Botafogo apresenta Leandro Carvalho e anuncia Roni

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Botafogo segue com a montagem do elenco para está temporada e anunciou nesta quinta-feira a chegada de mais dois reforços. O atacante Roni (formado no Remo e que pertencia ao Cruzeiro) e o meia Renatinho foram confirmados no clube de General Severiano. Roni já tinha sua contratação acertada, mas só assinou contrato nesta quinta-feira. O paraense de 22 anos estava no futebol japonês e chega ao Botafogo na negociação que envolveu a ida do volante Bruno Silva para o Cruzeiro.

Já Renatinho negociava com o futebol árabe, mas acabou acertando com o Botafogo. O meia de 25 anos foi o destaque do Paraná na Série do Campeonato Brasileiro e ficará por empréstimo de uma temporada. Quem foi apresentado oficialmente foi o atacante Leandro Carvalho, também paraense. O jogador veio do Paissandu e prometeu muito empenho com a camisa alvinegra.

“Quero agradecer pela oportunidade de vestir a camisa do Botafogo, um clube muito grande e glorioso. É a oportunidade que eu tenho, que o Botafogo me deu e tenho que agarrá-la para mostrar para que eu vim. Espero que sejamos felizes daqui para frente”, disse. A diretoria alvinegra ainda busca reforços. A prioridade está na chegada de um lateral-esquerdo e um atacante que atue como camisa 9.

Liverpool tributa Beatles na camisa

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A homenagem do Liverpool aos Beatles, fazendo referência à capa do álbum “Abbey Road” (1969) em sua mais nova camisa especial, não só distingue o quarteto roqueiro mais famoso do mundo como faz da camisa promocional do clube objeto instantâneo de desejo de fãs dos Beatles e de futebol. Previsão é de venda de mais de 1 milhão de camisas nos próximos dias.

Curiosamente, nenhum dos Beatles torcia pelos Reds. Paul é torcedor do Everton, Ringo é Arsenal e os dois já falecidos, John e George, nunca revelaram claramente suas preferências futebolísticas.

Capitão azulino promete time aguerrido e comprometido com a vitória

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O Remo terá pela frente o Bragantino, no próximo domingo (14/01), na primeira rodada do Campeonato Paraense. Capitão do time nos jogos de preparação, o zagueiro Bruno Maia não crê em facilidades dentro de casa, mas destacou a necessidade de iniciar a competição com vitória. “O grupo está ciente do dever que devemos cumprir no Mangueirão. Estamos tranquilos e tenho certeza que vamos fazer uma boa estreia. Sabemos das dificuldades, tempo chuvoso, campo pesado. Vamos enfrentar um grande adversário, mas aqui também temos uma boa equipe e vamos fazer o possível para fazer bonito diante da nossa torcida”, disse Bruno.

Bruno Maia foi o zagueiro titular da equipe nos amistosos disputados antes do Parazão. Foi também o capitão do Boa Esporte (MG), sob o comando de Ney da Matta, na conquista do título brasileiro da Série C em 2016. Mineiro, o jogador de 29 anos ganhou naturalmente a braçadeira de capitão. Afirma estar ciente da responsabilidade que o elenco atual tem de apagar a má impressão deixada no ano passado, quando o Remo ficou sem conquistas.

Parazão terá transmissão ao vivo de 25 jogos da dupla Re-Pa

Pelo oitavo ano consecutivo, a TV Cultura do Pará vai transmitir as emoções dos jogos de Remo e Paissandu no Campeonato Estadual. A cobertura começa a partir deste domingo (14) com o jogo Remo x Bragantino, às 16h, direto do Estádio Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. Mais uma vez, a competição será transmitida em HD para 115 municípios do Estado, que recebem o sinal da emissora oficial do Banparazão.

O programa esportivo “Meio de Campo” também está de volta sempre uma hora antes das partidas, com a mesma interação por meio das redes sociais da Cultura. A Rádio Cultura também vai transmitir os jogos de Remo e Paysandu, enquanto que o Portal Cultura vai disponibilizar a competição via internet.

“O que a gente espera de imediato é que os clubes façam bonito no gramado. O torcedor que paga o ingresso quer o melhor, então que seja um campeonato bonito, de paz. O Banparazão movimenta muita gente. Só para se ter uma ideia em dias de RexPa nós temos mais de 100 profissionais da Cultura envolvidos. É um campeonato grandioso, que chega para mais de cinco milhões de pessoas. É inevitável que você tenha uma grande participação dos paraenses, onde todos ficam ligados na TV Cultura e torcendo pelos seus times”, diz Adelaide Oliveira, presidente da Cultura Rede de Comunicação.

