock’n’roll.

Aliás, é até surpreendente que o Liverpool nunca tenha tido a ideia de fazer esse tributo. É o tipo da ideia que estava quicando na área à espera de um chute, como dizem os criativos do mundo publicitário.

Quis o destino (e talvez São Roque) que a camisa fosse desenhada com extremo bom gosto, sem presepadas no design e fiel ao sentido da homenagem.

O curioso é que, segundo a história do quarteto, nenhum dos quatro músicos torcia pelo Liverpool. Paul McCartney é declarado torcedor do Everton, arquirrival dos Reds na velha cidade portuária. Ringo Starr sempre foi fã, meio desleixado, do Arsenal.

John Lennon e George Harrison jogaram futebol na escola, mas nunca deram muita bola para os clubes da cidade, aparecendo apenas em eventos especiais, como a Copa do Mundo disputada na Inglaterra, em 1966.

Há alguns anos, o Liverpool do Uruguai fez o que o original britânico nunca havia pensado. Convidou Paul para ser sócio e o ex-beatle topou de imediato. Foi em 2012. A diretoria do clube do bairro de Belvedere, localizado ao sul da capital uruguaia, aproveitou a passagem de Macca por Montevidéu e a coincidência de ter o nome da cidade-mãe dos Beatles para fazer dele um legítimo hincha negriazul.

O clube, através de um aficionado que trabalhava na organização da turnê, mandou convite oficial a Paul e este aceitou ser sócio do Liverpool uruguaio. Ganhou a camisa do time com seu nome gravado, um livro narrando as histórias do clube e até a carteirinha vitalícia de associado.

Em tempo: a previsão é de que a camisa especial do Liverpool venda milhões de unidades nos próximos dias. Com a Beatlemania não se brinca.

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A surpreendente Desportiva avança à terceira fase da Copinha

A Desportiva superou as desconfianças e passou pelo Marília, ontem, marcando 4 a 3 na série de penalidades, depois de empatar no tempo normal por 2 a 2. Com bom controle do meio-campo e velocidade nas ações ofensivas, o time paraense resistia bem à pressão meio atrapalhada do MAC no estádio Abreuzão, mas cometeu duas bobeadas e sofreu gols que pareciam representar a eliminação.

Sem se abater, o time foi à frente e chegou ao empate com gols de gente grande, principalmente o segundo, um chute forte de primeira da entrada da área. Nos penais, com os nervos no lugar, conseguiu levar a melhor. Na próxima rodada, já na terceira fase, a Desportiva encara a Penapolense, com chances de seguir na competição.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 12)