Para a realização do Banparazão, o Governo destinou mais de R$ 6 milhões. Pelos direitos de transmissão exclusiva do campeonato, a TV Cultura do Pará vai investir R$ R$ 2.956.800,00. Desse valor serão retiradas as premiações para os quatro melhores times do campeonato. O vencedor receberá R$ 212 mil, o segundo R$ 159 mil, o terceiro R$ 106 mil e o quarto R$ 53 mil. O campeonato terá a participação de 10 clubes.

Mais de 50 profissionais da emissora estarão envolvidos nas transmissões dos jogos de Remo e PSC, totalizando 25 partidas até a grande final. O Portal Cultura vai disponibilizar a transmissão dos jogos no canal do portal no Youtube (www.youtube.com/canalportalcultura). A competição terá uma cobertura exclusiva no site com todas as informações dos clubes envolvidos.

“Pelo segundo ano consecutivo, os jogos serão exibidos em HD, que traz mais qualidade de som e imagem nas partidas. Quem ganha é o torcedor paraense. Nós já visitamos os estádios onde serão realizadas as partidas e testamos os equipamentos. Neste ano teremos transmissão do estádio do Bragantino, em Bragança. que será uma novidade. Então, nossa equipe técnica está afinada para fazer um dos melhores campeonatos”, destaca Paloma Andrade, coordenadora de produção da TV Cultura. (Com informações da Funtelpa)

Pacto golpista sobrevive pela inércia e vence pelo arbítrio e cansaço

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Matias Spektor, num interessante artigo sobre o vazio da candidatura Luciano Huck – expresso no uso repetido de um “ressignificar” que ninguém sabe o que significa, mas ” virou moeda corrente em grupos de renovação política nascidos no eixo Leblon-Vila Madalena na esteira do impeachment” – produz um resumo muito feliz sobre os períodos FHC, Lula e Temer:

FHC fez suas reformas impondo à própria base aliada a pauta do combate à inflação; Lula fez o mesmo com o combate à desigualdade. Temer, cuja agenda não foi aprovada nas urnas, não precisa disso: sobrevive graças ao pacto nacional, com o Supremo e com tudo.

Afinal, é isso o que estamos assistindo: nunca um governo se expôs tanto ao ridículo, nem ao desgaste diante da opinião pública mas, “é o que temos” e, se o Judiciário cumprir o papel que tem neste “pacto” o que – na visão deles – continuaremos a ter depois das eleições de outubro.

A classe média, ou parte dela, vive sonhando com o Brasil onírico que tínhamos (??) antes do “lulopetismo”.

O patrimônio nacional é vendido, contra a opinião dos brasileiros que, sem eleição, não vem ao caso.

O mercado segue ganhando como sempre, antes, durante e depois da “Era PT”.

A exclusão social voltou à toda, com as ruas cheias de indigentes, salários em corrosão, empregos em extinção, no retrato da “viração possível” que nem mesmo as estatísticas genéricas escondem.

Nas ideias, vivemos um período medíocre e obscuro, perdidos em “tretas” sobre o politicamente correto e silêncio sobre o essencial, aceitando a agenda da mídia que erige Anitta e Pablo Vittar – nada contra ambos – como referências de “empoderamento”.

Agora, o “pacto da mediocridade” em que nos mergulharam, desde que as “jornadas de junho”, o “padrão Fifa” e o neomoralismoforam impingidos – sem grandes resistências, é verdade – à sociedade, prepara-se para cortar o mais forte vínculo entre o Brasil real, o do povão, e a política, com a cassação da candidatura Lula.

O golpe do golpe nos encontra cansados, não apenas da luta principal, mas de toda as derivação a que somos obrigados, todos os dias, para tratar de temas de comportamento pessoal e moral privada que, absolutamente, nada tem a ver com a esfera pública.

Neste tempo de ameaça à essência da democracia: o direito de que o povo seja o juiz supremo dos destinos do país, não podemos nos permitir tergiversações.

Porque é este o direito essencial de 204 milhões de pessoas que ficará na mão de três senhores. E a decisão se o pacto da mediocridade, afinal, continuará regendo os destinos do Brasil. (Transcrito do Tijolaço)

Klose, maior goleador das Copas, vai à Rússia como treinador de atacantes

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Quando a Copa do Mundo começar, nos gramados da Rússia, em meados de junho, o futebol não poderá ver em ação um jogador que inscreveu seu nome nos anais da história: Miroslav Klose. O atacante marcou o seu 16º gol em Copas na caminhada para o título alemão no evento de 2014, e superou ninguém menos que o brasileiro Ronaldo Fenômeno. Klose decidiu finalmente descalçar as chuteiras em 2016, com 137 jogos internacionais – nos quais marcou 71 gols -, 24 partidas de Copa do Mundo e vários títulos e distinções individuais.

Apesar disso, Klose estará presente na Rússia aos 39 anos como integrante da comissão técnica da seleção alemã, que defenderá o título. Seu objetivo é contribuir para melhorar ainda mais o desempenho de seus sucessores em potencial, como Timo Werner. O FIFA.com falou com este excepcional atacante já se aposentou sobre suas memórias da Copa do Mundo, o evento que acontecerá na Rússia e seu fabuloso recorde.

Miroslav, você participou de quatro copas mundiais realizadas em quatro continentes diferentes. Descreva o que significa para um jogador de futebol jogar uma Copa do Mundo.
Miroslav Klose – Uma Copa do Mundo é sempre algo especial e indescritível. E se, no final, você acabar levantando o troféu, é simplesmente incrível. Sinto-me feliz porque ganhamos a Copa de 2014, porque sempre ficamos na fase final. Em 2002, chegamos à final e, nos dois mundiais seguintes, caímos nas semifinais.

A Alemanha é sempre uma seleção temível em torneios. O que é clichê ou verdade nesta declaração?
MK – Nós, pela seleção alemã, sempre nos sentimos como uma verdadeira equipe em todos os campeonatos. Isso é algo que sempre nos levou longe. Esse espírito, essa dinâmica, não brotam apenas durante o torneio, mas são gestados em preparação.

A Alemanha pode defender o título em 2018?
MK – Estamos dispostos a ir longe, mas devemos conjurar esse espírito de equipe. A Alemanha tem ótimos talentos e jogadores fantásticos com excelente qualidade, mas você deve aparecer no tribunal no momento certo. Eu sempre tive esse senso coletivo em mente. Para mim, a equipe é a prioridade absoluta. Quando todos os jogadores atuam no seu melhor, toda a equipe se beneficia disso.

Poderia haver surpresas?
MK – Em todas as Copas do Mundo, há uma seleção que você vê que joga bem e, a partir daí, começa a crescer. Isso pode até levá-la a vencer grandes rivais.

Quais jogadores deixarão sua marca na Copa do Mundo?
MK – Quase sempre são iguais, estrelas como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Claro, cada equipe tem um punhado de jogadores especiais. Eles podem não ser os nomes que todos sabem, mas eles são tremendamente importantes para suas respectivas seleções. É algo que você tem que saber como apreciar e reconhecer.

O que você espera do torneio na Rússia em geral?
MK – Será muito especial. Já vivemos na Copa das Confederações. A atmosfera nos estádios era boa, com uma multidão de fãs vibrando. Será uma fantástica Copa do Mundo.

Vamos falar agora sobre você, que é o maior goleador da Copa do Mundo. Você está ciente de que é um ícone?
MK – Não me vejo como um ícone, mas reconheço que é algo incrível. 16 gols… Parece um sonho. Em qualquer caso, devo agradecer aos meus colegas, porque sem eles nunca teria conseguido.

Será que esse recorde será quebrado?
MK – Existem excelentes jogadores, por isso é muito provável que eles superem a minha marca um dia. Mas vou deixar-me surpreender. Ficarei feliz com quem recebe. Eu não quero me apegar a esse registro.

Ele marcou seu 16º gol contra o Brasil no Brasil, na inesquecível semifinal 1-7…
MK – Foi ótimo. Muitas vezes me perguntam por que eu precisava de duas tentativas nesse lance. Na primeira, o goleiro brasileiro fez uma boa defesa. Após o rebote, eu finalizei. Foi uma partida muito especial. Joguei bem no Brasil e aproveitei as chances de nosso objetivo muito bem. Toda a equipe foi sensacional.

Qual é a sua melhor lembrança de uma Copa do Mundo?
MK – A conquista do título em 2014, é claro. Ainda guardo muitas imagens na memória. Especialmente quando eu tive o troféu nas minhas mãos. Experimentei esse sentimento novamente no sorteio para a fase de grupos [Rússia 2018]. Mas eu não sou um daqueles que ficam se remoendo e querem voltar para o campo. Há também muitos outros momentos, como a minha primeira Copa, em 2002, na qual chegamos à final. Ou o primeiro jogo do grupo contra a Arábia Saudita, que retorna este ano à Copa do Mundo. Seu capitão, então [Sami Al Jaber], com quem eu tive que passar pelo controle antidoping, também estava presente no sorteio final em Moscou. É inevitável que as histórias, imagens e memórias venham à mente.

Atualmente, é treinador de atacantes na seleção alemã. Como é o futuro ideal em 2018?
MK – Pessoalmente, para mim sempre gostei de jogadores como Diego Forlán, por exemplo. Ele era um avançado completo, algo muito importante hoje em dia. Lewandowski, por outro lado, tem algo especial, tem um pouco de cada um, bem como uma infinidade de qualidades. E é preciso saber como se adaptar continuamente, porque às vezes você enfrenta defesas de três, quatro ou cinco homens. Você tem que variar a maneira como você joga e, quanto mais qualidades você tiver, mais imprevisível será. Já não é suficiente apenas finalizar bem na cabeça e disparar com a direita.

Mesut Özil, seu companheiro há tantos anos, dedicou essas palavras quando você se aposentou: “Obrigado por seus objetivos, Miro. Agora você é uma lenda”. Qual é a sua opinião sobre o jogador do Arsenal?
MK – Eu joguei muitos torneios com ele. Tem algo muito especial, muita leveza. Além disso, os jogadores canhotos sempre foram interessantes para mim. Eles rodam de forma diferente. Para um atacante, é importante ter alguém como ele atrás dele, porque é capaz de filtrar a bola, atrair adversários e habilitar espaços e que leia o jogo muito bem. O futebol está cada vez mais rápido e, muitas vezes, tudo depende de quão rápido você corre com seus pés, o que passa pela sua cabeça. É isso que distingue um bom jogador de futebol. E ele tem tudo. Muitos não se atrevem ou, mesmo vendo o espaço, reagem tarde.

Existe um jogador que pode ser comparado?
MK – Acho que Johan Micoud, Werder Bremen, que também tinha grande agilidade mental. Ele foi um dos melhores jogadores com quem joguei.

(Do FIFA.com)

Ainda de olho na Copa, Diego Souza chega ao S. Paulo pedindo reforço

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Apresentado como reforço do São Paulo durante a tarde desta quinta-feira, Diego Souza herdou a camisa 9 após a saída de Lucas Pratto ao River Plate. Com a numeração de centroavante, o versátil jogador torce por um acerto entre Tricolor e o meia-atacante Gustavo Scarpa, de quem espera receber ajuda para marcar gols pelo novo clube.

Ex-companheiros de Fluminense, em 2016, Diego Souza e Scarpa podem reeditar a parceria caso o São Paulo entre em acordo com o Tricolor das Laranjeiras. Ciente do caso na Justiça envolvendo clube e jogador, a diretoria são-paulina espera concretizar uma negociação amigável, com a retirada da ação movida pelo atleta.

“Não tive nenhum contato com o Scarpa, até porque fiquei pouco tempo na minha volta ao Fluminense. É um grande jogador, como eu preciso fazer gol, sem dúvida nenhuma é um cara que me ajudaria bastante”, afirmou o atleta.

Durante a entrevista coletiva, Diego Souza não escondeu que o seu principal objetivo com a troca do Sport pelo São Paulo é aumentar a visibilidade em relação ao técnico Tite e disputar a Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

“Continuo sonhando e acreditando. Fui convocado algumas vezes no ano passado e isso me deixa motivado e esperançoso de poder fazer parte do grupo. Tenho que estar bem, fazendo gols, porque só assim posso conquistar não só a torcida, mas uma vaga na Seleção Brasileira”, projetou o meia-atacante, que treina no CT da Barra Funda desde a última terça-feira.

“Infelizmente teve a contusão do Gabriel Jesus – não sei se ele estará à disposição nos próximos amistosos -, se não tiver, terei mais uma chance. E, estando dentro dos amistosos, é dar meu melhor e mostrar que tenho condições de estar no grupo”, acrescentou. (Da Gazeta Esportiva)

Conviver em grupo é conviver consigo

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POR CLARISSA FERREIRA, no Sul21

Nos últimos dias tive a oportunidade de conviver com amigos e pessoas que admiro, seja pela forma com que se relacionam com o mundo ou como se comunicam com ele. Concluo que estar em grupo é um grande aprendizado sobre si. Tal fato fez refletir como a sociedade atual – modelo fogão de apenas uma boca – nos fazem desconectados em demasia das demais pessoas, do convívio diário com o coletivo e como isto leva diretamente ao afastamento de nós mesmos. Viver em grupo é reação momentânea, não admite ensaio tampouco aguçada reflexão. Apenas ações fluidas, que se tornam espontâneas pela pessoalidade das relações.

Como uma vivência artística entre pares – muito maior do que a palavra férias seria capaz de abarcar – viver em grupo no litoral do Uruguai por cerca de dez dias trouxe novos insights. A experiência teve ares de um congresso, uma oficina ou de uma reciclagem artística-terapêutica. Ter a oportunidade de discutir sobre estética, mercado e criação, surte efeito grande no saldo das novas ideais, assim como contar sobre seus planos ou como foi seu ano renova os créditos para o que vem. A convivência diária ainda nos permite a intimidade, uma libertação para o campo das ideais que quando expressas livremente nos tornam poetas, filósofos, teóricos ou como em muita das vezes, comediantes.

Neste contexto, a canção foi e é a ferramenta de expressão predominante, o que acredito que tenha contribuído muito para a imersão em si através dos outros. Versos melodicamente montados e amontoados que contam histórias, declaram tratados, opinam, se expõem, falam de pessoas, sobre pessoas e para pessoas – acabam por tocá-las e transformá-las. A autoria levada a sério como algo que nutre o ouvido e dá sentido. Tocada pelo que o que significa culturalmente a função ritualística das rodas de música e seu poder de levar à introspecção e reflexão, minha caneta tornou-se um para-raio ou uma antena para captar as aprendizagens que o caminho mostrou. Sou levada a pensar sobre o som e o ritmo das palavras, sobre a função da introdução na canção como um lapso de tempo que pede atenção, do refrão que une vozes – no que toca e o que me toca.

Aprendizados teóricos sociológicos recebem explicações práticas e empíricas também neste contexto. O encontro de diversos indivíduos na grande maioria atuantes do meio artístico, localizados em diversos continentes, faz pensar como realmente o mundo configura-se em micro estruturas, micro sociedades, que se constroem como uma rede que liga diferentes pontos, envolvidas por mesmos paradigmas, e mesmas escolhas estéticas. Neste contexto as questões de identidade são sutilmente exibidas, por mais que esta identidade transnacional seja a predominante. Os sotaques, repertórios reconhecidos, piadas compreendidas por seus comuns compatriotas, aos “Fora Temer” que nos unem como nação, e códigos sonoros que demonstram significado são ações que remetem a pensar quem somos, em nosso território – geograficamente e metaforicamente falando.

Chegamos ao fim da viagem. Voltamos a nossas caixas, nossas verdades individuais sobre os outros e sobre nós. Que saibamos levar um pouco de coletividade para a cidade. Que consigamos sintonizar por osmose nas boas inspirações, ouvir e ver – contemplar. Aproveitar e observar as pessoas, os lugares, a vida – como a nós. Pessoas são espelhos da nossa subjetividade. Acho que no fim somos todos a mesma coisa.

(*) Clarissa Ferreira é violinista, doutoranda em Etnomusicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, professora substituta do curso de Música Popular da UFRGS e autora do blog Gauchismo Líquido. Treina poesia em prosa (êta loca brincando com as palavras), faz uso de referências vastas, de Guattari à Jout Jout, e aprende muito enquanto escreve.

(Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O estranho caso de Roberto Firmino

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POR JOSÉ IGNÁCIO WERNECK

A Federacão Inglesa de Futebol está investigando a acusação de que Roberto Firmino teria usado uma expressão racista contra o jogador Mason Holgate, do Everton, na semana passada.

O incidente ocorreu na vitória do Liverpool por 2 a 1, pela Copa da Inglaterra,  e é estranho por diversos motivos.

Holgate alega que foi chamado de “nigger” por Firmino.

“Nigger”, corruptela de “negro”, é uma das expressões mais ofensivas da língua inglesa. Nos Estados Unidos o único cidadão que pode chamar um negro de “nigger” é outro negro. Se a palavra for proferida por um homem branco, amarelo ou de qualquer outra cor, é pior do que xingar a mãe.

Ora, segundo um especialista em leitura labial contratado por um jornal inglês, xingar a mãe foi exatamente o que Firmino teria feito.

O incidente aconteceu porque Holgate empurrou Firmino para fora do gramado com tal violência que Firmino foi catapultado por cima das barreiras com anúncios e caiu no meio da torcida.

Os dois vinham na  disputa de um lance, ambos em velocidade, Holgate ficou frustrado por ter chegado atrasado e empurrou Firmino com as duas mãos, quando Firmino já tinha ultrapassado a linha lateral.

Firmino poderia ter se machucado seriamente, mas levantou-se, entrou de novo em campo, encarou Holgate e disse-lhe alguma coisa.

Segundo Holgate, Firmino o chamou de “nigger”. Segundo o especialista em leitura labial, Firmino teria falado em português e dito: “És maluco, seu filho da puta?”

O mais curioso em tudo isto é que Holgate sequer foi advertido com cartão amarelo, embora tivesse assumido o risco de causar ferimentos sérios em um adversário. O juiz em campo aparentemente não ouviu o que Firmino disse ou não entendeu,  mas o Everton fez uma queixa, através do quarto árbitro.

A investigação da Federação Inglesa diz respeito somente às palavras que Firmino teria dito, não ao empurrão do adversário.

Ora, há na língua inglesa uma expressão popular: “sticks and stones may break my bones, but words will never hurt me”

Ao pé da letra: “paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas palavras jamais me machucarão”.

Mas parece que,  para a Federação Inglesa, é o contrário: palavras ferem mais do que atos. Firmino poderá ser suspenso entre oito e dez jogos, enquanto a Holgate nada acontecerá.

Vamos aguardar o resultado da investigação.

Há outro ponto interessante. Por acaso eu estava olhando a ficha de “Roberto Firmino, footballer”, na internet, e encontrei um ítem definindo-o como jogador de raça negra.

Quer dizer que para os ingleses um negro estaria em apuros por chamar outro negro de negro.

Países  tem costumes diferentes. No Brasil se você chamar um homem de raça negra de “preto” ele se ofende. Ele se considera negro. Nos Estados Unidos é o contrário. Um homem de raça negra quer ser chamado de “black”, não de “negro” e muito menos de “nigger”.

Na verdade, só existe uma raça, a raça humana.

Entretanto, a língua portuguesa é cheia de gradações. Há o branco, descendente de europeus, o negro, descendente de africanos, o índio, povoador original das terras brasileiras, o mulato, que vem a ser o branco miscigenado com negro, o caboclo (também chamado mameluco), que vem a ser o branco com  índio, e o cafuso, que vem a ser o negro com índio.

Acho  que a descrição que mais se encaixaria em Firmino é a de cafuso, com maior preponderância de sangue índio do que negro.

Entretanto, para os ingleses Firmino é negro e corre o risco de ser suspenso por até dez jogos por ter chamado outro negro (na verdade, mulato, como mostram as fotos) de negro.

O adversário escapará impune pela agressão.

Técnico do Estanciano denuncia esquema de manipulação de jogos na Copinha

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O Estanciano-SE pode estar envolvido em um suposto esquema de combinação de resultados na edição 2018 da tradicional Copa São Paulo. O técnico Ricardo Pereira afirma ter recebido proposta para o time sergipano perder o duelo contra a Itapirense, na última quinta-feira (4), pela estreia no torneio da categoria sub-20.

De acordo com Pereira, a oferta foi feita por duas pessoas que foram apresentadas inicialmente como empresários de atletas, mas que em seguida confirmaram que trabalhavam para um site de apostas do exterior. Ainda segundo o treinador, o esquema contou com a anuência de Sidnei Araújo, presidente do Estanciano.

“O presidente falou que ninguém era menino, que eles tinham uma situação para ganhar dinheiro e que todo mundo fazia isso. Foi aí que um dos rapazes me explicou a situação, que eu ganharia R$ 7 mil”, afirmou Pereira à Gazeta Esportiva.

Além do valor, disse ter sido oferecida uma passagem aérea de volta a Sergipe e que, portanto, não precisaria retornar de ônibus com a delegação. Ricardo afirmou ter recusado a proposta de imediato e ter sido cumprimentado por Sidnei pela resposta negativa ao se encontrarem em um supermercado próximo ao hotel onde estavam hospedados, em Itapira.

O Estanciano acabou derrotado por 3 a 2 para o Itapirense na estreia da Copinha. De acordo com Pereira, como as propostas não cessaram após o jogo, chegando inclusive a jogadores, decidiu se desligar do cargo no dia seguinte ao revés. Antes do pedido de demissão, o treinador conversou com os atletas.

“Falei que recebi a proposta, mas não comentei de onde ela veio. Falei que não venderia o sonho deles de maneira nenhuma e eles entenderam a situação”, contou.

Segundo o treinador, os jogadores que aderisse ao esquema receberiam R$ 2 mil cada um, além de um bônus de R$ 500 por pênalti cometido. No entanto, ainda de acordo com ele, atletas gravaram as supostas negociações por celular e os áudios foram encaminhados ao Comitê de Integridade da Federação Paulista de Futebol (FPF), organizadora do torneio.

“O caso foi encaminhado ao Comitê de Integridade. A FPF trabalha ativamente para combater a manipulação de resultados. Criou em 2015 o Comitê de Integridade, que analisa e investiga denúncias de supostos casos”, disse a FPF em nota oficial.

O presidente do Estanciano, Sidnei Araújo, se afastou do cargo e afirmou em nota oficial divulgada nas redes sociais que vai “demonstrar quem são os verdadeiros culpados pelas falsas denúncias e quem são os verdadeiros corruptos envolvidos nos fatos ocorridos na Cidade de Itapira, durante a Copa São Paulo”.

O Estanciano acabou perdendo o segundo jogo na Copinha também por 3 a 2 para o Fortaleza. Já eliminado, o time se despede da competição diante do Volta Redonda, nesta quarta-feira, às 17 horas (de Brasília).

Abaixo, veja a íntegra do presidente do Estanciano:

O presidente do Estanciano Esporte Clube, vem COMUNICAR a todos o seu pedido de LICENÇA da Presidencia Executiva por periodo indeterminado, objetivando o seguinte:

1 – Providenciar sua defesa, referente as acusações que estão sendo vinculadas pelas redes sociais contra sua pessoa;

2 – Ajuizar ações criminais contra os elementos, que, tentam macular sua reputação;

3 – Demonstrar quem são os verdadeiros culpados pelas falsas denúncias e quem são os verdadeiros coruptos envolvidos nos fatos ocorridos na Cidade de Itapira, durante a Copa São Paulo. Em alguns dias, todos saberão quem esta falando com a verdade.

Durante o seu pedido de AFASTAMENTO, assumirá o vice-presidente executivo.

Estância(SE), 07 de Janeiro de 2018.

Sidnei Santos Araujo – Presidente

Felipe Pará é confirmado como novo reforço do Leão

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Depois de ficar duas semanas sob observação, o atacante Felipe Pará teve sua contratação oficializada pela diretoria do Remo. O vínculo com o Leão vai até o final do Estadual, mas há uma opção de renovação até o término da Série C. “Temos o pensamento positivo de que vai nos ajudar. O atleta teve passagem pelo Guarani (SP), onde trabalhou com o Ney da Matta. Tem toda a confiança do Ney e passamos as últimas duas semanas analisando algumas situações financeiras para se encaixar naquilo que pensamos. Resolvemos acertar com ele. É um jogador que está vindo para nos ajudar, que joga pelo lado do campo e que está vindo para brigar pela posição”, afirmou o executivo de futebol Zé Renato, na coletiva de apresentação do jogador.

Felipe Pará tem 22 anos e começou nas divisões de base da Tuna, depois passou por União Barbarense, Comercial (MS) e Guarani de Campinas. “Minha característica é um pouco o lado de campo. O professor Ney da Matta já me conhece. Espero dar o meu melhor aqui no Clube do Remo, dar muitas alegrias ao torcedor. Vamos buscar dar o nosso melhor para buscar os títulos e, consequentemente, o acesso à Série B. É um prazer enorme estar aqui, sempre acompanhei o Remo, sempre vi essa torcida linda, então é uma imensa alegria vestir esse manto”, disse Felipe.